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quinta-feira, 24 de maio de 2007

ÉRAMOS ONZE

ÉRAMOS ONZE: Caso queira o livro pode ser adquirido nas LIVRARIAS CURITIBA PELA PÁGINA: http://www.livrariascuritiba.com.br/, Busca do autor: Wagner Luiz Marques. Ou entrando em contato com a equipe de administração pelo endereço eletrônico wlmcne@hotmail.com ou fone: 44-3629-5578; celular 44-9977-6604.
Fundação Biblioteca Nacional . Certificado de Registro de Averbação.Nº do Registro: 333.194; Livro: 611; Folha:354
Um livro que apresenta como trabalhar em grupo, como alcançar sucesso convivendo com pessoas de todos os níveis, cultura, jeito e obter sucesso.
A realidade depende da imaginação de cada um. Assim, no primeiro capítulo deste livro, enfatiza-se que os sonhos, por mais difíceis que pareçam, podem se tornar realidade. Basta acreditar e nunca desistir.
O segundo capítulo é o estimulo para o crescimento, é mostrar que todos os degraus de nossa vida são difíceis na caminhada, mas com união, fraternidade e responsabilidade chega-se ao longe, porque existe um ser por trás disso: DEUS - aquele que conduz o destino de cada ser humano.
O grupo nunca se acaba, o que se acaba é o objetivo proposto no momento e esse se renova para cada um, e com isso cada componente é levado para um lugar. Mas certamente, na mente de cada um, permanece a imagem daqueles que alcançaram a vitória – o grupo dos onze, hoje chamados de Mestres em Ciências da Educação pela UTCD – Universidad Técnica de Comercialización y Desarrollo.
O terceiro capítulo retrata o valor do conhecimento na vida do ser humano, já que o mesmo pode transformar o dia-a-dia das pessoas, seja na vida familiar, social e profissional. É ele quem dá sustentáculo à participação social, à transformação da realidade, mas acima de tudo, à realização enquanto indivíduo que busca equilíbrio, auto-afirmação e motivação para atuar em seu meio.
Toda experiência de conhecimentos científicos advindos ao longo de uma caminhada, constitui-se em aplicabilidade na esfera profissional. A nós, enquanto educadores são sinais de que estes referenciais contribuirão para a melhoria do processo ensino aprendizagem, o encaminhamento metodológico e a interação professor e aluno.
Ressalta-se que a experiência vivenciada, a troca de idéias entre os envolvidos no processo, reverte em melhoria tanto para o professor, quanto para o aluno, e nessa troca, ganha todos, inclusive a sociedade que recebe os talentos vindos das instituições educativas. Por isso, o “saber” é algo que encanta e dá prazer, já que ninguém vive sem ele e é por causa dele que a humanidade está cheia de mentes inteligentes.
O quarto capítulo destaca que a persistência, a vontade de vencer e a motivação para o aprendizado se constituem em instrumentos através dos quais se alcança o sucesso.
Ainda no mesmo capítulo, evidencia-se que os ensinamentos que se adquire devem ser compartilhados, pois de nada adianta ter muito conhecimento se ele não é transmitido, dividido com outras pessoas.
O sucesso não se conquista ao caso, não se compra numa loja, não se alcança sozinho. Por isso, no quinto e último capítulo, apresenta-se uma reflexão sobre sentimentos, atitudes e comportamentos relacionados à busca do sucesso.
No grupo dos onze, cada qual, à sua maneira, contribuiu para que todos chegassem ao final do curso de mestrado, razão pela qual cada um merece ser lembrado.
E, como não poderia deixar de ser, a visão que se apresenta no último capítulo reflete o ponto de vista da autora, que considera o sucesso como uma conseqüência de tantas lutas, tantas renúncias, tantos sacrifícios, mas também da convivência com outras pessoas, levando a compartilhar momentos, situações, dificuldades e alegrias, provando que a união e a força do grupo são fundamentais para o alcance do sucesso.

Autores:
ANDERSON MARCOS LUCHETTI
MARGARIDA JORDÃO VOLPATO
ROSANGELA ALDA
SHIRLEY MIJOLARO GORLA
WAGNER LUIZ MARQUES
DEDICAÇÃO
Dedicamos a nossos familiares, que são o que nós temos de maior valor, o que mais amamos; neles nós encontramos toda a segurança, apoio e força de que precisamos.
ÍNDICE
PREFÁCIO
APRESENTAÇÃO DO LIVRO
CAPÍTULO I – DO SONHO PARA O REAL
1.1. Um pouco de História
CAPÍTULO II – DEGRAUS DA CAMINHADA
2.1. As Necessidades da Busca do Homem
2.2. Ideologia de Vida: A Sustentação Diária
2.3. Caminho da Verdade: Uma Superação de Glória
2.4. Alegria na Superação dos Desafios
2.5. Juventude Exemplo de Persistência
2.6.Responsabilidade: Compactação de um Grupo
2.7. Serenidade no Convívio Humano
2.8. Tranqüilidade e Solidariedade: Contribui para o Crescimento da União
2.9. Verdade é o que Faz Prosperar um Grupo
2.10. Organização a Manutenção da Quebra dos Desafios
2.11. Sustentação e Equilíbrio: A Força da Superação
CAPÍTULO III – O SABOR DO SABER
3.1. A Procura do Novo
3.2. É Preciso Ousar
3.3. Leitura, Pesquisa e Determinação
3.4. Conhecimento: a Prática da Sala de aula
3.5. Somando Forças
CAPÍTULO IV – SOLIDIFICANDO AS CONQUISTAS
4.1. Novos Conhecimentos – Uma Quebra de Desafios
4.2. O Prazer da Busca de Conhecimentos
4.3. Edificando a Vida Pessoal e Profissional
4.4. Vida Familiar: Uma Nova Conquista
4.5. Recebendo Novos Olhares
4.6. Aprender a Ensinar com Alegria
4.7. Todo Saber Transforma a Pessoa
4.8. Brincando se Ensina Melhor
4.9. Compartilhar Conhecimentos, uma Alegria do Saber
4.10. Observar, Dádiva de poucos
4.11. A Busca Constante de Aprender
CAPÍTULO V – O BRILHO DO SUCESSO
5.1. Família – a Base para a Escalada Rumo ao Sucesso
5.2. Liderança e Espírito de Colaboração
5.3. Habilidade, Talento e Competência: Chaves para o Sucesso
5.4. Otimismo e Força de Vontade Visando um Ideal
5.5. Alegria e Autoconfiança – Ingrediente para o Sucesso
5.6. A Evolução Conseqüente da Transformação do Homem
5.7. Amizade: um Estímulo Externo para o Sucesso
5.8. Confiança: um Instrumento de Apoio no Caminho do Sucesso
5.9. Concretizando Sonhos Através da Ação
5.10. Sensibilidade: Sentimento que Faz a Diferença
5.11. Disposição: o Pilar para o Desenvolvimento Pessoal
5.12. Ao Encontro do Sucesso
CONCLUSÃO
PREFÁCIO
É para mim uma imensa honra que hajam me convidado a participar nesta obra com a apresentação. Também é para mim um incauculável orgulho, contar com estes maravilhosos amigos quens, à força de grande perseverância e vencendo inúmeráveis dificuldades, perseguem objetivos, e os alcançam.
Wagner Luiz, Maria do Amparo, Silvana Aparecida, Elaine Regina, Anderson Marcos, Shirley, Lourdes Joana, Rosangela, Margarida, Célia Néri, Luiz Carlos - onze vontades; onze espíritus de superação invejáveis.
Com enorme sacrifício conseguiram coroar o desejado título de Master em Ciências da Educação e seguem. Serão Dotores e, mais ainda, porque com um ánimo inigualável, já estão empíricamente aptos a vencer com altura as dificuldades que se apresentam, por mais duros que estes sejam - onze caracteres inquebráveis. E que, apesar de tudo e por circunstâncias insuperáveis, alguns tiveram que ficar na primeira etapa de conquista de pos-graduação.
Na leitura dos curtas que cada um deles despejou neste livro, reflexa sua personalidade com singular transparência - vale a pena conhecê-los...

Juan G.Ventre Busarquis
DIRETOR CAMPUS SALTO DEL GUAIRÁ U.T.C.D. - PARAGUAY
(Algumas palavras do texto estão escritas em espanhol pelo fato de que foi mantida a escrita original do autor do prefácio.)
APRESENTAÇÃO DO LIVRO
A realidade depende da imaginação de cada um. Assim, no primeiro capítulo deste livro, enfatiza-se que os sonhos, por mais difíceis que pareçam, podem se tornar realidade. Basta acreditar e nunca desistir.
O segundo capítulo é o estimulo para o crescimento, é mostrar que todos os degraus de nossa vida são difíceis na caminhada, mas com união, fraternidade e responsabilidade chega-se ao longe, porque existe um ser por trás disso: DEUS - aquele que conduz o destino de cada ser humano.
O grupo nunca se acaba, o que se acaba é o objetivo proposto no momento e esse se renova para cada um, e com isso cada componente é levado para um lugar. Mas certamente, na mente de cada um, permanece a imagem daqueles que alcançaram a vitória – o grupo dos onze, hoje chamados de Mestres em Ciências da Educação pela UTCD – Universidad Técnica de Comercialización y Desarrollo.
O terceiro capítulo retrata o valor do conhecimento na vida do ser humano, já que o mesmo pode transformar o dia-a-dia das pessoas, seja na vida familiar, social e profissional. É ele quem dá sustentáculo à participação social, à transformação da realidade, mas acima de tudo, à realização enquanto indivíduo que busca equilíbrio, auto-afirmação e motivação para atuar em seu meio.
Toda experiência de conhecimentos científicos advindos ao longo de uma caminhada, constitui-se em aplicabilidade na esfera profissional. A nós, enquanto educadores são sinais de que estes referenciais contribuirão para a melhoria do processo ensino aprendizagem, o encaminhamento metodológico e a interação professor e aluno.
Ressalta-se que a experiência vivenciada, a troca de idéias entre os envolvidos no processo, reverte em melhoria tanto para o professor, quanto para o aluno, e nessa troca, ganha todos, inclusive a sociedade que recebe os talentos vindos das instituições educativas. Por isso, o “saber” é algo que encanta e dá prazer, já que ninguém vive sem ele e é por causa dele que a humanidade está cheia de mentes inteligentes.
O quarto capítulo destaca que a persistência, a vontade de vencer e a motivação para o aprendizado se constituem em instrumentos através dos quais se alcança o sucesso.
Ainda no mesmo capítulo, evidencia-se que os ensinamentos que se adquire devem ser compartilhados, pois de nada adianta ter muito conhecimento se ele não é transmitido, dividido com outras pessoas.
O sucesso não se conquista ao caso, não se compra numa loja, não se alcança sozinho. Por isso, no quinto e último capítulo, apresenta-se uma reflexão sobre sentimentos, atitudes e comportamentos relacionados à busca do sucesso.
No grupo dos onze, cada qual, à sua maneira, contribuiu para que todos chegassem ao final do curso de mestrado, razão pela qual cada um merece ser lembrado.
E, como não poderia deixar de ser, a visão que se apresenta no último capítulo reflete o ponto de vista da autora, que considera o sucesso como uma conseqüência de tantas lutas, tantas renúncias, tantos sacrifícios, mas também da convivência com outras pessoas, levando a compartilhar momentos, situações, dificuldades e alegrias, provando que a união e a força do grupo são fundamentais para o alcance do sucesso.
CAPÍTULO I
DO SONHO PARA O REAL
MARGARIDA JORDÃO VOLPATO
Sonho é o que alimenta o desejo de uma perspectiva maior e melhor, dentro do ser humano. Para que o sonho se concretize, antes deve ser construído na alma.
Sonho é o que sustenta, anima e incentiva o agir na caminhada, rumo ao sucesso.
Sonho é a arma de batalha, que uma vez empunhada com determinação, dificilmente sucumbe diante das inúmeras dificuldades que se apresentam na vida de cada um.
Sonho é o que leva o ser humano a lutar pelo seu ideal e por tudo aquilo no qual acredita e deseja.
Sonho é o que levou um grupo de onze pessoas, amigas e corajosas, a realizarem um curso de mestrado em outro país, com culturas e línguas diferentes, poucos recursos financeiros, muita coragem, ousadia, espírito de equipe, de aventura e companheirismo.
Falar em sonho, muitas vezes, mexe com a emoção e com o inconsciente de qualquer um, pois o sonho significa conquistar algo já construído, mas que precisa ser feito realizado, para atingir os objetivos propostos e, conseqüentemente, a felicidade.
Pequenos sonhos são realizados todos os dias, mas a soma maior deles está instalada nas imagens e sensações dentro da alma. Quando esta é satisfeita, a vida ganha mais sentido e colorido, pois a fonte do sonho é a vida e as experiências realizadas no quotidiano do indivíduo.
As potentes energias psíquicas, que se ramificam individualmente e tomam forma de imagens e sensações dentro da alma, os arquétipos (acontecimentos registrados dentro de cada ser), fazem parte do inconsciente coletivo que é o patrimônio da humanidade, definido por Jung como raízes do eu, se apresentam através dos sonhos, especialmente nos momentos de mudanças e de grandes tensões.
Toda mudança gera instabilidade, desconforto e tudo o que é novo causa insegurança e medo. Talvez esteja aí, a dificuldade na luta pela realização e a concretização do sonho, e também o segredo extraordinário da conquista e o prazer da vitória.
Sabe-se que a insatisfação e a busca são características do ser humano, e que só ele é capaz de ter sonhos, aspirações e desejos e só ele, tem o poder de lutar e torná-los reais através da coragem, da disposição, do ânimo, da garra e da personalidade.
Nunca é tarde para realizar o que se deseja, basta lutar com todas as forças da alma e almejar profundamente, que o objetivo será alcançado.
Segundo o autor, escritor, psicólogo..., Roberto Shinyashiki, num dos seus estágios, em um hospital de doentes terminais, percebeu que o ser humano no momento da morte se arrepende de três coisas, entre outras: a de ter amado menos, a de não ter tido tempo de conviver com a família e amigos e a de ter desistido de lutar pelos seus sonhos.
Diante dessa experiência estatística, percebe-se a importância da conquista dos sonhos e da busca dos ideais de felicidade para si e para o próximo, que cada um traz no âmago, no mais íntimo do seu ser.
Se ficar esperando que as condições se apresentem favoráveis para as realizações dos sonhos e a concretizações dos objetivos de vida, estes nunca serão alcançados. Porque sem luta não há vitória, sem risco não há mérito. Sem crédito não há realização de sonho.
Para quem quer conseguir algo ou atingir alguma meta, nenhuma barreira é intransponível. Alguns sonhos podem ser difíceis de concretizarem, mas não impossíveis, pois só chega quem caminha e o começo é sempre pelo primeiro passo.
Pensadores e estudiosos afirmam através de pesquisas, que o inconsciente é o responsável pelo sucesso ou a derrota de cada um, e uma vez interiorizado, o pensamento se concretiza.
Toda vitória é fruto da batalha, da ousadia, da determinação e do desejo de realizar o sonho. Porém, não adianta desejar e acomodar-se, o que vale é desejar e agir.
Sonhar é a certeza de estar vivo e de ter juventude e coragem suficientes, para viver com dignidade e qualidade. Quem deixou de sonhar parou de viver, pois o tempo cronológico enruga a face e, a falta de objetivos e metas na vida, enruga a alma; inclusive, a pior coisa é sonhar ao lado de quem vive dormindo.
A juventude não se mede pelos anos vividos, mas sim pelo estado de espírito de cada um. Há jovens que já estão envelhecidos pelo desânimo, pela falta de perspectiva de futuro, de forças para lutar e da busca na construção de novos conhecimentos e de novas expectativas de sucesso. Ao contrário, há idosos que trazem dentro de si, a força e a coragem de continuarem lutando em prol dos seus e da comunidade da qual fazem parte. Para estes, os anos passam, mas a juventude pulsa vibrante dentro do seu ser e da sua alma.
A coragem de ser melhor a cada instante é tarefa difícil, pois sempre há algo que emperra que dificulta, como uma casca de banana esperando para dar o tombo, levando o sujeito a desistir do objetivo, do sonho, da tentativa de fazer acontecer, de fazer a diferença. Só a garra, a persistência, a motivação, a fé, o amor e a luta constante é que dará sustentação e amparo, para não sucumbir nos percalços da caminhada, rumo ao sucesso tão desejado e tão sonhado.
A felicidade se constrói de pequenos gestos de amor. O amor é o grande herói da história e, a ignorância, a grande vilã. Por isso, quando se coloca amor e paixão no que se faz, o objetivo acontece. Jogue o coração na frente, que o corpo vai atrás.
A realidade depende da imaginação de cada um. Os sonhos, por mais difíceis que pareçam, podem se tornar realidade. Basta acreditar e nunca desistir.
Quando se consegue realizar um sonho, o sabor da conquista é fantástico e extraordinariamente prazeroso.
Feliz de quem consegue realizar o seu sonho, mesmo passando por dificuldades e sofrimentos, pois toda realização tem suas conseqüências. Se o que é mau faz sofrer, o que é bom, dá prazer.
1.1 Um Pouco de História
Todo ser humano é protagonista da sua própria história. É o agente que participa e constrói a história, com livre arbítrio e responsabilidade de ser e fazer o outro feliz.
A trajetória de minha vida foi marcada com episódios surpreendentes, que valem a pena serem relembrados e registrados no papel. Sempre fui uma sonhadora, consequentemente uma guerreira. Muitas barreiras surgiram em minha vida, de diversas maneiras e situações, aliás, as mesmas que surgem na vida de todo cidadão. Felizmente tive fé e forças para tentar transformar alguns sonhos em realidade, devida a coragem e a determinação.
Jesus falava através de parábolas. Eu sempre que posso conto algumas histórias que guardo dentro do meu mapa mental, com o objetivo de me fazer entender por aqueles que fazem parte da minha vida. Diz-se que, certa vez, havia um homem muito motivado, e em tudo agradecia a Deus. Ao fazer uma viagem, o seu avião caiu em alto mar. Ele sobreviveu e agradeceu muito a Deus pela sua vida. Ficando em uma ilha por muito tempo sem comunicação, conseguiu construir uma cabaninha para que pudesse se abrigar das intempéries, sempre dando muitas graças a Deus. Um dia estava ele pescando quando, de repente, pegou fogo em sua cabana. Ele ficou muito triste, chegando quase a desanimar diante do fato, mas mesmo assim rendeu graças a Deus e confiou. Neste momento sentiu que alguém tocou em seu ombro e lhe disse: - Vamos amigos, estávamos em alto mar, vimos sinal de fumaça e viemos salvá-lo. É assim que nós devemos ser, cada vez mais conscientes dos nossos atos e agradecidos pelo dom da vida, que jamais seremos esquecidos ou desamparados.
A minha geração viveu uma época difícil, de incertezas, de proibições e de cobranças, levando-me a pensar: “não quero que meus filhos passem pelo que passei”. Não tínhamos muitos dos direitos que nossos jovens têm hoje. Antes não podíamos fazer o que queríamos por obediência aos nossos pais, hoje não podemos por obediência aos filhos. Antes os pais tinham razão, hoje os filhos têm razão e nós, às vezes, nenhuma razão. Mas também foi marcada por excelentes pessoas, com sonhos de progresso e de mudanças, que transmitem muitos exemplos e esperanças.
Todos continuam até hoje lutando, construindo novos caminhos, novas estratégias para a educação dos filhos, através do diálogo, do carinho, da busca de conhecimentos, sem dar chance para o pessimismo ou para o que os outros possam pensar ou dizer.
Diz-se que uma ninhada de gatos, morava no fundo de um poço. Certo dia, percebeu que havia uma claridade lá em cima e alguns decidiram subir para averiguar. Os que aguardavam embaixo, negativamente, diziam em alta voz, que os que estavam tentando subir não iriam conseguir e que iriam cair. De fato, isso acontecia, exceto com um deles, que conseguiu chegar ao lugar desejado. Ao verificarem o porquê do êxito daquele gato, perceberam que o mesmo era surdo. O sonho só se concretiza através da fé, da boa vontade e da busca constante, sem dar atenção aos pessimistas.
Gosto de observar os acontecimentos cotidianos e procurar respostas para os mesmos, através de leituras, exemplos de vida e pesquisas, confrontando muitas vezes o conhecimento empírico com o conhecimento científico, a ciência com a fé, interessando-me assim principalmente pelo fenômeno religioso, motivação e auto-estima, valores estes que foram construídos através da determinação, da garra e da coragem de muitos em construir um mundo novo, cheio de amor e esperança.
As pessoas que recebem amor na sua infância têm maior possibilidade de serem pessoas motivadas, alegres e amorosas. É como observar uma caixa d’água que abastece uma cidade, se ela não estiver cheia, como irá distribuir água para os moradores? Assim é o ser humano: quanto mais é tratado com amor, mais amor tem para transmitir. Digo isso porque tive esse privilégio.
Não conclui meus estudos quando ainda jovem, por motivos alheios à minha vontade. Mas isso não me impediu de sonhar e nem de buscar outros conhecimentos necessários para construir meu projeto de vida. Cada pessoa é ótima em alguma coisa que faz. Pensei: eu tenho que transformar o que há de ótimo dentro de mim em algo útil e necessário a mim e a todos que convivem comigo. Continuei firme nos meus propósitos, até surgir a primeira oportunidade. Reiniciei meu estudo depois de casada e continuo estudando até hoje.
Fiz muitos cursos, mas o maior sonho era fazer um Mestrado. E hoje esse sonho tornou-se realidade. Quem quer consegue quem não quer retrocede. A motivação e a vontade é o combustível que move nossa alma.
As idéias fluíam, como se fossem raios de luz iluminando um dia de primavera. Mas, o desejo de ser feliz sempre se manteve firme no meu interior.
Diz-se que certa vez duas rãzinhas caíram numa tina de leite e não conseguiam sair. Uma, apavorou-se e pôs-se a reclamar compulsivamente ao invés de lutar. A outra cheia de coragem, agarrou esta pelo meio, e pôs-se a debater corajosamente. Lá pelas tantas a segunda rãzinha, exausta, já não agüentando mais, toca algo consistente à sua volta. Num último esforço, percebe que de tanto debater, o leite transformou-se em manteiga e finalmente puderam se salvar. Esses exemplos nos ajudam a refletir e a nos motivar.
CAPÍTULO II
DEGRAUS DA CAMINHADA
WAGNER LUIZ MARQUES
Certa manhã de sábado, um grupo de onze pessoas, cada qual com visões diferenciadas para suas vidas, mas com o entusiasmo de uma criança pré-escolar, se reuniu, com objetivos de alcançar o mesmo ideal, buscando novos horizontes, experiências, colegas, enfim, descobrir aquilo que o mundo pode oferecer.

Todo início de uma caminhada é muito difícil, principalmente quando não se conhece o local dos novos desafios; além disso, sabe-se que estudar é quebrar barreiras. Porém, quando existe união, consegue-se superar os obstáculos e quebrar quaisquer paradigmas existentes no caminho das pessoas. E foi o que aconteceu com as pessoas que compõem o fabuloso grupo dos onze.
Para facilitar o entendimento de toda essa caminhada, serão identificados onze degraus, nos quais serão destacados os desafios para superação de cada fase existente na caminhada, identificando as lutas, a persistência, mas, acima de tudo, mostrando a força que um grupo tem de superar os desafios e dificuldades existentes no dia-a-dia.
Além disso, pretende-se demonstrar a motivação que caracteriza o espírito daqueles que querem vencer as batalhas, como as que foram enfrentadas na longa jornada de estudos e experiências profissionais adquirida pelo grupo, especialmente em conseqüência do contato com uma nova cultura, que pretende-se desvendar nos itens desse capítulo.
Reflita através do que será exposto, sobre como o homem, trabalhando em grupo, em união com seus semelhantes, vence todas as dificuldades existentes no seu trajeto de vida.
2.1. As Necessidades da Busca do Homem
O que faz o homem buscar um novo caminho, desafiar o seu próprio limite é a pressão externa que existe no cotidiano de cada ser humano.
Um dos fatores que pode-se enfatizar nessa correria de atualização, é a globalização, pois o mundo atualiza suas informações em um curto espaço de tempo, razão pela qual busca-se informações imediatas, de modo a manter-se atualizado e em condições competitivas no mercado de trabalho.
Para refletir bem essa necessidade, cita-se, como exemplo, o caso de um rapaz, cuja principal característica era a máxima dedicação no que fazia, razão pela qual a sua vida estudantil sempre foi a melhor possível. Ele achava que nada poderia afetar o seu sucesso, pois tudo o que concorria era ser o número “um” dos concursos.
Certo tempo, as tendências econômicas foram mudando, a histórias do mundo foi se transformando, aquilo que ele sabia já não fazia mais tanta importância, o mundo tomava outro rumo.
Nesse processo de transformação e desenvolvimento, os blocos econômicos passaram a dominar a estrutura dos países. Mas, que blocos são esses?
A NAFTA (North American Free Trade Área) é uma zona de livre comércio entre os países da América do Norte: Estados Unidos, Canadá e México. No caso de formação de uma união aduaneira hemisférica (ALCA) os países da NAFTA também serão incluídos nela, tanto que já participam das negociações. Decorridos pouco mais de cinco anos de sua implementação, o intercâmbio comercial entre os países aumentou o que significa o aumento do saldo de suas balanças comerciais, especialmente no caso do México.
A União Européia é resultado de uma tentativa bem sucedida da segunda metade do século XX. Mas tudo começou em 1951, quando seis Nações devastadas pela guerra decidiram unir suas matérias-primas industriais de carvão e de aço para evitar a guerra entre elas. A Constituição de base desta Comunidade, o Tratado de Roma, entrou em vigor em 1958. A união monetária foi aprovada pelo Tratado de Maastricht, em 1991.
A ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) é uma proposta dos EUA de integração comercial que, se concluída, abrangerá todos os países das Américas, com exceção de Cuba. Os países-membros da ALCA terão, entre si, preferências tarifárias.
A Comunidade Andina (CAN) é uma organização subregional com personalidade jurídica internacional composta por: Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. Seu principal objetivo é contribuir para o desenvolvimento da região mediante a integração dos países membros e a gradual formação de um mercado comum latino-americano.
A Aladi (Associação Latino-Americana de Integração) é uma organização intergovernamental cujo objetivo é promover a expansão da integração regional e a constituição de um mercado comum, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e social.
O MERCOSUL (Mercado Comum do Sul) é um processo de integração econômica entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Este bloco econômico possui dois grandes pilares: a democratização política e a liberalização econômico-comercial.
Realizada esta análise, o rapaz percebeu que seu conhecimento deveria ser ampliado, suas informações revistas e, assim, foi em busca de se atualizar, iniciando estudos em um país da América do Sul, integrante do Mercosul.
Antes disso, nunca pensou que um dia necessitaria de conhecer o que compõe as leis do Mercosul. Mas o contato mais efetivo com o outro país trouxe à tona uma necessidade emergente: a de conhecer os aspectos culturais, legais, sociais e econômicos do referido país, pois o mundo inova e os seres humanos devem acompanhar ao máximo essas inovações, caso contrário, para-se no tempo e não se consegue acompanhar as mudanças necessárias para continuar no mercado profissional.
Este rapaz aprendeu que nunca mais pensará que sabe tudo ou que não precisará estabelecer novas relações, pois o mundo dá tantas voltas, sendo necessário manterem-se atualizado e informado em mundo tão globalizado como o nosso!
2.2. Ideologia de Vida: A Sustentação Diária
Todo grupo necessita de pessoas com ideologia definida, que possam conduzir aos caminhos bons da vida e, interpretando esse contexto literário, pode-se comparar, na longa caminhada do destino, que tudo acontece no momento certo.
Um jovem rapaz, em busca de um serviço, pegou o ônibus sem destino certo, e sua única certeza era de que necessitava trabalhar. Em determinado momento, senta-se a seu lado uma menina muito bonita. O jovem nem imaginava que ali se iniciava a longa jornada de sua vida.
Conforme observava a passagem das arvores pela janela do ônibus, via aquela menina triste sentada ao seu lado.
Passado alguns minutos, o rapaz puxou assunto com a jovem moça e, a partir desse momento, iniciava uma grande amizade, que só o destino poderia explicar.
Nessa conversa, descobriram que seus pais se conheciam muito, pois faziam parte de um grupo que viajava para estudar. A conversa durou até a moça chegar ao se destino - a cidade a qual seus familiares moravam -, e ela perguntou-lhe:
- Para onde vai?
O rapaz, não tendo destino certo, respondeu:
- O meu caminho é sem rumo, quando não tiver mais dinheiro para pagar, quando não tiver mais força para caminhar, paro e vejo o que fazer.
A jovem, escutando isso, lhe convidou:
- Fique na minha casa por alguns dias, até que você ache trabalho, esta cidade é boa para conseguir serviço.
O rapaz, chateado por não conhecer muito bem a senhorita e seus pais, acabou aceitando, mas com a condição que ela o encaminhasse para uma pensão, onde ele poderia ficar hospedado por alguns dias.
Nesse momento começava um grande enlace fraternal e os jovens só não sabiam o que viria acontecer a partir daquele momento.
A jovem, chegando a sua casa, alegre por ter conhecido um rapaz muito legal, contou a sua mãe:
- Mãe, conheci nessa viagem o filho de um amigo do papai, até o alojei em um hotel próximo de casa.
A mãe não se deu conta do que sua filha estava falando, pois sua preocupação era como falar para seu esposo que sua filha única, adolescente, estava voltando para casa, sem terminar os estudos, por ter sido abandonada pelo namorado, depois de descobrir que estava grávida.
Os dias se passavam, a mãe continuava preocupada, pois seu esposo perguntava constantemente o motivo pelo qual a filha havia desistido dos estudos.
A moça estava alegre por ter encontrado um grande amigo, ao qual revelava todos os seus problemas e o que havia acontecido em sua curta jornada de vida.
O rapaz, muito compreensivo, aconselhava muito a sua amiga a não fazer nada que poderia afetá-la ou afetar o filho que estava em seu ventre.
A caminhada da vida continuava o jovem rapaz trabalhando e a amizade aumentando ainda mais entre os dois. Até que, um dia, a moça pediu para seu amigo acompanhá-la a um almoço em sua casa, pois ela havia conseguido coragem em falar para seu pai que estava grávida e, como sabia que o pai ficaria muito bravo, queria o amigo ao seu lado.
O rapaz não pensou duas vezes e aceitou, pois o que ele queria era o bem de sua amiga.
O grande momento chegou, a jovem apresentou ao seu pai o seu melhor amigo e iniciou toda conversa, sob o olhar atento da mãe, que não sabia qual seria a reação de seu esposo.
A conversa foi acontecendo, o pai da jovem especulando o rapaz, sobre o que fazia quem era a sua família, até que a moça falou:
- Pai, já não agüento mais esconder um segredo. Sei que ficará magoado com o que vou lhe contar: a razão pela qual abandonei os estudos é que estou grávida.
O pai ficou parado, sem saber o que falar, durante longos minutos, até que, quebrando o silêncio que reinava no ambiente, se ateve ao problema, ficou revoltado, e falou muito. O rapaz, observando todo acontecimento, solicitou autorização para falar. Todos pararam e prestaram atenção nas palavras do jovem.
- O senhor pode ter se revoltado muito com esse acontecimento. Entendo plenamente o que está se passando em sua cabeça, mas pode ficar tranqüilo, que iremos resolver da melhor maneira que possa existir.
O pai falou:
- Mas por que está falando isso? Você é o pai?
O rapaz respondeu:
- Sim, é por isso que estou hoje aqui, e queria deixar bem claro ao senhor, que estarei levando sua filha junto comigo hoje mesmo, pois não admitirei que continue a maltratar minha futura esposa.
Ninguém entendia nada, nem mesmo a moça, que não sabia porquê sua vida havia tomado o rumo que tomou. Mas ela não desmentiu, foi embora com o rapaz e, ao sair de casa, perguntou-lhe:
- Por que você fez isso? O filho não é seu? Eu é que devo assumir sozinha, pois ele me enganou e você não tem motivo para assumir um problema que não é seu.
O rapaz respondeu uma única frase.
- Aprendi a amar, e não importa quem é o pai biológico, pois o pai verdadeiro serei eu.
Os anos foram se passando, a moça não havia mais conversado com seu pai, só conversava com sua mãe pelo telefone, pois seu pai não admitia que sua esposa conversasse com aquele casal. Até que, um dia, o pai da jovem descobriu tudo: que o seu genro era filho de seu melhor amigo, aquele que participava dos grupos de estudos no tempo de faculdade e, ainda mais, que o rapaz havia feito tudo aquilo para preservar sua filha, pois a criança não era biologicamente dele, mas mesmo assim havia assumido, por amor e para proteger a sua amada.
No dia seguinte, o pai da moça apareceu na casa dos jovens, arrependido por todos os seus atos e propôs:
- Admito que errei. Peço que me perdoem e quero ajudar em tudo o que desejarem, pois ter um jovem desse ao meu lado, é ter uma pessoa em que posso contar a todo o momento e, se for igual a seu pai, é uma pessoa idealizadora e de muita fibra, e todos que possuem essa característica são pessoas que conduzem todo o grupo para o bom destino da vida.
Essa história vem demonstrar que o destino não acontece por acaso. Quando se monta um grupo de pessoas, é para comungar tudo: alegria, tristezas, problemas, soluções e mesmo quando se passa muito tempo sem que o grupo tenha contato, espere, pois o planeta terra gira e nesses giros, talvez um ainda dependa do outro. O elo que um dia os uniu não se acaba e os caminhos novamente podem se cruzar, iniciando uma nova jornada.
2.3. Caminho da Verdade: Uma Superação de Glória
Ao comungar o mesmo local com outras pessoas, o ser humano não pode viver de mentiras e muito menos de enganações. O caminho só deve ser de verdade, pois ela possibilita confiança e a conseqüente vitória.
Quando um grupo de pessoas convive por muitos anos, é inevitável que ocorram desentendimentos, porém, é necessário que todos os membros do grupo se compreendam, havendo, inclusive, alguns momentos em que um deve ceder, para que exista e se mantenha a fraternidade entre todos.
Sabe-se que o convívio leva as desavenças, mas todos devem compreender um ao outro, pois não são todos os momentos em que o ser humano está bem. Existem momentos de dificuldades, momentos em que se quer silêncio, respeito e, assim, todos devem compreender a reação de cada ser humano que convive diariamente ou mesmo esporadicamente. Quando essa união se prolonga por muito tempo, a compreensão de uns para com os outros membros do grupo deve existir constantemente.
Para que se possa entender mais claramente o exposto, descreve-se a seguir, um fato da vida.
Havia um grupo de pessoas muito unido, cujos integrantes viviam uma sintonia muito grande, pois, além do ideal comum que os unia, eram cúmplices, amigos, companheiros. Mas, mesmo num grupo harmonioso e fraterno, os problemas entre um ou outro acontecem.
Em um dos momentos dessa convivência, o grupo resolveu, ao fim da longa jornada, realizar uma confraternização e, nessa ocasião, marcada pela descontração e pelas brincadeiras, um dos membros brinca com o colega e este, não gostando da colocação que lhe foi dirigida, respondeu ao companheiro. Porém, sabendo que as discussões fazem parte dos acontecimentos, tudo terminou como começou, sem que ninguém guardasse mágoa e rancor.
É dessa forma, com esse tipo de atitude, que deve sempre se comportar cada membro do grupo, num entendimento mútuo, independentemente dos problemas e das falhas, pois é preciso ser humilde o bastante para reconhecer quando se erra e, a partir dessa constatação, é necessário se redimir e, à outra parte, cabe ser justa perdoando o companheiro em questão.
Por esta razão, o subtítulo deste texto é muito sugestivo: só pode existir caminho da verdade se existir compreensão e compaixão ao próximo, características estas também necessárias àqueles que pretendem alcançar a glória.
2.4. Alegria na Superação dos Desafios
O contato com outras pessoas é marcado por momentos bons e ruins, razão pela qual um grupo, para estabelecer uma fraternidade constante, necessita de descontração. Sabe-se os grupos são formadas por seres humanos com características e personalidades diferentes umas das outras, havendo pessoas radicais, sérias, comunicativas, idealistas, quietas, tristes, alegres e, como não poderia deixar de ser, é necessário que haja no grupo, aqueles que têm o dom da descontração, que tem a capacidade de fazer o tempo passar, fazendo o respeito caminhar lado a lado com a sadia brincadeira.
Não é possível conviver “horas a fio” sem não houver um momento de descontração, que pode estreitar ainda mais os laços de amizade, o que é perfeitamente possível quando a união realmente existe, pois num grupo existem pessoas com diferentes características e essas particularidades devem existir, contribuindo para sua solidificação, para a superação dos desafios.
Quando a união começa e termina com o mesmo entusiasmo do início, significa que houve superação de todos os desafios, e um desses é aceitar brincadeiras, piadas, maneiras diferentes de se comportar, mas sempre voltado a uma única característica: a da seriedade e respeito, pois a alegria deve existir, mas deve caminhar lado a lado com o respeito. É com esse comportamento que o grupo convive e vence o que leva a reconhecer que as brincadeiras respeitosas e verdadeiras, onde todos aceitam e participam com os demais integrantes, se constitui em importante mecanismo para o estabelecimento da harmonia.
A solidificação do grupo corresponde a conjugação do verbo aceitar, e quando há respeito e harmonia, então é possível conjugar o verbo caminhar que, no caso do grupo, segue uma mesma direção.
2.5. Juventude Exemplo de Persistência
Em qualquer momento da vida, é possível ser jovem, principalmente no espírito de luta e, para conviver em união, todos devem estar com esse espírito, porque a persistência deverá existir sempre e só se consegue isso quando se age como pessoas jovens e idealizadoras.
A juventude é um estado de espírito que deve ser priorizado na convivência em grupo, pois, se um dos elementos agir como um velho ranzinza, desanimado, sem perspectiva de futuro, a união terminará por falta de espírito jovem e empreendedor.
Mas o que significa ser empreendedor?
É fácil de ser relatado. Ser empreendedor, entre outras características, é ser uma pessoa jovem de espírito, que aceita tudo com naturalidade e ainda tenta remodelar para se tornar mais jovem do que já é.
Para compreender facilmente esse espírito empreendedor, relata-se a seguir a história de um profissional de marketing de uma grande empresa.
Um diretor de empresa, considerado o melhor estrategista de marketing, recebeu a notícia de que a empresa estava contratando uma profissional especializada em marketing.
O diretor se revoltou, pois, se ele já vinha desempenhando a função, por que haveria de vir uma concorrente ao seu cargo?
O grande desafio da empresa, naquele período, é que sua linha de cosmético deveria ser vendida para mulheres inovadoras, jovens, empreendedoras. O proprietário da organização almejava expandir seus negócios, necessitando, para tanto, mostrar para as mulheres que, quem compra seus produtos de cosméticos, terá grande satisfação, independente da idade, classe social, poder econômico, credo que comunga e etc. Dessa forma, para conseguir uma estratégia inovadora, que levasse as mulheres a aceitarem que seu produto realmente era bom, a pessoa mais indicada deveria ser uma mulher.
O referido diretor não sabia o que fazer e, sentindo-se ameaçado, tentou de todas as maneiras derrubar sua companheira de serviço, até reconhecer que trabalhar unido é o melhor caminho para se alcançar determinado objetivo. E assim fez: buscou entender o que sua colega de serviço queria, buscou conhecer as mulheres e, juntos, desenvolveram a melhor estratégia de marketing que poderia existir unido pelo mesmo espírito empreendedor e fraterno, provando assim que juntos consegue-se chegar ao mesmo destino.
É assim que um grupo de pessoas consegue atingir seus objetivos: trabalhando com espírito jovem, empreendedor e fraterno, sabendo aonde ir, como fazer e, muitas vezes, revendo os conceitos de seu próprio ser.
Para que seja possível conservar o espírito da juventude, deve-se aprender a ser um eterno empreendedor, buscado sempre novos desafios, pois são eles que impulsionam os homens a estarem sempre inovando, buscando novas idéias e aprimorando ideologias.
2.6.Responsabilidade: Compactação de um Grupo
Quando se forma uma equipe de pessoas com o mesmo objetivo, deve existir responsabilidade no grupo, porque todos devem reconhecer que as tarefas devem ser realizadas por todos numa mesma proporção e com o mesmo estado de responsabilidade, pois o resultado a ser atingido depende do envolvimento e compromisso de todos.
Responsabilidade é saber que o desenvolvimento do seu trabalho é necessário, pois o grupo é um só, os resultados serão para o grupo, mas o desenvolvimento é individual e o resultado só será alcançado se cada um cumprir com sua parcela.
Dessa forma, todos devem agir com a mesma garra, não deixando de realizar as tarefas, pois um dependerá do outro para chegar ao resultado final, de forma satisfatória e completa.
Refletindo sobre isso, destaca-se a seguinte situação:
Dois garotos se reuniram para fazer um trabalho em equipe e dividiram as tarefas. Todos os dias, um dos garotos perguntava ao outro como estava o desempenho do trabalho, e este respondia:
- Está complexo.
Os dias se passavam e o mesmo garoto cobrava do outro.
- Você está fazendo a tua parte?
Humildemente este respondia:
- Sim, estou, mas está complicado.
O dia para a entrega do trabalho estava chegando, e o garoto cobrando o colega constantemente. Até que, faltando dois dias para a entrega, aquele pediu.
-Você terminou o trabalho?
Com indignação, o amigo responde:
- Desde que começamos a fazer o trabalho, você me cobra! Qual é a sua desconfiança? Pensa que eu não tenho responsabilidade para entregar a minha parte no dia combinado? Pode ficar tranqüilo que está ficando muito bom o trabalho e você não irá ficar sem nota.
O garoto, com ironia, respondeu:
- É por isso mesmo que eu queria saber, porque eu não fiz a minha parte e, como você fez a sua, ficaremos com cinqüenta por cento da nota e eu passarei nesta disciplina.
Observa-se que, nesta história, apresenta-se acontecimentos que são costumeiros, pois existem muitas pessoas sem responsabilidade, que se preocupam consigo mesmo e não quer saber do seu próximo. No caso citado, será que o outro garoto passaria com cinqüenta por cento da nota? Ou necessitaria da parte do seu companheiro? E onde está a responsabilidade para com o professor e até para consigo mesmo?
E quando se leva esse tipo de reflexão para a situação envolvendo um grupo? É necessário reconhecer que, quando trabalha-se em união, sob hipótese alguma pode acontecer isso e todos devem ter a mesma responsabilidade e compromisso com as atividades a serem desenvolvidas pela equipe, pois todos devem estar envolvidos no mesmo objetivo de vencer.
2.7. Serenidade no Convívio Humano
Em todo relacionamento, devem existir pessoas com um grau de serenidade que contagie os demais. Se todos tiverem a mesma personalidade, o grupo não consegue prosperar e muito menos alcançar o resultado esperado.
Para refletir sobre a serenidade do próximo, relata-se a seguir uma breve história.
Em uma floresta, estavam todos os animais reunidos para escolher seu líder e a maioria dos animais proclamava o leão como sendo o líder de todos os animais daquela floresta.
O macaco, sendo um animal extrovertido, falou:
- Não concordo, eu gostaria de ser o líder, pois ele é o rei da selva e só serve para intimidar a todos, eu sou esperto e ladino, além do que eu brinco com todos.
A raposa pediu permissão para falar:
- Eu concordo em partes com o macaco: acho mesmo que o leão é violento e, para um líder, não é a violência que deve predominar, mas sim a astúcia e eu sou astuto. Se quiser, passo para trás o animal que for. Ouçam a história que vou lhes contar: um dia, quando o leão estava muito faminto, cheguei perto dele e perguntei por que ele estava desesperado daquele jeito. O Leão me respondeu que já fazia horas que ele estava tentando comer um dos três touros que estavam na planície, mas quando ele se aproximava dos três, estes conseguiam lhe atirar longe. Eu, muito esperto, falei para o leão ter calma, que eu iria desenvolver uma estratégia que lhe possibilitaria comer um a um daqueles touros.
A raposa continuou contando:
- Desenvolvi a minha estratégia dessa forma: cheguei a cada touro e mostrei a importância de ficar isolado, pastando, pois sobraria mais pastagem e com isso comeriam mais. Fiz com que um touro brigasse com o outro, separei-os e, com isso, foi possível fazer o leão comer um a um daqueles tolos animais. Observem, então, como posso ser o líder dessa floresta, muito mais que o macaco, pois ele só sabe brincar.
A girafa, um animal passivo, solicitou a palavra.
- Concordo plenamente com o macaco e a raposa em relação ao leão, pois ele é muito violento. Em relação ao macaco, não podemos de forma alguma ter um brincalhão no comando, pois ninguém acreditará nele e, com isso, será um problema do grupo. Mas também não podemos ter um líder falso e causador de intrigas como a raposa. Porém, podemos ter um líder alto, que enxerga todos, pois enxergando longe, é possível visualizar os perigos, e esse animal sou eu.
A águia, um animal inteligente, solicitou a palavra.
- Concordo com todos. Acho que o leão pode ser líder desde que controle o seu comportamento; o macaco pode ser líder desde que seja sério nos momento de seriedade; a raposa também, desde que seja sempre um animal verdadeiro sem pensar em intrigas; a girafa, desde que seja sempre um animal humilde em relação a sua aparência; a tartaruga, desde que seja sempre um animal veloz no seu pensamento; a hiena, um animal que dê risada quando for o momento de rir; o elefante, desde que pense mais em ações do que pensar só em comida; o touro, desde que seja mais esperto e não acredite em qualquer comentário dos outros animais; o cachorro, desde que pense mais antes de ficar latindo, pois faz um barulho ensurdecedor e, muitas vezes, não tem sentido de alarme; o gato, desde que deixe de ser o cafajeste que, à surdina, ataca todos os pássaros e ainda “se faz” de coitado; por fim, eu posso ser o líder, desde que possa deixar de ser intrometido a ponto de falar individualmente de cada companheiro. Mas a meu ver, todos somos líderes e o que falta é nos unirmos para alcançar a meta que tanto esperamos: dominar a floresta contra todos os nossos predadores.
Neste exemplo apresentado, observa-se a lucidez da águia, demonstrando que cada animal tem uma personalidade, mas que todos podem conviver muito bem em grupo, bastando se adaptar e, dessa forma, todos serão líderes de verdade.
Esta análise é característica de quem tem serenidade, e esse tipo de pessoa contribui para que haja harmonia no convívio humano, para que as pessoas tenham equilíbrio e controle de seus atos.
2.8. Tranqüilidade e Solidariedade: Contribui para o Crescimento da União
O ambiente de convivência de um grupo deve ser sempre harmonioso e passivo, onde todos devem acreditar que nada de errado pode acontecer em virtude da confiança que um tem no outro. Essa atitude demonstra claramente que tranqüilidade e solidariedade caminham juntas e proporcionam o crescimento da união.
Um grupo só consegue essa tranqüilidade quando todos são solidário a tudo o que acontece no meio em que convive, demonstram fraternidade no momento que necessite, demonstra rigidez quando é necessário, chama atenção nos momentos de intranqüilidade, mas demonstra força quando necessário. Essa força faz com que o grupo se anime e vá em busca constante de união e solidariedade.
Para identificar essa solidariedade, pode-se falar da estrada que deve ser percorrida na busca da felicidade.
A estrada que leva à felicidade não é feita só de reta. Há muitas curvas, que se pode identificar como sendo os fracassos, tristezas, traições, preguiça e muitas outras características e fatores que levam a desanimar durante a caminhada.
Também são encontrados alguns trevos chamados de confusão, percas e desistências. Prosseguindo na viagem, encontra-se quebra molas, que muitas vezes alertam dos perigos, traições e desavenças. Chegando próximo ao destino, encontra-se ainda os faróis de advertência, chamados família.
Pode-se encontrar ainda outras dificuldades, como pneus furados, chamados de desemprego.
Persistindo, sem nunca desistir, encontra-se estepes, chamados bons empregos, conseguidos com FÉ e um motorista chamado JESUS, que nos leva a um lugar chamado Felicidade.
2.9. A Prosperidade de um Grupo
Quando surge o momento de realizar a busca do sucesso, todos devem estar imbuídos no mesmo objetivo, visando alcançar o desejado. Mas para isso, é necessário comungar a verdade, a qual se constitui na fonte primária do convívio de um grupo.
Quando estabelecemos relacionamento com pessoas de vários conceitos culturais, necessitamos tratar a todos com dignidade e respeito, pois cada qual tem uma postura, uma identidade que deve ser preservada.
O grupo dos onze pôde alcançar o sucesso porque todos comungavam o mesmo espírito, caracterizado pela verdade e respeito.
Esse livro poderá servir como base para auxiliar na formação de outros grupos. Sendo assim, o objetivo é, também, contribuir para criar grupos de sucesso.
Para que um grupo possa prosperar, é necessário que cada um haja com o outro com honestidade e verdade, sem fingir e achar que está enganando o próximo, fingir que não sabe nada, pois as pessoas que o rodeiam podem reconhecer esse fingimento.
Para que o grupo seja feliz, devemos sempre tratar os demais com franqueza e verdade, porque o grupo necessita de pessoas com espírito que encoraja cada um no seu dia-a-dia.
Para que o grupo seja auto-sustentável, deve-se sempre agir com vontade e verdade, pois são essas pessoas que proporcionam união e manutenção da felicidade.
Portanto, para o grupo continuar em união, cada um deve agir com veemência e verdade, pois só assim haverá um grupo fraterno e rico em termos de educação e moralidade.
Para exemplificar claramente, apresenta-se a seguir a história de um estudante que sempre se fazia de desentendido em sala de aula, levando todos os seus companheiros a sentirem muita compaixão, pois não o conhecia plenamente.
O tempo se passava, todos o ajudavam, procuravam cada vez mais colaborar com aquele estudante muito carente. Toda a turma só tinha olhos para ele, pois era uma pessoa querida, que aparentava pura bondade. Até que, um dia, todo o grupo descobriu em seu comportamento uma falsidade imensa e se perguntavam: por que ser uma pessoa dessa forma? Aonde quer Chegar? As perguntas não calavam, e o grupo, apesar de não ter as respostas, continuava vivo, devido ao entrosamento que existia entre os demais integrantes, porque se fosse por esse elemento, não permaneceria o grupo atuando com qualidade e motivação.
Esse tipo de pessoa pode ser encontrada em todo local e um grupo deve estar atento para não ser desmotivado, pois nem todas as pessoas agem dessa forma. Na verdade, em todo local, encontra-se pessoas boas, enquanto outras querem destruir a união e tirar aproveito do seu semelhante.
Quando você estiver reunido em um grupo reflita bem sobre quem são as pessoas boas, porque as ruins, talvez demorem, mas não tarda a serem reconhecidas.
Os onze só tiveram prosperidade porque nenhum deles possuía esse espírito falso e maléfico.
2.10. Organização: a Manutenção da Quebra dos Desafios
Organização é uma atitude que possibilita quebrar desafios a todo o momento da vida. Em todo local é necessário que haja organização e, para manter a vontade de superar desafios, é preciso planejar detalhadamente cada momento da vida ou cada momento de realizar uma tarefa.
Quando se trata de um grupo de pessoas, a organização é ainda mais necessária, pois todas as expectativas devem ser atendidas, a responsabilidade bem definida, não havendo dúvidas em nenhum sentido, pois cada um tem um compromisso e todos trabalham para chegar ao sucesso desejado.
O planejar não significa simplesmente criar uma meta para o futuro. O planejar é tornar possível a organização total de cada indivíduo que comunga o mesmo objetivo.
O organizar não é simplesmente manter tudo no lugar, mas também compreender o próximo e auxiliar nas dificuldades, contribuindo para o sucesso de todos e para a conquista dos objetivos desejados.
O desafio não é simplesmente querer atingir uma meta, mas sim é ter visão do que pode alcançar com responsabilidade e perfeição.
O quebrar não é simplesmente agir desordenadamente, mas é pensar, refletir e cumprir com o que é possível ser cumprido.
As conquistas somente são possíveis quando se acredita no próprio potencial e esse potencial é resultado de situações vividas dentro de um berço familiar, assim como através do contato rotineiro com vários companheiros de caminhada.
Havia uma moça que nascera com um determinado problema nos olhos e, com o passar do tempo, essa doença foi se agravando, deixando-a somente com 5% (cinco por cento) de visão.
Com o apoio de sua família e, principalmente, com a compreensão de sua mãe, foi possível que ela completasse os estudos, mesmo com muita dificuldade na visão e, ainda mais, não freqüentando escolas especiais.
Este exemplo foi apresentado com o objetivo de levar a refletir sobre o fato de que tantas pessoas têm de tudo e não consegue chegar a lugar algum, enquanto outros, com problemas gravíssimos, superam as dificuldades e quebram desafios que muitos achavam impossíveis de serem superados.
Tudo se consegue quando se tem muita garra, mas também é importante a colaboração constante de seu semelhante. Se o planeta tivesse pessoas menos gananciosas, os seres humanos teriam mais compaixão e com isso superaria todos os problemas e não haveria guerra, fome, desemprego, entre outros problemas que afligem a humanidade.
Se não é possível consertar o planeta, pode-se, pelo menos, refletir sobre a importância da união na vida de cada um. Portanto, todos devem viver unidos, pelo menos no grupo que convivemos diariamente e, principalmente, no grupo essencial de nossa vida -nossos lares– pois a família é o bem mais precioso que temos.
2.11. Sustentação e Equilíbrio: A Força da Superação
Superar é fazer com que todos se sustentem e se equilibrem através de uma força que faz vencer todas as dificuldades que possam surgir no meio em que se vive.
Certo dia, iniciava-se um curso e a sala de aula estava repleta de alunos, cada qual com um objetivo: alguns alunos buscavam conhecimentos, outros procuravam descobrir o caminho para o empreendedorismo, outros queriam conseguir novas amizades, até mesmo ter um motivo para sair de casa. Mas também existia aquele aluno que simplesmente estava na sala de aula sem saber o que estava fazendo ali.
As aulas iniciaram, os professores transmitiram o que sabiam, é claro, com limitação, pois ninguém sabe tudo. Desta forma, os professores aprendiam mais com os alunos do que eles mesmos. Houve repressão por parte dos professores, criticas, até reclamações por parte dos alunos, mas todas as divergências e dificuldades foram superadas pela união e vontade de chegar a um mesmo destino: o sucesso, tanto dos professores como dos alunos.
O curso caminhava e já era possível observar um sinal de satisfação por parte dos alunos: aquele aluno que veio buscar conhecimento já estava descobrindo o seu caminho, aquele que estava querendo ser empreendedor decidiu e montou empresa, o aluno que veio para conseguir novas amizades, não só atingiu o seu objetivo como também descobriu o caminho da novidade, do sucesso. Mas aqueles que vieram apenas por vir, estes desistiram, não chegaram a lugar algum.
A elite estava formada, cada qual tomara o seu caminho, não restavam mais desânimos, tristezas, só vontade de superar obstáculos e realizar bons trabalhos.
Vieram problemas, desavenças, até mesmo insatisfação, mas para muitos superadas, sabe por quê? Porque descobriram que a vida é uma eterna concorrência e só vence aquele que persiste e não aquele que se considera derrotado, pois o vitorioso não é aquele que recebe a premiação, mas sim todos aqueles que permanecem na batalha, lutando para chegar ao final.
O fim chegou, mas apenas no papel, pois todos receberão um diploma, cada um seguirá seu rumo, mas todos que fizeram parte da família educacional permanecerão na memória do outro, na imagem de cada ser humano, na história de cada indivíduo, histórias estas alegres, histórias tristes, mas histórias estas que refletem o sentimento do dever cumprido, bem ou mau feito, mas muito bem cumprido, sabe por quê? “Porque todos são vencedores, porque constituímos mais uma comunidade, a comunidade Educacional”.
Esta sala de aula citada é sua, porque você faz parte de todas as salas de aula, porque a maior e melhor escola é o mundo, o melhor professor é o tempo, mas o melhor aluno é o próprio ser humano.
Para concluir este capítulo, fica um alerta: os onze não representam simplesmente onze, mas sim um enorme grupo, onde cada um contribui constantemente para a vitória do outro. Sendo assim, quem venceu não foi o grupo de onze pessoas, mas sim todos aqueles que contribuíram para a superação dos desafios.
Em especial ofereço este capítulo para nós, os onze, que estivemos juntos em muitas viagens e caminhadas rumo ao sucesso. Mas não poderia deixar de oferecer à minha família, que muito contribuiu nesta caminhada:
Mãe – Ana Alice Terentin Marques;
Pai – Benedito Marques “in memória”;
Esposa – Maria Lucia Cirilo Marques;
Filhas – Ana Carolina Cirilo Marques e Maria Luiza Cirilo Marques;
Sogra – Jandira Genari Cirilo “in memória”;
Sogro – Mario Cyrillo;
Irmãos – Maria Helena Marques Miriano, Dulcineia Marques Thomaz e Washington Luiz Marques;
Todos os sobrinhos e sobrinhas;
Todos os cunhados e cunhadas.
Enfim, ofereço a todos os amigos, colegas e alunos que muito contribuem para a minha busca incessante de conhecimento.
E o agradecimento a DEUS, pois é ele que proporciona tudo para mim e minha família.
WAGNER LUIZ MARQUES
AUTOR DO CAPÍTULO
“DEGRAUS DA CAMINHADA”
CAPÍTULO III
O SABOR DO SABER
SHIRLEY MIJOLARO GORLA
3.1 - À Procura do Novo
“Alçar vôos rumo a lugares desconhecidos, leva-nos ao encontro
de algo cujo valor é imensurável”
Todas as pessoas, ao nascerem, trazem consigo heranças genéticas próprias do ser humano, que as fazem, de imediato, aprender a lutar por aquilo que almejam, seja através do choro, quando criança, querendo a mamadeira ou o colo da mãe; na adolescência, lutando por aquele par de tênis ou aquela jaqueta de marca. Cada qual, porém, luta e busca algo que lhe é necessário e relevante. Assim, desde cedo, aprendem que, quando querem obter aquilo de que desejam, é preciso ir à luta. Para tanto, necessitam de conhecimentos, buscar aprendizagens que as tornam aptas para a vivência em sociedade.
O conhecimento é algo extraordinário, preciosíssimo. Este é capaz de mudar os rumos do universo. Serve para tornar os seres humanos mais próximos uns dos outros, mais amáveis, mais dóceis e até mais humanizados. Ninguém vive sem ele. Porém, cada ser vivente o apreende de uma maneira peculiar, absorvendo aquilo que lhe é mais significativo e, conseqüentemente, mais interessante.
Desde que o homem apareceu no planeta, viveu em busca de aprendizagens, conhecimentos que o levaram a transformar o meio em que vive tornando-o um tanto mais agradável e harmonioso. Assim aconteceu com o homem pré-histórico, que para a utilização de instrumentos próprios para uso na coleta de frutas, raízes e aves, soube primeiramente lascar a pedra, posteriormente poli-la, assim como descobrira o fogo - que muito melhorara sua vida.
Esse homem, com o passar dos séculos, foi aprendendo cada vez mais: primeiramente só sabia retirar da natureza os alimentos de que precisava para o seu sustento e de sua família; depois aprendeu, através da observação e do manejo de certos instrumentos agrários, que podia manipular utensílios, domesticar animais e, sobretudo, plantar, podendo retirar da terra aquilo de que precisava para o suprimento de suas necessidades básicas, ou seja, comida, bebida, agasalhos e moradia.
Nessa busca pelo suprimento de suas necessidades básicas, o ser humano, cada vez mais, pensou, analisou, sendo capaz de descobrir coisas e mais coisas fantásticas, invenções significativas para a humanidade, uma delas – a escrita. Esta tornou a vida do planeta um grande livro aberto a todos, onde, pelo poder de pensamento e aprendizagem do código escrito, pôde registrar as mais brilhantes descobertas, sejam elas nos campos da ciência, artes e educação.
É pela força do pensamento, do ato reflexivo e da vontade de vencer, que o ser humano cada vez mais se torna capaz, superando seus próprios limites, limites estes que a cada hora são substituídos por novas e modernas invenções. E nesse ritmo louco, as aprendizagens e os conhecimentos vão sendo incorporados à humanidade para que as pessoas possam usufruir para o bem de todos os que habitam este imenso planeta.
3.2- É Preciso Ousar!
“Percorrer caminhos e conquistá-los só é possível a
quem tem metas e objetivos definidos”
O saber do qual pretende-se falar, é aquele apropriado pelo indivíduo através da interação com o grupo social do qual faz parte, isto é, a aprendizagem acontece quando há parceria com outras pessoas, sejam elas, adultas ou crianças, jovens e velhas, não importando com quem se aprende, mas sim, o que se aprende. Com o uso da linguagem, esses significados ganham maior abrangência.
Nesse sentido, o saber é algo que depende da vontade de cada um em estar buscando para si aquilo que julga relevante e imprescindível para o crescimento cultural. Para isso, exige-se garra, competência, muita vontade de vencer os obstáculos que, certamente, irão aparecer. Mas a persistência, a luta por algo que é maior que tudo, impulsiona as pessoas a navegarem rumo a mares desconhecidos à procura de seus ideais.
Por isso, os onze educadores, cada um com seus problemas, dificuldades, medos, pôde vencer todas as barreiras, dirigindo-se para um local ainda desconhecido pelos brasileiros, carregando cada qual, muitas incertezas, mas todos imbuídos pela vontade de vencer e conquistar novos horizontes, embreando-se nessa aventura para conhecer outras culturas, pessoas diferentes, com idéias e valores ainda não haviam assimilado, mas acima de tudo, almejando a busca de conteúdos e novo direcionamento pedagógico para a prática escolar de cada um.
Foi assim que no mês de abril do ano de dois mil, o grupo dos onze se dirigiu a Salto Del Guairá, no Paraguai e matriculando-se na UTCD. À princípio, estavam todos tímidos, pois nenhum conhecia os colegas estudantes, nem tampouco os professores. Mas não demorou muito para que a turma se destacasse em meio aos colegas. Rapidamente fizeram amizade com todos, procurando saber de onde vinham, o que faziam profissionalmente, o que buscavam ali, quais os reais interesses em fazer um Mestrado, enfim, muitos questionamentos foram feitos e todos se mostraram gentis para com o grupo, dando-lhe as devidas atenções.
Durante dois anos de efetivo estudo e troca de experiências com todos de lá, foi possível verificar que o crescimento, em termos profissionais, foram enormes, pois traziam importante contribuições para a prática docente, sendo que a cada disciplina estudada, adquiríam-se mais conhecimentos, desenvolviam-se novas habilidades, aprendia-se diferentes encaminhamentos metodológicos, que serviram como suporte à prática em sala de aula.
Logo de início, foi necessário ler muito, pesquisar autores, consultar bibliografias, elaborar projetos, acostumar-se com outra linguagem, um idioma que, apesar de não ser tão estranho para os onze integrantes do grupo, trazia alguma dificuldade, até mesmo em assimilar a oralidade do professor – que falava rápido. Tiveram-se ainda outras dificuldades, como a pesquisa em livros editados em espanhol, que fez com que o grupo se reunisse semanalmente para estudar juntos, a fim de superar tais obstáculos.
A amizade com os professores foi aumentando a cada módulo que era estudado, assim como com os colegas estudantes que vinham de localidades diferentes, como Mato Grosso, Guaíra, Toledo, Marechal Cândido Rondon, entre outros. No grupo dos onze havia muita interação, cada qual contribuía com aquilo que assimilava nas aulas, fazendo anotações, leituras e questionamentos aos professores.
Como o grupo de Cianorte era composto por onze estudantes, o mesmo fora dividido em dois grupos menores. Dessa forma, facilitaria a reunião para estudo, preparação de aulas, seminários, debates, entre outros. Um deles era constituído por Anderson, Elaine, Margarida, Silvana e Wagner; o outro era composto por Célia, Franco, Lourdes, Maria do Amparo, Rosangela e Shirley. Estes grupos foram, ao longo de dois anos, muito dinâmicos, abertos e realmente comprometidos com aquilo que lá se buscava.
Já no primeiro módulo enfrentou-se alguns desafios, como por exemplo, dramatizar alguns conteúdos. Isso parece fácil, mas não é, pois com pessoas diferentes, profissionais que até então não eram tão próximas dos integrantes do grupo, ficou um pouco difícil, mas isso deixou todos ainda mais fortes, mais esperançosos e cientes que seria possível superar os medos e fazer um trabalho bem apresentável a todos que lá estavam.
O tempo foi passando e o grupo continuou com sorte nas viagens, amizades, e principalmente com grandes professores que puderam contribuir com seus conhecimentos para o exercício do magistério. É claro que houve alguns professores que fizeram com que todos estudassem, estudassem e, ainda, ficassem com medo de não conseguir atingir aquilo que os mestres esperavam dos alunos. Para isso, cada grupo se organizava, dividia conteúdos, fazia grupos de estudos e realmente cada um tinha que dar o melhor de si para que o grupo conseguisse atingir aquilo que os professores esperavam de todos.
Os projetos, seminários, monografias e atividades a serem elaboradas eram previamente discutidos e preparados pelo grupo, mas o trajeto à Universidade, na maioria das vezes, se constituía em momentos de troca, debates e informações entre todos. Nas viagens, costumava-se estudar, ler os materiais que estavam sendo usados. Alguém fazia a leitura em voz alta para que todos que estavam no veículo pudessem ouvir e tirar conhecimentos da leitura. Um procurava indagar aos colegas sobre o que entendera daquele conteúdo, artigo, livro ou documentário que estava sendo estudado.
É claro que não se esquecia, em todas as viagens, tanto na ida quanto na volta, de pedir proteção a Deus por àquelas horas em que se estaria nas estradas. Sempre de mãos unidas, o grupo dos onze rezava e agradecia pela proteção que o Senhor sempre concedia. Todos imbuídos de muita fé, na certeza de que tudo daria certo, tanto com as pessoas, quanto com o veículo, o motorista e outros carros com que se cruzava durante o trajeto.
A cada módulo que era cursado, ficava claro que os ensinamentos estavam cada vez melhores, pois quanto mais se estuda, quanto mais se lê, mais significativos são os conteúdos. Por isso, a aprendizagem é algo que dá prazer, que impulsiona a sempre querer mais e mais, buscando atingir tudo aquilo que se tem vontade de saber.
À medida que se avançava nos conhecimentos, aumentava a preocupação com a famosa “tese”. Quando se falava desse nome, dava uma grande dor na espinha. O que escrever? Como escrever? Quantas páginas devem conter a tal tese? O que vou ter que ler? Será que terei tempo para escrevê-la? Indagações e mais indagações corriam o cérebro de todos, não por se considerarem incompetentes, mas pelo medo do novo, do diferente, que causa certo furor e angústia nas pessoas e, com o grupo, não era diferente.
3.3 – Leitura, Pesquisa e Determinação
“Busque nos livros caminhos para o seu viver”
Com o desenvolvimento dos módulos, todos foram se relacionando e interagindo com os professores, as idéias iam surgindo e as aprendizagens iam acontecendo. Os professores também ajudavam dando suas contribuições, já que o primeiro passo dependia dos futuros mestres: o tema. Este deveria ser algo especial, de que cada um realmente se identificasse, já que escrever sobre determinado assunto, pressupõe uma certa afinidade ou interesse pelo mesmo.
Aos poucos os temas foram surgindo na mente de cada um. As idéias borbulhavam no cérebro de todos. Até que, finalmente, cada um definiu seu tema; uns, é claro, já o havia escolhido desde o início dos estudos. Daí, livros e mais livros selecionados, bibliografias consultadas, artigos, revistas e outros materiais necessários ao subsídio do trabalho. Foi um longo tempo só para a seleção e leitura do material. Posteriormente seria a fase da escrita. Nesse período, as leituras foram muitas, foram noites e mais noites passadas em claro, outras até longas horas da madrugada, de modo a se preparar com leituras, conhecimento de bibliografias que falavam a respeito do assunto do qual cada um pretendia escrever.
As dúvidas surgiam a cada momento. Então sempre eram realizadas consultas com colegas professores, outros profissionais que já haviam escrito trabalho semelhante e isso encorajava todos a lutar e a buscar aquilo que se almejava. Às vezes, até uma reportagem na televisão servia como suporte ao projeto. Conversas nas escolas, com pais, professores, amigos, também era importante para o desenvolvimento do trabalho.

A maioria de colegas desenvolveu um projeto de pesquisa como suporte ao trabalho de mestrado. Todos elaboraram questionários, o que exigiu bastante reflexão, porque é preciso se centrar naquilo que é essencial ao trabalho.
Foram realizadas entrevistas com pais, professores, alunos, profissionais liberais e outros, dependendo do assunto a ser tratado na tese. Durante as entrevistas, que não foram poucas, pode-se colher depoimentos significativos das pessoas, das quais, grande parte delas, escolarizadas ou não, responderam com bastante cortesia, tudo aquilo que era necessário saber. A coleta de dados constitui-se num momento rico, onde as aprendizagens são muitas, pois nela, há contatos com pessoas que dispõem de pensamentos diferentes, assim como cultura.
As entrevistas demoraram e, ao final da pesquisa, foi possível verificar como existem pessoas dóceis que colaboram com o trabalho daqueles que querem, com certeza, melhorar ainda mais a prática em sala de aula, a postura, os conhecimentos e até mesmo o perfil dos educadores brasileiros. Todo esse trabalho exigiu muita disponibilidade para estar se deslocando para as residências das pessoas, escolas, comércio. Também foi necessário dispor de paciência e muita vontade de executar o projeto ao qual cada um tinha como meta.
Horas, dias, noites, semanas e semanas de pesquisa e mais pesquisa, informações relevantes e imprescindíveis ao desenvolvimento do trabalho foram colhidas durante vários meses. Dando continuidade, passou-se para a etapa da escrita do texto. Indagações surgiam na mente de cada um, as incertezas eram muitas, dúvidas eram sanadas através de uma conversa com algum profissional da área.
Após realização de muitas leituras, passou-se para a montagem da tese. Organizar o sumário foi extremamente difícil, pois nesse momento, há dúvidas em como montá-lo, quais itens, sub-itens, capítulos, enfim, é algo que exige paciência e muita reflexão.
A parte da escrita do trabalho é maravilhosa. Nela, o escritor coloca o seu ponto de vista, suas considerações, seus estudos, as reflexões que surgem durante as leituras, citações de autores, pesquisas, tudo com muita coerência e verdade, tentando passar para o leitor o que há de mais real e verdadeiro a respeito daquilo que se fala. A escrituração é bastante lenta, pois, escreve-se, apaga-se, muda-se aqui, ali, frases inteiras são eliminadas, faz-se correções, acrescentam-se parágrafos. Isso tudo causa, muitas vezes, “dores na espinha” de cada um.
À medida que as idéias vão surgindo, um novo significado é dado às palavras. Estas vão se transformando em verdades que serão posteriormente lidas e refletidas por aqueles que desejam conhecer e se inteirar do tema em questão. Aos poucos, as palavras vão clareando na mente e as frases são ordenadamente construídas.
Sempre que era mantido contato com os amigos de caminhada, que estudavam o mesmo curso, trocava-se idéias, lia-se parte do trabalho de alguns, outros liam o sumário, a apresentação, parte do desenvolvimento. As opiniões dos colegas eram muito importantes para cada um, porque visões diferentes servem de direcionamento a quem está escrevendo.
As idas para a universidade, neste “andar da carruagem”, se constituíam em momentos de interação entre todos. Cada qual falava de seu trabalho, do que estavam escrevendo, das dúvidas, as idéias que iam surgindo. Era muito bom poder trocar idéias com os colegas que, aos poucos, ficavam cada vez mais próximos.
No período em que foi realizada esta caminhada, é claro, houve momentos em que o desânimo tomou conta de alguns membros do grupo: o cansaço das viagens, leituras, trabalhos, projetos, acumulados ao trabalho diário, provocava, às vezes, vontade de desistir dos objetivos iniciais. Os percalços da caminhada existiam, é claro. Mas o diálogo durante a viagem, um bom papo com alguns, resolvia o caso.
Durante algum tempo escreveu-se muito e, esses escritos, eram encaminhados à tutora, que fazia as correções e observações necessárias. Novas pesquisas, colocações, encaminhamentos diferentes eram aplicados no trabalho. Às vezes, até mesmos capítulos eram modificados ou até mesmo substituídos, conforme orientação recebida.
Que bom foi ouvir da tutora aquela frase “Pode passar o texto na versão definitiva”. Que alívio, saber que o trabalho não mais passaria por correções, nem modificações, agora era a parte mais fácil. Já era possível dormir mais tranqüilamente, sem pesadelos, sem tanta preocupação como as que todos haviam tido até o presente momento.
Isso foi para todos uma grande vitória. É claro que nem todos puderam desfrutar dessa alegria no mesmo dia, já que os términos das tutorias aconteceram em dias diferentes, mas assim mesmo, cada qual festejou a seu modo. Cada um pode respirar aliviado, com um grande sorriso nos lábios. Afinal, mais uma etapa estava concluída. E esta tinha um sabor todo especial, só sendo superado pela defesa da tese, que não tardaria a vir.
3.4 – Conhecimento: A Prática em Sala de Aula
“Quando a aprendizagem acontece é porque algo
dentro de nós se solidifica”.
Ninguém é educador por acaso. As coisas acontecem porque o ser humano busca atingir seus objetivos. Cada um, porém, apresenta diferentes dimensões, que são peculiares de cada indivíduo. Ser professor é algo grandioso, que enche os corações. É apaixonante trabalhar com crianças, adolescentes, jovens e adultos. Com eles aprende-se coisas fantásticas; experiências que vão dando parâmetros para contribuir na educação dos mesmos.
À medida que se apropria de novos dados de conhecimento, dá-se início a um processo ativo dentro da subjetividade de cada um, que redundará em efetivas alterações no processo de ser e agir. Com isso, é possível interagir com os alunos, contribuindo com novos posicionamentos, aprendizagens, que provocará no aluno, mudanças significativas.
Conforme adquiri-se aprendizagens, vai melhorando a prática em sala de aula, assim como, novos conceitos vão surgindo, sendo incorporados e internalizados por cada um. Com isso, ganha o aluno e o professor, é claro, e nessa interação a aprendizagem acontece. Porém, só há aprendizagem quando ambos estiverem dispostos a fazê-la.
Quando o professor percebe que mediou, interagiu com a seu aluno, colaborando para a efetiva aprendizagem, o mesmo sente-se feliz e realizado. Dessa forma, quanto mais o educador solidifica seus conhecimentos, pesquisa prepara conteúdos, aplica metodologias atrativas em sala de aula, maior é o rendimento do aluno. E quando este rende, é algo maravilhoso para os professores.
Saber sobre o que está se falando em sala de aula e acreditar no que está sendo dito, é mais um ingrediente da personalidade do educador que ressalta aos olhos de seus alunos e de todo o colegiado escolar e, da mesma forma, não escapa ao olhar da sociedade. Se ele lê, argumenta, cria, inventa, constrói, é porque o seu saber extrapola as paredes escolares.
Nessa rota de permanente evolução de aprendizagem, cada vez mais o indivíduo exige de si mesmo mais e mais informações, já não é qualquer argumento que consegue convencer; também não é qualquer teoria que se aceita, nem tampouco simples explicações. Isso tudo, graças ao conhecimento que adquiri-se ao longo do tempo. Este é sustentáculo para a prática, tanto pedagógica, quanto familiar e social.
É preciso ressaltar que essa trajetória de pesquisas, estudos e conhecimentos só terá sentido se for aplicada para o bem dos alunos. Isso será possível sempre que o professor acreditar que a educação é algo que modifica o ser humano, levando-o a adquirir novos conceitos, valores, habilidades e, sobretudo, competências que lhe será útil na vida em sociedade.
A docência envolve o professor em sua totalidade, pois a prática escolar é resultado do saber que adquire-se todos os dias, do fazer em sala de aula, mas principalmente do ser, significando um compromisso ético consigo mesmo, com seus alunos, com a sociedade – que crê no papel transformador do professor.
Assim, quanto maior for o preparo técnico do educador, quanto mais existir compromisso com o conhecimento, com a informação, com a capacitação docente, maior deverá ser o comprometimento com os alunos, colaborando e instrumentalizando-os na busca de mais informações necessárias à vivência social.
3.5 – Somando Forças
“As ações coletivas são resultados do papel que cada
indivíduo assumiu no grupo”.
Voltando da universidade, num belo sábado de junho, o grupo dos onze, resolveu marcar um passeio coletivo. Este seria para conhecer a sede da UTCD, cuja localização fica em Assunção, no Paraguai. Todos ficaram felizes, pois, afinal, seria muito bom conhecer a instituição educativa na qual estudávamos. Na oportunidade, já definimos a data, a hora da partida. É claro que o veículo que nos transportaria, seria o mesmo que já utilizávamos há dois anos. Sem falar, é claro, do motorista, que seria o nosso grande amigo, o colega Doni – companheiro de tantas viagens.
Bem cedinho, lá estávamos nós, a caminho de Assunção. Todos munidos de agasalhos, máquina fotográfica, filmadora. É claro que não esquecemos de levar alguns petiscos para saborearmos durante a viagem, principalmente o saboroso cafezinho da Lourdes e o famoso biscoitinho “timbira” feito pelas mãos de dona Tereza, mãe de Rosangela.
Conforme o combinado, passamos na cidade de Salto Del Guairá para pegarmos o professor Juan Ventre – diretor do Campus Universitário. Este seria nosso guia à universidade. Figura ímpar, sempre recebeu a todos os alunos da instituição educativa, demonstrando cortesia e atenção. A amizade com ele já era grande, tanto que viera à Cianorte nos visitar.
Já tínhamos viajado em torno de cinco horas. A viagem estava sendo maravilhosa, a estrada era linda, podíamos avistar enormes plantações de girassóis e trigais, além de vastas áreas reflorestas. Mas, eis que fomos penalizados com um problema no veículo que nos transportava. Ficamos preocupados, pois seria necessária a presença de um mecânico, já que o Donizete não descobrira o que ocorrera no veículo. É claro que isso demoraria. Juan, imediatamente, disse que, não muito longe do local, havia um estabelecimento que prestava socorro a veículos. Ambos pegaram uma carona e foram até o local.
E nós, o que iríamos ficar fazendo ali?
Resolvemos então conhecer as imediações próximas daquele lugar. Todos nós saímos a pé e fomos caminhar. Resolvemos adentrar um bosque que ficava situado uns seiscentos metros dali. Cada um pegou seus apetrechos básicos e lá fomos nós. A área parecia bastante extensa. Podíamos ouvir o canto alegre de muitos pássaros. Araras coloridas faziam festa com suas famílias, papagaios gritavam maritacas nos galhos comendo frutas, como quem pedindo para que fôssemos embora, animais correndo, fugindo de nossa presença, enormes gorilas carregando seus filhotes, pequenos micos pulando de uma árvore à outra.
A mata estava bastante preservada. Troncos imensos de árvores subiam em busca do sol, lindas bromélias com flores coloridas davam mais requinte ao local. Não menos encantadoras, avistamos perfumadas orquídeas; outras hospedeiras coloridas enfeitavam aquelas grossas árvores que se misturavam com pequenas joaninhas coloridas, que lentamente caminhavam em busca de alimentos. Um cheiro gostoso de mata fechada, dava mais beleza ao cenário.
Fomos cada vez mais penetrando mata adentro. Até que, ao longe, ouvimos vozes, muitas vozes, mas não entendíamos o que diziam. Eram vozes adultas, murmúrios, lamentos, como quem estava em apuros, angustiadas com algum problema. Vozes femininas também eram nítidas; crianças choravam e ecoavam ao longe.
Chegando um pouco mais próximo, ficamos estarrecidos, pois estávamos diante de uma tribo indígena. Nesse instante, quantas coisas se passaram em nossas mentes: Seria aquilo um sonho? Em pleno século XXI, estávamos presenciando aquilo? Quem era aquela gente? Por que estavam gritando, desesperados? O que estavam dizendo? Se nos vissem, seríamos comidos por eles? O que fazer? Ficamos um bom tempo, olhando uns para os outros, sem saber o que fazer. Tínhamos medo que nos vissem.
Amparo, grande companheira, mulher batalhadora e inteligente, disse ao grupo que parecia entender o que os indígenas diziam. Era descendente de espanhol e aprendera com sua avó paterna a língua guarani.
- Vamos chegar mais perto, parecem pacíficos, não nos farão mal algum - disse ela.
Ficamos um bom tempo escondidos, tentando entender o que diziam. Aproximamo-nos deles e Amparo tentou um diálogo com o chefe da tribo. O guerreiro falava, gesticulava, apontava para longe, chorava, parecia pedir clemência. As mulheres não eram diferentes, ajoelhavam-se diante de nós, pedindo alguma coisa de que não sabíamos o que era. As crianças, umas no colo das mães, outras agarradas a elas, choravam, talvez sem saber o porquê.
Aos poucos, o índio foi se acalmando, dialogando com nossa companheira. Estávamos apreensivos, agoniados, sem saber o que estava acontecendo. Foi então que ela nos explicou
- Esses pobres homens estão desesperados porque irão perder suas terras, casas, plantações e animais. Uma grande usina comprou uma vasta extensão de terra onde está situada esta aldeia. Os índios estão desesperados, clamam por nossa ajuda. Quando as águas forem represadas, tudo aqui ficará submerso. O vale todo será inundado.
Luis Carlos advogado bem sucedido, altamente qualificado, possuidor de vários diplomas, pensou um pouco e disse querer conversar com o chefe. Mediado pela Amparo, ouviu do índio que os mesmos foram enganados pela construtora, cujos responsáveis falsificaram os documentos, inclusive a assinatura do chefe da tribo.
Enquanto isso, Margarida, Silvana e Elaine, vendo os indiozinhos chorando, tristes, agoniados nos cantos, resolveram ir diverti-los. Margarida fez uma grande roda, pediu a todos para se sentarem ao chão e, através de mímica, contou-lhes uma história muito engraçada, que os indiozinhos riram sem parar. Ela rolava no chão, caía, ajoelhava, fingia que chorava, e assim todos entenderam o que ela quis dizer.
Elaine, uma ótima pessoa, um tanto engraçada e descontraída, assim como Margarida, gostava de contar piada. Mas teve medo que eles não a entendessem. Resolveu, então, ensinar-lhes uma musiquinha bastante conhecida por nós.
A música dizia assim: “Coelhinho se eu fosse como tu, tirava a mão do bolso e colocava a mão no outro coelhinho”.
Cada gesto dela era acompanhado pelos pequeninos que, em pouco tempo, aprenderam a cantar a famosa música do coelhinho.
Chegou a vez de Silvana, que uma grande intelectual, gostava muito das letras e artes. “O que ensinaria a eles”- pensou ela. Imediatamente, abriu sua bolsa e retirou dela alguns batons e sombras e começou a desenhar no rostinho de cada criança, objetos como peixes, cachorros, pássaros, gatos, macaco e outros. Depois deu um espelho para que eles pudessem visualizar o que ela havia desenhado. Em seguida, falou para cada um, o nome do objeto ou figura desenhada. Dessa forma, em pouco tempo, os garotos e garotas da tribo estavam se familiarizando conosco. Também deixou-se pintar pelos pequeninos que, ricamente, fizeram lindas figuras em seu rosto e braços.
Wagner e Anderson, como eram bastante curiosos, resolveram reconhecer o local. Estavam achando aquilo tudo uma aventura incrível, como aquelas vividas por atores nos filmes onde há muita ação.
- Anderson, vamos explorar a mata, pois deve haver um montão de coisas interessantes por aqui, não precisa nem avisar o pessoal, vamos lá - disse Wagner.
- Que interessante vai ser conhecer este território, acho que deve ter até onças por aqui, temos que ter muito cuidado, pois não temos nenhuma arma de fogo, nem ao menos um facão - respondeu-lhe Anderson.
- Não se preocupe Anderson, ninguém é homem suficiente, nem animal que ouse nos enfrentar - afirma Wagner com convicção.
Lá se foram os dois amigos, conversando animadamente quando, do meio da mata fechada, surgem dois caras pintadas, portando flecha, arco e facões pendurados à cintura. Ambos estavam com os rostos pintados, pareciam prontos para um combate. Olharam fixamente nos olhos dos dois brancos, e estes, imaginam só “suas caras”.
- Wagner, estou com medo, eles vão nos comer, vamos fugir - gritou Anderson, que estava apavorado.
- Perna pra quem tem, Anderson, corra, esses caras vão nos pegar e nos comer inteiros - respondeu o amigo.
Ambos dispararam numa carreira mata afora, desesperados, ofegantes. Quanto mais eles corriam, mais os índios os acompanhavam. Falavam algo que eles não sabiam o que eram. Correram, correram e correram tanto que, caíram exaustos
- Anderson, estamos fritos! Não vai dar nem tempo de ligar para a minha esposa Lúcia e minhas querida filhinhas, vamos ser comidos agora - disse Wagner, que já estava suando frio.
- Você, pelo menos, já se casou. E eu, que nem noivo ainda sou, que tristeza, meu Deus, deixá-la sozinha, tão nova! - lamentou-se Anderson.
Eis que os índios os alcançaram, quando já estavam caídos no chão. Chegaram bem próximos e fixaram seus negros olhos sobre os amigos. Agacharam, um deles retirou a faca da cintura, o outro armou seu tacape e num golpe certeiro arrancou do pescoço de Anderson, sua corrente de ouro. O outro, rapidamente, com seu tacape, puxa os óculos de Wagner.
Imediatamente os índios saem correndo, fugindo com o que haviam pegado deles. Estes, ainda no chão, moles, paralisados, olharam um para o outro, como se não estivessem acreditando no que havia acontecido. Ambos estavam com as calças molhadas.
- Que vergonha - disse Anderson.
- Não vamos contar a ninguém o que nos aconteceu, senão vão rir de nossa cara – respondeu Wagner.
- É melhor não nos aventurarmos mais, vamos embora, já devem estar preocupados conosco, Wagner.
Após essa louca aventura foram procurar seus amigos que estavam conversando com o chefe indígena. Wagner era um grande consultor de empresas, muito entendido no ramo de administração empresarial, professor muito comprometido pedagogicamente. Este não se conteve com as colocações feitas pelo guerreiro da tribo e disse:
- Anderson, não podemos ficar quietos, precisamos ajudá-los, esses pobres coitados não podem perder suas terras, isso aqui, é a vida deles.
Anderson, não menos profissional que os outros colegas, pois era um competente operador de sistemas, tecnólogo em computação, concordou com seu colega Wagner. Disse ser imprescindível ajudá-los. Imediatamente abriu seu notebook e começou a levantar dados a respeito da empresa que estava implantando a usina. Pesquisou e tomou ciência do que poderiam fazer para ajudá-los.
Nesse instante, Célia, a grande companheira, “A tia Célia”, como todos a chamam, resolveu registrar aquele momento. Pegou sua filmadora e adentrou às ocas, filmando seus artesanatos, objetos de caça, vestimentas, alimentos que estavam à mesa. Não esqueceu de tentar manter um diálogo com as índias do lugar, que apesar de não entenderem nosso idioma, a conversa surtiu efeito e Célia pôde, na oportunidade, saborear um suculento pernil de porco feito pelas índias. Esta era apaixonada por carne. Gostou tanto, que comeu vários pedaços.
Rosangela, jovem prendada, companheira fiel de todas as horas, sensibilizou-se com a história daquela pobre gente e, imediatamente, pegou seu celular e telefonou para o seu amigo, o Sr. Oscar Carvalho, embaixador paraguaio no Brasil e pôs-lhe a par dos acontecimentos. Este, no mesmo instante, entrou em contato com o governo de seu país que, até aquele momento, não tinha conhecimento do assunto, nem tampouco da referida empresa que estava à frente do empreendimento.
Pela pesquisa que Anderson fez, somadas à experiência de Franco e Wagner, concluíram que a referida empresa jamais poderia retirar os nativos daquele lugar, pois seus ancestrais já habitavam aquela região há vários séculos. Então, novamente, o governo foi comunicado daquela situação, tomando é claro, as medidas cabíveis. Imediatamente mandou técnicos ao local, a fim de tomarem ciência da real situação vivida pelos moradores do local. A polícia foi acionada e rapidamente marcou presença no local, indo à construtora e embargando a construção.
Lourdes, uma professora muito dedicada, amante de literatura, sempre trazia consigo alguns livros. Neste dia tinha vários exemplares de literatura infanto-juvenil, já que estava desenvolvendo sua tese na área de leitura. Vendo algumas adolescentes indígenas um pouco afastadas dos demais, resolveu ir ao encontro delas e começou um diálogo através de sinais. Mostrou às jovens índias figuras de adolescentes namorando, se beijando, abraçando. Estas, a princípio, estavam um pouco envergonhadas, mas depois se soltaram e revelaram à Lourdes que o casamento para eles é algo importante. A moça indígena precisa casar, tomar conta da terra, dos filhos, do marido.
Ficamos em torno de umas seis horas naquele local. Como estávamos muito atrasados para a chegada a Assunção, Rosangela telefonou à Dra. Ana Maria, que nos esperava na universidade, explicando os motivos do atraso. Durante nossa estadia no referido local, pudemos conhecer os costumes, as preocupações daqueles nativos. Pudemos ver que o ser humano de modo geral é igual em todas as partes do mundo, cada qual com suas peculiaridades, diferenças que, somadas, fazem o coletivo das nações.
Eu, como gosto de observar as coisas e escrevê-las, não poderia deixar de registrar todos aqueles episódios vivenciados por nós durante aquela viagem. Peguei meu caderno de anotações e fui colocando no papel toda aquela aventura emocionante da qual vivenciamos. Aqueles acontecimentos não poderiam ficar somente em nossa memória, era preciso que outras pessoas pudessem ter o privilégio, assim como nós, de vivenciar tamanha façanha , é claro, através da leitura destas páginas escritas.
Também a mim não passou despercebido o que pode um grupo coeso, unido fazer. Pude ver que é na soma, na totalidade das ações, que as coisas acontecem, cada qual contribuindo com aquilo que sabe, dando o melhor de si, buscando ajuda, competência, sempre interagindo em parceria para que as coisas boas aconteçam a nós, seres humanos.
Meu Deus, que pena, porém, que tudo isso não passou de um lindo e longo sonho, já que despertei cansada, muito ofegante, minhas mãos estavam trêmulas, cansadas, já que escrevera páginas e páginas daquele livro que, quem sabe um dia, sairá no papel...
Aos colegas de jornada, dedico este capítulo, a todos que, como eu, buscam nos livros, novos direcionamentos para a caminhada escolar, esperançosa de encontrar e vivenciar um futuro melhor, onde todos possam desfrutar de iguais condições de aprendizagens. Cada um porém, definindo seu projeto de vida, sua busca por aquilo que julga ser relevante e imprescindível a nós, seres humanos.
CAPÍTULO IV
SOLIDIFICANDO AS CONQUISTAS
ANDERSON MARCOS LUCHETTI
Quando o grupo de onze pessoas, na já mencionada manhã de sábado, se encontrou para seguir um caminho na vida, cada um tinha pensamentos diferentes, mas todos com o sentido direcionado para o mesmo objetivo, que era de subir um degrau a mais na caminhada estudantil.

Estavam todos ansiosos para chegar ao destino e conhecer novos amigos, adquirir novos conhecimentos, enfrentar novos desafios.
Havia grande expectativa em relação aos conhecimentos que poderia-se aprender no decorrer do curso, os quais pudessem ser aplicados na vida pessoal, emocional, profissional, familiar, além de elevar o ego pessoal, alcançar maior reconhecimento profissional.
Nessa expectativa, todos do grupo passaram a enfrentar, em um mesmo veículo, frio, chuva, perigo, sono e muitos outros obstáculos, mas sempre movidos por uma força superior que não deixa o ser humano desanimar.
Diante disso, comenta-se neste capítulo, alguns momentos da caminhada do grupo dos onze, buscando evidenciar de que forma as conquistas se solidificam, destacando-se, ainda, que cada uma das pessoas do grupo é vitoriosa.
4.1 Novos conhecimentos, uma quebra de desafios
A aplicação dos novos conhecimentos em uma sala de aula ou em um ambiente de trabalho é uma quebra de desafios, pois quase todas as pessoas passam a te olhar com outros olhos, e geralmente não gostam de ver que você busca novos conhecimentos, para não imaginar que poderá ser inferior, sem reconhecer que todos têm condições de adquirir maior aprendizado, bastando ter disposição e ânimo para isso.
Todas as vezes que alguém luta buscando mudança em sua vida, sempre tem alguém olhando de cara feia, mas quando há vontade de vencer e conhecer sempre mais, é possível superar essas adversidades, alcançando o resultado desejado.
Os conhecimentos que se adquire ao longo da vida são sempre bem vindos, pois tudo que se aprende hoje pode ser usado amanhã, seja na sala de aula, no trabalho, na família, na vida, e em muitos outros lugares onde podemos aplicar o aprendizado.
Sempre que se busca alguma coisa, enfrentando-se obstáculos e desafios, a conquista representa uma quebra de paradigma, a superação dos desafios.
Para relatar melhor o assunto sobre “Novos Conhecimentos, uma quebra de desafios”, apresenta-se a seguir um pequeno conto.
Era uma menina, de classe baixa, do interior, que queria se tornar muito importante, mas tudo para ela era difícil, pois sua família tinha pouca renda. Então, imaginou que se estudasse e se esforçasse, conseguiria ser alguém na vida.
Dias e dias se passaram, e essa menina estudou, estudou, sempre tirou ótimas notas e sempre foi destaque na turma da escola, de amigos do bairro. A cada nova conquista, vibrava muito e reconhecia que cada vitória era apenas mais um tijolo da construção que desejava fazer.
Quando se formou na faculdade, foi uma alegria imensa, manifestada através de gargalhadas, gritos, brincadeiras, canto, dança, e muito mais, pois havia conseguido vencer mais um obstáculo, mas sabia que os desafios não iriam parar por ai; realmente vieram muitos e muitos outros e, é claro, ela os venceu.
A menina, aos poucos, foi alcançando o que sempre quis: emprego bom, reconhecimento profissional, salário digno, e as dificuldades foram ficando para traz. Por isso, quem sonha com uma vida melhor, nunca deve desanimar diante dos desafios, e sim enfrentá-los com muita vontade de vencê-los, pois um dia perceberá como valeu a pena.
Ah! Mas não se pode deixar de dizer que a menina já está enfrentando novas batalhas e, como sempre, mantém o espírito de luta para vencer os obstáculos que ainda estão por vir.
“Nunca fique com medo de um desafio, enfrente-o com amor e
vontade, que sempre vencerás”. (Luchetti, Anderson Marcos)
4.2 O prazer da busca de conhecimentos
Tudo que é buscado com prazer solidifica os pensamentos em relação ao futuro, e permite aos seres humanos ver tudo de maneira diferente, através da amplitude do campo de seu conhecimento, que possibilita uma visão além dos horizontes.
Uma pessoa que busca conhecimento simplesmente por buscar, não consegue ter prazer no que faz, porque não tem um objetivo concreto, mas se essa busca for realizada com alegria e vontade, tudo se torna muito melhor, tudo entra em seu pensamento com maior facilidade e, é claro, com um aproveitamento muito melhor.
A seguir, será descrito um pequeno conto que retrata a importância que os conhecimentos têm na vida de cada um.
Era um pequeno ratinho, que sempre gostava de pegar algumas coisas na despensa de uma grande casa. Porém, certo dia, quando foi apanhar sua comida, cadê o buraquinho que entrava? Estava fechado. Procurou outro e nada. Por debaixo da porta também não conseguia passar, pois era muito fina a abertura, ficando sem comida e com muita fome por vários dias. Vendo que nada poderia conseguir, foi até a casa de seu tio, que era o grande rato da região, o mais esperto, o mais sabido e o conselheiro da tribo de ratos daquele bairro.
Foi lá para buscar um pouco do conhecimento de seu tio e voltou todo contente. Nos primeiros dias ele conseguiu pegar comida com facilidade, passando-se vários dias assim. Mas o dono da casa colocou uma ratoeira no meio de seu caminho, e lá vem o ratinho com o seu novo conhecimento, avistou o novo obstáculo, tentou, tentou por várias maneiras, mas não tinha como passar sem que fosse apanhado pela ratoeira, tendo consciência de que era uma armadilha para ele.
Porém, com os conhecimentos que havia adquirido através do tio, conseguiu mais uma vez vencer o obstáculo, e saciou-se dos alimentos durante vários dias, até que surgiu outro, e depois outro, e assim até os dias de hoje. Mas ele sempre consegue vencer os obstáculos, pois está sempre motivado a buscar novos conhecimentos e estudos para superar as barreiras que surgem em sua vida.
“Todo novo conhecimento que é buscado com prazer, agirá em sua vida como mais um desafio vencido, então não faça somente por fazer”. (Luchetti, Anderson Marcos)
4.3 Edificando a vida pessoal e profissional
Os sonhos fazem parte da vida de cada um. O ser humano não consegue viver bem sem ter sonhos, e sempre que alguém sonha e consegue realizar esse sonho, tudo se torna melhor, proporcionando a edificação da vida pessoal e profissional.
Uma pessoa que consegue edificar todos os seus pensamentos e colocá-los em prática consegue colocar mais um tijolo em sua construção, que nunca deve ser parada, de forma que avance cada vez mais para o alto, com alicerce bom e forte, para não correr o risco de cair.
Sempre se deve buscar novos conhecimentos para que se tenha uma ambição sadia e fiel, não pisando em outras pessoas para trocar de degraus, e sempre subindo com suas próprias pernas, mãos e garras.
Para relatar melhor, apresenta-se a seguir uma breve história.
Um menino pobre, de família humilde, que morava na zona rural, sempre teve dificuldades para estudar, porque tinha que levantar muito cedo para pegar o ônibus da prefeitura que levava até a escola na cidade, chegava tarde em casa, sem almoço, só comia a merenda oferecida pela escola. Ao chegar em sua casa, somente queria dormir, pois estava exausto, muito cansado, desanimado, desmotivado.
Um belo dia, seus pais decidiram mudar para a cidade. Mas como acontece com praticamente todos que vêm da zona rural, não conseguiram emprego na cidade, então ele e seus pais precisaram trabalhar nos sítios de outras pessoas, nas lavouras de café. Até que chegou a época dos vestibulares e, por azar, o rapaz não conseguiu passar na universidade pública. Porém, ele também tinha feito vestibular em uma universidade particular, mesmo sabendo que não poderia pagar as mensalidades da mesma e, não sabendo se por sorte ou azar, recebeu a notícia de que havia passado.
Conversou com seus pais sobre a possibilidade de iniciar o curso universitário e quais as chances que tinha de pagar... O emprego que havia arrumado recentemente, mal dava para pagar a metade da mensalidade. Decidiu então ir a busca de seus sonhos, conseguiu uma bolsa de estudos que, mesmo não sendo integral, poderia ser completada com o seu salário. Assim, lutou com muitas dificuldades, até conseguir o seu diploma. Para isso, contou com as graças a Deus e com a valiosa ajuda da diretora da instituição em que estudava, e depois disso, as portas à sua frente sempre se abrem, uma aqui, outra ali e várias...
Então esse menino se transformou num homem, se tornou empresário, professor, dentre muitas outras funções, evidenciando assim que todo lutador um dia se torna um vencedor.
“Quando se busca um ideal, e ele é conquistado, a edificação pessoal e profissional atinge rumos inesperados”. (Luchetti, Anderson Marcos)
4.4 Vida familiar, uma nova conquista
Nas lutas diárias, uma das posições vivenciadas por cada pessoa, é a da convivência com a família. Sendo assim, o grupo dos onze lutou contra o tempo, para conciliar a sua vida familiar com as outras obrigações que era o trabalho, os estudos (que não eram poucos), a religião, dentre outras funções que todos exercem.
Todos ouviam dos pais, dos irmãos, dos filhos, dos parentes, dentre outros, que quase não se viam mais e que nós não tínhamos mais tempo para eles, e outras coisas mais. Porém, como gladiadores, os membros do grupo dos onze foram se justificando perante as pessoas que amavam.
Entre o grupo, criou-se um vínculo muito forte, até que parecia uma família, formada por irmãos e irmãs, pais, mães, filhos e tudo que corresponde a um ambiente familiar.
Quando um errava, sempre tinha um “pai” ou “mãe” que puxava a orelha e dava aquela bronquinha, mas sempre num clima familiar e, daí a pouco, estava tudo bem, todos conversando, contando piadas, acordando os que estavam dormindo durante a viagem. Um tinha o gênero de pai, outro de mãe, outro de filho ou filha, cada qual com sua generosidade.
O tempo foi passando e cada membro do grupo possuía agora duas famílias: uma em casa e a outra no estudo. E, graças ao esforço particular de cada um e a Deus, foi possível administrar as duas em paralelo.
Dois anos se passaram e, finalmente, havia chegado o grande dia: a formatura de mestrado. Naquele dia todos tiveram a certeza de que formávamos uma família.
Na noite do evento, todos estavam eufóricos, um arrumando a beca do outro, observando os cabelos, os detalhes, e foi àquela alegria na ida até o local da festa, assim como na volta para casa. O motorista “Donizete”, que também tinha se tornado um membro dessa imensa família, acompanhou tudo de perto, se alegrando pela conquista de todos.
Como grandes gladiadores, os onze venceram mais uma batalha: concluir o mestrado. Essa conquista foi também dos familiares de cada um, que souberam ser compreensivos na ausência de seus entes queridos quando se dirigiam ao Paraguai para estudar.
“Não tem ninguém que ame mais do que a sua família verdadeira,
e o seu Deus”. (Luchetti, Anderson Marcos)
4.5 Recebendo novos olhares
Uma pessoa que se sobressai perante as outras passa a ser vista com outros olhares. Dependendo de quem te lhe, pode ser um olhar de inveja ou de admiração.
Essa sensação foi sentida pelos membros do grupo dos onze, após a obtenção do título de mestre. Nota-se que, quem o admira, passa a admirar, respeitar e valorizar ainda mais. Por outro lado, as pessoas que tem inveja procuram se aproximar do vencedor, mas com o objetivo de colocar um obstáculo em seu caminho, que pode ser uma pedra, um buraco, uma parede, e muitas outras maneiras que possam lhe prejudicar.
O despertar de um novo olhar pode vem de ambos os sentidos: uma pessoa que não lhe observava antes pode até se aproximar com coisas boas, mas também poderá provocar situações não agradáveis. E, nesse caso, é preciso encarar de peito erguido e de olho aberto, com o coração alegre e, acima de tudo, acreditando em Deus.
Quando te olharem alegre, é um olhar de admiração, pois tudo em você é bonito e engraçado.
Quando te olharem triste, é um olhar de que precisa de ajuda e está pedindo a você para socorrer-lhes.
Quando te olharem torto, é um olhar de desconfiança, mas imagine que é um olhar de admiração, de quem está lhe admirando.
Quando te olharem com os olhos piscando, é um olhar de alegria e satisfação com a sua pessoa ou com o que você faz.
Quando te olharem com os olhos brilhando, é um olhar que tudo o que você faz ou fala causa satisfação em quem te observa.
Há diferentes modos de olhar. Então, independente de qual deles receberes, retribua sempre com um olhar de alegria, pois não há como negar que qualquer pessoa se sensibiliza com um olhar carinhoso, de compreensão, de fraternidade, ao passo que o olhar ladino, traiçoeiro, de inveja, acaba por afastar as pessoas ou atrair sentimentos negativos.
“O bem sempre prevalece sobre o mal, acredite em Deus
e a você mesmo”. (Luchetti, Anderson Marcos)
4.6 Aprender e ensinar com Alegria
Um bom professor tem de aprender e ensinar com alegria e sempre transmitir os conhecimentos de maneira eficiente, pois todos os grandes homens da humanidade, um dia, passaram pelos bancos escolares e receberam a orientação e os ensinamentos de um professor.
A equipe dos onze, ou família dos onze, ou grupo dos onze, sempre soube administrar o ensinar e o aprender com alegria, seja nas viagens, sempre estudando com descontração, falando dos conteúdos a serem ministrados, ou aprendidos, seja no dia a dia em sala de aula.
Quando um professor consegue ensinar com brincadeiras, todos os alunos conseguem aprender melhor, mas nem todos têm o dom de descontrair seus alunos.
Um professor de matemática, por exemplo, se ensinar aos alunos as quatro operações “adição, subtração, multiplicação e divisão” somente usando números, fica mais difícil aos educandos assimilarem e conseguirem guardar os ensinamentos em sua memória. Mas quando se coloca algumas laranjas ou maçãs, ou até mesmo bananas, fazendo com as mesmas todas as operações, eles conseguem guardar as figuras e conseqüentemente os números e operações.
Isso leva a reconhecer que o professor eficiente deve adotar metodologias que correspondam ao conteúdo que será ensinado, porém de forma dinâmica, com o objetivo de chamar a atenção de seus alunos, fazendo com que eles prestam mais atenção às explicações do seu professor.
“A alegria e o sorriso fazem bem para a sua vida, sorria
mesmo quando não puderes”. (Luchetti, Anderson Marcos)
4.7 Todo saber transforma a pessoa
Saber ou SABER - aparentemente iguais, mas com personalidades diferentes, ou seja, uma pessoa que busca o conhecimento para ensinar outras pessoas é uma pessoa que tem o dom do saber, que se preocupa com a aprendizagem, enquanto outras pessoas somente querem ser superiores aos outros.
Existem vários tipos de saber, sendo que alguns transformam as pessoas, e o outro, transforma o conhecimento, mas todos os dois se forem usados da forma ideal, transforma pessoas.
O saber transforma a pessoa, mas essa transformação deve ser orientada para o bem. A pessoa que sabe e consegue ensinar e ajudar as outras, recebe uma grande recompensa, que é a satisfação de compartilhar o saber.
Uma pessoa que busca conhecimento apenas para ser superior ou ter um degrau a mais, não consegue ser um bom professor, pois ela pensa somente em si mesma e não em quem precisa de seus conhecimentos.
“Conhecer, Saber, Ensinar e Buscar, são dádivas de pessoas dignas e responsáveis pela melhoria do ensino do mundo”. (Luchetti, Anderson Marcos)
4.8 Brincando se ensina melhor
O dom do ensinar não é de todos. Algumas pessoas ensinam de maneira diferente, uns de forma bem séria, de cara fechada e não saindo nem um pouco fora do conteúdo. Outros de forma bem rígida. Outros levam os alunos a viajarem como se estivessem no local. E, ainda, tem outro que transmite os conhecimentos de forma descontraída, transformando a aula em um ambiente de alegria e satisfação acadêmica.
A equipe dos onze é uma família de professores e educadores os quais, com o passar do curso de mestrado, cada um aperfeiçoou seu conhecimento e sua forma de ensinar, de modo que todos conseguem transmitir o que aprendeu a seus alunos de forma bem agradável e satisfatória. Mas tem pessoas que se sobressaem melhor quando se fala em ensinar de forma alegre, e têm outros que são um pouco mais quietos, mas todos com o dom do magistério.
A alegria de ensinar transforma os pensamentos, tanto do aluno como do professor, sendo que um professor, para ensinar, tem de dominar o conteúdo, pois é através dele que deverá desenvolver uma excelente aula para os seus alunos, usando dinâmicas e brincadeiras, de forma a atrair a atenção dos alunos.
O ensinamento, quando transmitido de forma eficiente, não é esquecido, pois tudo que é aprendido de forma descontraída é memorizado de forma mais efetiva.
“Com a alegria não se brinca, pois ela pode brincar
com você”. (Luchetti, Anderson Marcos)
4.9 Compartilhar conhecimentos, uma alegria do saber
No decorrer da caminhada, foi possível observar que os membros do grupo formavam uma verdadeira equipe de pessoas diferentes, com personalidades diferentes, jeitos diferentes, mas na hora de ensinar, todos têm o mesmo pensamento, o mesmo jeito de compartilhar, de passar o que aprendeu às outras pessoas, de modo que os alunos que são os maiores recompensados.
Compartilhar conhecimentos, para o verdadeiro mestre, é uma alegria. O seu saber se torna o sabor do saber e repassar as outras pessoas acaba se constituindo num prêmio, pois não há como negar a satisfação que é poder transmitir aquilo que se sabe aos demais seres humanos, razão pela qual a profissão do magistério é tão gratificante.
Para destacar melhor, relata-se a estória de um senhor de idade avançada, já bem velhinho, que tocava muito bem um instrumento chamado violão. Porém, em toda a sua vida nunca ensinou a ninguém, e muito menos a seus filhos, mas tinha um de seus netos que sempre o aborrecia, pedindo para que o avô ensinasse o mesmo a tocar. O velhinho nunca queria, e sempre ficava irritado com seu neto, dizendo que não gostava e não iria ensinar.
Depois de tanto insistir, o netinho conseguiu obter o conhecimento através de seu avô. Com o passar dos dias o velhinho ficava cada vez mais satisfeito com seu neto, pois este lhe fez reconhecer o quanto era bom transmitir aquilo que sabia a outra pessoa. Gostou tanto que ensinou a todos os netos, e montou até uma escolinha de música junto com os seus netos.
Hoje, o velhinho é um jovem em termos de conhecimento e, apesar da idade avançada, possui pensamentos de criança. Seus netos viraram grandes músicos e a satisfação do avô é muito grande. Seu único arrependimento é não ter reconhecido isso há mais tempo, pois poderia ter passado seus conhecimentos muito antes para outras pessoas.
“Quando se compartilha um conhecimento com o irmão, Deus lhe dá muitas vezes mais e vai a sua frente abrindo todas as portas”. (Luchetti, Anderson Marcos)
4.10 Observar - dádiva de poucos
Observar... observar... observar, o que se quer dizer com isso, será que é o dom de uma profissão? Pode ser, pois o bom observador é um excelente professor, porque é através da observação que ele conhece seus alunos, os amigos, acompanhando toda a sua caminhada estudantil e profissional.
Isso traz a lembrança da história de um porquinho, que em seu chiqueiro, observava todos os seus semelhantes que eram maiores e, de tempos em tempos, seu dono vinha e tirava um dali. Ele não sabia para onde ia e nem como ia, mas sabia que saia dali. Então ficou cada vez mais curioso e começou a observar pelas gretas do chiqueiro, para onde ia os seus companheiros de lar. Um dia, escutou o seu dono falar para o filho, que era para buscar aquele porquinho branco com uma pequena pinta perto das orelhas. O menino, com um bom filho, foi buscar e, por azar, escorregou e caiu sobre uma lasca de madeira, que entrou em sua perna, causando grande sangramento. O menino não conseguia sair do lugar, doía muito, então começou a gritar, mas nada adiantou.
Então o porquinho, sabendo que era a sua vez de ir embora, não querendo ir, decidiu ajudar o menino e, pulando sobre a cerca, foi correndo e gritando muito até o pai do menino. Chegando lá, ele deu uma pequena mordida no pé do homem, para que ele corresse atrás dele e, é claro correu, até que chegaram onde estava o menino, podendo socorrê-lo a tempo.
No outro dia, o homem foi pegar o porquinho para vendê-lo, mas, chegando lá, lembrou de tudo que este fez pelo seu filho, mudando então de idéia. Ao invés de matá-lo ou vendê-lo, passou a colocar comida e bebida farta para ele, até que tivesse sua morte natural.
Refletindo sobre como o porquinho teve todo essa capacidade de ir até o pai do menino e buscar o mesmo para socorrer o pequeno que estava machucado, verifica-se que isto só foi possível graças a capacidade de observação do animalzinho, que sempre observava tudo, sabia onde tinha um buraco no chiqueiro, sabia onde é que seus amigos eram levados, sabia quem era o pai do menino e onde ficava antes da busca dos porcos. Então, com todos os seus conhecimentos de observador, colocou-os em prática e salvou sua própria vida.
“Observar ou ser observado, pode proporcionar grandes conhecimentos em
sua vida, e até mudá-la”.(Luchetti, Anderson Marcos)
4.11 A busca constante do aprender
O aprender nunca termina, sempre há algo mais, a saber, razão pela qual os onze integrantes do grupo sempre tiveram a dádiva de uma busca constante do aprender e do saber, conscientes de que, quem ensina, também aprende.
Na maioria das viagens realizadas durante o curso de mestrado, todos sempre tentavam aprender um pouco mais, e ensinando o que havia aprendido. Sendo assim, eram onze professores e alunos ao mesmo tempo, os quais tinham o maior prazer de ensinar aos que não sabiam determinado conteúdo, além do que a busca de novos conhecimentos visando proporcionar maiores ensinamentos, sempre foi uma características de todos do grupo.
Como cada um pertencia a uma área diferente: uns da área de informática, outros da área de letras, outros da área de pedagogia, de administração, de direito, contabilidade, todos procuravam transmitir seus conhecimentos para os outros amigos, e sempre cada um buscava saber mais e mais, para se tornarem cada vez mais um professor eficiente, e os grandes ganhadores dessa história são os alunos.
“Sempre busques, e um dia serás
recompensados”.(Luchetti, Anderson Marcos)
Agradeço em especial este capítulo para nós, os onze, que estivemos juntos em muitas viagens e caminhadas rumo ao sucesso. Mas não poderia deixar de oferecer à minha família, que muito contribuiu nesta caminhada:
Aos meus pais:
Osvaldo Luchetti e Maria Adelaide Moreto Luchetti
A meus avós:
Adelina B. Luchetti e Sebastião Luchetti “in memória”
Antonieta C. Moreto “in memória” e Humberto Moreto “in memória”
A minha noiva:
Josilaine Casagrande
Aos pais de minha noiva:
Sebastião Casagrande e Luiza Negri Casagrande
A meus irmãos:
Lucas Eduardo Luchetti e esposa; Vanessa Franciele Luchetti
Todos os tios, tias, primos e primas.
Enfim, ofereço ao meu sócio da empresa Systemtec Osvaldo Luís Miquelutti, aos funcionário, amigos, colegas e alunos que muito contribuem para a minha caminhada de conhecimento. E o agradecimento a DEUS, pois é ele que proporciona tudo para mim e minha família.
ANDERSON MARCOS LUCHETTI
AUTOR DO CAPÍTULO
“SOLIDIFICANDO AS CONQUISTAS”
CAPÍTULO V
O BRILHO DO SUCESSO
ROSANGELA ALDA
"É muito mais honrado erguer-se a lutar mesmo tendo que correr o risco do insucesso, do que unir-se aos pobres de espírito que não perdem e não vencem e
por isso acabam morrendo sem viver."( Anônimo)
Sucesso...
É incrível o poder que essa palavra tem sobre os seres humanos. Num mundo moderno e globalizado como o que vivemos, a busca pelo sucesso é cada vez maior e é essa busca que acaba movendo as pessoas para adiante e dando-lhes forças para enfrentar os desafios e obstáculos que são uma constante na vida da grande maioria das pessoas.
Mas o sucesso não teria tamanha importância se não fossem os riscos e dificuldades para se obtê-lo.
Grande parte dos seres humanos buscam o sucesso através do seu esforço, da sua luta, do aprimoramento, enfim, de meios difíceis, que exigem sacrifício mas que dão um sabor especial às conquistas. E foi esse tipo de busca que impulsionou os onze amigos a enfrentarem tantos desafios, dificuldades, obstáculos e até perigos, para alcançar sucesso.
Na trajetória do curso de mestrado em ciências da educação, todos tiveram que renunciar a muitas coisas: algumas são as que o dinheiro que era gasto com as mensalidades poderia proporcionar, tempo que cada um deixava de conviver com a família, atividades de lazer que não eram realizadas em decorrência das viagens para estudar, ou por estar se fazendo os trabalhos que o curso exigia, enfim, foram muitas renúncias que sabia-se que seriam compensadas por ocasião da conclusão do curso.
Com o passar do tempo, conflitos pessoais, cansaço, dificuldades financeiras, problemas familiares, interferência de terceiros, enfim, diversos motivos levavam um ou outro a se sentir desanimado em determinados momentos. Mas o apoio do grupo dos onze era fundamental no sentido de devolver o ânimo àqueles que às vezes se sentiam desestimulados.
5.1 Família – a base para a escalada rumo ao sucesso
Nesse espaço destinado para a expressão de meus sentimentos em relação ao período de realização do curso, não há como deixar de destacar o apoio de minha família, me encorajando e me estimulando.
Minha mãe, Tereza, sempre foi uma referência para mim, pois apesar de não ter tido oportunidade de frequentar uma escola (estudou apenas o ensino de 1ª a 4ª séries), sempre foi uma pessoa muito forte, batalhadora, exemplo de luta para ajudar meu pai no sustento da casa e, principalmente, para oferecer uma vida melhor para mim e minha irmã. Seu amor e preocupação para conosco foi uma das molas que me impulsionou na busca pelo sucesso. Impossível não reconhecer e valorizar toda dedicação e pensamento positivo para que as coisas dessem certo, não somente para mim, mas também para toda família.
João, meu pai, também representa um homem de sucesso pois, com o suor de seu trabalho e, principalmente, com muita dignidade, conseguiu vencer na vida, dando exemplo de que, tudo que conquistamos, tem mais sabor e é mais duradouro quando é resultado de atitudes honestas. Acho que ele sabe que gestos simples de sua parte jamais serão esquecidos, como as vezes em que se levantava de madrugada para fazer o café e me acompanhar até o portão quando eu saía para estudar.
Minha irmã Lúcia não cursou o Ensino Médio, mas sempre me incentivou a continuar os estudos, se alegrando com minhas conquistas e torcendo para o meu sucesso. Nossa relação é de muito companheirismo, amizade, solidariedade e admiração uma pela outra pois, cada qual à sua maneira, sempre tivemos a mesma persistência, a mesma vontade de vencer, não apenas por uma satisfação individual, mas sim para uma satisfação de toda família.
Não se pode falar em sucesso sem falar de Moacir, me cunhado, que é a própria figura da popularidade. É incrível como alguém tem a disposição para se colocar a serviço dos outros como ele. E é essa doação, essa vontade de colaborar com os seus semelhantes que se constitui numa atitude admirável, que deve ser característica de todas as pessoas que desejam prosperar na vida, pois o sucesso não pode ser alicerçado em bases egoístas ou mesquinhas. É um grande homem, a quem tenho muita admiração e respeito, não só pelo grande marido e pai que é, mas também pela amizade e assistência a mim e meus pais.
E, dentre esses seres que acabam nos impulsionando em busca do sucesso, os filhos assumem papel de fundamental importância. Não tenho filhos, mas o sentimento que poderia ter por eles, caso os tivesse, transferi para minhas sobrinhas Michelli e Cristiane, que são parte da razão de minha existência e que, mesmo com toda juventude que as caracterizam, são sinônimos de responsabilidade, dedicação, respeito pelos semelhantes e vontade de lutar e vencer. O amor que tenho por elas é como um combustível que me move para frente e, o meu sucesso, com certeza, é resultado do sentimento que nos une.
De repente o leitor se põe a questionar: o que essa autora pretende descrevendo as pessoas de sua família? A razão é que, em cada um deles foram apresentadas características importantes relacionadas ao sucesso: amor, companheirismo, união familiar, respeito pelos semelhantes de modo geral, incentivo, apoio e tudo mais que necessitamos para nos sentirmos motivados a lutar.
5.2 Liderança e espírito de colaboração
É incrível a sintonia que se estabeleceu no grupo dos onze. Cada qual com suas características, expectativas, aspirações e, como não poderia deixar de ser, cada um com suas qualidades e também defeitos. E, como normalmente ocorre na convivência em grupo, muitas idéias eram diferentes, as opiniões eram distintas e as divergências inevitáveis. Mas, analisando de modo geral, as divergências foram insignificativas se comparadas com a sintonia que havia entre todos.
E não há como negar que o aprendizado adquirido com essa convivência é incalculável. Com certeza, nenhum do grupo se esquecerá dos demais.
O professor Wagner Luiz Marques, um dos onze, já era um meu conhecido de longa data pois, apesar de atualmente residirmos em cidades diferentes, quando adolescentes vivíamos no mesmo município e, quando ingressei na faculdade, algum tempo depois ele também se tornou universitário.
Mas, sem dúvida, foi nesse período de convivência durante o mestrado que tive oportunidade de reconhecer sua capacidade, seu espírito de luta, sua dedicação e principalmente organização. Ele sempre se mostrou uma pessoa preocupada com questões relacionadas a legalidade do curso e nunca mediu esforços para ir em busca de todas as informações necessárias para responder as nossas dúvidas e dos demais colegas de curso.
Seu objetivo de querer conquistar, demonstra que a persistência e a vontade de vencer são maiores, quando movidas pelo ideal de quem sabe o que quer. Quando nos deparamos com pessoas que desafiam seus próprios limites, que enfrentam tantos desafios em busca do sucesso, nos sentimos motivados e por essa razão, a convivência com esse tipo de pessoa contribui muito para nosso crescimento.
Essa motivação, essa capacidade de viver em equipe me fez lembrar de uma história que li, cujo autor desconheço, que diz o seguinte: ao morrer e por ter sido bondoso e generoso aqui na terra, um certo homem foi direto para o céu. Chegando lá encontrou calmaria e bondade, um clima que lhe era familiar, haja visto a sua missão aqui na terra.
Diante disso, pediu a Deus para que o liberasse para conhecer o inferno (aquele outro lado), uma vez que sua vida havia sido de ajuda e boas ações, parecia querer conhecer algo diferente, e Deus assim o fez. Autorizado, o homem foi pesquisar novas experiências.
Chegando lá o tal homem percebeu que havia riqueza, muita festa, muita comida e bebida, e mesmo assim as pessoas que lá estavam eram muito triste e infelizes. As pessoas rodeavam um banquete farto, demonstravam ter muita fome, mas não podiam se alimentar pois seus braços apresentavam uma anomalia - eram voltados para trás. Imagine: os cotovelos era voltados para frente impedindo as suas mãos de chegarem até a boca e, portanto, não podiam comer.
Sofrendo com isto e sem poder fazer nada, retornou ao céu. Lá chegando, percebeu que as pessoas participavam de uma grande festa e alimentavam-se num banquete farto. Tamanha foi a sua surpresa: ali também as pessoas tinham seus braços e mãos voltados para trás, eles também tinham seus cotovelos virados para frente e mesmo assim estavam felizes e alimentados.
Recolheu-se indignado o pobre homem. Não conseguia entender a diferença. Buscava compreender segundo a lei da sobrevivência e não conseguia pois, a explicação estava na lei de cooperação e do espírito de equipe.
Depois que tudo parecia claro, retornou ao inferno e percebeu que lá estavam aqueles que buscavam o sucesso individualmente, tinham tanto medo do outro que procuravam alimentar-se sozinhos também e, sua mão não alcançava a boca. De volta ao céu, percebeu que um alimentava o outro num grande espírito de equipe. Então, o que parecia ser uma anomalia passou a ser um elo para o crescimento e para o sucesso.
Esta estória parece simples, e é. Mas na vida em sociedade, crescerão apenas os que estiverem motivados para viver em equipe, aqueles que estão dispostos à mudanças e ainda mais, aptos a colaborar com todos os seus semelhantes.
Muitas vezes uma ajuda desinteressada pode transformar-se em uma grande amizade ou a conquista da admiração pelas demais pessoas, que passam a ter no indivíduo uma confiança imensa. E essa é uma característica própria de pessoas que lideram.
5.3 Habilidade, Talento e Competência: chaves para o sucesso
Minha convivência com uma das professoras do grupo já vinha de alguns anos, quando atuei como professora numa Escola de Ensino Médio em que ela ocupava o cargo de diretora. No período em que trabalhamos juntas, mantivemos um relacionamento amigável e, desde essa época, minha admiração e respeito pela sua pessoa era muito grande.
Alguns anos depois, após um período de afastamento, pois ela havia se mudado para outra cidade, as circunstâncias da vida nos aproximaram novamente. Eu estava no último ano do curso de Letras (já era bacharel em Ciências Contábeis, razão pela qual já atuava como professora no curso de Técnico em Contabilidade) e, por ocasião da realização do Estágio Supervisionado, coincidentemente, ela se tornou minha orientadora nas atividades de estágio em Português.
E foi exatamente dessa amizade, dessa convivência, que surgiu a oportunidade para ingressar no curso de mestrado. Me lembro com uma nitidez surpreendente: era uma tarde como qualquer outra, quando recebi um telefonema da referida professora, comunicando que um grupo de professores havia se organizado para iniciar o curso de mestrado em Ciências da Educação na U.T.C.D. - Universidad Técnica de Comercialización y Desarollo, que ainda havia vaga para uma pessoa e que a mesma tinha se lembrado de mim, razão pela qual me convidou para participar do grupo.
Não há melhor termo para definir sua pessoa do que competência. Durante os anos de convivência, pude comprovar a capacidade que a mesma tem de administrar uma escola, de dirigir e controlar tantas coisas diferentes ao mesmo tempo e, ainda, enfrentar tantos desafios e obstáculos visando alcançar ainda mais sucesso.
E sempre que a vejo, tenho ainda mais convicção de que, nesse mundo de competição como o que vivemos, as chances de sucesso ficam com aqueles que, além de bem preparados na área em que atuam, sabem expor sua habilidade, talento e competência.
Lembro-me de ter lido uma frase que dizia: “Nascer é uma responsabilidade, viver é um risco. Envelhecer é um privilégio, transformar, depende de vontade. Realizar é nossa responsabilidade”. Não sei quem é o autor da expressão, mas acho que corresponde a personalidade forte e decidida dessa companheira que, passe o tempo que passar, sempre terá minha gratidão, pois o sucesso alcançado no presente, com a conclusão do curso de mestrado, foi possível graças ao seu convite.
5.4 Otimismo e Força de Vontade Visando um Ideal
Uma outra professora do grupo, companheira na caminhada, só tive oportunidade de conhecer quando iniciamos o curso e a nossa convivência se limitou às viagens que realizamos, razão pela qual, infelizmente, não permitiu que nos aproximássemos mais.
Porém, como todos os demais, era uma pessoa movida pelo desejo de obter sucesso profissional. Era isso que a impelia a enfrentar as viagens, os trabalhos, as provas, deixando em casa o marido e o filho para enfrentar o inesperado. Mas sempre com o otimismo de quem reconhece que, para se alcançar sucesso, muitos desafios devem ser enfrentados, e os fracassos não podem nos levar a desistir de nossos ideais.
Muitas vezes, o sucesso pode nascer de um fracasso. Quem nunca ouviu falar, por exemplo, que Walt Disney chegou a ser demitido do seu primeiro emprego num jornal por “falta de criatividade”. E faliu diversas vezes antes de construir a Disneylândia.
Há também o exemplo de Beethoven, que tocava violino muito mal e preferia executar suas próprias peças em vez de aprimorar sua técnica. Seu professor disse que havia perdido toda a esperança de que ele pudesse compor alguma coisa que prestasse.
Isso sem contar os casos de escritores famosos que, quando estudantes, tinham enorme dificuldade para escrever ou redigir textos, e que atualmente são estudados em escolas do mundo inteiro. Esses são casos concretos de pessoas que, apesar das dificuldades, dos momentos dolorosos e das críticas alheias, persistiram até realizar seus objetivos e, com isso, mudaram de alguma forma o mundo.
5.5 Alegria e Autoconfiança - ingrediente para fazer sucesso
O sucesso não está associado apenas a sacrifícios, esforços, dureza. O sucesso está também relacionado a alegria, a satisfação, autoconfiança, características estas que me fazem lembrar de uma jovem companheira, que com seu bom humor e irreverência, tratava logo de fazer o pessoal se descontrair, o que tornava as viagens mais animadas.
Sempre que me vem à mente sua lembrança, me lembro de um texto Zen (Budista), que acho que tem muito a ver com sua personalidade. O texto diz o seguinte: "O Mestre na arte da vida faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultaneamente."
Devemos ter em mente que o sucesso, além de desejável, é possível e, para alcançá-lo, devemos encarar as nossas possibilidades de um ponto de vista realista e objetivo, mas principalmente, com muito bom humor, com disposição e com uma alegria contagiante.
A autoconfiança é fundamental para enfrentar qualquer desafio. Quem não acredita em si mesmo, dificilmente despertará segurança em quem quer que seja e, dessa forma, o sucesso poderá ser inatingível. É fundamental, portanto, que tenhamos uma postura otimista que nos leva a valorizar nossas habilidades e considerar nossa real capacidade.
5.6 A Evolução Conseqüente da Transformação do Homem
O sucesso é maravilhoso em qualquer momento de nossa vida, razão pela qual devemos sempre caminhar em sua direção, independente da idade que possuímos. E quando se alcança o sucesso ainda jovem, a admiração das outras pessoas parece ainda maior. E o brilho do sucesso já está refletido na pessoa de Anderson, o mais jovem do grupo dos onze.
Vivemos atualmente um período em que a juventude, em sua grande maioria, é desinteressada de tudo que exige responsabilidade. Nos deparamos freqüentemente com moças e rapazes que definem sua vida terrena como uma passagem para a diversão. Isso sem contar que muitos jovens e adolescentes escolheram o pior caminho: o das drogas e da violência.
É isso que faz com que a gente admire ainda mais os jovens que tem maturidade e responsabilidade suficiente para ir em busca de seus ideais, para realizar seus sonhos, para alcançar o sucesso.
A juventude é um período maravilhoso na vida de todas as pessoas e, principalmente, é um período de grandes transformações. E o momento de transformação é mágico. Há nele uma percepção profunda do momento presente. Há um mergulho no cerne da existência. Há sincronicidade, numa grande harmonia do “ser”.
É como aquele exato momento em que a lagarta se transforma em borboleta. E voa, sem nunca ter voado. E é bela, de uma beleza nunca percebida antes. E é borboleta, depois de um tempo de ser lagarta.
A transformação do homem é como um momento musical, uma fusão de cores, uma convergência de energia, uma percepção do “todo”. É a magia da mutação, o surgimento do “novo”, o desvelamento de uma face antes escondida.
Assim, o homem vai se transformando, e crescendo, e evoluindo, nas suas múltiplas possibilidades. Vai transformando-se a si mesmo, deixando seu sinal de amor naquele que passa e sente a mudança, deixando seu traço no ambiente que se renova. Deixando seu rastro no caminho percorrido, como sinal de esperança, que enche nossos corações.
5.7 Amizade: Estímulo Externo para o Sucesso
O sucesso que buscamos na vida é resultado de um luta constante, de uma participação social e profissional comprometida e responsável, de uma formação continuada, da busca interminável de conhecimentos. E essa busca de conhecimentos é uma das maiores características de uma das pessoas entre os onze - Shirley.
Se alguém fala em competência e dedicação ao trabalho, imediatamente me lembro dela, que é uma pessoa que sempre admirei pelo esforço e pela busca insaciável por novos saberes. E o sucesso por mim alcançado nessa caminhada de realização do curso, eu compartilho com ela pois, além da valiosa troca de informações que sempre mantivemos, foi possível que nossa amizade se fortalecesse ainda mais.
Quando nos deparamos com pessoas de sucesso, observamos que suas glórias se devem não somente a sua pessoa, mas especialmente ao estímulo externo, ou seja, o incentivo de outras pessoas, que nos orientam e procuram a todo momento nos impulsionar para frente. Que nos estimulam a correr atrás de nossos sonhos e, especialmente, pessoas que nos fazem reconhecer que os conhecimentos que adquirimos na vida são instrumentos que durante toda nossa vida estarão à nossa mão para que possamos progredir.
Pode ser que um dia deixemos de nos falar, em razão de circunstâncias naturais da vida. Mas com certeza nossa amizade permanecerá.
E de que adiantariam termos sucesso se não tivéssemos amigos para compartilhar conosco as conquistas. A amizade é muito importante para cada um de nós.
Na vida, existem muitos tipos de amigos. Podemos estabelecer uma analogia entre os amigos e as folhas de uma árvore. Se fossemos uma árvore, as primeiras folhas, próximas do broto, seriam nossos pais e irmãos, com quem dividimos nosso espaço e compartilhamos tudo que se passa a nossa volta.
Há outras folhas que estão um pouco mais distantes, mas vivem no mesmo galho que nós. São os amigos que estão sempre por perto, que costumam colocar muitos risos em nossa face durante o tempo que estamos por perto.
Também há aquelas folhas que ficam nas pontas dos galhos, mas que, quando o vento sopra, sempre aparecem entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas. Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. E existem aquelas que caíram, mas que continuam por perto, alimentando nossa raiz.
Imagine uma árvore sem nenhuma folha. Só galhos. Não teria brilho, não teria graça. Então, como árvores, temos que ser fortes e sustentar essas folhas, pois são elas que deixam nossa vida bela e maravilhosa.
5.8 Confiança: um Instrumento de Apoio Rumo ao Sucesso
Um dos fatores necessários para que possamos alcançar o sucesso, é a confiança em nós mesmos, na nossa capacidade e, também, a confiança em outras pessoas.
No mundo de hoje, vivemos cercados por pessoas de má fé, pessoas que tentam “puxar nosso tapete”, falsas, dissimuladas, que agem apenas em benefício próprio.
Mas existem ainda pessoas que inspiram uma confiança tão grande na gente, que quando estão por perto, nos dá a impressão de que nada de mal pode nos acontecer, de que estamos protegidos.
Uma das integrantes do grupo dos onze, é uma dessas pessoas. A confiança que ela transmite me fez lembrar de uma história, que diz o seguinte:
Existiu um lenhador que acordava às 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite. Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.
Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho. Todas as noites, ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada.
Os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem e, portanto, não era confiável. Quando ela sentisse fome, comeria a criança.
O lenhador sempre retrucando com os vizinhos, falava que isso era uma grande bobagem. A raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam: “- Lenhador, abra os olhos! A raposa vai comer seu filho.”, “- Quando sentir fome, comerá seu filho!”.
Um dia, o lenhador muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários, ao chegar em casa viu a raposa sorrindo como sempre e sua boca totalmente ensangüentada... O lenhador suou frio, e correu desesperado para o interior da casa. Ao entrar no quarto, desesperado, encontrou seu filho no berço dormindo tranquilamente e ao lado do berço, uma cobra morta... O lenhador sentiu um enorme alívio e chegou a se sentir envergonhado pelo fato de, por alguns instantes, ter desconfiado da raposa. A partir desse dia, as outras pessoas passaram a reconhecer que o animal era de total confiança e a amizade do lenhador pela raposa se tornou ainda mais forte.
Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito. Siga sempre o seu caminho e não se deixe influenciar...
5.9 Concretizando Sonhos Através da Ação
Outro fator relacionado ao sucesso é o uso de todo nosso potencial, nossa inteligência, pois jamais realizaremos nossos sonhos se cruzarmos os braços e esperarmos que as coisas aconteçam por si só. E é muito gratificante quando as pessoas reconhecem que temos potencial. Nossa companheira Margarida sempre demonstrou esse reconhecimento pela minha pessoa, abrindo-me possibilidades.
Harriet Rubin, autora de “Maquiavel para mulheres”, afirma que “o inferno é o lugar onde queimam as pessoas que não usam todo o poder do seu intelecto – ou que sabem que não estão utilizando todo o seu potencial”. O inferno não é lugar para pessoas com imensas paixões proibidas, mas sim para quem se deixa consumir pela sua paixão. E isso acontece quando não usamos corretamente nosso intelecto, ou preferimos escolher outro caminho e fugir (conscientemente ou não) da tarefa que devemos realizar com o potencial que nos foi dado.
Quando as coisas vão erradas e o momento é de crise, não devemos pensar que todos os esforços foram em vão. Devemos seguir e experimentar outra vez.
Pode ser que o nosso aparente fracasso venha a ser a porta mágica que nos conduzirá para uma nova felicidade, para algo que jamais experimentamos antes.
Nós podemos estar enfraquecidos pela luta, mas não podemos nos considerar vencidos. Isso não quer dizer derrota. Não vale a pena gastar nosso tempo precioso em lágrimas e lamentos. Temos que nos levantar e enfrentar outra vez.
E, se guardarmos em nossa mente o objetivo de nossas aspirações, os nossos sonhos se realizarão. Por isso, devemos tirar proveito dos nossos erros, colher experiências de nossas dores e assim, o sucesso terá um brilho ainda maior.
Isso me faz lembrar de uma frase que diz: "É impossível avaliar a força que possuímos sem medir o tamanho do obstáculo que ela pode vencer, nem o valor de uma ação sem sabermos o sacrifício que ela comporta" (autor desconhecido).
5.10 Sensibilidade – Sentimento que Faz a Diferença
É interessante como nessa vida passamos de uma situação para outra, nunca antes imaginada.
Quando freqüentei o curso de letras, tive professores maravilhosos, cujos ensinamentos foram além daquela coisa mecânica, pois são profissionais que colocam sentimento em tudo que fazem, dando vida às coisas. Foi assim com uma das integrantes do grupo, que tinha sido minha professora na universidade e, naquela ocasião, nem imaginávamos que, na busca pelo sucesso, nosso caminhos ainda se cruzariam.
De aluna, passei a ser companheira de caminhada dessa professora e daí surgiu uma grande amizade.
E, como em todas as relações que mantemos em nossa vida, a convivência com essa professora me fez reconhecer que demonstrar iniciativa, persistência e motivação em tudo que faz, é uma das principais qualidades do ser humano, pois isto trará a atenção das pessoas, tornando-o também interessado naquilo que dizemos ou que fazemos.
Lembro-me que, num final de ano, o grupo dos onze resolveu fazer uma confraternização. Nesse dia, a referida professora me presenteou com o livro “A Terapia do Abraço 2” de Kathleen Keating. Lendo esse livro, aprendi que uma boa forma de se alcançar a sensibilidade do ser humano é através do toque físico. E uma das formas mais importantes do toque é o abraço. Com um abraço, nós nos comunicamos no nível mais profundo. Basta um abraço para entendermos a vida em sua plenitude.
Esse livro me fez reconhecer que a linguagem do abraço alimenta o espírito. Esse gesto assume especial importância numa época como a que vivemos, que valoriza a razão e a tecnologia pois, quando nos tocamos e nos abraçamos num clima de compreensão, trazemos à tona os nossos sentimentos e reafirmamos a crença no que sentimos. Quando a tecnologia ergue barreiras, um abraço as derruba.
E o sucesso não tem sentido de não envolver sentimentos. Um abraço se adapta perfeitamente em vários comunicados que queremos realizar pois, um abraço transmite segurança, apoio, confiança, auto-estima, identificação, força interior, cura, apreço, alegria, comemoração. Através do abraço, celebramos nossa maravilhosa capacidade de nos comunicar.
5.11 Disposição – o Pilar para o Desenvolvimento Pessoal
O cineasta americano Woody Allen afirma que, oitenta por cento do êxito, consiste em aparecer. Mas é óbvio que, para passarmos do ridículo ao êxito na arte de aparecer, faz-se necessário uma boa dose de planejamento e estratégia, que são os pilares do Marketing Pessoal, ou seja, como destacar-se em meio a tantos e atingir o sucesso global. Isso me faz lembrar de uma pessoa formidável, mais especificamente, um dos onze.
Trata-se de uma pessoa incansável, que demonstra ter muito prazer em tudo que faz. Como ele mesmo diz, é um sentimento que não basta ser bi, tem que ser tri... Se formos relacionar suas qualidades, provavelmente teríamos que nos alongar muito. Por isso me limito a dizer que a nossa convivência me fez aprender muito.
Através dele, percebi que em todo processo de desenvolvimento pessoal é importante preservarmos nossas características, evitando a busca de ser aquilo que não somos. E que um dos grandes valores do ser humano é reconhecer o seu semelhante como um cidadão, independente da cor, raça, classe social.
Devemos construir todas as nossas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Com o tempo aprendemos que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
Aprendemos que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que temos na vida, mas quem nós temos na vida.
5.12 Ao Encontro do Sucesso
Quanto mais amadurecemos, mais aprendemos que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, porém, somos responsáveis por nós mesmos. Aprendemos que não se deve realizar comparações com os outros, mas com o melhor que podemos ser. Aprendemos que, ou controlamos nossos atos ou eles nos controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Na caminhada para o sucesso, descobri que, algumas vezes, as pessoas que esperamos que nos chutem quando caímos, são as poucas que nos ajudam a levantar. Aprendemos que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, devemos plantar nosso jardim e decorar nossa alma, ao invés de esperar que alguém nos traga flores.
Convivendo com pessoas fortes, aprendemos que podemos suportar tantas coisas... que realmente somos forte, e que podemos ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que, realmente, a vida tem valor e que você tem valor diante da vida.
O importante, quando buscamos o sucesso, é construir uma auto-imagem positiva e otimista. As pessoas esquivam-se daqueles que estão sempre mau humorados ou torcendo para tudo dar errado.
Muitas vezes, pela pressão do dia-a-dia, esquecemo-nos de pessoas importantes em nossa vida, em nossa luta. Porém, não há como esquecer de Donizete, que não faz parte do “grupo dos onze”, mas não deixa de ter participação importantíssima em nossa caminhada pois, além de nosso motorista, tornou-se uma pessoa de nossa confiança, conquistando o carinho de todos nós.
Depois de tantos obstáculos e dificuldades enfrentadas em nossa caminhada, pude constatar que o fundamental é termos objetivos. Já disse o poeta “ Não existem bons ventos para quem não sabe para aonde quer ir !”; portanto, o primeiro passo é estabelecer objetivos pessoais, profissionais, acadêmicos e de qualidade de vida.
Outro fator importante é termos em mente que o momento mais importante de nossa vida é o agora , pois o futuro é fruto do que se faz agora.
Outro passo importante é estabelecer revisões periódicas para verificar se estamos atingindo os objetivos propostos ou se alguma correção de rota é necessária.E foi com esse pensamento que o tempo foi passando, as dificuldades foram sendo superadas, os laços de amizade entre os integrantes do grupo foram se estreitando cada vez mais e hoje, com certeza, todos sabem que, terminando o curso, cada um tomará um seguirá seu caminho, mas as lembranças dos momentos vividos, das tristezas divididas e das alegrias compartilhadas, jamais se apagarão de nossa alma.
E se, diante de tantas dificuldades e incertezas, tivemos a coragem de enfrentar o desafio e chegar até aqui, por que não sonhar em seguir mais adiante?
Se há alguns anos, o título de mestre em educação era apenas um sonho, que hoje se tornou realidade, por que não sonhar em ir mais além?
E, se sonhamos em ir mais adiante, por que não sonhar com o doutorado?...
CONCLUSÃO
Concluir um trabalho é gratificante, mas estar satisfeito por ter convivido com um grupo tão amigo é muito mais. E foi o que aconteceu com os onze: todos, sem exceção, se sentiram satisfeitos e orgulhosos de participar com um grupo formidável.
O nome do livro demonstrou claramente que Éramos Onze, porque iniciamos e concluímos uma batalha de esforços, prazer e superação, sempre juntos, movidos pelo lema “um por todos e todos por um”. Mas, neste momento conclusivo, não podemos esquecer de nosso guia, aquele que nos proporcionou as melhores viagens, com segurança, tranqüilidade. Trata-se de nosso motorista de confiança, chamado Donizete Pila de Souza Chaves, que acabou criando um vínculo tão significativo com todos do grupo, que podemos revisar a nossa matemática e afirmar que éramos doze.
Nossa caminhada não se acaba com esse livro, pois até aqui cumprimos apenas mais uma etapa de nossa vida e, com as graças de Deus, certamente venceremos muitas outras batalhas, porque vontade temos, união também, e o que é mais importância: persistência e arrojo.
Leitor amigo, esse livro pode até parecer que foi para:
Anderson Marcos Luchetti
Elaine Regina Cherba Beffa
Margarida Jordão Volpato
Silvana Aparecida Guietti de Oliveira
Célia Néri Telles
Luiz Carlos Franco
Maria do Amparo Fecchio dos Santos
Lourdes Joana Ramandelli Franco
Rosangela Alda
Shirley Mijolaro Gorla
Wagner Luiz Marques
Nada disso! Na verdade, esse livro foi para você interpretar que o trabalho em grupo, executado em união, possibilita a superação de qualquer desafio.
Reflita sobre cada capítulo, cada história, cada parágrafo, cada linha, cada letra, porque o leitor foi o referencial para se montar o livro, pois nós somos os relatores da conscientização humana, mas o homem somente vencerá a partir da identificação que ele não é só no mundo, e sim que ele faz parte de todo esse mundo.
Não se deve sentir inveja do próximo, porque a vitória dele é a conseqüência de seu negativismo e a sua derrota é ocorrência de sua própria conduta. Dessa forma trabalhe unido com todos, somando forças, pois assim conseguirá vencer todas as batalhas. Não sinta tristeza pelas derrotas, mas sim alegria por saber que pode vencer, só depende de você e de mais ninguém.
Para finalizar, vale refletir sobre o que o jornalista Whit Hoss escreveu: "sucesso é acordar de manhã - não importa quem você seja, onde você esteja, se é velho ou se é jovem - e sair da cama porque existem coisas importantes que você adora fazer, nas quais você acredita, e em que você é bom. Algo que é maior que você, que você quase não agüenta esperar para fazer hoje."
Agradecemos a toda administração da UTCD – Universidad Técnica de Comercialización y Desarrollo, em especial ao Ing.Agr. Ruben Fretes Reitor da Universidade; Professor Juan G.Ventre Busarquis Diretor do Campus Salto Del Guairá; Professor Oscar Carvallo; Professora Dra. Ana Maria Castillo Clerice Diretora Geral de Pós Graduação; Professora Graciela Alcaraz Lopez Diretora de Relações Pública e todos os professores que nos passaram conhecimentos em toda a caminhada do Curso de Mestrado em Ciência da Educação realizada na U.T.C.D. Paraguai.

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