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sábado, 1 de dezembro de 2007

ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO

ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO
Retirada do Material:
ADMINISTRAR É TALENTO E QUALIDADE
PROFESSOR DR. WAGNER LUIZ MARQUES
CONTADOR/ESPECIALISTA EM QUALIDADE TOTAL E READMINISTRAÇÃO
Certificado de Registro ou Averbação pela:
FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL (Ministro da Cultura - Direitos Autorais)
Numero de Registro- 212.124 / livro- 369 / Folha- 284.
FORMA DE SE MONTAR UM PROJETO
Existem diversas formas para se montar um projeto, depende do que se vai fazer, até mesmo pode ser um projeto em mente e não registra-lo em nenhum documento, mas as formas bases para se fazer um projeto é assim:
IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO:
Título do Projeto – identificar um nome que se enquadre com facilidade e fácil interpretação para a conduta do projeto, e de preferência simples e conciso.
Proponente – Colocar quem está propondo o projeto:
Departamento:
Coordenador do Projeto:
Telefone e e-mail para contato:
Tipo de projeto- identificar se ele será desenvolvido na semana, no mês, no ano e total da carga horária pré determinada.
Período de realização- identificar o inicio e o fim do projeto, podendo ser uma previsão.
Local de Realização – identificar qual é o local que será influenciado o projeto, podendo ser um departamento ou toda a empresa.
Participantes – pessoa envolvida na organização e execução do projeto.
Clientela envolvida- identificar qual é o cliente que será alvo para este projeto.
Diversos –
Podendo constar, ministrante, se for um curso para os funcionários da empresa.
Podendo constar, inscrições, caso seja numero limitado de pessoas participantes do evento,
Identificar, onde, como, quando e quanto será o evento.
PROJETO
Fundamentação Teórica – identificar os problemas que ocorrem neste tipo de projeto, e explicar o motivo de estar desempenhando o mesmo.
Justificativa – identificar uma justificativa, falar o porque está desenvolvendo o devido projeto.
Objetivos – identificar qual é o objetivo desejado a meta que deseja alcançar, isto divide-se em:
Objetivo Geral- a meta geral que pretende alcançar;
Objetivo Especifico- A meta especifica que deseja alcançar.
Metodologia- identificar o método de trabalho que será desenvolvido no devido projeto.
Resultado esperado- identificar o que alcançara com o devido projeto.
Cronograma- Identificar as fases do projeto e o período que será realizado o trabalho.
Resumo- Fazer uma explanação geral de trabalho de marketing que deseja fazer, para atingir o público alvo do projeto
Referência Bibliográfica: caso aja pesquisa para desempenhar o projeto.
PREVISÃO DE RECURSOS
Despesas com Recursos Humanos- identificar os gastos com os funcionários que trabalharão no projeto, podendo ser uma previsão.
Despesas com materiais permanentes- identificar os bens permanentes utilizados no projeto, podendo ser uma previsão de gastos.
Outras Despesas- Identificar todos os gastos que não se enquadrarem nos intens anteriores.
Receitas – Identificar uma previsão qual será o retorno financeiro da implantação do projeto transcrito.
Assinatura do coordenador do projeto.
PARECER DO PROJETO PARA APROVAÇÃO
Assinatura do responsável pela empresa
Se desejar fazer uma explanação do projeto.
2. ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO
2.1 INTRODUÇÃO A ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO
Administração da produção é uma área da administração geral, porque nela trabalha-se previsão, planejamento, organização coordenação e controle, mas a função particular desta área é desenvolver o sistema produtivo da organização, estudar a origem e objetivos que cada empresa possui, dar suporte para entender a maneira perfeita de–se controlar um meio de produção empresarial.
Este momento da administração difundiu-se com o surgimento da revolução industrial, quando saímos da manufatura e entramos propriamente dito na produção de transformação, mas com o passar dos tempos, a administração foi ganhando formas enovadoras, utilizando como base as teorias de Taylor, fayol, Ford e muitos outros criadores de sistemas fundamentais da administração. Com isso os estudiosos evoluíram cada vez mais, e com a tecnologia avançada, com a globalização no nosso meio, podemos falar que produção é transformação mas também é serviços, cada organização com seus sistema tem uma administração da produção.
Temos que separar claramente administração da produção e administração na produção, cada qual tem seu significado específico, cada qual tem sua origem de desenvolvimento profissional, mas a administração na produção faz parte integrante da administração da produção.
A administração na produção é transformar matérias em produtos acabados, tendo como controle análise de custo, analise de tempo, análise de pessoal, análise de qualidade em síntese, é um organismo direto da administração da produção.
A administração da produção é o trabalho realizado dentro deste sistema organizacional e muitos outros sistemas, sendo que aglomera-se a administração do serviço, aquela que pega-se este produto acabado e transforma em produção de vendas, produção de atendimento e etc.
A união de todos os sistemas producional a administração da produção esta ligada.
2.1.1 COMO DESENVOLVER INICIALMENTE A ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO
Inicialmente a eficácia da administração da produção é tornar o profissional conhecedor de tudo o que se manobra dentro de uma empresa.
Na primícias, a empresa deve-se buscar:
variedade de produtos: um estoque pequeno de unidades com muitas quantidades na sua variedade de produtos.
Espírito forte e realista: Negociar o preço do produto na sua realidade sem querer explorar seu cliente, pois na grande maioria é melhor atribuir uma margem de lucro menor do que perder cliente pela vida inteira na existência da empresa.
Lucro proporciona-nos recursos: Forçar-nos a desenvolver produtos de maneira mais econômico, comprar melhor, reduzir custos, sendo uma das formas melhores de conseguir o sucesso esperado para a empresa.
Alcançar bons resultados por meios simples: Freqüentemente, as soluções caras são sinal de mediocridade.
A simplicidade é uma virtude: Regras complicadas paralisam. Planejamento exagerado pode ser fatal. Simplificação é tradição de honra.
Utilizar sempre maneiras diferentes: Ao ousar sermos diferentes, encontramos novas maneiras para atingirmos o sucesso de nossa empresa.
Assumir responsabilidade: Um privilégio. Quanto mais responsáveis às pessoas, menos burocracia. O temor de cometer erros é a origem da burocracia e o inimigo da avaliação.
Assim uma empresa está preparada para sobreviver e prosperar? Certamente, ela mantém controle rigoroso de seus custos e, também, conhece seu mercado e como pode atender às necessidades de seus consumidores.
A administração da produção é um todo e muito mais do que as funções já citadas, pois os funcionários de uma empresa, cada qual tem a responsabilidade de prestar conta em seu departamento, assim todos estão engajados na administração da produção.
Todas as empresa prósperas demonstra como fluxo de eficácia de sua administração de produção, assim relacionados:
Fácil fluxo de consumidores;
Ambiente limpo e bem projetado;
Bens suficientes para satisfazer a demanda;
Funcionários suficientes para atender aos consumidores e repor os estoques;
Qualidade apropriada de serviços;
Fluxo contínuo de idéias para melhorar o desempenho de cada departamento ou setor;
Um controle eficaz nas finanças;
Estratégia de Marketing.
2.1.2 AS FUNÇÕES ADMINISTRAÇÃO E PRODUÇÃO
A função produção na organização representa a reunião de recursos destinados à produção de seus bens e serviços. Sendo que qualquer organização empresarial possui a função produção, porque todas elas produz algum tipo de bem e ou serviço.
Gerente de produção são os funcionários da organização empresarial que exercem responsabilidade particular em administrar algum ou todos os recursos envolvidos pela função produção. Em algumas organizações o gerente de produção recebe diversas outras denominações como sendo gerente administrativo em um hospital, gerente de loja em um supermercado, mas em resumo ele é um gerente de produção, ou seja, é um administrador da produção, pois sua decisão é realizada em todos arcabouços existente na determinada empresa.
2.1.3 ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO ALCANÇA RESULTADOS FAVORÁVEIS
Para uma empresa alcançar o resultado favorável, necessita que a função produção seja eficácia, devendo usar recursos eficientemente que satisfaça o seu consumidor no produto que a devida organização exerça na produção do seu bem e serviço. Além disso, ela deve ser critica, inovadora e vigorosa para introduzir formas novas e melhoradas de produzir bens e serviços. Se a produção puder fazer isto a sobrevivência da empresa será a longo prazo, porque dá a ela uma vantagem competitiva sobre seus rivais comerciais ou prestadores de serviços.
2.1.4 PRODUÇÃO NA EMPRESA
A função produção é central, porque produz os bens e serviços, mas não é a única necessariamente, pois necessita de ajudas apoio para conseguir o êxito desejado.
As funções que colaboram diretamente com a produção é:
A função de Marketing;
A função contábil-financeira;
A função de recursos humanos;
A função de compras;
A função engenharia/suporte técnico.
Estas funções servem de apoio para o bom andamento da produção geral da empresa.
2.1.5 MODELO DE TRANSFORMAÇÃO
Qualquer operação produz bens e serviços, e com isso desempenha um processo de transformação.
Desta formar qualquer atividade de produção pode ser vista conforme modelo de transformação de recursos que são modelos de INPUT-transformação-OUTPUT.
Esta transformação nos demonstra que input é o inicio e movimentação da transformação do trabalho administrativo da produção e o output é a fase final da transformação do processo de produção.
Pegamos como exemplo, o fluxograma da transformação do processo administrativo para atendimento da clientela desejada:
Operação- a área de atuação da administração da produção;
Input- os funcionários e todo trabalho administrativo;
Processo- transformação do bem e serviço para satisfação do cliente;
Otput- fase final satisfação ou insatisfação do cliente,
Este processo nos demonstra a formação de qualquer ramo de atividade, desde uma industria como uma empresa prestadora de serviço.
Pegando como exemplo um hospital:
Operação, hospital- busca na atenção primordial do cliente;
Input, funcionários e demais produtos utilizado para satisfazer as necessidade do cliente;
Processo, buscar o bem estar do cliente;
Output, satisfação ou insatisfação do cliente.
Em resumo o Input é o recurso de transformação da produção e o Output são recursos de atendimento final para satisfação do sistema desejado.
2.1.6 PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO (INPUT)
É todo processo que leva a uma finalidade eficácia de atender um objetivo desejado em relação a um processo de produção.
PROCESSAMENTO DE MATERIAIS: é a transformação da propriedade física, é a ocorrência da transformação da manufatura em produto industrializado, ou mudanças de localização da propriedade dos materiais, exemplos: Uma industria transformadora da matéria prima em produtos acabados, empresa de transporte que realiza as mudanças do bens para uma localidade especificada.
PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÕES : As operações que processam informações e podem transformar suas propriedades informativas, como por exemplo, os serviços de contabilidade, assessoramento, finanças e etc.
PROCESSAMENTO DE CONSUMIDORES: São aquelas operações que transformam o próprio consumidor em qualidade desejada, exemplo, os cabeleireiros, os cirurgiões plásticos e etc.
PROCESSAMENTO DE CONSUMIDORES EM ESTOCAGEM E LOCOMOÇÃO: São aquelas operações que o consumidor servem diretamente como produto de estoque e locomoção, exemplo; hotéis, linhas aéreas, ônibus e etc.
2.1.7 PROCESSO DE ATENDIMENTO (OUTPUTS)
TANGIBILIDADE: são os bens tangíveis, são os bens transformado finalmente para atender os consumidores final, ou seja aqueles bens que podem ser tocados, exemplo, uma roupa para comercializar, ela pode ser sentida pelo seu consumidor final. Obs. Na maioria das vezes os serviços são intangíveis, eles não podem ser tocados mas atende as necessidade do consumidor, exemplo, serviços de consultoria.
ESTOCABILIDADE: são os bens que podem ser estocados para futura utilização ou comercialização.
TRANSPORTABILIDADE: são serviços que servem como transportes de bens, exemplo móveis, máquinas e etc., agora os serviços intangíveis são intransportáveis, como por exemplo serviço de saúde e etc.
SIMULTANEIDADE: Os bens são quase sempre produzidos antes do consumidor recebe-los, mas existem algum serviço que trabalha em momentos de igual teor com a necessidade do cliente, o serviços de saúde, o cliente recebe o atendimento na ordem da sua necessidade.
CONTATO COM O CONSUMIDOR: na maioria das vezes o consumidor adquiri produto sem ter contato com a produção do bem, diferente também com o tratamento de saúde, pois o consumidor esta e deve ter contato diretamente com o atendente para ter a satisfação exata das necessidade do tratamento.
QUALIDADE: em razão de os consumidores não verem, em geral, a produção dos bens, julgarão a qualidade da operação com base nos próprios bens. Exemplo, na compra de um novo par de sapatos você pode ficar totalmente satisfeito por ele estar estocado e ser-lhe prontamente vendido. Entretanto, se o vendedor for descortês ou não confiável, você não consideraria o serviço como de alta qualidade.
2.1.8 RELACIONAMENTO ENTRE CONSUMIDORES E FORNECEDORES INTERNOS
Dentro de uma empresa existe o input e output, pois quando um departamento presta serviço para o outro estão fazendo ao mesmo tempo um processo de transformação no atendimento internamente.
Este fator é de suma importância, pois para uma empresa desempenhar o papel de qualidade, um dos fatores primordiais que podem existir para o consumidor externo é o relacionamento interno, porque há possibilidade de se comunicarem, um passar os conhecimentos para o outro colega de serviço e com isso quem ganha é a empresa pois terá união do grupo de trabalho e o consumidor que terá um diálogo de igual valor de um vendedor e caso em uma próxima vez o mesmo atendimento de um outro vender. Isto ocorrendo na produção de transformação de produtos, pois a união do grupo faz com que o trabalho harmonioso leva-se a diminuição na perca de matéria prima e uma rápida e eficácia na transformação do bem.

2.1.9 PROTEÇÃO DA PRODUÇÃO
A proteção da produção é a junção do produto tangível e intangível, pois para satisfação dos consumidores e as empresas galgarem recursos positivos ela deve estar atenta a tudo o que possa acontecer:
PROTEÇÃO FÍSICA, manter estoque de recursos em um local de bom acesso e ótima ventilação para não haver perda do produto em elaboração ou acabados.
PROTEÇÃO ORGANIZACIONAL: alocar as responsabilidades das várias funções da empresa, de modo que a função produção seja protegida do ambiente externo. Isto é o relacionamento do funcionário em levar a imagem da empresa fora do ambiente de trabalho, pois o grupo de empregados devem saber se por perante a sociedade, porque o nome que está em jogo fora da instituição não é só o seu nome de registro civil, mas também o nome de sua empresa que presta serviço.
2.1.10 TIPOS DE OPERAÇÃO DE PRODUÇÃO
A transformação de bens e serviços ocorre de maneira rápida e temos que corrigir rapidamente todos e qualquer problemas que vai ou possa acontecer. Desta forma temos que estar alerta para corrigir qualquer fator que aflija negativamente o desempenho de nossa empresa.
Volume no atendimento, o gerente de produção deve estar atento a maneira que esta sendo realizada as vendas no seu estabelecimento, exemplo, pode ser que seus vendedores estão atendendo rapidamente os seus clientes mas de maneira ineficaz, ou também atendendo lento de mais com isso pode perder clientes. Temos que instruir nossos funcionários a buscar de ante mão conhecer os seu cliente que está a disposição do produto.
Variedade dos produtos, atender os clientes com produtos de varias qualidades, que este possa satisfazer as suas necessidades. Nunca se esquecendo da estocagem, pois temos que ter cuidado no numero de produtos que compramos e com isso a moda passa e perde-se toda a produção.
Variação da demanda, analisar épocas de picos, de que maneira fazer para não haver percas, exemplo hotéis em época de temporada.
Grau de contato com o consumidor envolvido na produção, desenvolver um trabalho de marketing fazendo com que demonstre para seu cliente que ele é a pessoa mais importante para sua empresa, independente do momento e do que possa acontecer.
2.1.11 ATIVIDADE DA ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO
Os gerentes de produção possuem alguma responsabilidade por todas as atividades da empresa que contribuem para a produção efetiva de bens e serviços.
Responsabilidade indireta por algumas atividades, são setores que contribuem com a produção da empresa, mas não afetam diretamente com a produção, são os departamentos de serviços. Exemplo, em uma loja de roupas, a produção é vender artigos de vestuários e outras, mas dependem indiretamente do departamento de contabilidade, de recursos humanos, financeiros, etc.
Responsabilidade direta por outras atividades; são os setores que contribuem diretamente para com a produção dos bens e serviços e afeta diretamente com a produção. Exemplo, a loja de roupas, a produção é vender artigos de vestuário e o departamento primordial é o de vendas.
2.2 ORGANIZAÇÃO E DIREÇÃO
2.2.1 ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
As empresas não são amorfas (sem forma definida). Nem estáticas. Elas têm uma constituição, um organismo que vive e palpita, que cresce e se desenvolve, e que precisa ser organizado e estruturado para funcionar melhor.
Normalmente em nossos lares, temos cada coisa no seu devido lugar, seja na sala, na cozinha, em cada quarto: tudo é organizado de uma maneira lógica e racional. Também nas empresas, as pessoas, os equipamentos, enfim todos os recursos empresariais, são alocados e arranjados de acordo com as suas funções, de uma maneira lógica e racional. O papel da organização administrativa é exatamente alocar, arranjar, agrupar, reunir, dividir o trabalho, especializar, para que as atividades sejam executadas da melhor maneira possível.
2.2.2 OBJETIVO DA ORGANIZAÇÃO
A organização administrativa serve para agrupar e estruturar todos os recursos da empresa, pessoas e equipamentos, para permitir o alcance dos objetivos almejados da melhor forma possível. Assim, o objetivo da organização é agrupar as pessoas para que estas trabalhem melhor em conjunto. A organização existe porque o trabalho empresarial a ser realizado é possível para uma só pessoa. Daí, a necessidade de muitas pessoas em conjunto executando atividades diferentes, o que conduz a um novo problema: a da coordenação entre as pessoas.
2.2.3 PRINCÍPIOS BÁSICOS DE ORGANIZAÇÃO
a) Principio da especialização:
A organização deve fundamentar-se na divisão do trabalho que provoca a especialização das pessoas em determinadas atividades. A especialização produz um incremento da quantidade e qualidade do trabalho executado.
b) Principio da definição funcional:
O trabalho de cada pessoa, a atividade de cada órgão e as relações de autoridade e responsabilidade são aspectos que devem ser claramente definidos por escritos. As empresas geralmente utilizam o organograma, a descrição do cargo ou o manual de organização para atender ao principio da definição funcional. O importante é deixar clara a posição de cada pessoa ou órgão na estrutura organizacional da empresa.
c) Principio da paridade da autoridade e responsabilidade:
Autoridade como sendo o poder de dar ordens e exigir obediência ao subordinado e a responsabilidade como dever de prestar contas ao superior. O principio de paridade salienta que deve haver uma correspondência entre o volume de autoridade e de responsabilidade atribuída a cada pessoa ou órgão. Essa equivalência é necessária para evitar que certas pessoas ou órgãos tenham excessiva responsabilidade sem a necessária autoridade. Ou, caso contrário, demasiada autoridade para pouca responsabilidade.
O enunciado deste principio é, a responsabilidade deve corresponder uma autoridade que permita realizá-la e a cada autoridade deve corresponder uma responsabilidade equivalente.
d) Principio escalar:
É decorrente do principio anterior, cada pessoa deve saber exatamente a que prestar contas e sobre quem possui autoridade. Refere-se à cadeia de relações diretas de autoridade de um superior para um subordinado em toda a organização, desde a sua base até a cúpula, onde geralmente está o responsável principal como autoridade máxima.
e) Principio da funções de linha e de staff:
Deve se definir, da maneira mais clara possível, não só a quantidade de autoridade atribuída a cada pessoa ou órgão, mas também a natureza dessa autoridade. Este principio leva à distinção entre autoridade de linha e autoridade de staff, ou, melhor dizendo, entre as funções de linha e de staff dentro da empresa.
As funções de linha são aquelas diretamente ligadas aos objetivos principais da empresa, enquanto as funções de staff são aquelas que não se encontram diretamente ligadas àqueles objetivos. O critério da distinção é o relacionamento direto ou indireto com os objetivos empresariais e não o grau de importância de uma atividade sobre a outra.
2.2.4 ORGANOGRAMA
Como o próprio nome indica, organograma é o gráfico que representa a organização formal de uma empresa, ou seja, a sua estrutura organizacional.
O organograma é composto de retângulos (que representam os cargos ou órgãos) que são ligados entre si por linhas (que representam as relações de comunicação). Quando as linhas são horizontais, elas representam relações laterais de comunicação. Quando são verticais, representam relações de autoridade (do superior sobre o subordinado) ou relações de responsabilidade (do subordinado em relação ao superior). O que não está ligado por linha nenhuma não tem relação entre si.
2.2.5 PROJETOS DE PROCESSOS NA ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO
Esta parte aborda o projeto de produtos e serviços bem como o projeto dos processos que as empresas os produzem.
A nível de estratégia administrativa o projeto de processo significa projetar a rede de operações produtiva que faz o produto e serviços desenvolver com qualidade e boa aceitação para o consumidor.
Já em nível mais operacional projetos de processo significa o arranjo físico das instalações, tecnologia e pessoal de produção.
2.2.6 PAPEL ESTRATÉGICO E OBJETIVOS DA PRODUÇÃO
2.2.6.1 OBJETIVOS DA PRODUÇÃO
Todas as partes de qualquer empresa têm seus próprios papéis a desempenhar para se chegar ao sucesso. No nível mais simples, o papel de cada função está refletido em seu nome. A função marketing posiciona os produtos ou serviços da empresa no mercado.
A função finanças monitora e controla os recursos financeiros da empresa. A função produção produz os serviços e bens demandados pelos consumidores. Entretan­to, usamos aqui a expressão papel da função produção para designar algo além de suas responsabilidades e tarefas óbvias na empresa. Usamos a expressão para designar a razão básica da função, a principal razão de sua existência.
Por que qualquer empresa precisa preocupar-se com uma função produção? A maioria das empresas e organizações tem a opção de contratar fora a produção de seus serviços e bens. Podem, simplesmente, pagar a alguma outra empresa para fornecer o que sua função produção faz. Assim, isso levanta outra questão: "O que a função pro­dução precisa fazer para justificar sua existência na empresa?" É esse papel que esta­mos considerando.
Para qualquer empresa que deseja ser bem-sucedida a longo prazo, a contribuição de sua função produção é vital. Ela dá à empresa uma vantagem baseada em produção.
Para atingirmos os objetivos da produção analisamos:
2.2.6.1.1 QUALIDADE
Qualidade significa "fazer certo as coisas", mas as coisas que a produção precisa variarão de acordo com o tipo de operação. Por exemplo, na produção administrativa de um hospital, qualidade pode significar assegurar que os pacientes obtenham o tratamento apropriado, sejam adequadamente medicados, bem informados sobre o que está acontecendo e, também, que sejam consultados se houver formas alternativas de tratamento. Também incluiria coisas como assegurar a limpeza e a higiene hospitalar os funcionários fossem bem informados e corteses em relação aos pacientes.
2.2.6.1.1.1 QUALIDADE REDUZ CUSTO
Por exemplo, se o depósito regional de um supermercado enviar produtos erra­dos a uma loja, isso significará desperdício de tempo de funcionários e, em decorrên­cia, custo para corrigir o problema.
2.2.6.1.1.2 QUALIDADE AUMENTA A CONFIABILIDADE
Entretanto, custos crescentes não são a única conseqüência da má qualidade. No supermercado, pode também significar bens fora das prateleiras, resultando em perda de faturamento e irritação dos consumidores. Lidar com esse problema pode distrair a atenção da administração do supermercado que deixa de cuidar de outras partes de operação da loja. Isso pode significar o cometimento de mais erros.
Aqui, o ponto importante é que o objetivo de desempenho de qualidade envolve um aspecto externo que lida com a satisfação do consumidor e um aspecto interno que lida com a estabilidade e a eficiência da organização.
2.2.6.1.2 RAPIDEZ
Rapidez significa quanto tempo os consumidores precisam esperar para receber seus produtos ou serviços. Para a fábrica de automóveis, rapidez significa que o tempo entre o pedido de um carro específico solicitado por um revendedor e sua entrega ao consumidor é o mais curto possível.
2.2.6.1.2.1 RAPIDEZ DA OPERAÇÃO INTERNA
A rapidez da operação interna também é importante. A resposta rápida aos con­sumidores externos é auxiliada sobretudo pela rapidez da tomada de decisão, movi­mentação de materiais e das informações internas da operação. Entretanto, a rapidez interna pode ter benefícios complementares.
2.2.6.1.2.2 RAPIDEZ REDUZ ESTOQUES
Citamos como exemplo a fábrica de automóveis. O aço usado para fabricar as portas dos veículos é primeiramente entregue na estamparia onde é prensado e confor­mado. Depois, elas são transportadas para a área de pintura onde recebem tinta e proteção. Após isso, são encaminhadas à linha de montagem onde são fixadas aos automóveis. Esse é um processo simples de três estágios, mas, na prática, as portas não fluem suavemente de um estágio para o seguinte. Se você acompanhar um produto no decorrer do processo, seu tempo de percurso pode ser surpreendentemente longo.
O percurso das portas pela fábrica é mais longo do que o tempo necessário para realmente, moldá-las, pintá-las e ajustá-las aos veículos.
2.2.6.1.3 CONFIABILIDADE
Confiabilidade significa cumprir com as obrigações propostas, demonstrar respaldo em qualquer área de atuação, dar confiança naquilo que está produzindo e sobre tudo demonstrar zelo e eficácia na produção que se colocou a fazer.
Os consumidores apenas podem julgar a confiabilidade de uma operação após o produto ou serviço ter sido entregue. Por exemplo, um consumidor, provavelmente, decidiria tomar um ônibus, considerando, inicialmente, os critérios de velocidade e custo. Somente após fazer o trajeto é que poderá conhecer o grau de confiabilidade do serviço.
2.2.6.1.3.1 CONFIABILIDADE NA OPERAÇÃO INTERNA
A confiabilidade na operação interna tem efeito similar. Os clientes internos julgarão o desempenho uns dos outros, analisando o nível de confiabilidade entre as microoperações na entrega pontual de materiais e informações.
2.2.6.1.3.2 CONFIABILIDADE ECONOMIZA TEMPO
Por exemplo, tomemos a oficina de manutenção e consertos da empresa de ôni­bus urbanos. O gerente terá sempre um plano das atividades da oficina para o dia seguinte. Provavelmente, esse plano foi preparado para manter as instalações da ofici­na plenamente utilizadas e, ao mesmo tempo, para assegurar que a frota estará sempre limpa e pronta para atender à demanda em qualquer momento. Um dia, se faltarem à oficina algumas peças de reposição cruciais para consertar dois ônibus parados, o ge­rente precisará gastar tempo tentando obtê-las dentro de poucos dias. É improvável que os recursos reservados para atender aos ônibus possam ser usados tão produtiva­mente quanto previsto com essa perturbação.
2.2.6.1.3.3 CONFIABILIDADE ECONOMIZA DINHEIRO
A maior parte desse uso ineficaz de tempo será transformada em custo operacional extra. Por exemplo, as peças de reposição podem custar mais para ser entregues em prazo curto. Os funcionários de manutenção receberão mesmo quando não houver ônibus para trabalhar similarmente, os custos fixos de operações, como iluminação e aluguel, não serão reduzidos em função de os ônibus ficarem parados. A interrupção do serviço também terá conseqüências financeiras.
A perturbação causada nas operações pela falta de confiabilidade vai além de tempo e custo. A falta de confiabilidade afeta a "qualidade" do tempo da operação. Se tudo em uma operação for perfeitamente confiável, e assim permanecer por algum tempo, haverá um nível de confiança entre as diferentes partes da operação. Não haverá "surpresas" e tudo será perfeito. Sob tais circunstâncias, cada parte da operação pode concentrar-se em sua atividade, sem ter sua atenção desviada pela falta de serviços confiáveis de partes da operação.
2.2.6.1.4 FLEXIBILIDADE
Flexibilidade significa ser capaz de mudar a operação de alguma forma.
2.2.6.1.4.1 FLEXIBILIDADE MAXIMIZA TEMPO
Em muitas partes do hospital, os funcionários precisam atender a uma ampla variedade de problemas. Pacientes com fraturas, cortes, etc. Cada paciente é um indivíduo com necessi­dades exclusivas. Os funcionários do hospital não podem levar tempo para entrar no ritmo no tratamento de um problema específico, devem ter flexibilidade para rapida­mente se adaptarem à situação. Devem ter também instalações e equipamentos suficientemente flexíveis para não perderem tempo esperando no atendimento de um paciente. O tempo de utilização dos recursos do hospital está sendo economizado porque há flexibilidade de os mesmos na troca de uma tarefa para outra.
2.2.6.1.4.2 FLEXIBILIDADE MANTÉM CONFIABILIDADE
A flexibilidade interna também pode ajudar a manter a operação dentro do programado quando eventos imprevistos perturbam os planos. Por exemplo, se um fluxo repentino de pacientes também resultar na necessidade de cirurgias de emergência, esses pacientes, certamente, serão atendidos antes de outras operações rotineiras. Os pacientes submetidos a operações de rotina já terão sido internados e, provavelmente, estarão preparados para suas operações. Provavelmente, cancelar suas operações cau­saria aflição e considerável inconveniência. Um hospital flexível pode estar preparado para minimizar a perturbação, possivelmente, reservando salas de cirurgia para aten­der às emergências e convocando funcionários e médicos que estivessem de sobrea­viso.
2.2.6.1.4.3 FLEXIBILIDADE MANTÉM CLIENTES
A administração de uma empresa não pode seguir a risca tudo o que foi designado pelas ordens expressas da diretoria central, pois dependendo do cliente, pode ser flexível no pedido, ou até no ato de acontecimento. Por exemplo, um cliente que freqüenta anos a empresa, realiza ótimos negócios, cumpre exatamente tudo o que está expresso nas leis da empresa, um certo dia pede-se um prazo a mais na devida compra, o administrador trabalha flexível em dar um prazo maior, com isso ele vai manter o seu cliente pela flexibilidade, se este administrador praticasse o inverso com certeza perderia um excelente cliente.
2.2.6.1.5 CUSTO
Custo é o último objetivo a ser coberto. Não porque seja o menos importante, mas, pelo contrário, por ser o mais importante. Para as empresas que concorrem dire­tamente em preço, o custo será seu principal objetivo de produção. Quanto menor o custo de produzir seus bens e serviços, menor pode ser o preço a seus consumidores. Mesmo aquelas empresas que concorrem em outros aspectos que não preço estarão interessadas em manter seus custos baixos. Cada centavo retirado do custo de uma operação é acrescido a seus lucros. Não surpreende que o custo baixo é um objetivo universalmente atraente.
A forma de o gerente de produção influenciar os custos dependerá largamente de onde estes são incorridos. Em palavras simples, a produção gastará dinheiro em:
- custos de funcionários, dinheiro gasto com o pessoal empregado;
- custos de instalações, tecnologia e equipamentos, dinheiro gasto em compra, conservação, operação e substituição de hardware de produção;
- custos de materiais, dinheiro gasto nos materiais consumidos ou transformados na produção.
2.2.6.1.5.1 O CUSTO É AFETADO POR OUTROS OBJETIVOS DE DESEMPENHO
Anteriormente, descrevemos os significados e os efeitos de qualidade, rapidez, confiabilidade e flexibilidade para a função produção. Fazendo isso, identificamos o valor de cada objetivo de desempenho dos consumidores externos e, dentro da operação, dos clientes internos. Cada um dos objetivos de desempenho possui vários efeitos externos, afetando todos eles os custos.
Operações de alta qualidade não desperdiçam tempo ou esforço de trabalho nem seus clientes internos são incomodados por serviços imper­feitos. Em outras palavras, alta qualidade pode significar custos baixos.
Operações rápidas reduzem o nível de estoque em processo, entre as micro operações, bem como diminuem os custos administrativos indiretos. Ambos esses efeitos podem reduzir o custo global da operação.
Operações confiáveis não causam qualquer surpresa desagradável aos clien­tes internos. Pode-se confiar que suas entregas serão exatamente como pla­nejado. Isso elimina o prejuízo de interrupção e permite que as outras operações trabalhem eficientemente.
Operações flexíveis adaptam-se rapidamente às circunstâncias mutantes e não interrompem o restante da operação global. As operações microflexiveis também troca rapidamente entre as tarefas, sem desperdiçar tempo, reduzindo novamente os custos.
2.2.6.2 PAPEL ESTRATÉGICO
O que é estratégia?
Antes de abordar o tema estratégia de produção é necessário considerar o que entendemos pelo termo estratégia. Algo que assumimos quando uma organização arti­cula sua "estratégia" é que ela fará um conjunto de coisas em vez de outro; que ela tomou decisões que comprometem a empresa com um conjunto específico de ações. A primeira coisa sobre estratégia, portanto, é que ela é um compromisso com a ação. Os gerentes tomam decisões o tempo todo, o que presumivelmente os compro­meterá a fazer alguma coisa, mas nem todas são decisões estratégicas.
Pelo termo estratégicas em geral entendemos as decisões que:
- têm efeito abrangente e por isso são significativas na parte da organização á qual a estratégia se refere;
- definem a posição da organização relativamente a seu ambiente;
- aproximam a organização de seus objetivos de longo prazo.
Logo, uma "estratégia" é o padrão global de decisões e ações que posicionam a organização em seu ambiente e têm o objetivo de fazê-la atingir seus objetivos de longo prazo.
O termo estratégia, como definimos, depende parcialmente do que entendemos por "a organização". Se "a organização" é uma corporação de porte e diversificada, sua estratégia a posicionará em seu ambiente global, econômico, político e social e consis­tirá em decisões sobre quais tipos de negócio o grupo quer conduzir, em quais partes do mundo deseja operar, quais negócios adquirir e de quais desfazer-se, como locar seu dinheiro entre os vários negócios e assim por diante. Decisões como essas formam a estratégia corporativa da organização, elas orientam e conduzem a corporação em seu ambiente global, econômico, social e político. Cada unidade de negócio na corporação precisará elaborar sua própria estratégia de negócio, que estabelece sua missão e obje­tivos individuais, bem como definir como pretende competir em seus mercados. Esta estratégia orienta o negociador em um ambiente que consiste em seus consu­midores, mercados e concorrentes, mas também inclui a corporação da qual faz parte.
Resumidamente podemos entender como papel estratégico, a efetivação na tomada de decisão, possibilitando criar mecanismo que facilite o trabalho da equipe em relação ao objetivo traçado em realizar o sucesso desejado.
Exemplo disto é um time de futebol, o técnico do time terá que criar uma forma que consiga eliminar a marcação do seus jogadores e conseguir passar na defesa do time adversário, possibilitando assim vencer a partida.
O mesmo efeito deste podemos utilizar em uma empresa com finalidade de lucros, temos que criar sistemas que possa superar os nossos concorrentes e com isso chamarmos a atenção de nossos cliente.
Conseguir esse resultado não há receita mágica, mas sim criatividade da equipe de administração de produção, pois deve-se analisar todos os pontos positivos que a empresa tem e ser drástico em aceitar os pontos negativos, desta forma chegará a um resultado mediano para a tomada de decisão.
Formas estas que podemos enumera-las através de nosso conhecimento:
Ser estrategista na qualidade do serviço prestado, no produto que será vendido, na higiene da emrpesa;
Layout da empresa;
Formas que diferencia da concorrente;
Marketing que atrai o cliente;
Equipe de funcionários inovadores e unidos pela mesma causa;
Muitas outras formas que vai depender de cada pessoa e do momento que estiver ocorrendo a necessidade da organização empresarial.
2.2.6.3 CONTEÚDO E PROCESSO DA ESTRATÉGIA DE PRODUÇÃO
Quando as operações em qualquer ponto da hierarquia desenvolvem suas estra­tégias de produção, elas devem considerar dois conjuntos separados de questões, mas que se sobrepõem. Algumas questões são relativas ao que é conhecido como o conteúdo da estratégia de produção. Estas são questões que determinarão as estratégias específi­cas que governam a tomada de decisões cotidianas na operação. O outro conjunto de questões é relativo ao processo real de determinação dessas estratégias na organização.
2.2.6.4 CONTEÚDO DA ESTRATÉGIA DE PRODUÇÃO
O conteúdo da estratégia de operações é o conjunto de políticas, planos e compor­tamentos que a produção escolhe para seguir.
2.2.6.5 OBJETIVOS DE DESEMPENHO
Objetivos qualificadores e ganhadores de pedidos
Uma forma especialmente útil de determinar a importância relativa dos fatores competitivos.
Critérios ganhadores de pedidos são os que direta e significativamente contribuem para a realização de um negócio, para conseguir um pedido. São considerados pelos consumidores como razões-chaves para comprar o produto ou serviço. São, portanto, os aspectos mais importantes da forma como uma empresa define sua posição compe­titiva. Aumentar o desempenho em um critério ganhador de pedidos com isso resultar em mais pedidos ou melhora a probabilidade de ganhar mais.
Critérios qualificadores podem não ser os principais determinantes do sucesso competitivo, mas são importantes de outra forma. São aqueles aspectos da com­petitividade nos quais o desempenho da produção deve estar acima de um nível deter­minado, para ser considerado pelo cliente. Abaixo deste nível "qualificador" de desempenho, a empresa provavelmente nem mesmo será considerada como fornece­dora potencial por muitos consumidores.
Os clientes têm claramente uma influência importante na prioridade dos objetivos desempenho de uma operação produtiva, mas não são os únicos. Em alguns pontos, a produção também é influenciada pelas atividades dos concorrentes.
Suas prioridades podem deslocar-se de velocidade para desenvolvi­mento de flexibilidade, para oferecer uma gama suficientemente ampla de produtos, com o objetivo de igualar-se a seu concorrente.
Isso não significa que uma empresa sempre procurará igualar os movimentos de seus concorrentes, mas sim buscar alternativas que venha mudar e melhorar a sistemática de concorrência.
O principal ponto aqui é que, mesmo sem qualquer mudança direta nas preferên­cias de seus consumidores, uma empresa pode ter que mudar a forma como compe­te e, portanto, mudar a prioridade dos objetivos de desempenho que espera de sua produção. Alternativamente, uma empresa pode escolher competir de uma forma diferente da de seus rivais para distinguir-se em sua posição competitiva.
2.2.6.6 INFLUÊNCIA DO CICLO DE VIDA DO PRODUTO/SERVIÇOS NOS OBJETIVOS DE DESEMPENHO
Uma forma de generalizar o comportamento de clientes e concorrentes é associa-lo com o ciclo de vida dos produtos ou serviços que a operação está produzindo. Momento em que é introduzido por uma empresa ao ponto em que os clientes estão mais interessados em comprá-lo, um produto ou serviço passa através de diversas etapas distintas. Em cada etapa, a empresa experimentará desafios diferentes, tanto: na venda como na produção do produto ou serviço. A forma exata das curvas de ciclo de vida do produto/serviço variará, mas geralmente é mostrados como a variação do vo­lume de vendas ao longo dos quatro estágios: introdução, crescimento, maturidade e declínio.
1. Os produtos (ou serviços) têm vida limitada.
2. As vendas do produto (ou serviço) passam por quatro estágios distintos, cada um colocando diferentes desafios ao vendedor (e produtor).
3. Os lucros aumentam e diminuem nos diferentes estágios do ciclo de vida do produto.
4. Os produtos (e serviços) exigem diferentes estratégias de marketing, de fi­nanças, de manufatura (ou de produção), de compras e de pessoal em cada etapa do ciclo de vida.
O último ponto que é especialmente importante para todos os gerentes de produção implica que a forma como as operações devem ser administradas e os objetivos.
2.2.6.7 ÁREAS DE DECISÃO ESTRATÉGICA DE OPERAÇÕES
Além de determinar quais são os objetivos de desempenho mais significativos, a outra característica de uma estratégia de operações é que ela estabelece a direção geral para cada uma das principais áreas de decisão da produção.
2.2.6.8 ESTRATÉGIAS ESTRUTURAIS E INFRA-ESTRUTURAIS
Uma distinção comum em estratégia de produção é que ela se divide em decisões estratégicas que determinam a estrutura da produção e decisões estratégicas que de­terminam sua infra-estrutura. As áreas de estratégia estrutural de uma operação pro­dutiva são as que influenciam principalmente as atividades de projeto, enquanto as áreas de estratégia infra-estrutural são as que influenciam as atividades de plane­jamento, controle e melhoria. Esta distinção em estratégia de operações foi comparada àquela entre hardware e software em um sistema de computadores, o hardware de um computador estabelece limites para o que ele pode fazer. Alguns computadores, devido a sua tecnologia e arquitetura, são capazes de desempenho melhor do que outros, embora esses computadores com alto desempenho em geral sejam mais caros. De for­ma similar, investir em tecnologia avançada ou construir mais ou melhores instalações pode aumentar a capacitação potencial de qualquer tipo de operação. Dentro dos limi­tes das capacitações impostas pelo hardware de um computador, o software determina na prática o grau de eficácia real do computador. O computador mais potente somente pode funcionar com todo seu potencial se seu software for capaz de explorar o poten­cial existente em seu hardware. O mesmo princípio aplica-se às operações. As melhores e mais caras instalações e tecnologia somente serão eficazes se a produção também possuir uma infra-estrutura adequada que governa a forma como a produção funciona­rá no dia-a-dia.
2.2.6.9 ESTRATÉGIA DE PRODUÇÃO INFLUENCIA AS ATIVIDADES DA GESTÃO DE PRODUÇÃO
A estratégia influência completamente, pois uma atividade mal traçada e não realizada estratégia para combater a concorrência leva-se a diminuir a produção ou até mesmo a deixar de existir o sistema producional de uma empresa.
Por isso toda a administração de produção terá que constituir ideal estratégico para conseguir superar as barreiras e sobre tudo escalar morros mais auto para chegar ao local desejado que é sucesso, em possuir clientes que possa atender com capacidade plena, fornecedores que seja confiável na parceria de execução producional, e superador de desafios para com seus concorrentes, tudo isso se resume em estratégia de administração da produção.
2.3 PROJETOS NO GERENCIAMENTO DA PRODUÇÃO:
Esta parte afeta gradativamente toda influência no processo produtivo de bens e serviços, ou seja, é no gerenciamento que se busca a melhor maneira de designe do processo produtivo.
Pegando como forma de explicação detalhada, podemos intender no momento em que um gerente busca a renovação das máquinas de produção ele esta fazendo a reformulação do designe do processo produtivo, e até mesmo, buscando a redução de custo, pois as máquinas atualizadas e novas, tem uma redução na manutenção, dá se mais condições de análise nas peças produzidas, uma melhor qualidade na produção e muitas vezes até um enxugamento nos gastos derivados em recursos humanos.
Cada vez que uma máquina ou equipamento é movido ou um método é melhorado, o aspecto de responsabilidade do pessoal é alterado, o projeto de operação produtivo é modificado.
Para explanar melhor o objetivo central do gerenciamento de projeto da produção, vamos inicialmente identificar o que seja projetos, ou seja, é a busca de fazer com que possamos conduzir adequadamente os trabalhos para o desempenho adequado que satisfaça as necessidades da clientela envolvida diretamente ou indiretamente, pois o processo de atender os objetivos traçados ou a meta desejada estará na fonte final deste modelo traçado para tomadas de decisões.
Projeto é traçar metas que queira atingir para a busca do sucesso esperado. Como exemplo de fácil entendimento, seria o nosso projeto de vida, cada ser humano tem um projeto de vida traçado para si mesmo, desde que nasce até a sua evolução, com isso cada qual coloca em prática o que lhe foi educado e a partir daí inicia a sua evolução pessoal, uns conseguem atingir o projeto de vida desejado, outros não, até tem aqueles que conseguem mais do que desejado, desta forma acontece dentro de uma empresa, com o trabalho dos proprietários, gerentes em si na mão de quem administra qualquer área que lhe foi traçado.
Com esta explanação podemos centralizar os nosso pensamentos para uma empresa propriamente dita, onde os objetivos traçados inicias são:
Satisfazer as necessidades dos consumidores;
Estar sempre atuando em atividades de projetos na transformação do processo produtivo da empresa que atua;
Montar projetos que satisfaça tanto o processo produtivo de transformação como de serviços;
Ter em mente que o projeto deve ser analisado se o objetivo traçado foi positivo ou negativo.
Pegando como base central para exemplificação dos objetivos de uma empresa em montar um projeto de gerenciamento é analisarmos uma empresa de confecção, em seu processo produtivo, pois o processo comercial não muda muito, apenas aumenta talvez alguns fatores na satisfação do consumidor, porque o consumidor esta presente no ato da formação do gerenciamento do processo produtivo.
Um gerente que administra uma industria de confecção deve projetar em sua mente, ou seja, colocar em um cronograma a sua meta desejada para o momento.
1) Satisfazer as necessidades dos consumidores;
O gerente de produção deve estar atuante como esta a repercussão da moda que deve atender o seu público alvo;
O gerente deve se ater nas particularidades de como conquistar o seu público alvo, com a qualidade do produto realizado.
2) Estar sempre atuando em atividades de projetos na transformação do processo produtivo da empresa que atua;
O gerente de produção deve estar buscando melhoria nas máquinas ou equipamentos de produção;
O gerente de produção deve estar atento no desperdício dos produtos, pois isto atribui em gastos;
O gerente de produção deve ater nos mínimos detalhes que possa acontecer no processo produtivo.
3) Montar projetos que satisfaça tanto o processo produtivo de transformação como de serviços;
O gerente deve buscar aperfeiçoamento para sua equipe de trabalho, para estar sempre desenvolvendo com qualidade os serviços que lhe foi traçado;
Ser um gerente motivador para com sua equipe, demonstrando que sua liderança é a força para sua equipe;
c) Formar grupo de trabalho harmonioso.
4) Ter em mente que o projeto deve ser analisado se o objetivo traçado foi positivo ou negativo.
O gerente de produção deve fazer em cada final de processo produtivo se atingiu o que lhe foi proposto;
O gerente de produção deve ser realista na analise final, se não alcançou a meta desejada, deve rever seu trabalho, pois sua falha pode ter sido, no atendimento do cliente, na satisfação da transformação do seu processo produtivo, ou mesmo no contato que participou com sua equipe de trabalho.
Se a meta traçada alcançou objetivos positivos, não se acomodar para o próximo processo, pois é deste que melhora ainda mais os próximos processo de formação gerencial.
Estes objetivos traçados para criar um projeto de produção pode ser utilizado para qualquer tipo de área de produção independentemente se é serviço ou transformação de manufatura.
Quando se cria um projeto em mente, em um cronograma ou mesmo em um documento interno da empresa, a vulnerabilidade de opções desejadas podem ocorrer, desta forma o gerente deve se preparar e preparar seus superiores, pois recursos financeiros vão ser dispostos para concretização do projeto, tempo também será utilizado, e muitos outros erros podem acontecer, provocando assim uma desmotivação total naquilo que talvez custou anos de pesquisa, anos de trabalho e não vai atingir objetivo algum.
Desta forma todo grupo que se envolve em um projeto deve se preparar e estar consciente na falha que pode ocorrer, e isto não é apenas para o gerente, mas sim para toda equipe e principalmente o proprietário do investimento que está dando condições de desenvolver o fator primordial para a conquista do sucesso esperado para a empresa.
Para se desenvolver um bom projeto toda equipe deve conter pelo menos quatro aspecto primordial para alcançar o sucesso, sendo eles:
Criatividade: o responsável pelo projeto juntamente com sua equipe deve estar com a mente exclusivamente pensando e trabalhando nas idéias montadas para o desenvolvimento do projeto, colocando as condições favoráveis e problemáticas que possam acontecer, e sempre aceitando idéias criativas de todos que estão engajado direta e indiretamente e talvez até quem não participa do projeto, porque criar é a melhor forma do sucesso de um projeto e a criatividade é uma conseqüência do fator criar.
Complexidade: um projeto envolve uma gama de dificuldades, com isso a complexidade está presente em todo momento, e a equipe deve estar apostos para resolverem.
Compromisso: Todos que se envolver no trabalho de processo para o andamento do projeto deve se comprometer para atingir o objetivo desejado que é ver a conclusão do serviço e alcançar o êxito desejado.
Escolha: deve se pensar muito qual o projeto que irá colocar em prática, pois depois de iniciado o trabalho, qualquer problema coloca-se água a baixo todos os sonhos e talvez até os recursos aplicados para que a empresa saia dos seus problemas, ou cresça mais do que já esta no presente.
Para criar-se um projeto bem definido e alcançar os objetivos e métodos desejados os formadores e trabalhadores no projetos devem conter as devidas formas no seu desempenho trabalhistico, sendo:
A) Qualidade
A qualidade do trabalho apresentado, tanto na visão, na comunicação ou mesmo na audição, as pessoas que forem recepcionar o trabalho devem ver de forma bonita e bem apresentada, pois a primeira vista é o que se marca e uma empresa má apresentada, ou serviço mau feito marca o resto da vida e o devido acontecimento.
A padronização do trabalho também entra em questão, pois um trabalho para alcançar a qualidade deve seguir uma regularidade constante, um padrão incomparável, com isso podemos dizer que a qualidade existe no fator apresentado, e um projeto não fica atras, como exemplo de um projeto na aparência é a maquete de um edifício, como querem vender os apartamentos se não apresentar o projeto arquitetônico bem feito e bonito, pois o cliente neste caso está comprando o que está vendo para futuramente ser construído.
B) Rapidez
A rapidez também deve se fazer parte de um projeto, pois seguindo a linha de pensamento do exemplo citado na qualidade, um projeto arquitetônico deve ser feito com rapidez, para ser colocado a venda as devidas unidades e logo iniciar a construção, pois muitos consumidores deste sistema de negócio não podem esperar, pois a espera custa muitos recursos financeiros, e também quando se envolve inflação, quanto mais baixo comprar a matéria prima utilizada maior será o lucro alcançado por parte da construtora.
C) Confiabilidade
Está palavra deve estar em todos tipos de trabalho e especialmente no sistema projeto, pois para conseguir cliente todos devem receber credibilidade, e esta forma só ganha respaldo quando o cliente reconhece a confiança por parte de seu fornecedor, e um projeto para ser colocado em prática, as pessoas que a idealizaram devem ser de confiança e sobre tudo responsável por aquilo que será desenvolvido e trabalhado.
D) Flexibilidade
Um projeto tem que conter formas de flexibilidade, pois para atingir a sua totalidade na execução pode acontecer diversos problemas e estes problemas tem que ser sanado no devido momento, e não quando foi idealizado o projeto, com isso o responsável da execução do devido projeto, tem que estar preparado para alterar se necessário e não ser radical naquilo que está escrito e aprovado.
Desta forma todos e qualquer projeto pode conter falhas, e estas falhas devem ser reparadas no devido momento. Exemplo disto é o cronograma do projeto, quase sempre não consegue cumprir, sendo assim o executor não pode condenar aquilo que esta idealizado, porque quando foi projetado não sabia das dificuldades que poderiam acontecer.
E) Custo
Ao montar um custo de um projeto, estima-se o momento que ele está sendo colocado no papel, agora a execução do mesmo depende da flexibilidade utilizada, depende do mercado financeiro, em si depende de muitos outros fatores que também possa ocorrer, com isso também deve se utilizar a flexibilidade nos valores monetários, mas pelo menos deve-se conter uma previsão de gastos, pelo menos dá se condição da empresa se preparar para sua futura execução desejada.
Em si esta parte do projeto se relaciona diretamente com o Sistema de Informação Gerencial (SIG)
Sistema de informação gerencial, é o conjunto de recursos humanos e materiais dentro de uma organização, o qual é responsável pela coleta e pelo processamento de dados para produzir informações que sejam úteis a todos os níveis da gerência, no planejamento e controle das atividades da organização.
A gestão da empresa pode ser entendida como um conjunto de decisões, a fim de estabelecer um equilíbrio entre objetivos, meios e atividades empresariais. Tal definição põe em relevo a estrutura do Sistema Empresa e, ao mesmo tempo, sua natureza dinâmica, que permite assegurar contínua correlação entre metas apontadas, recursos disponíveis e operações desenvolvidas. Em cada momento da vida empresarial são requeridas decisões políticas, objetivos e programas não representam senão uma hierarquia de decisões sobre aspectos cada vez mais detalhados das atividades que o sistema deve desenvolver.
Também devem ser tomadas decisões em nível operativo, quer na fase de execução das operações (utilização dos recursos disponíveis), quer na fase de controle do desenvolvimento das várias atividades, para fazer correções no andamento da gestão empresarial, em que não se atingiram as metas prefixadas.
As correções são baseadas em um fluxo de informações que permite com­parar os resultados das operações desenvolvidas com os programas prees­tabelecidos.
As decisões corretivas com influência a longo prazo devem ser baseadas, também, na avaliação da evolução do ambiente externo em que a empresa opera e levar em conta uma série de fatores (mercado, tecnologia, situação social, política e econômica etc.).
Em cada centro de decisão, a ação decisória aparece articulada ao input e output do processo. Decisões tomadas em nível de alta administração têm caráter programático de fixação de políticas gerais, com perspectivas para períodos de médio e longo prazos.
Entretanto, decisões tomadas em nível operativo tem conteúdos mais específicos e limitados à imediata realização das operações, previstas nos planos de gestões empresariais.
Nas inter-relações entre centros de decisões desses níveis hierárquicos, nota-se que as informações em "saídas" do nível superior constituem as informa­ções de "entrada" do nível inferior, determinando, às vezes, decisões de tipo operativo, como utilização de recursos para a realização das decisões de ordem mais elevada. Junto com as informações relativas às decisões de ordem superior a serem aplicadas. É neces­sário fornecer informações adequadas sobre a situação (geral, empresarial ou particular) que, direta ou indiretamente, influencia o funcionamento da parte do sistema (subsistema) gerida pelo centro de decisões.
Síntese de informações requeridas para acompanhar cada aspecto:
. Informações referentes ao ambiente externo:
a. situação geral da área econômico-geográfica na qual opera a empresa; b. situação do setor particular no qual a empresa está inserta.
· Informações sobre os recursos do sistema empresarial (estrutura do sistema) :
a. meios financeiros;
b. armazéns e estoques;
c. disponibilidade imobiliária e outras;
d. pessoal.
. Informações sobre o funcionamento do sistema, levando-se em conta as influências do ambiente externo:
a .situação econômica- custos e ingressos e o resultado econômico;
b. situação comercial- encomendas recebidas, executadas e pendentes, tendências das vendas;
c. sistema operativa- fluxo de produção, eficiência da produção, utilização das instalações.
2.4 PROJETOS EM PRODUÇÃO DE EMPRESAS DE SERVIÇOS
O sistema de projetos utilizados em uma empresas de produção de serviços, praticamente são os mesmos, pois uma empresa de produção de serviços, podemos identificar como sendo, uma loja de comércio de roupas, material de construção, um escritório de consultoria e até mesmo um hospital, pois a função produção depende da maneira que atua o ramo de negócio. Tudo é produção, independente se transforma uma matéria prima em produtos ou presta serviço para a coletividade. Até mesmo um serviço doméstico pode ser considerado como um processo de produção.
Pegando como exemplo uma empresa que pratica o seu trabalho no ramo de hospital, a sua função principal é trabalhar diretamente com o cliente, na verdade ele é a matéria prima da empresa, tudo deve se trabalhar para manter o seu cliente bem sucedido e feliz.
Todo projeto do administrador de produção de uma empresa hospitalar, deve ter em mente que um erro geral coloca-se em risco toda sua evolução e trabalhos de anos pré-determinados e alcançado com muito sofrimento e dedicação.
Para não acontecer isto, o administrador deve manter seu trabalho constantemente ligado ao projeto que deu inicio o seu desempenho na devida empresa, e também seguindo todos os passos necessários que um projeto necessita para alcançar o sucesso que sempre deseja alcançar que é a perfeição máxima e a felicidade da clientela alvo.
Em se tratando de cliente envolvido em hospital, deparamos com pessoas extremamente debilitado, desde a que busca a cura de sua doença como o responsável que esta encaminhando o paciente, desta forma, o projeto em uma unidade organizacional desta, deve partir primeiramente de sua equipe humana de trabalho.
A empresa deve estar com seu grupo unido, comungando o mesmo ideal, fazer que tudo de certo para que seu cliente seja bem atendido e saia satisfeito dos problemas que tanto lhe afetava.
Vendo nesta ótica, a empresa deve ter constantemente um trabalho de aperfeiçoamento com a equipe central e idealizado do bom andamento dos serviços, que são os enfermeiros, eles devem ser bem treinado, tanto na ótica dos conhecimentos de saúde, como também nos conhecimentos psicológicos. Também deve ter uma equipe honrada e dedicada no atendimento inicial do cliente, que é a portaria, este deve ser atencioso, cuidadoso, prestativo e sobre tudo calmo para receber as diversas formas de pessoas que chegam nas portas de um hospital.
Ter uma equipe de médicos qualificado em diversas áreas de patologia existente, pois o carro chefe de um hospital é o médico, e este desqualificado coloca todo projeto desenvolvido em água à baixo.
Possuir a aparência adequada, pois a confiança do cliente neste tipo de serviço e muitos outros é extremamente exigente na limpeza, higiene e também não se esquecendo que as fiscalizações públicas estão em constante trabalho, e isto também pode acarretar muito prejuízos.
Os produtos utilizados também fazem parte do bom andamento do processo de produção, porque o centro da atenção é um ser humano e ele deve ser tratado com muito zelo e os produtos como medicamentos devem ser bem cuidados e controlados pelo responsável deste setor.
Os custos devem ser bem controlados, pois serviços é difícil de analisar, mas este fator é primordial na manutenção do projeto.
O tempo de atendimento é outra exigência do cliente, e especialmente da causa, porque nenhuma doença avisa que vai chegar e tão pouco avisa como vai atingir o paciente, desta forma a empresa que se propõem em trabalhar neste ramo de negócio, deve estar atento constantemente para atender o cliente que chega e logo deve ser colocado no centro das atenções dos serviços prestados pelo responsável da causa.
O projeto neste tipo de empresa exige muito do administrador, pois ele não pode estar desatento em nada, e sobre tudo a mão de obra humana é a causa do sucesso do projeto.
Mas um projeto em hospital não para por ai deve se ater em muitas outras formas para o bom andamento dos serviços, é o que veremos a seguir.
2.5 PROJETOS EM REDE DE PRODUÇÃO PRODUTIVA
Neste mundo ninguém vive sozinho, todos necessitam de pelo menos um ao seu lado, e a empresa também não é diferente ela necessita de um inter-relacionamento com outras empresa, pois todo sucesso à alcançar necessita de fornecedores de produtos, trabalhos de assessoramento, marketing, etc. Desta forma monta-se uma rede de informações e colaboradores para o sucesso do objetivo desejado, o sucesso pessoal e empresarial.
Continuando como exemplo nos dois tipos de empresas citadas, vamos iniciar falando na industria de confecção, o seu ramo de negócio é transformação de uma matéria em produtos acabados, desta forma as empresas deste ramo como qualquer outro ramo de transformação deve se inter-relacionar com outras empresas, pois ela necessitara de fornecimento de matérias primas, fornecimento de apoio financeiro, necessitará de tecnologia avançada e empresas ou pessoas especializadas em dar treinamento para sua equipe de trabalho.
Vemos que qualquer ramo de produção necessita de uma gama de união, pois a força é a chave inicial do sucesso e a união é a conclusão do sucesso esperado.
Continuando com a linha de raciocínio, as empresas prestadora de serviços também trabalha ligada a uma rede de outras empresas, e talvez é muito mais a união, pois um hospital necessita estar unidos com empresas de laboratórios, fornecedores, governo quando acontece fiscalização, assessores, em si é o mesmo trabalho feito em qualquer tipo de empresa.
Será que podemos dar como encerado a montagem de um projeto e com isso alcançaremos o sucesso? Claro que não, temos que avaliar a tecnologia, com todas os avanços do mercado que acontece, todas as pessoas e sobre tudo as empresas devem estar ligado a tecnologia de ponta e isto ocorre quando o administrador de produção aceita mudanças e tem que possuir uma ótima pedagogia para instruir o proprietário da empresa e seus subordinados diretos e indiretos em aceitar o avanço que acontece minutos ou até mesmo em segundos no mundo todo na tecnologia em todos os tipos de ramos de negócios.
2.6 PROJETOS NO PROCESSO TECNOLÓGICO
Todas as operações usam algum tipo de tecnologia de processo, seja sua tecnologia humilde, ou mais complexa e sofisticada, depende do tipo de empresa que se administra.
Para alcançar ou mesmo igualar com a concorrência, temos que nos inovar, aceitar mudanças em todos os cantos existente em nossa empresa, desta forma podemos pensar em conseguir atingir o ponto crucial do sucesso.
A tecnologia de processo são diversas coisas, como por exemplo máquinas que possibilitam qualidade no serviço, redução nos desperdícios e facilitação nas informações para os consumidores.
Quando um empresário quer que sua empresa concorra de igual para igual com seu concorrente, a empresa deve aceitar a inovação da tecnologia, pois isto facilitará muito em todos os processo de produção da empresa.
Podemos citar alguns fatores que colaboram com o processo de produção:
Consumidor, este é o primeiro a ver as mudanças ocorridas na empresa, pois terá o seu produto desejado com um padrão de qualidade, economizara tempo, e sobre tudo possuirá confiança e credibilidade com a empresa que lhe oferece os serviços desejados;
Fornecedor, este ganhará tempo na confecção dos pedidos, pois os controle de estoques estarão adequados e até controlados para saber os pedidos que serão feitos para posterior entregas;
Governo, facilitará tanto para a empresa como para o governo, pois uma empresa controlada na forma de contabilidade gerencial, ela não necessita de sonegação, pois um controle bem feito é mais fácil de atingir os lucros e não ter dor de cabeça nas fiscalização governamental;
Custo, na implantação pode até atingir um gasto significante, mas não se esquecendo que implantação de tecnologia não é gasto para a empresa e sim investimento, desta forma a redução do custo será inevitável em pouco tempo, porque com a precisão das máquinas economiza com gastos de matérias primas e aproveita muito mais os produtos, desperdício mínimo.
Qualidade, consegue-se um padrão na produção, no dialogo, em si facilita de forma arrasadora qualquer problema que possa acontecer em reclamação do cliente.
Tempo, a administração ganha-se tempo e confiabilidade nos serviços prestados, pois o equipamento bem trabalhado e operado só traz informações adequadas e precisas. A operacionalidade dos produtos é rápida e consegue-se atender com facilidade o prazo expedido pelos clientes.
Mas com a tecnologia avanças, com a introdução da robótica no mercado econômico (robótica, um manipulador automático multifunção reprogramável que tem diversos graus de liberdades, capaz de manusear materiais, peças, ferramentas ou dispositivos especializados através de movimentos programados variáveis, para desempenho de uma variedade de tarefas, freqüentemente tem aparência de um ou diversos braços, terminando em um pulso. Sua unidade de controle usa um elemento de memória e algumas vezes pode usar sensores e dispositivos de adaptação, que levam em conta o ambiente e as circunstância. Essas máquinas de múltiplos propósitos são geralmente projetadas para executar funções repetitivas e podem ser adaptadas a outras funções sem alterações permanente do equipamento). Com esta esclarecimento vem a prejudicar o serviço do ser humano, pois a redução é inevitável, até que na implantação de um sistema pode ser que contrate mais funcionários no departamento de produção, mas com o passar do tempo a evolução vem dando certo e a produção alcançado em larga escala o mesmo padrão de produção, os cortes do ser humano acontece de forma arrasadora. Isto podemos analisar que é um dos problemas com a tecnologia avançada, mas para o empresário que tem condição de investir e sobre tudo deve fazer por seu concorrente já esta se movimentando em fazer o avanço tecnológico, ele não pode pensar exclusivamente na sua equipe, mas sim na atuação da qualidade desejada e atendimento bem feito para seu cliente.
Em face do funcionário, ele também deve estar buscando uma atualização pessoal, investindo em si, nos seus conhecimentos, na sua tecnologia pessoal, na verdade fazendo a mesma coisa que o seu patrão esta fazendo, pois o excelente profissional não ficará fora do mercado de trabalho em si só aquele acomodado que parar no tempo.
2.7 PROJETO NO PROCESSO ORGANIZACIONAL DO TRABALHO
Esta parte do projeto é de suma importância para alcançar o desejo da prosperidade trabalhista, e alcançar o bom desempenho do projeto. Pois os recursos humanos devem ser bem evoluído e bem conduzido pela liderança, porque um grupo unido já mais será vencido, e com a entrada da tecnologia citada no item anterior, deve ser bem trabalhada para poder dar mais ênfase e entusiasmo nas pessoas que trabalham na empresa.
Desta forma devemos conhecer primeiramente como é ser um líder e depois conhecer o trabalhador, não se esquecendo que o líder também deve trabalhar.
Anos atrás diziam que um líder não podia ser formado, mas sim nascia, hoje não podemos mais falar a mesma coisa, porque a mente do ser humano possui uma capacidade imensa em armazenar informações e transmitir para execução, com isso podemos dar dicas de como ser um bom líder e conquistar sua equipe de trabalho, e a partir deste momento conduzir bem o objetivo desejado.
Como podemos entender gerenciar?
É o sinônimo de administrar um local, uma empresa, fazer existir um local organizado e bem conduzido.
O que é motivação humana?
Para compreender o comportamento humano, é fundamental o conhecimento da motivação humana. O conceito de motivação tem sido utilizado com diferentes sentidos. De um modo genérico, motivo é tudo aquilo que impulsiona a pessoa a agir de determinada forma. Esse impulso à ação pode ser provocada por um estimulo externo ou pode ser gerado internamente nos processos de raciocínio do individuo. Em resumo motivação está ligado diretamente ao psíquico do ser humano.
O ser humano busca a todo momento hierarquizar as suas necessidades de motivação, segundo a qual as necessidade humanas estão organizadas em uma hierarquia de necessidade, sendo elas:
2.7.1 DIREÇÃO ADMINISTRATIVA
Para que uma empresa funcione adequadamente ela precisa ser dirigida. Em outros termos, ela precisa ser governada e orientada para os objetivos pretendido. Sem a direção, a empresa fica à deriva, sem rumo certo. A direção se relaciona diretamente com a maneira pela qual o objetivo deve ser alcançado através das atividade que devem ser realizadas. Estabelecidos os objetivos, definido o planejamento, organizados os trabalhos, cabe à direção fazer executar as coisas. Todo trabalho deve ser dirigido para o alcance dos objetivos. Se as pessoas que trabalham em uma empresa não conhecem os objetivos que elas devem alcançar, os seus esforços serão feitos ao acaso. A administração se baseia no trabalho de muitas pessoas em conjunto e torna-se necessário orientar o comportamento dessas várias pessoas, integra-los e dirigi-los rumo aos objetivos empresariais.
A direção constituí a terceira etapa do processo administrativo, depois do planejamento e da organização. Enquanto o planejamento e a organização são etapas anteriores à execução dos trabalhos, a direção é a etapa concomitante ou simultânea a ela. Direção é a função administrativa que conduz e coordena o pessoal na execução das atividade planejadas e organizadas. Significa orientar e coordenar o trabalho dos subordinados. No fundo, dirigir significa interpretar os objetivos e os planos para os outros e dar as instruções sobre como executá-los. trata-se de atuar diretamente sobre pessoas para conseguir que executem as suas atividades.
A importância da direção está em que nada adianta um bom planejamento e uma boa organização se as pessoas trabalham sem uma orientação e coordenação adequada. Daí, a direção ser considerada a mais importante das funções administrativas, a essência do trabalho do bom administrador.
2.7.2 PRINCÍPIOS BÁSICOS DE DIREÇÃO
a) Princípio da unidade de comando:
Cada subordinado deve subordinar-se a um e a apenas um superior. A recíproca deste principio é a de que deve haver uma autoridade única sobre cada pessoa na empresa, para evitar a duplicidade de ordens.
b) Principio da delegação:
É preciso que todas as atividade necessárias à realização dos objetivos empresariais sejam delegadas a um nível que possa executá-las adequadamente. A delegação significa a designação de tarefas, a transferência de autoridade e a exigência de responsabilidade pela execução daquelas tarefas.
c) Principio da amplitude de controle:
Também chamado principio de âmbito de controle, refere-se ao número ideal de subordinados que cada chefe pode supervisionar diretamente. Seu enunciado é o seguinte: cada chefe deve ter um número adequado de subordinados para poder supervisioná-los adequadamente.
d) Principio da coordenação:
Também chamado principio das relações funcionais. Diz ele: todas as atividade devem ser coordenadas e integradas tendo em vista um objetivo comum.
Para dirigir os subordinados, o administrador deve dar ordens ou instruções, para que estes saibam o que devem fazer e quando fazer. Tanto a ordem quanto a instrução servem para fazer iniciar, modificar e cessar uma tarefa ou atividade. Porém, a ordem se refere ao que fazer quando, enquanto a instrução se refere ao como fazer alguma tarefa ou atividade.
Mas estas ordens e instruções devem saber como dar, porque muitas vezes podem perder produção, fazer serviços errados, ou até mesmo provocar acidentes, por motivos de rispedez e falta de educação.
Quando tratamos com pessoas, lembremo-nos sempre que não estamos tratando com criaturas de lógicas. Estamos tratando com criaturas emotivas, criaturas suscetíveis às observações norteadas pelo orgulho e pela vaidade.
2.7.3 DIREÇÃO DEMOCRÁTICA
Há hierarquia e nível de decisão bem definidos em toda organi­zação. Conviver com eles, estabelecendo relações interpessoais harmônicas, é função de todos, cada um em seu nível de atua­ção.
Entende-se, hoje, que não é papel específico de um elemento ­seja ele identificado como líder, chefe, diretor ou supervisor ­responder pela liderança ou administração das relações pessoais no trabalho, direcionando esforços para a consecução dos objeti­vos da organização.
Numa instituição de caráter educativo, isto é ainda mais eviden­te. A decisão, a socialização de informações (comunicação), o controle e a integração, entre outras funções, são muito mais um processo de interação no grupo de trabalho, do que o papel de alguém que exerça cargo ou função tidos como de liderança.
A liderança define-se melhor como um processo de estimulação mútua, em que estão presentes a tentativa de exercer influência e a aceitação dessa influência para um fim determinado.
Assim sendo, vamos encontrá-la em todas e em cada uma das etapas do trabalho da organização, que são de responsabilidade de diferentes pessoas e, por isso, é necessário estar preparado para exercê-la.
Algumas condições se forem bem atendidas, podem contribuir para o êxito das tarefas que se desenvolvem em grupos:
. conhecer bem o que o grupo deseja ou necessita alcançar;
. estar a e1e integrado, participando, contribuindo mais que qualquer outro elemento, para que o grupo alcance seus obje­tivos;
. atender aos imperativos da situação, isto é, conhecer as ca­racterísticas. do grupo, o meio em que o grupo vive, as condi­ções que tem para cumprir a tarefa, e a própria tarefa que de­ve ser realizada;
. manter o grupo em boas condições de trabalho, coordenando­ democraticamente, isto é:
promovendo a participação efetiva, de todos sem impor pontos de vista como se fossem os únicos verdadeiros;
conduzindo sem paternalismo ou benevolência excessiva, para não criar dependëncia e acomodação dos membros do grupo;
apoiando, informando, mas também regulando as ações, para evitar que o grupo descambe para um nada fazer;
buscando soluções cooperativas, equilibrando as exigências dos problemas e as necessidades das pessoas, criando no grupo a consciência de que sempre que houver uma função a ser preenchida, deve existir uma pessoa entre elas para preenchê-la. Todos têm, portanto, que estar dispostos a exercer uma liderança emergencialmente.
Isto se estende a todas as pessoas na organização, desde aquelas que se encontram nos níveis mais altos da direção, pas­sando pelas funções de supervisão, chefias intermediárias, es­calões administrativos diversos.
Á direção cabe exercer sua função de comando, mantendo uma atmosfera de confiança, onde todos possam colocar em prática suas capacidades, e administrando as situações de maneira reta e justa.
A direção democrática é, sem dúvida, a mais adequada a uma organização de caráter educativo.
Tendo, entre outras características, a preocupação de não fazer uso de autoridade que lhe dá sua posição, para tomar decisões ou estabelecer normas sem consultar ou ouvir as pessoas envol­vidas, a direção democrática busca, ainda:
. garantir a participação consciente do pessoal, valorizando a contribuição de cada um;
. manter o grupo coeso, cuidando para que sua saúde psicoló­gica seja preservada;
. manter um diálogo construtivo, sem intimidações, ameaças ou humilhações, com base na verdade, mas com cordialidade e boas maneiras;
. posicionar-se com serenidade e autocontrole nas situações mais diftceis, a fim de evitar que as reações emocionais obs­cureçam a visão da realidade;
. estimular o crescimento do grupo, reforçando sua auto-estima;
. reconhecer direitos quando existirem, e não os ocultar ou es­camotear para tirar partido pessoal, ou mesmo para a organi­zação.
Esta seria a direção ideal, necessária e almejada. Infelizmente não é a que se encontra com mais freqüência.
Ao ingressar em um novo ambiente de trabalho, é recomendável procurar identificar o estilo de direção que aí se exerce. A partir desse conhecimento, apoiar-se nos aspectos positivos encontra­dos e tentar influir de maneira construtiva, participando, sugerin­do, apoiando, para que se produzam mudanças graduais no rela­cionamento, e se obtenha um ambiente realmente adequado ao trabalho educativo.
2.7.4 MOTIVAÇÃO
Vimos que, para dirigir os subordinados, o administrador deve dar ordens e instruções, comunicar e motivar. A motivação é um poderoso instrumento de direção. Um motivo é qualquer coisa que leva uma pessoa a praticar uma ação. um motivo é a causa, a razão de algum comportamento. Como as pessoas são diferentes entre si e reagem individualmente a uma mesma situação, a direção deve levar em conta essas diferenças individuais e tratar as pessoas adequadamente. Motivar, portanto, significa despertar o interesse e o entusiasmo por alguma coisa. O estudo da motivação parte do estudo dos motivos ou necessidade humanas, sendo elas:
a) Necessidade vegetativa (ou fisiológica) são as necessidade vitais relacionadas com a sobrevivência da pessoa. Ex.: alimentação, água, sono, exercício físico, agasalho e etc.
b) Necessidades de segurança são as necessidades relacionadas com a proteção contra os perigos reais ou imaginários. Ex.: fuga ao período, desejo de estabilidade na empresa, desejo de proteção, etc.
c) Necessidade Sociais relacionadas com a vida associativa com outras pessoas. Ex.: desejo de amor, de afeição, de participação no grupo, relações de amizade, etc.
d) Necessidades de Estima relacionadas com o amor-próprio e com a auto-avaliação da pessoa. Ex.: desejo de autoconfiança, reputação, reconhecimento, prestigio, status, etc.
e) Necessidades de realização relacionadas com o autodesenvolvimento da pessoa. Ex.: auto-realização, auto-satisfação, etc.
2.7.5 LÍDER E LIDERANÇA
Líder e liderança são palavras muito usadas, atualmente. Mas, o que vem a ser liderança? O que é ser um líder? A pessoa já nasce com as qualidades de líder? Que qualidades são essas?
Pesquisadores apresentam mais de cem traços de personalidade para classificar um líder. Verificou-se que líderes, por melhores condições pessoais que apresentem, não trabalham sozinhos. Precisam interagir com os dirigidos, subordinados, seguidores. Passou-se, então, a pensar não apenas nos líderes, mas também nos liderados.
Entretanto, não apenas a interação entre líder e liderados está presente na liderança, pois ela acontece dentro de um determi­nado contexto que nós denominamos situação. Em razão disto, a liderança começou a ser avaliada em função de três fatores: lí­der, liderados e situação:
O ambiente das instituições educacionais é educativo não só pelas instalações, equipamentos, recursos materiais e arranjos curriculares, mas principalmente pela organização humana, pela influência construtiva do "povo" que o compõe.
É mais educadora a organização, quando mostra sua face huma­na, ao estabelecer normas e princípios gerais de convivência, prevendo a participação e a discussão por aqueles que irão cumpri-los, trabalhar e viver dentro dessa, "cultura".
Mas, para que se possa respirar esse ar de liberdade responsá­vel, é necessário que as pessoas sejam capazes de disciplina consciente ou auto disciplinar, traço básico do comportamento maduro.
As características e habilidades exigidas de um líder são deter­minadas pela situação em que ele deve agir. O líder mais eficaz é aquele que melhor satisfaz as necessidades dos liderados.
Mas devemos analisar a situação de um líder, muitas vezes uma pessoa é um excelente líder em uma sala de aula, mas ao ser contratado de uma empresa para dirigir um grupo de funcionários ele não desempenha da mesma forma, pois sua qualidade de liderança é no local que se sente bem. Isto também pode ser considerado com um líder político e etc.
Ao estudar liderança, devemos, portanto, estar atentos para três fatores importantes:
- o líder e seus traços de personalidade;
- os liderados, com seus problemas, necessidades e compor­tamentos;
- a situação do grupo em que líder e liderados se relacionam entre si.
Poderíamos, então definir liderança como sendo a influência in­terpessoal exercida numa situação, por intermédio do processo de comunicação, para que seja atingida uma meta.
Há influência interpessoal, quando alguém tenta afetar o com­portamento de outro. Num relacionamento, o papel de quem in­fluencia, de quem lidera, pode passar de uma pessoa para outra, variando segundo a situação.
Não podemos, entretanto, confundir liderança com "poder". Quando alguém emprega sua força física, pressão social, coação moral, pressão de lei ou pressão de autoridade para mudar, está usando o "poder", mas não está exercendo a liderança.
Qualquer grupo constituído sofre mudanças de situação em di­versos momentos de sua vida. As alterações que afetam um gru­po exigem sempre reformulação no comportamento do líder. É a transformação da atmosfera psicológica do grupo o principal fa­tor a exigir a capacidade de adaptação do líder.
É através do processo de comunicação que o líder eficaz envia mensagens aos liderados, levando-os à ação para que alcancem os objetivos, as metas previstas.
O líder "é o indivíduo no grupo, a quem é dado a tarefa de dirigir ou coordenar tarefas relevantes nas iniciativas grupais, ou quem, na ausência do líder designado, assume a principal responsabilidade de desempenhar tais funções no grupo".
Isto não quer dizer que o líder assume tal papel durante o tempo todo. Há momentos em que ele atua de forma mais diretiva e ou­tros em que sua abordagem apresenta menor interferência pessoal.
Sempre, porém, que o grupo sentir necessidade de um referen­cial ou de alguma revisão de orientação de suas atividades, de­verá poder contar com o apoio do líder a quem está acostumado a seguir.
O verdadeiro líder deve levar o grupo a produzir frente aos obje­tivos que precisam ser atingidos. Uma vez que isso aconteça é importante que o grupo participe da satisfação de constatar os resultados alcançados.
Também é responsabilidade de um líder garantir a moral dos membros do grupo. Essa moral deve retratar a satisfação de ca­da membro em particular. Isto implica uma atitude, por parte do líder, de sensibilidade para favorecer o ajustamento de cada pessoa, dentro do contexto grupal em que se encontra inserida.
Deve-se, ainda, levar em consideração o fato de que um grupo não subsiste isoladamente, independente de outros grupos e de outros constituintes do seu meio.
Cabe ao líder, portanto, a sensibilidade de perceber e diagnosti­car as variáveis ambientais, para estar habilitado a, junto com o grupo, imprimir diferentes orientações ao seu futuro destino.
Liderança não é exclusividade de alguns:
Há diferentes necessidades, momentos diferentes que com­portam diversos tipos de liderança, ou seja, liderança múltipla, diversificada.
Ninguém nasce líder:
Se assim fosse, estaríamos decretando a incapacidade de uma pessoa, antes que ela pudesse se conhecer.
Estaríamos, também, encorajando situações de dinâmica autocrítica, de dominação, de dependência, com a promoção de caciques supremos e únicos.
Qualquer um pode ser líder:
Qualquer potencialidade das pessoas pode ser transformada em força para a liderança. Pessoas que, inicialmente parecem não ter expressão no grupo, à medida que criam confiança em si, libertando-se de inibições, timidez, insegurança, podem passar a exercer muita liderança.
A melhor atitude seria conquistar o subgrupo para acaitar a par­ticipação de novos elementos, em função das diferentes tarefas a serem realizadas.
Há liderança que não aparece:
Certas formas de liderança, como a das idéias - a liderança intelectual - podem não aparecer muito, mas podem ser mais profundas e decisivas do que outra forma de liderança.
Liderança pode ser aprendida:
Cabe ao Instrutor, professor, chefe, supervisor ou dirigente ­perceber capacidades nas pessoas e proporcionar-lhes situa­ções para que estas capacidades se revelem e se desenvolvam. Promove-se, assim, o aparecimento de novas lideranças, a serviço do grupo.
O líder, frente às "panelinhas", deve estar atento para evitar atitudes opostas:
organizar atividades grupais somente a partir da formação espontânea e natural dos grupos (esta atitude limita e empobrece o grupo);
ver os subgrupos como elementos negativos e "desmanchar as panelinhas". Esta atitude também empobrece o grupo, pois pode ser motivo de tensões e desagregação do grupo.
A melhor atitude seria conquistar o subgrupo para aceitar a participação de novos elementos, em função das diferentes tarefas a serem realizadas.
2.7.6 LIDERANÇA
Para dirigir as pessoas, não basta apenas dar ordens e instrução, comunicar e motivar. É preciso ainda liderar. E aí está outro desafio para o administrador. Liderança é a capacidade de influenciar as pessoas. Para dirigir pessoas, deve-se influenciar os seus comportamentos. Durante muito tempo, achava-se que a liderança era uma qualidade pessoal determinada por características de personalidade. Atualmente, aceita-se a existência de três fatores de liderança, isto é três fatores na capacidade de liderar pessoas:
a) Posição hierárquica: decorrente da autoridade em relação aos subordinados. Quanto mais alta a posição hierárquica, maior a força de liderança oferecida pela estrutura organizacional ao administrador.
b) Competência Profissional: é resultante dos conhecimentos gerais (cultural geral) e específicos (cultura técnica) que o administrador possui. Quanto maior a competência profissional, maior a força de liderança que o próprio administrador possui.
c) Personalidade: decorrente das qualidades pessoais do administrador, como seu temperamento, caráter, relacionamento humano, inteligência, compreensão etc. A personalidade constitui uma base importante para a liderança. Se não houver facilidade no tratamento com as pessoas, de nada valem a posição hierárquica e a competência profissional. Convém lembrar que liderar é influenciar o comportamento das pessoas.
Três tipos de lideres:
a) Autocrático: sua principal característica é a de que o líder é quem toma decisão e impõe as ordens aos subordinados, sem sequer explicá-las ou justificá-las. Os subordinados não têm liberdade de atuação, pois o líder autocrático controla rigidamente a sua atividade e não lhes explica o objetivo de seu trabalho.
b) Liberal: o líder se omite e não se impõe, enquanto os subordinados se tornam os donos da situação. Há uma completa e total liberdade de atuação para os subordinados. Nenhum controle sobre o seu trabalho. Todavia, os objetivos do trabalho não são explicados.
c) Democrático: é o tipo de liderança que fica no meio-termo entre a autocrática e a liberal, evitando as desvantagens de ambos. O trabalho é apresentado pelo líder aos subordinados, que lhes dá as diversas alternativas de execução e os objetivos que devem ser alcançados. O assunto é debatido com os subordinados que fazem sugestões, as quais, se viáveis, são aceitos pelo líder.
2.7.7 RELAÇÃO HUMANA AO ATENDIMENTO DO LÍDER PARA SEUS SUBORDINADOS
2.7.7.1 O QUE É SER LÍDER
2.7.7.2 O BOM LÍDER INICIA COM ELOGIOS
2.7.7.3 O LÍDER INTELIGENTE CHAMA A ATENÇÃO DISCRETAMENTE.
2.7.7.4 COMENTE PRIMEIRAMENTE SEUS ERROS PARA CHAMAR A ATENÇÃO DO OUTRO.
2.7.7.5 FAÇA PERGUNTA EM VEZ DE DAR ORDEM.
2.7.7.6 NÃO ENVERGONHE AS OUTRAS PESSOAS.
2.7.7.7 ELOGIE O MENOR PROGRESSO
2.7.7.8 ATRIBUA TAREFAS PARA SEU GRUPO PARA ELE SE MANTER ATIVO NO SEU DIA-A-DIA.
2.7.7.9 INCENTIVE O CERTO PARA NÃO ACOSTUMAR COM O ERRO.
2.7.7.10 FAÇA ALGUÉM SE SENTIR SATISFEITO.
2.7.7.11 O LÍDER TRABALHA EM CONJUNTO
2.7.7.12 A QUEDA DE UM LÍDER
2.7.7.13 AS DELICIAS DE SER LÍDER
2.7.7.14 O LÍDER SUPERA DESAFIOS
2.7.9 SUPERVISÃO
Ver a supervisão como auxílio e apoio em lugar de encará-la como inspeção ou fiscalização, nem sempre é uma questão pací­fica.
As razões que tem sido encontradas para a distorção no julga­mento da função supervisora apontam, geralmente, em duas grandes direções:
. a postura dos próprios supervisores, (orientadores, coordena­dores ou que outros nomes tenham os que exercem função de supervisão), ao enfatizar mais os aspectos corretivos do que os preventivos e de apoio de seu trabalho;
. a postura dos supervisores de sua competência técnica algumas vezes, e outras vezes por não estarem muito seguros dela, procuram dificultar ou impedir a supervisão, na pressuposição de que o acompanhamento de seu trabalho é indício de falta de confiança.
A questão evidentemente não se resolve pelo confronto, mas pelo diálogo. Se a supervisão optar pelo uso do poder no desen­volvimento de seu trabalho, terá pouca possibilidade de obter confiança e cooperação e se os supervisionados optarem pela rejeição, terá se instalado o impasse.
A supervisão pode escolher o caminho de ajuda competente, apoiando os encarregados na análise das situações-problema e na seleção de alternativas para resolvê-las, estimulando iniciativas criativas e a adoção de novas formas de abordar os problemas que vão se apresentando. Pode optar por um trabalho com o encarregado, ao invés de decidir por ele ou independentemente dele.
Por sua vez, os supervisionados podem optar por uma visão mais abrangente de aprendizagem, em que não só domínio do conteúdo específico é importante, mas todo um con­junto de ações pedagógicas se torna necessário para maior efi­cácia nos resultados. Podem adotar um posicionamento mais cooperador e racional, no sentido de somar à sua competência profissional outros elementos das ações pedagógicas que o su­pervisor detém por força de sua formação.
Esse encontro razoável de interesses será possível na medida em que sejam capazes, uns e outros, de estabelecerem relações profissionais mutuamente satisfatórias e complementares, em que o encarregado veja na supervisão a possibilidade de ajuda es­clarecida e a supervisão reconheça no encarregado a possibilidade de um trabalho competente e consciente.
A supervisão não é conferência de objetivos ou um balancete en­tre "previstos" e "realizados". Ela é muito mais. E eis aí uma boa tarefa para Supervisor e Encarregado realizarem juntos: desco­brir esse muito mais que a supervisão significa.
Em resumo os objetivo do projeto do trabalho é conhecer todo comportamento do ser humano e adotar varias opções para que o trabalhador alcance juntamente com a empresa o sucesso do projeto.
Temos que analisarmos este objetivo de várias formas na produção, pois o trabalho (funcionário atendente do cliente) é a essência da conduta do projeto, pois não adiantamos desenvolver produtos com qualidade, marketing bem divulgado, beleza na estrutura empresarial se não tivermos um grupo de pessoas que atenda bem a coletividade que própriamente são os consumidores, a arma do negócio, com isso temos que possuir funcionários desempenhando suas habilidade de forma adequada e precisa, seguindo algumas regras, tendo apoio primordial da equipe responsável pela empresa, porque não adianta cobrar regras dos funcionários se a empresa não de condições de trabalhos. As regras mais importantes são:
1) Qualidade:
Dar treinamentos para a equipe de trabalho que possa desenvolver o projeto desejado com eficácia e determinação, oferecendo-lhes cursos profissionalizantes, especializações e dando condições de trabalharem em equipamentos tecnológicos.
Não adianta cobrar da equipe de trabalho eficiência em equipamentos tecnológicos, se não à equipamentos suficientes para todos desenvolverem com precisão o projeto desejado.
2) Rapidez:
Algumas vezes, a velocidade de resposta é o objetivo dominante a ser atingido no projeto do trabalho. Por exemplo, a forma pela qual o trabalho do pessoal de serviços de atendimento de emergência é organizado a gama de tarefas para as quais eles são treinados, a seqüência de atividades em seus procedimentos, a autonomia que eles têm para decidir sobre uma ação adequada, e assim por diante será importante na determinação de sua capacidade de responder prontamente a emergências e talvez salvar vidas.
3) Confiabilidade:
A confiabilidade do fornecimento de bens e serviços é usualmente influenciada pelo projeto do trabalho. Por exemplo, dar condições que o cliente conheça o fornecedor de bens e serviços, dando-lhe identificação, como crachá, uma roupa que identifica o trabalho, e sobre tudo a divulgação que a empresa fará em torno do determinado serviço realizado na área estipulada, isto são formas para confiar na empresa e no serviço prestado.
4) Flexibilidade:
É tornar o projeto fácil para ser desenvolvido, não fazendo com que cada departamento seja realizado por um único funcionário, deve diversificar, tornar o grupo de trabalho polivalente, com todos conhecendo um pouco de cada departamento, torna-se possível à não parada da produção, pis se um dos funcionário não puder vir para o trabalho, teremos um outro com condições de substitui-lo imediatamente.
Isto torna-se flexível toda evolução do projeto designado pela equipe produtiva.
5) Custo:
Cobrar condições de trabalho para sua equipe, mas não recusar que existam gastos no desenvolvimento do projeto, pois para alcançar as necessidades que um projeto esta transcrito necessita despender valores monetários, e quando se entra para fazer bem feito um serviço e cativar a clientela alvo, não pode-se pensar em funcionários desqualificados, pois uma equipe de qualidade é cara, mas eficiente.
Exemplo se um condomínio quiser dar segurança para seus moradores, não adianta colocar equipamentos tecnológicos de ultima geração, mas se não tiver funcionários competentes para manuseai-los.
6) Saúde e segurança:
O que quer que seja que o projeto do trabalho alcance, não pode pôr em perigo o bem-estar das pessoas que fazem o trabalho, de outras pessoas da operação, dos consumidores, que podem estar presentes na operação, ou daqueles que usam algum produto feito pela operação.
Isto ocorre muito colocar segurança na empresa mas não treina-los suficientemente para agir e como agir no momento preciso.
7) Qualidade de vida no trabalho:
O projeto de qualquer trabalho deve levar em conta seus efeitos sobre a segurança, a variedade, as oportunidades para desenvolvimento, o nível de estresse e o comportamento das pessoas que desempenham o trabalho, desta forma a empresa deve se preocupar com o bem estar de seu funcionário internamente e externamente da empresa, pois muitas vezes possui um ótimo funcionário dentro da empresa, mas é um problema em sua casa, com isso afeta-se drasticamente o desempenho do funcionário no seu dia-a-dia, sendo assim a empresa deve dar condições de vida tanto para seus funcionários como para a família dos mesmos.
8) Qualidade no comportamento da liderança:
Colocar pessoas qualificadas para atender internamente a equipe de trabalho, pois a harmonia é chave central para a condução dos trabalhos.
Não podemos colocar em hipótese alguma um funcionário em recursos humanos que seja revoltado com si mesmo, pois desta forma revoltará todo o grupo e tornará sem entusiasmo todos os componentes do projeto de trabalho.
2.7.10 ERGONOMIA
A ergonomia preocupa-se primariamente com os aspectos fisiológicos do projeto do trabalho, isto é, com o corpo humano e como ele se ajusta ao ambiente. Isso envolve dois aspectos:
. Primeiro, a ergonomia preocupa-se em como a pessoa se confronta com os aspectos físicos de seu local de trabalho, onde "local de trabalho" inclui mesas, cadeiras, escrivaninhas, máquinas, computadores e assim por diante.
. Segundo, envolve como uma pessoa relaciona-se com as condições ambien­tais de sua área de trabalho imediata. Com isso queremos dizer as condições ambien­tais nas quais a pessoa trabalha, por exemplo, a temperatura, a iluminação, o barulho ambiente etc.
Ergonomia é o termo usualmente adotado na maior parte do mundo; entretanto, é algumas vezes referido como "engenharia de fatores humanos", ou sim­plesmente "fatores humanos".
Ambos esses aspectos estão ligados por duas idéias comuns que permeiam a abor­dagem ergonômica do projeto do trabalho.
. A primeira idéia é que deve haver uma adequação entre pessoas e o trabalho que elas fazem. Para atingir essa adequação há somente duas alternativas. Ou o trabalho pode ser adequado às pessoas que os fazem ou, alternativa­mente, as pessoas podem ser adequadas ao trabalho. A ergonomia direciona para a primeira alternativa.
. O segundo tema que vem com a ergonomia é a coleta de dados. Ela realmente tenta tomar uma abordagem "cien­tífica" ao projeto do trabalho, de modo que coleciona dados para indicar como as pessoas reagem sob diferentes condições de projeto de trabalho e tenta encontrar o melhor conjunto de condições de conforto e desempenho.
2.7.10.1 PROJETO ERGONÔMICO DO LOCAL DE TRABALHO
Dentro do local de trabalho de grande variedade de operações produtivas, novas demandas, tecnologia e métodos de trabalho reconcentraram atenção na necessidade de considerar a forma como as pessoas ligam-se às partes físicas de seus trabalhos. Isto é especialmente verificado nos trabalhos de escritórios e relacionados com informação devido à predominância de "interfaces" com computador, teclado e telas.
Entender como os locais de trabalho afetam o desempenho, a fadiga, o desgaste e os danos físicos é parte da abordagem ergonômica do projeto do trabalho.
2.7.10.2 PROJETO ERGONÔMICO DO AMBIENTE
O ambiente imediato no qual o trabalho acontece pode influenciar a forma como ele é executado. As condições de trabalho que são muito quentes, ou muito frias, insu­ficientemente iluminadas, ou excessivamente claras, barulhentas ou irritantemente silenciosas, todas vão influenciar a forma como o trabalho é levado avante. Todo este trabalho faz parte da legislação de saúde ocupacional e segurança do trabalho, desta forma devemos estar atento na lei da saúde e segurança no trabalho, para não termos problemas com a fiscalização e muito menos com nossos funcionários que fazem parte da equipe producional.
Um completo entendimento deste aspecto de ergonomia é necessário para trabalhar dentro das linhas mestras dessa legislação.
2.8 PLANEJAMENTO E CONTROLE
2.8.1 PLANEJAMENTO ADMINISTRATIVO
Planejamento é a primeira etapa do processo administrativo que vem antes da execução de qualquer atividade. Planejamento é a função administrativa que determina antecipadamente quais os objetivos almejados e o que deve ser feito para atingi-los de maneira adequada. No fundo, o planejamento é a diferença entre uma situação atual e uma situação almejada como objetivo.
O planejamento é a função administrativa que determina antecipadamente quais os objetivos a serem atingidos e o que deve ser feito para atingi-lo. Esta voltado para a continuidade da empresa e focaliza o futuro. Sua importância reside nisso: sem o planejamento a empresa fica perdida no caos. O planejamento é vital para as demais funções administrativas, isto é, sem o planejamento, organização, direção e controle perdem todo o seu efeito.
Planejamento é a função administrativa que, partindo da fixação dos objetivos a serem alcançados, determina, a priori, o que se deve fazer, quando fazer, quem deve fazê-lo e de que maneira. Para isso o planejamento é feito a base de planos.
Plano é um esquema que estabelece antecipadamente aquilo que deve ser feito.
Existem vários tipos de planos, a saber:
a) Programas, são planos abrangentes que reúnem em si conjunto integrado de planos relacionados com assuntos diferentes entre si. uma programação é um tipo de plano que estabelece as vinculações entre planos diferentes. É o caso da programação de produção que envolve os planos de suprimentos (compras e almoxarifado), de manutenção (disponibilidade de máquinas e equipamentos), de mão-de-obra (disponibilidade de pessoal) etc.
b) Procedimentos, são planos que prescrevem a seqüência cronológica das tarefas a serem executadas. Os procedimentos são mais utilizados em trabalhos repetitivos e ciclos para mostrar a seqüência das rotinas. É o caso do procedimento de requisição de materiais no almoxarifado, envolvendo uma rotina, cuja seqüência é: emissão e preenchimento do formulário, assinatura do emitente, rubrica da chefia, envio para o almoxarifado, verificação dos dados, separação do material requisitado, carimbo de expedição no formulário e remessa do material requisitado para o órgão requisitante.
c) Métodos, são planos que detalham como uma atividade deve ser executada em seus mínimos detalhes. Sua amplitude é mais restrita que o procedimento. É o caso do método de montagem de uma peça de máquina, onde se detalha em pormenores todas as tarefas a serem realizadas pelo operário.
d) Normas, são regras ou regulamento que servem para definir o que deve ser feito e o que não deve ser feito. São guias para dar uniformidade de ação, mas não estabelecem seqüência como os procedimentos, nem detalha as atividades como os métodos. É o caso da proibição de fumar em certos lugares, a concessão de descontos para certas compras, a exigência de crachás de identificação nas portarias etc.
2.8.1.1 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE PLANEJAMENTO
a) Princípio da definição do Objetivo:
Seu anunciado é o seguinte: o objetivo deve ser definido de forma clara e concisa, para que o planejamento seja adequado. O planejamento é feito em função do objetivo que se pretende atingir. A finalidade do planejamento é determinar como o objetivo deverá ser alcançado. Se o objetivo não for claramente definido, o planejamento será muito vago e dispersivo.
b) Princípio da flexibilidade do planejamento:
É enunciado da seguinte maneira: o planejamento deve ser flexível e elástico a fim de poder se adaptar a situação imprevistas. Como o planejamento se refere ao futuro, a sua execução deve permitir certa flexibilidade a situações que podem sofrer alterações imprevistas.
Planejamento e controle é um trabalho relacionado dentro da administração da produção, pois para um gerente desenvolver um plano estratégico para alcançar os efeitos desejados ele deve manter um controle especifico na sua meta desejada.
Desta forma se planejamento e controle é o processo de conciliar demanda e oferta, então a natureza das decisões tomadas para planejar e controlar uma operação produtiva dependerão tanto da natureza da demanda como da natureza da oferta nessa operação.
A administração da produção deve ter planos estratégicos a todos os momentos para poder suprir a lei da oferta e da demanda (procura), porque no momento em que realizar um trabalho de marketing ofertando o seu produto e demonstrando a qualidade dos valores da devida empresa, a procura será imediata, e com isso deve se ter imediatamente o produto a disposição do cliente.
Pois se ofertar e não fornecer aquilo que estava especificando, a empresa não perderá apenas um cliente, mas sim perderá uma gama de clientes, sendo que um falará para o outro e com siso vira um corrente de má fama.
Quando o administrador traça um plano antes de lança-lo deve haver o controle geral, para saber das condições especificas da empresa.
Pegando como exemplo, uma empresa que comercializa eletro eletrônico, coloca em evidência que estará fornecendo todos os tipos de equipamentos das loja com garantia de dois anos, mas antes de fazer a propaganda, o administrador desta promoção deve ter contatado com os fornecedores de eletro eletrônico sabendo que eles darão estas condições, porque depois de realizada a promoção, a empresa deve manter o combinado, pois a credibilidade e a arma do negócio e a confiança do cliente é o melhor marketing que pode acontecer para empresa, tanto no lado positivo como negativo.
Isto ocorre em todas as áreas de atuação de produção, claro cada uma com suas particularidades, mas o planejamento e o controle devem andar juntos para o bom andamento da execução dos trabalhos empresariais.
O propósito do planejamento e controle é garantir que a operação corra eficazmente e produza produtos e serviços como deve produzir.
A incerteza a nenhum momento pode haver por parte do cliente em relação a empresa, porque isto afetará a complexidade das tarefas de planejamento e controle.
2.8.2 CONTROLE ADMINISTRATIVO
Controle é a função administrativa que consiste em medir e corrigir o desempenho dos subordinados para assegurar que os objetivos da empresa sejam atingidos. A tarefa de controle é verificar se tudo está sendo feito de conformidade com o que foi planejado e organizado, de acordo com as ordens dadas, para identificar os erros ou desvios, a fim de corrigi-los e evitar sua repetição.
2.8.2.1 OBJETIVO E IMPORTÂNCIA
a) Correção das falhas ou erros: o controle serve para detectar falhas ou erros, seja no planejamento, na organização ou na direção e apontar as medidas corretivas.
b) Prevenção de novas falhas ou erros: Ao corrigir falhas ou erros, o controle aponta meios de evitá-los no futuro.
2.8.2.2 PROCESSO DE CONTROLE
a) Estabelecimento de padrões: a primeira etapa do controle é a fixação dos padrões a serem obedecidos. Um padrão é um resultado desejado, uma norma para se estabelecer o que se deverá fazer, uma bitola previamente fixada, e que servirá de marco para comparar o desempenho futuro.
Tipos de padrões:
1- Padrões de quantidade
2-Padrões de qualidade
3-Padrões de tempo
4-Padrões de custo
b) Avaliações do desempenho: a segunda etapa do controle consiste em se avaliar ou mensurar o que está sendo feito.
c) Comparação do desempenho com o padrão estabelecido: é a terceira etapa do controle. Consiste em comparar o que está sendo feito com o padrão estabelecido para verificar se há diferença, variação, erro ou falha.
d) Ação corretiva: é a ultima etapa do controle. Consiste na correção da variação, do erro ou falha. Se o desempenho foi de acordo com o padrão, não há ação corretiva. O objetivo do controle é identificar quando, quanto, onde, e corrigir.
2.8.3 CAPACIDADE DE ATENDIMENTO
Promover a capacidade de satisfazer a demanda atual e futura é uma responsabilidade fundamental da administração da produção. Um equilíbrio adequado entre a capacidade e demanda pode gerar altos lucros e clientes satisfeitos, enquanto o equilíbrio errado pode ser potencialmente desastroso. Embora planejar e controlar a capacidade seja uma das principais responsabilidade dos gerentes de produção, também deveriam envolver outros gerentes funcionais, e até mesmo os responsáveis de cada departamento para dirimir de acordo as informações necessárias.
Ao envolver todos para dirimir de acordo as informações, as decisões de capacidade têm impacto em toda a empresa. Todas as outras funções fornecem entradas vitais para o processo de planejamento. Cada função desenvolvendo este trabalho facilita o planejamento e controle do fator desejado, e com isso absorve todo desenvolvimento da função de produção principal que a empresa executa.
A capacidade de atendimento também conhecida como planejamento e controle agregados, porque todo processo sofre inter-ligação de um setor para com o outro. Com isso desenvolve um trabalho positivo e efetivo na atuação empresarial.
O planejamento e controle de capacidade é a tarefa de determinar a capacidade efetiva da operação produtiva, de forma que ela possa responder à demanda. Isso normalmente significa decidir como a operação deve reagir a flutuação na demanda.
O potencial da empresa quem sabe exclusivamente e a gerencia de produção, sendo assim, a nenhum momento pode se ofertar algo que não poderá cumprir.
E em nosso meio o que mais acontece são empresários querendo abraçar o mundo com seus braços e depois não consegue cumprir com os pedidos efetivamente preenchido. Com o passar do tempo a empresa entra em crise e se obriga a fechar as portas e o empresário fica se perguntando o porque isto com minha empresa, mas ele não reconhece que faltou planejamento estrutural e controle adequado na sua capacidade e deixou seus clientes insatisfeito, e com o passar do tempo perdeu a credibilidade e a confiança e seus maus hábitos se espalhou por toda comunidade que estava envolvido.
Este termo capacidade produtiva tem que estar bem atento nas mãos do administrador de produção pois a credibilidade geral da empresa está neste ponto, cumprir com aquilo que foi especificado, no prazo, com qualidade e presteza.
2.8.3.1 MÉTODOS PARA AJUSTAR A CAPACIDADE:
Existem diversos métodos depende da circunstância e da empresa que está executando o projeto pré-determinado, sendo assim iremos dar alguns métodos mais usados:
Horas extras: para conseguir atender a clientela e seus pedidos efetivamente realizado, algumas vezes teremos que despender custos através de pagamento de horas extras para nosso funcionários e os mesmos poderem concretizar a produção desejada. Temos que estar atento na ociosidade, pois existem muitas pessoas que não cumprem com a produção no horário efetivamente regular, para poder realizar horas extras e Ter um ganho maior, isto deve ficar alerta o encarregado do departamento e estar a todo momento cobrando de sua equipe de trabalho produção adequada.
Variar o tamanho da força de trabalho: A empresa aumenta sua capacidade de produção, e muitas vezes só o aumento de horas extras não é essencial, com isso necessita aumentar o quadro de funcionário, desta maneira deve analisar se é uma constante produção ou é sazonalidade, desta forma precisa-se verificar o método de contratação que fará com o aumento da força de trabalho. Pegando como exemplo prático, ocorre muito em supermercado, em época de festas ou mesmo início de meses a empresa precisa fazer contratações de prestadores de serviço para atender com qualidade seus clientes, e ao mesmo tempo estará gerando emprego em época sazonal.
Usar pessoal em tempo parcial: é recrutar pessoal em tempo parcial, para trabalhar menos do que o normal, desta forma pode-se atender as expectativa necessária da empresa e ao mesmo tempo economizar com valores mais baixos.
Subcontratação: Seria um complemento de identificação no tipo de empresa sazonal, ou seja em épocas de picos, de maior demanda faz-se contratação de funcionários para atender o período necessário, com isso economiza com horas extras e gera-se emprego para coletividade, e atende-se com qualidade todos os clientes.
2.8.4 PLANEJAMENTO E CONTROLE DE ESTOQUE
Estoque é definido como sendo a acumulação armazenada de recursos materiais em um sistema de transformação. Estoque também é usado para descrever qualquer recursos armazenados.
Na realidade todos os tipos de empresas independentemente do ramo de atuação, todas as empresas possuem sistema de estoque, até mesmo aquelas prestadoras de serviços.
Como por exemplo um banco tem estoque de caixas, estoque de numerários, e demais outros tipos de estoque, e tudo isso precisa sofre controles e adequações.
Como citado acima todas as empresas operacionais possuem estoques e seus controles, sendo:
Hotel; Alimentos, toalete, materiais de limpeza, etc.
Hospital Gaze, instrumentos, sangue, alimentos, remédios, materiais de limpeza, etc
Loja de Varejo Bens para serem vendidos, material de embalagem, material de escritório,
Material de limpeza, etc.
Armazém; Bens armazenados, materiais de limpeza, material de embalagem, etc.
Autopeças; Bens de materiais para ser vendidos, etc.
Manufatura de
Televisor; Componentes, matéria-prima, televisor acabados, etc.
Industria; Matéria-prima, material secundário, material de limpeza, etc.
Todo este controle tem a finalidade de buscar reduzir custos, para galgar maiores lucros e resultados positivos no encerramento do exercício de cada empresa.
O controle de estoque deve seguir formas rígidas para controles porque é a partir dele que se consegue uma das formas de atender a capacidade de cada ramo e negócios.
Os gerentes de produção devem estar muito atento neste setor, pois o planejamento adequado e controle de estoque leva-se a redução de custos ou a perdas demasiadas de investimentos.
Este setor é um dos valores que a empresa investe mais quantidades de capital, porque é a partir deste momento que o cliente estará procurando suas necessidades e divulgando o trabalho que a empresa desenvolve.
A empresa para ofertar seu produto, ela deve ter um controle adequado em seu estoque, pois a demanda só ocorre quando existem produtos para serem vendidos. E isto acontece quando existem um controle adequado na capacidade de valores e controle de seus custos, tanto no armazenamento como nos valores adequados de aquisição.
2.8.4.1 CONTROLES UTILIZADOS PARA O ESTOQUE DE MERCADORIAS
Tendo em vista que a empresa poderá adquirir um mesmo tipo de mercadoria em datas diferentes, pagando por ela preços varias, para determinarmos custo das mercadorias estocadas há necessidades de adotarmos alguns critérios.
Os critérios são:
a) Preço especifico: o critério de avaliação do preço especifico consiste em se atribuir a cada unidade do estoque o preço efetivamente pago por ela, é um critério que só pode ser utilizado para mercadorias de fácil identificação física, como por exemplo imóveis para revenda, veículos usados etc.
b) PEPS: significa primeiro que entra, primeiro que sai.
Adotando este critério para valoração dos estoques, a empresa atribuirá às mercadorias estocadas os custos mais recentes.
c) UEPS: significa último que entra, primeiro que sai.
Adotando este critério para valoração dos seus estoques, a empresa sempre atribuirá às suas mercadorias em estoque os custo mais antigos, guardadas as devidas proteções com as mercadorias que entraram e saíram do estabelecimento.
d) Custo Médio: Adotamos este critério, as mercadorias estocadas serão sempre valoradas pela média dos custos de aquisição, sendo estes atualizados a cada compra efetuada.
2.8.4.2 FINALIDADE DE ESTOCAGEM
Cada ramo de negócios possuem a sua finalidade especifica de estocagem, claro que todas é para atender o resultado positivo e a realização dos lucros e acúmulos de resultados.
O sistema de estocagem servem:
Primeiro: atender a capacidade que a empresa possui para atender o cliente alvo;
Segundo: controlar os custos para alcançar resultados favorável;
Terceiro: manter o produto guardado para maturação e realização da fabricação com qualidade para satisfação da clientela;
Quarto: adquirir produtos em grande quantidade não perecíveis, ganhando assim economia na aquisição do produto.
O sistema de informação servem:
Para controlar esta estocagem tando em grandes empresas como em pequenas é o gerenciamento por computadores, devido o grande número de cálculos que são necessário fazer e prestar diversas informações, o mais condizente sistema de gerenciamento é o computacional.
Deste modo o resumo geral de finalidades de estocagem é propriamente gerar informações precisas para a gerencia de produção
2.8.4.3 MÉTODOS DE ESTOQUES
Existem diversos meios de estocagem, todos dependem do produto ou serviços utilizados, pegando como exemplo:
Empresas que industrializa produtos alimentícios, medicamentos, etc, necessitam de estocagem em câmaras frias ou local secos que não ocorrem luminosidade;
Empresas que industrializa produtos derivados de papel, tecidos, etc, necessitam estocar os bens em locais secos, que não possua umidade.
Grãos e seus derivados, estocagem dos produtos e, silos, etc.
Cada sistema de produtos precisam ser bem avaliados para não perder o devido bem, pois ele é o capital que a empresa possuem investido para angariar recursos de lucros e atingir o resultado positivo para a empresa prosperar.
2.8.4.4 PLANEJAMENTO DE ESTOQUE
Esta execução de trabalho é realizado pelo responsável do planejamento de compras, onde ele fará verificações constantes no determinado estoque para realizar os devidos pedidos no prazo suficiente para não haver falhas ou propriamente falta de mercadorias para não afetar a produção e os serviços prestados.
Este planejamento, envolve previsão de gastos, controle de custo, pesquisa de preço, em si resume-se com trabalhos internos e externos, pois este desenvolvimento de produção é de suma importância nas tomadas de decisões gerenciais.
2.8.4.5 DECISÕES DE ESTOQUE
Em cada ponto no sistema de estoque os gerentes de produção precisam gerir as tarefas do dia-a­dia dos sistemas. Pedidos de itens de estoque serão recebidos dos consumidores inter­nos e externos; os itens serão despachados e a demanda vai gradualmente exaurir o estoque. Serão necessárias colocações de pedidos para reposição de estoques, entregas vão chegar e requerer armazenamento. No gerenciamento do sistema, os gerentes de produção estão envolvidos em três principais tipos de decisões:
Quanto pedir: esta decisão também conhecido como de volume, o reabastecimento deve aser visto pela gerencia de produção, porque o produto tem que sofre um abastecimento compatível com a venda ou com a utilização do mesmo, exemplo produtos que estão na moda ou sazonalidade, este deve ser adquirido no mínimo possível para não haver sobras de volumes, pois isto acarreta prejuízo.
Quando pedir: esta decisão chamada de momento de reposição, deve ser bem tomada, porque a chegada do produto deve ser na época determinada para o consumo ocorrer no período pré-determinado.
Como controlar o sistema: utilizar procedimento e rotinas que irão ajudar a implantação da tomada de decisões, isto pode ser através de tecnologia, ou funcionários que desenvolve o controle do estoque, ou mesmo os dois fatores; também analisar que tipo de produto será adquirido, tamanhos, modelos, em si fazer uma pesquisa de mercado ou uma pesquisa interna para saber o que precisa ou o que ira comercializar; e para finalizar este sistema de controle seria o armazenamento o fator importante, pois não pode-se perder nada, pois tudo custa e este custo deve ser também ponderado.
2.8.4.6 CUSTOS DE ESTOQUES
Exatamente os mesmos princípios da situação doméstica aplicam-se às decisões de pedidos comerciais. Na tomada de decisão de quanto comprar, os gerentes de produção primeiro tentam identificar os custos que serão afetados por sua decisão. Alguns custos são relevantes. Sendo eles:
1) Custo de colocação do pedido. Cada vez que um pedido é colocado para reabastecer estoque, são necessárias algumas transações que incorrem em custos para a empresa. Essas incluem as tarefas de escritório de preparo do pedido e de toda a documentação associada com isso, o arranjo para que se faça a entrega, o arranjo de pagar o fornecedor pela entrega e os custos gerais de manter todas as informações para fazer a devida aquisição.
2) Custos de desconto de preços. Em muitas indústrias, os fornecedores oferecem descontos sobre o preço normal de compra para grandes quantidades; alternativamen­te, eles podem impor custos extras para pequenos pedidos.
3) Custos de falta de estoque. Se errarmos na decisão de quantidade de pedido e ficarmos sem estoque, haverá custos incorridos por nós, pela falha no fornecimento a nossos consumidores.
4) Custos de capital de giro. Logo que colocamos um pedido de reabastecimento, os fornecedores vão demandar pagamento por seus bens. Quando fornecermos para nossos próprios consumidores, vamos, por nossa vez, demandar pagamento. Todavia, haverá provavelmente um lapso de tempo entre pagar nossos fornecedores e receber pagamento de nossos consumidores. Durante esse tempo, temos que ter os fundos para os custos de manter os estoques. Isso é chamado capital de giro, de que precisamos para girar o estoque. Os custos associados a ele são os juros, que pagamos ao banco por empréstimos, ou os custos de oportunidade, de não reinvestirmos em outros lugares.
5) Custos de armazenagem. Estes são os custos associados à armazenagem física dos bens. Locação, climatização e iluminação do armazém podem ser caros, especial­mente quando são requeridas condições especiais, como baixa temperatura ou armaze­nagem de alta segurança.
6) Custos de obsolescência. Se escolhemos uma política de pedidos que envolve pedidos de muito grandes quantidades, o que significará que os itens estocados perma­necerão longo tempo armazenados, existe o risco de que esses itens possam tornar-se obsoletos (no caso de uma mudança na moda, por exemplo) ou deteriorar-se com a idade (no caso da maioria dos alimentos).
7)Custos de Estocagem. Podem ocorrer uma grande quantidade de produção e com isso não termos lugares suficiente para armazenamento do produto, tornando assim necessário alugarmos lugares para guarda de nossos produtos.
2.8.4.7 A IMPORTÂNCIA DOS ESTOQUES
Normalmente os estoques representam um dos investimentos mais elevados nas contas que compõem a estrutura de capital de giro nas empresas simplificadas. Essas contas são representadas pelas aplicações em caixa, contas a receber e estoques. Em função desse alto investimento o item estoque tem grande importância no contexto da empresa. Portanto, quando o empresário for realizar compras para suprir as necessidade de sua empresa, deve analisar para evitar que o entusiasmo do presente se transforma em problemas para o futuro.
Pensando assim, o empresário deve procurar trabalhar com estoques que se enquadrem em padrões mínimos e máximos, ditados pela segurança e pelo bom senso. A classificação básica que as empresas fazem quanto aos estoques geralmente são os seguinte: Empresas Comerciais: Mercadorias e Empresas Industriais: Matéria-prima, Produtos em processo e Produtos Acabados.
2.8.4.8 NÍVEL DE ESTOQUES
Em função da importância dos estoques e para garantir a rentabilidade do capital aplicado, é ideal que o empresário estabeleça níveis de estoques para cada item, visando principalmente reduzir o investimento desnecessário e possibilitar o fluxo normal de produção/vendas de forma contínua e uniforme evitando possíveis interrupções.
2.8.4.9 ESTOQUES MÍNIMOS
É a quantidade mínima de uma mercadoria e/ou matéria-prima que a empresa deve manter em estoque para atender às suas necessidades por determinado período.
2.8.5 PLANEJAMENTO E CONTROLE DAS REDES DE SUPRIMENTO
A gestão da rede de suprimento está relacionada à gestão do fluxo de materiais e informações entre as unidades produtivas que formam os ramos ou cadeias de uma rede de suprimento.
Rede de suprimento é uma expressão usada para designar todas as unidades produtivas que estavam ligadas para prover suprimentos de bens e serviços para uma empresa e para gerar a demanda por esses bens e serviços até os clientes finais.
Suprimento é abastecimento de produtos e serviços.
Alguns dos termos utilizados para descrever a gestão de diferentes partes da cadeia de suprimento.
Gestão de compras e suprimentos, para designar a função que lida com a interface da unidade produtiva e seus mercados fornecedores.
Gestão da distribuição física, operação de fornecimento aos clientes imediatos.
Logística, é uma extensão da gestão da distribuição física e normalmente refere-se à gestão do fluxo de materiais e informações a partir de uma empresa, até os clientes finais, através de um canal de distribuição.Gestão de materiais refere-se à gestão do fluxo de materiais e informações através da cadeia de suprimentos imediata. O conceito tem incluído as funções de compras, gestão de estoques, gestão de armazenagem, planejamento e controle da produção e gestão da distribuição física.
Gestão da cadeia de suprimentos é um conceito desenvolvido com uma abrangência bem maior e com um enfoque holistico, que gerencia além das fronteiras da empresa. Reconhece-se que há benefícios significativos a serem ganhos ao tentar dirigir estrategicamente toda uma cadeia em direção à satisfação dos clientes finais.
Uma cadeia de suprimentos como um todo pode ser vista como o fluxo de água num rio: organizações localizadas mais perto da fonte original do suprimento são des­critas como estando "à jusante", enquanto aquelas localizadas mais próximo dos clien­tes finais estão "à montante" (entretanto, o fato de uma empresa ser considerada como estando à jusante ou à montante depende da exata posição de sua unidade produtiva dentro do fluxo).
Os termos definidos indicam grau crescente de integração - conside­rando o fluxo de todo o rio. Compras e suprimentos, assim como distribuição física, referem-se a apenas uma parte da cadeïa de suprimentos, à jusante e à montante, respectivamente.
Logística e gestão de materiais tomam partes maiores da cadeia de suprimentos, enquanto a gestão da cadeia de suprimentos engloba a cadeia toda.
Em resumo podemos definir como gestão da cadeia de suprimento de matérias primas, manufatura, montagem e distribuição ao consumidor final.
Podemos concluir que rede de suprimento é o trabalho executado na união de todos os setores, trabalhando com o mesmo ideal, tornar a empresa próspera, e com isso a gerencia de produção recebe ajuda, dos departamentos de finanças, contábil, produção, estoques, em si a empresa é um trabalho de união grupal, tendo como finalidade um único propósito atingir o resultado necessário para sobrevivência e crescimento da empresa.
Com o trabalho feito unidos, há o suprimento de idéias tornando assim por isso de se chamar rede de suprimento, com isso dá-se condições de planejar adequadamente toda a empresa em um único momento.
Com isso todos dando idéias inovadoras, há a possibilidade de reduzir custos, conquistar mais mercado e até atingir novos horizontes de produção.
Pegando como exemplo, existem várias empresa que efetuava as vendas com equipes de vendedores, com a entrada da rede mundial de computadores a internet, o departamento de venda expandiu sua rede de computadores, treinou seus vendedores internos e com isso efetua suas vendas de mercadorias sem ter vendedores externos, economizando com isso os custos de viagens, numero de funcionários, ou mesmo terceirização e aplicando com qualidade a venda para o seus clientes.
A desvantagem desse suprimento acarretou a falta de contato humano, mas para as empresa as vendas se mantiveram há casos que aumentaram e com isso reduziu custos drasticamente.
Este tipo de rede de suprimento esta sendo muito utilizado nas redes de ensinos, onde aulas estão sendo ministradas via internet, tornando assim contratação de menos mão de obra, que são os professores, e havendo mais parcerias com escolas e universidades de maior respaldo e nomes perante o ministério de educação.
É por isso que se chama suprimento, suprimir gastos, atingir qualidades e conseguir resultado mais rápidos e positivos.
2.8.6 PLANEJAMENTO E CONTROLE NO SISTEMAS DE INFORMAÇÕES
2.8.6.1 CONCEITO DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO
Um sistema pode ser definido como uma entidade composta de dois ou mais componentes ou subsistema que integram para atingir um objetivo comum, sob esse aspecto, o termo aplica-se a uma comunidade, a uma família, a uma empresa.
Um sistema de informações tem de trabalhar dados para produzir informações exemplo:
1) O dado é a matéria-prima, com que o sistema de informação vai trabalhar;
2) A informação é o produto final do sistema de informação e deve ser apresentada em forma, prazo e conteúdo adequado ao usuário.
3) As tarefas/ atividades de transformações dos dados em informação, ou seja o processamento, compreendem o processamento que deve incorporar a característica de seqüência lógica em face do interesse existente de otimização dos sistemas de informações empresariais.
Para a consecução/ materialização/ caracterização/ operacionalização de sistemas de informação, devemos ainda saber:
a) Recursos Humanos, profissionais que atuam e utilizam sistema de informação;
b) Recursos Materiais, equipamentos, insumos, instalações que sustentam e permitem a viabilização dos sistemas;
c) Recursos Tecnológicos, atividades, que dinamizam o processo sistêmico. Podem ser vistos como a principal característica de diferenciação entre recursos humanos e entre recursos materiais, já que a tecnologia agregada é um dos referenciais para distinguirmos a natureza da qualidade tanto de recursos humanos quanto de recursos materiais integrantes de um sistema.
d) Recursos Financeiros, qualificação dos outros três recursos segundo o denominador comum moeda.
A formação desses recursos permite alcançar a forma de definição de sistema de informação.
O sistema de informação compreendem um conjunto de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiro agregados segundo uma sequência lógica para o processo dos dados e a correspondente tradução em informação.
1º exemplo de sistema de informação:
O sistema de informação é o - capital;
Deste capital, constituirá uma organização;
Desta organização o homem formará estrutura ou departamento, através disto alcançara o resultado desejado.
-Pode observar que sistema de informação é um conjunto e este conjunto necessita de uma formação cronológica para alcançar o desejado.
2º exemplo de sistema de informação:
Uma empresa, tem o setor de faturamento;
a) O pedido (contém os dados);
b) Processamento (são aplicados os recursos humanos, tecnológicos, materiais e financeiros, segundo uma sequência lógica de atividades;
c) Emissão da nota fiscal, fatura, duplicata (contém as informações).
2.8.6.2 CONCEITOS FUNDAMENTAIS PARA SISTEMA DE INFORMAÇÃO
Dois outros conceitos são importantes para o entendimento de sistemas de informações:
a) Ciclo de Processamento;
b) Ciclo de Vida.
O Ciclo de processamento, pode ser caracterizado pelo tempo, com os dados a serem processados pelo sistema de informações, e a geração do relatório final com as informações desejadas.
Podemos ter sistema de informação de ciclo de processamento diário, semanal, mensal, anual e etc.
Exemplo de ciclo de processamento de sistemas de informação:
1) Sistema de emissão de nota fiscal:
a) Alimentação dos dados;
b) Processamento:
-classificação cronológica;
-verificação da validade dos campos componentes das informações necessárias.
c) Emissão da nota fiscal, a informação desejada.
2) Sistema de emissão do extrato bancário:
a) Saldo anterior, transações dos fatos bancários, demonstrando se as contas estão em débito ou em crédito (dado);
b) Processamento,
-atualização do cadastro do correntista;
-cálculo para aquisição do saldo atual;
-armazenamento das transações processadas;
c) Saldo atual,
-relação de todas as ocorrências a débitos e a crédito de cada correntista
-emissão de relações de execução;
-realização de estatística de transações processadas;
-obtenção do saldo atual.
O ciclo de vida, do sistema de informação implica a caracterização de que os sistemas nascem, vivem e morrem por um processo de transformação ou substituição sistêmica, em virtude da obsolescência dos recursos usados ou da mudanças nos objetivos a serem atendidos por esse sistema.
a) matéria-prima (obtém em tempo mais cedo) dado;
b) custo (apuração do valor gasto para fabricação, processamento de um determinado produto);
c) produto final (obtido em tempo mais tarde) informação alcançada.
O sistema de informação ele se divide em:
- Sistema de informação gerência, é o conjunto de recursos humanos e materiais dentro de uma organização, o qual é responsável pela coleta e pelo processamento de dados para produzir informações que sejam úteis a todos os níveis da gerência, no planejamento e controle das atividades da organização.
- Sistema de informação operacional, é um conjunto de recursos humanos é materiais dentro de uma entidade, responsável pela coleta e processamento de dados para gerar informações que facilitam a mecânica operacional ou o dia-a-dia dos diversos setores da empresa.
Este planejamento e controle é realizado na administração da produção para dirimir métodos de informações que facilitem as tomadas de decisões em todos e qualquer departamentos, assim facilitando o trabalho para tomadas de decisões efetivamente correta, e possibilitando realizar um fator de concorrência com as empresas de mesmo ramos.
Este planejamento e controle envolve investimentos de real valor significativo, pois a solução central está envolvida na tecnologia, sendo assim, todo e qualquer envolvimento de qualidade nas informações, vem a facilitar mas de certo modo a empresa terá um investimento significativo no seu patrimônio.
Qualquer área administrativa e produtiva necessita este tipo de implantação porque a redução de custo também está de certo modo com os dias contados.
Pegando como exemplo empresa de confecção, ao investir na técnologia de máquinas avançadas para realizar serviços de moldes para calças, camisas, etc, ela estará reduzindo as perdas na matéria prima, estará possibilitando uma qualidade no corte e sobre tudo a padronização do manequim a ser produzida.
Nestes moldes podemos concluir que planejar e controlar sistema de informações faz parte primordial na vida da administração da produção.
Para conseguir isto, a equipe producional (gerente de produção) deve ter uma mente aberta para mudanças e entendedor da evolução que mundo hoje está passando,e também aceitar a globalização que todos os setores estão sofrendo e relevantemente a administração, um meio que ninguém vive e muito menos as empresas, pois o resultado está em nossas mãos, só basta aceitar e viver as mudanças.
2.8.7 PLANEJAMENTO E CONTROLE DO TEMPO (JUST IN TIME)
O tempo é idealizador da marca da vida, pois temos horas para produzir, temos horas para estocar, temos horas para vender e temos horas para analisar. Com isso o tempo idealiza a vida da empresa, e através dele que a empresa pode crescer ou fechar. Um sistema de produção mal realizado pode decretar a falência exata da devida empresa.
Com isso o sistema de produção deve avaliar na hora certa da estratégia para tomar o rumo perfeito de trabalho, verificar o tempo que o projeto levará para ficar pronto e colocar na prática, saber planejar e controlar na hora correta a equipe de trabalho, o estoque, a capacidade da empresa. Em síntese o tempo faz parte de igual valor a tudo que se discute na administração da produção, pois foi dele que surgiu um dia a devida empresa administrada.
O just in time é uma abordagem do tempo, onde visa aprimorar a produtividade global e eliminar os desperdícios. Ele possibilita a produção eficaz em termos de custo, assim como o fornecimento apenas da quantidade necessária de componentes, na qualidade correta, no momento e locais correto, utilizando o mínimo de instalações, equipamentos, materiais de recursos humanos, a função principal deste sistema é o trabalho em grupo.
O objetivo de se trabalhar com o tempo é reduzir todas as funções produtiva de uma empresa, é satisfazer o cronograma da produção em um espaço de quantidade, e tempo suficiente para o resultado positivo que a empresa deseja alcançar, tendo como por exemplo:
Manufatura de fluxo contínua, trabalhar com produção em grande escala em um período de tempo ininterrupto para chegar ao final do lote no prazo pré-fixado.
Manufatura de alto valor agregado, trabalhar com a transformação de matéria-prima de vários produtos, com a mesma linha de produção, ou seja, com a mesma equipe, tornando os mesmos polivalente em toda área de trabalho.
Produção sem estoque, realizar o casamento das vendas, sendo que a empresa vendedora realiza a efetivação do pedido sem que o produto passe pela empresa, ou seja a venda é realizada pela empresa intermediária, mas a entrega saí diretamente da industria produtora do referido produto. Exemplo, as vendas pela internet, a empresa vendedora realiza o destaque dos pedidos encaminha para a industria está mesmo efetiva a entrega para o caminho desejado.
Produção com pouco estoque, empresas que trabalha exclusivamente com produtos sazonais, ela necessita exclusivamente trabalhar com estoque mínimo, pois a moda acaba e o cliente não mais adquirira o devido produto, ou mesmo produtos perecíveis que podem estragar e não ser vendido na época de seu vencimento, isto ocorre constantemente com remédios, alimentos, etc.
Manufatura veloz, realiza a transformação do produto em um período de tempo mínimo, utilizando todos os recursos necessário, contratando funcionário por contrato de obra certa, pagando horas extras e etc., mas realizar uma planilha de custo antecipado para verificar se compensa produzir velozmente o produto ou rever o pedido, porque muitas vezes não compensa realizar a produção, o prejuízo é inevitável e o retorno do cliente não será por muito tempo, devido alguns motivos.
Manufatura de tempo de ciclo reduzido, esta produção é trabalhar com produtos perecíveis, já citado na letra “d”, onde pode acarretar o vencimento do produto e a produção não se realizar na época determinada do seu vencimento.
2.8.7.1 NÃO IMPLANTAR O SISTEMA DE TEMPO ACARRETA DESPERDIÇO
Na Superprodução, produzir desordenamente uma produção, sem haver controle e planejamento no estoque, sem haver planejamento no sistema de consumo, ou seja, produzir em grande escala, não tendo consumidor suficiente para adquirir.
No Tempo de espera, possuir uma linha de produção, e produzir dois ou mais produtos, tudo para economizar com aperfeiçoamento dos funcionários ou investimento em tecnologia. Deixar para fazer pedido em cima da hora, quando já esta acabando o seu estoque, e haver produção de vendas e não ter mercadorias para realizar a distribuição para seus clientes, isto não só acarreta prejuízo como perca de clientela.
No transporte, este sistema colabora de forma desejada a economia e ganho com o transporte da produção, este exemplo pode pegar de empresa que transporta cargas pesadas, e saindo do destino com mais cargas e menos combustível e abastece na viagem, talvez com a quantidade levada proporciona mais lucros do que se sair do destino com menos cargas mais abastecidos.
No Processo, podem haver fontes de desperdício, mas algumas operações podem ser eliminadas em função de projeto ruim em relação a componentes ou mesmo muita utilização de manutenção.
No Estoque, onde acarreta mais desperdícios, devido falta de planejamento, controles, sistema de informações, provoca com isso percas, sobras e prejuízo.
Movimentação, a implantação de um sistema tecnológico sofisticado, ganhando tempo na produção e proporcionando qualidade no produto, torna-se ganhos e com isso reduz desperdício.
Em Produtos defeituosos, acarreta produção de bens defeituosos devido funcionários desqualificados na empresa, tudo para ganhar tempo, em relação a horas e tempo em relação a numerários, com isso a empresa não investe em aperfeiçoamento humano e muito menos em sistema tecnológico.
2.9 MELHORIAS
Na administração da produção, não podemos exclusivamente conhecer a administração, temos que saber melhorar e incrementar todas as inovações que vem a ocorrer, desta forma temos que estar ligados diretamente em aceitar mudanças, verificar formas de melhorias e até mesmo nos qualificar mais do que já somos.
Assim a gerencia de produção não só deve melhorar o seu intelectual como mudar e melhorar a sua equipe de trabalho e seus equipamentos tecnológicos.
Para efetuar melhorias na produção deve-se seguir rigorosamente todas as fazes necessárias, sendo:
Desenvolver e traçar Objetivos e estratégias adequadas, modificando para melhor a já existente dentro da empresa.
Rever os projetos e corrigir as falhas e cobrar aquilo que não foi executado, pois pode ser a falha de não estar alcançado o efeito desejado de sucesso da empresa.
Se necessária planejar todas as fazes de mudanças, para não se perder no momento da readministração que será traçada nos âmbitos profissionais da empresa.
2.9.1 PRIORIDADE DE MELHORAMENTOS
Trabalhar e rever as necessidade e preferência de consumidores, pois eles são o alvo da existência organizacional, sem eles não teria sentido de existir a empresa e tão pouco conseguir resgatar recursos financeiros e alcançar o objetivo desejado que é lucros e divisas.
Trabalhar melhor as estratégica de marketing, qualidade, eficiência para combater o desempenho e as atividades dos concorrentes, pois eles são as barreiras que temos que superar, é através deles que somos obrigado a vencer nossos limites e nossos próprios conhecimentos, ou seja, superarmos a nós mesmos.
O melhoramento da organização deve estar ligado diretamente ao contínuo, pois devemos estar constantemente nos reciclando e verificando as falhas para não nos surpreendermos com nosso concorrentes e tão pouco perdermos os clientes, que é o alvo da existência da organização.
2.10 PREVENÇÃO E RECUPERAÇÃO DE FALHAS
2.10.1 FALHA DO SISTEMA
Sempre há uma probabilidade de que, ao fabricar um produto ou prestar um serviço, as coisas possam sair erradas. Erros são inevitáveis e parte intrínseca da vida; nada é perfeito. Aceitar que ocorrerão falhas não é, entretanto, a mesma coisa que ignorá-las. Também não implica que a produção não possa ou não deva tentar minimizar falhas, e ainda, nem todas as falhas são igualmente sérias. Algumas falhas são incidentais e podem não ser percebidas. No final de um concerto, um violinista pode tocar uma nota errada e o efeito tem pouca probabilidade de ter grande impacto. Se ele ou ela está executando um solo, entretanto, o erro pode estragar toda a execu­ção. Um concerto, como todos os sistemas, pode ser mais tolerante com relação a al­guns tipos e alguns níveis de falhas do que com relação a outros.
As organizações, portanto, precisam discriminar as diferentes falhas e prestar atenção especial àquelas que são críticas por si só ou porque podem prejudicar o resto da produção. Para fazer isso precisamos entender por que alguma coisa falha e ser capazes de medir o impacto da falha.
As falhas podem existir devido a diversos problemas sendo eles:
Quebra de máquinas;
Solicitação de pedidos de clientes inesperados que a produção não consegue atender;
O material do fornecedor pode estar defeituoso;
Falhas no projeto;
Falhas na instalação, edifício, etc;
Falhas do pessoal, funcionários ou da empresa tercerizada;
Falhas no tempo, realizar tarefas que não estão no alcance da produção.
E demais outras falhas que podem vir a acontecer que a empresa e gerencia de produção deve estar atento para não causar reflexo no fator final que é o cliente.
Para isso a empresa deve ter condições de prevenir estas falhas ou fazer com que elas acontece de formas mínimas que não afeta toda a evolução produtiva da empresa. Para conseguir isto, a administração da produção deve:
Analisar periódicamente todas as instalações;
Reciclar os funcionários;
Reavaliar os projetos e as metas desejadas;
Verificar os produtos vindo dos fornecedores;
E não deixar acontecer de aceitar pedidos fora da capacidade de cumprir no tempo específico.
A confiabilidade do cliente esta específico dentro deste assunto, pois uma falha dependente da produção pode acarretar a vida de um cliente.
3 - LOGÍSTICA
1-CONCEITO E A EVOLUÇÃO DA LOGÍSTICA E O PERFIL DO PROFISSIONAL
Logística – A Melhor Maneira de Diminuir Custos, Tempo, e Espaço Físico, Visando Maior Lucro, Confiança e Satisfação de seus Clientes.
Embora o termo e atividade logísticas estejam se expandindo agora no mercado com maior intensidade, grandes empresas que empregam o sistema logístico, ao seu modo, obtiveram grandes resultados, diminuindo custos, tempo, espaço físico (Matéria–Prima), produção, estocagem, transporte, etc.), adquirindo maiores lucros, confiança e satisfação de seus clientes.
Ao contrário do que muitos pensam, não definimos Logística como “transporte” puro e simplesmente.
Para entender como a administração logística é empregada em uma empresa devemos dar importância aos seguintes pontos:
Custo e tempo de produção: levando-se em conta treinamento de pessoal, redução em produtos com defeitos, melhor aproveitamento do tempo, visando mais produção com menos custo e tempo.
Custo na compra da matéria–prima : valor a ser pago, prazo, tempo de estocagem, rentabilidade na produção, etc.
Estocagem e espaço físico: determinados cuidados para diferentes tipos de produtos acabados, ou semi-acabados, visando usufruir ao máximo o espaço físico disponível, tempo permitido de estoque, tipos de embalagem e vários outros fatores.
Marketing e segurança garantida ao cliente ou futuro cliente: são estudados estilos de propaganda com baixo custo, por onde a marca fixe-se no mercado e atinja direto e principalmente a cabeça do consumidor, provocando uma real necessidade de consumo.
Transporte: definido o transporte a ser usado, e estudado o percurso a ser feito, reduzindo tempo e custo, dando grande importância à segurança da carga e satisfação do cliente ao recebê-la.
Tendo estes como pontos básicos para se ter uma pequena noção sobre o que vem a ser Logística, devemos considerar que logística nada mais é do que uma administração geral e bem detalhada de uma empresa seja ela pequena, média ou grande porte.
Além das empresas que possuem o seu ciclo logístico próprio, há outras que preferem contratar serviços terceirizados, mais comumente os serviços de empresas logísticas especializadas em transporte.
Espero que com nosso trabalho, possa ter aprendido um pouco mais sobre o que vem a ser logística, e que essas informações possam lhe ser úteis no futuro, como profissional ou cliente, consumidor, assim como para nós.
Evolução da Logística no Brasil
Com a econômica, as empresas acordaram, e começaram a vê-la como uma ferramenta necessária à competitividade e à sobrevivência do negócio. Os empresários começaram a olhar seus custos mais detalhadamente e encontrar respostas para perguntas do tipo: as minhas fabricas estão bem localizadas e preparadas para atender rapidamente às necessidades dos meus clientes.
De forma resumida, podemos dizer que LOGÍSTICA é a arte de gerenciar de forma global e otimizada o fluxo de movimentos e informações da origem ao ponto final de processo atendendo satisfatoriamente ao cliente final com um produto com alto nível de qualidade e competitividade e com custos adequados.
Neste primeiro momento, as empresas já estão preocupada com alguns custos de cadeia, especialmente os de transporte, distribuição e armazenamento de seus produtos, portanto grande parte das mesmas já sabe exatamente, pelo menos o custo de uma das partes do processo.
Neste contexto, outra forte tendência, que esta ganhando espaço rapidamente, é a de terceirização, destas atividades operacionais. Isto tem provocado o aparecimento dos chamados “operadores logísticos”. Outra realidade decorrente deste movimento é a carência e, ao mesmo tempo, a procura por profissionais especializados na área. Este binômio têm provocado uma forte migração de recursos humanos de outras áreas para a área de logística, evidenciando o assunto.
Até a década de 40 o mundo empresarial era caracterizado por:
Alta produção;
Baixa capacidade de distribuição;
Despreocupação com custos;
Inexistência do conceito de logística empresarial.
De l950 a l965 surge o conceito de logística empresarial, motivado por:
Uma nova atitude do consumidor ;
Pelo desenvolvimento da análise de custo total;
Pelo início da preocupação com os serviços ao cliente e de maior atenção com os canais de distribuição.
De l965 a l980:
Consolidação de conceitos;
Colaboração decisiva da logística no esforço para aumentar a produtividade da energia, visando compensar o aumento da produção industrial;
Crise do petróleo;
Crescimento dos custos da mão-de-obra;
Crescimento dos juros internacionais.
Após l980:
Desenvolvimento revolucionário da logística decorrente das demandas ocasionais:
Pela globalização;
Pelas alterações estruturais na economia mundial;
Pelo desenvolvimento tecnológico.
O Perfil do Profissional de Logística
Na busca pela melhoria contínua da produtividade e da qualidade, as empresas estão buscando profissionais especializados na administração dos processos logísticos.
Hoje, já é senso comum dizer que entrega e distribuição é tão importante quanto produzir e vender. Prova disso, é a necessidade que o profissional de logística conheça a estrutura global da empresa, desde a compra da matéria-prima, até a distribuição, que entende e desenvolve formas da parceria, o atendimento ao cliente e toda a cadeia de distribuição, ou seja, conhecimento sistêmico.
Apesar do longo caminho que resta percorrer, a crescente procura por profissionais de logística, tem estimulado as universidades a criar cursos na área.
Para isso, os profissionais na busca de adquirir conhecimento mais especiais na área, buscam cursos específicos na área, buscam cursos específicos e especializados no exterior, além de buscar bibliografia americana para aprofundar tal enfoque.
Estudar ou trabalhar em outros países oferece uma visão global de mercado, característica importante no mundo competitivo de hoje.
Na busca pela qualidade da formação profissional de logística.
Áreas de Atuação Profissional
As principais áreas de atuação profissional na logística empresarial incluem a gestão de :
Planejamento
Materiais
Distribuição
Armazéns
Estoques
Transportes
Informações
Qualificação Básica do Profissional de Logística
A qualificação Básica para um profissional de logística de nível gerencial deve incluir:
Conhecimento conceitual abrangente sobre logística empresarial e cadeia de abastecimento (Supply Chain) e a administração correspondente;
Visão de mercado e entendimento da importância do bom atendimento ao cliente;
Discernimento, vontade e coragem para introduzir mudanças;
Criatividade;
Vivência;
Ter conhecimentos em vários tipos de transportes.
Dominar inglês (idioma).
2-LOGÍSTICA EMPRESARIAL
INTRODUÇÃO:
A logística trata da administração do fluxo de bens e serviços em organizações orientadas ou não para o lucro. É um assunto vital e freqüentemente absorve parte substancial do orçamento operacional de uma organização. Suas atividades típicas incluem, entre outras: transportes, gestão de estoques, processamento de pedidos, compras, armazenagem, manuseio de materiais, embalagem e programação da produção.
A seguir, procuramos dar uma visão geral da administração em organização com atividades logísticas voltadas para deixar os produtos e serviços disponíveis aos clientes no momento, local e condições desejadas.
O QUE É LOGÍSTICA EMPRESARIAL ?
A logística empresarial estuda como a administração pode prover melhor o nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e consumidores, através de planejamento, organização e controles efetivos para atividades de movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de produtos. Ela trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviços adequados aos clientes a um custo razoável.
O DESAFIO DA LOGÍSTICA
O problema enfrentado pela logística é diminuir o intervalo entre a produção e a demanda, de modo que os consumidores tenham bens e serviços quando e onde quiserem, e na condição física que desejarem.
Vencer tempo e distância na movimentação de bens ou na entrega de serviços de forma eficaz e eficiente é a tarefa do profissional de logística, ou seja, sua missão é colocar as mercadorias ou serviços certos no lugar e no instantes corretos e na condição desejada, ao menor custo possível.
ATIVIDADES PRIMÁRIAS
As atividades primárias são primordiais para atingimentos dos objetivos logísticos de custo e nível de serviços já que ou elas contribuem com a maior parcela do custo total da logística ou elas são essenciais para a coordenação e o cumprimento da tarefa logística.
Transportes: Atividade muito importante pois absorve de um a dois terços dos custos logísticos. É essencial, pois nenhuma firma moderna pode operar sem providenciar a movimentação de suas matérias-primas ou de seus produtos acabados de alguma forma. Adiciona valor de lugar ao produto.
Manutenção de Estoques: Para se atingir um grau razoável de disponibilidade de produto, é necessário manter estoques, que agem como reguladores entre a oferta e a demanda. Responsável por aproximadamente um a dois terços dos custos logísticos. Agrega valor de tempo ao produto.
Processamento de Pedidos: Sua importância deriva no fato de ser um elemento crítico em termos de tempo necessário para levar bens e serviços ao clientes.
ATIVIDADES DE APOIO
Apesar de transportes, manutenção de estoques e processamento de pedidos serem os principais elementos que contribuem para a disponibilidade e a condição física de bens e serviços, há uma série de atividades adicionais que apoia estas atividades primárias. Elas são:

Armazenagem: Refere-se à administração do espaço necessário para manter estoques. Envolve problemas como : localização, dimensionamento da área, arranjo físico, configuração do armazém.
Manuseio de Materiais: Está associada com a armazenagem e também apóia a manutenção de estoques. Está relacionada à movimentação do produto no local de estocagem.
Embalagem de Proteção: Seu objetivo é movimentar bens sem danificá-los além do economicamente razoável.
Obtenção: É a atividade que deixa o produto disponível para o sistema logístico. Trata da seleção das fontes de suprimento, das quantidades a serem adquiridas, da programação de compras e da forma pela qual o produto é comprado. Não deve ser confundida com a função de compras, pois esta envolve detalhes de procedimento, tais como a negociação de preços e avaliação de vendedores, que não são relacionados com a tarefa logística.
Programação do Produto: Enquanto a obtenção trata do suprimento (fluxo de entrada), a programação do produto lida com a distribuição (fluxo de saída). Refere-se primariamente às quantidades agregadas que devem ser produzidas, quando e onde devem ser fabricadas.
Manutenção de Informação: Nenhuma função logística dentro de uma firma poderia operar eficientemente sem as necessárias informações de custo e desempenho. Manter uma base de dados com informações importantes - por exemplo: localização dos clientes, volumes de vendas, padrões de entregas e níveis de estoques - apóia a administração eficiente e efetiva das atividades primárias e de apoio.
LOGÍSTICA INTEGRADA
Hoje, a logística é entendida como a integração tanto da administração de materiais como a distribuição física. Entretanto, esta integração leva a ligações muito mais estreitas com a função de produção/operação em muitas firmas, de modo que pode se esperar que produção e logística se aproximarão muito mais em conceito e prática.
O LUGAR DA LOGÍSTICA NA FIRMA
Empresas vêm executando funções logísticas há muitos anos. Uma visão moderna das atividades existentes na firma de modo que o bom gerenciamento seja facilitado. Isto significa que algumas atividades consideradas como responsabilidade única da produção e do marketing.
DISTRIBUIÇÃO FÍSICA
A distribuição física preocupa-se principalmente com bens acabados ou semi-acabados, ou seja, com mercadorias que a companhia oferece para vender e que não planeja executar processamentos posteriores. Desde o instante em que a produção é finalizada até o momento no qual o comprador toma posse dela, as mercadorias são responsabilidade da logística, que deve mantê-las no depósito da fábrica e transportá-la até depósitos locais ou diretamente ao cliente. O profissional da logística deve preocupar-se em garantir a disponibilidade dos produtos requeridos pelos clientes à medida que eles desejem e se isto pode ser feito a um custo razoável.
A COMPENSAÇÃO DE CUSTOS
O conceito de compensação de custos é fundamental para a administração da distribuição física. Sem ele, esta administração provavelmente não seria praticada tal qual ela é hoje. Ele reconhece que os modelos de custos das várias atividades na firma por vezes exibem características que colocam essas atividades em conflito econômico entre si. À medida que o número de depósitos aumenta, o custo de transporte diminui. Isto acontece porque carregamentos volumosos podem ser feitos a fretes menores. Além disso, a distância percorrida pelas entregas de menor volume do armazém para o cliente se reduz, diminuindo o custo do transporte de ponta. Portanto, a combinação dos custos de transporte de e para os armazéns mostra um perfil que declina com o aumento da quantidade de depósitos.
O CONCEITO DO CUSTO TOTAL
Os conceitos de custo total e compensação de custos caminham lado a lado. O conceito do custo total reconhece que os custos individuais exibem comportamentos conflitantes, devendo ser balanceados no ótimo. O custo total para determinado número de armazéns é a soma dos três custos, formando a curva do custo total.
Reconheceu-se que administrar transportes, estoques e processamentos de pedidos conjuntamente poderia levar a substanciais reduções no custo quando comparado com a administração destas atividades em separado. A idéia do custo total foi importante para decidir quais as atividades da firma deveriam ser agrupadas conjuntamente e chamadas de distribuição física.
O CONCEITO DO SISTEMA TOTAL
O terceiro princípio] é o conceito de sistema total. Este é uma extensão do conceito de custo total e é provavelmente um dos termos mais utilizados e mal definidos e mal definidos da administração de empresas hoje. Representa uma filosofia para gerenciamento da distribuição que considera todos os fatores afetados de alguma forma pelos efeitos da decisão tomada. Por exemplo, ao escolher um modo de transporte, o conceito do custo total pode encorajar-nos a levar em conta o impacto da decisão nos estoques da empresa. Por outro lado, o conceito do sistema total nos levaria a considerar também o impacto nos estoques do comprador.
NÍVEL DE SERVIÇO LOGÍSTICO
Nível de serviço logístico é a qualidade com que o fluxo de bens e serviços é gerenciado. É o resultado líquido de todos os esforços logísticos da firma. É o desempenho oferecido pelos fornecedores aos seus clientes no atendimento de pedidos. O nível de serviço logístico é o fator- chave do conjunto de valores logísticos que as empresas oferecem aos seus clientes para assegurar sua fidelidade. Como o nível de serviço logístico está associado aos custos de prover esse serviço, o planejamento da movimentação de bens e serviços deve iniciar-se com as necessidades de desempenho dos clientes no atendimento de seus pedidos.
A IMPORTÂNCIA DO SERVIÇO LOGÍSTICO
Em uma visão moderna se reconhece que a escolha do cliente é influenciada pelos vários níveis de serviços logísticos oferecidos. Pode ser um elemento promocional tão importante quanto desconto de preço, propaganda ou vendas personalizadas. Transporte especial, maior disponibilidade de estoque, processamento mais rápido de pedidos e menor perda ou dano de transporte geralmente afetam positivamente os clientes e, logo, vendas.
O PRODUTO
Toda a logística gira em torno do produto. Suas características freqüentemente moldam a estratégia logística necessária para deixar o produto disponível para o cliente. Compreender a natureza do produto pode ser valioso para o projeto do sistema logístico mais apropriado. O produto também é elemento sobre o qual a logística exerce controle apenas parcial. Por isso mesmo é importante compreender sua natureza.
O QUE É O PRODUTO LOGÍSTICO?
O que uma firma oferece ao cliente com seu produto é satisfação. Se o produto for algum tipo de serviço, ele será composto de intangíveis como conveniência, distinção e qualidade. Entretanto, se o produto for um bem físico, ele também tem atributos físicos, tais como peso, volume e forma, os quais têm influência no custo logístico.
PRODUTOS TÊM CICLO DE VIDA
Produtos não geram seu volume máximo de vendas imediatamente após sua introdução , nem mantêm seus picos de venda indefinidamente. Eles seguem uma função de vendas por tempo do tipo mostrado no gráfico seguinte.
O fenômeno do ciclo de vida do produto influencia a estratégia de distribuição. O especialista em logística deve estar continuamente ciente do estágio atual do ciclo de vida do produto, de modo que os padrões de distribuição possam estar sempre ajustados na eficiência máxima daquela fase. O conhecimento do conceito do conceito de ciclo de vida permite antecipar as necessidades de distribuição e planejar com larga antecedência.
ALGUNS TERMOS UTILIZADOS NA LOGÍSTICA
ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS
Agrupamento de funções gerenciais que apoiam todo o ciclo de fluxo de materiais de aquisição e controle interno de materiais da produção ao planejamento e controle de material em processo para o armazém, expedição e distribuição do produto acabado.
ANÁLISE DO CICLO DE VIDA
Técnica quantitativa de previsão que se baseia na aplicação de padrões antigos dos dados da demanda de produtos similares para a nova família de produtos, cobrindo as fases de lançamento, crescimento, maturidade, saturação e declive.
ANÁLISE DO FLUXO DE MATERIAIS
Utilização dos dados coletados para se fazer o cálculo do fluxo de materiais entre cada unidade de processamento.
ANÁLISE DOS GERADORES DE CUSTO
Exame, quantificação e discussão dos efeitos dos geradores de custos. A administração emprega, com freqüência os resultados da análise dos geradores de custos em programas de melhoria contínua, para auxiliar na reprodução do tempo de processamento, aprimorar a qualidade e reduzir custos.
ARMAZÉM
Local destinado à guarda temporária de materiais/produtos.
ARMAZENAGEM
É a denominação genérica e ampla que inclui todas as atividades em um local destinado à guarda temporária e à distribuição de materiais (depósitos, almoxarifados, centros de distribuição, etc.).
CADEIA DE ABASTECIMENTO
Envolve as atividades logísticas interna e externa à empresa, desde os fornecedores e subfornecedores até o cliente final, considerando todas as diferenças de estratégias e metas de cada uma destas empresas, permanecendo, contudo uma missão crítica para o sucesso destas: focalização no cliente final. Otimizar a cadeia de abastecimento para o cliente significa que atuaremos sobre: projeto do produto, aquisição das matérias-primas e componentes, manufatura e distribuição dos produtos acabados pelo canal de distribuição até o cliente final. A cadeia de abastecimento envolve as questões de logística reversa.
CARGA
Produtos transportados ou a serem transportados.
CONTÊINER
Grande caixa de dimensões e outras características padronizadas, para acondicionamento da carga geral a transportar, com a finalidade de facilitar o seu embarque, desembarque e transbordo entre diferentes meios de transportes.
CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL
Controle de todos os fatores que podem influenciar a satisfação do cliente/usuário. Os objetivos do controle da qualidade total estão interligados: o objetivo operacional é manter o hábito de melhoria da qualidade, enquanto a meta é a perfeição.
CROSS DOCKING
Um sistema de distribuição no qual a mercadoria recebida no armazém ou em um centro de distribuição não é estocada, mas, sim, imediatamente preparada para ser transportada para os varejistas. Uma sincronia perfeita do que entra e do que sai é crucial. Quando se trata de paletes, estes são recebidos do vendedor e transferidos diretamente para os caminhões, sem que haja um manuseio adicional.
DISTRIBUIÇÃO FÍSICA
O total de atividades que objetivam assegurar a eficiência da movimentação dos produtos acabados desde o final da linha de produção até o consumidor final. Estas atividades incluem o fretamento do transporte, armazenagem, movimentação de materiais, empacotamento de proteção e controle de estoque.
DISTRIBUIÇÃO REVERSA
Processo pelo qual uma empresa coleta seus produtos usados, danificados ou ultrapassados e/ou embalagens de usuários finais. Também conhecida como logística reversa.
ESTOCAGEM
É uma das atividades do fluxo de materiais no armazém e o local destinado à locação estática dos materiais. Dentro de um armazém podem existir vários locais de estocagem. O estoque é uma parte da armazenagem.
GERENCIAMENTO DA CADEIA DE ABASTECIMENTO
Abordagem integral que envolve questões fundamentais relacionadas à cadeia de abastecimento, como estratégias funcionais, estrutura organizacional, tomada de decisão, administração de recursos, funções de apoio, sistemas e procedimentos. Integra as funções da logística clássica de distribuição física e o gerenciamento de materiais com a compra de matérias-primas e/ou componentes, tecnologia de informações e funções de planejamento estratégico.
GESTÃO DE ESTOQUE
O processo assegura a disponibilidade de produtos através da atividade de administração do inventário, como planejamento, posicionamento do estoque e monitoramento do tempo dos produtos.
GIRO DE ESTOQUE
O número de vezes que o estoque é vendido durante um período, geralmente medido em turnos por ano.
INTERMODALIDADE
Sistema pelo qual as mercadorias são transportadas por dois ou mais modos, por diferentes operadores, que são responsáveis, cada qual, pelo seu trecho de transporte.
JIT - JUST-IN-TIME
Filosofia de manufatura baseada na eliminação de toda e qualquer perda e na melhoria contínua da produtividade. Envolve a execução com sucesso de todas as atividades de manufatura necessárias para gerar um produto final, desde o projeto até a entrega. Os elementos principais do Just-in-Time são: ter somente o estoque necessário, quando necessário; melhorar a qualidade tendendo a zero defeito; redução de tempo e tamanhos de lotes da produção; revisar as operações e realizar tudo isto a um custo mínimo. De forma ampla, aplica-se a todas as formas de manufatura, seções de trabalho e processos, bem como as atividades repetitivas.
KANBAN
Técnica japonesa de gestão de materiais e de produção no momento exato, ambas (gestão e produção) controladas por meio visual e/ou auditivo. Trata-se de um sistema de “puxar” no qual os centros de trabalho sinalizam com um cartão.
LEAD TIME TOTAL
É o tempo para que um serviço seja totalmente executado, desde sua solicitação até sua entrega,
LOGÍSTICA INTEGRADA
É um amplo sistema de visão gerencial da cadeia de abastecimento, desde o fornecimento de matérias-primas e insumos até a distribuição do produto acabado ao cliente final (consumidor). Pode ainda ser considerado o retorno de resíduos oriundos do produto, como embalagens e o produto propriamente dito para reciclagem.
MULTIMODALIDADE
Sistema pelo qual as mercadorias são transportadas, por diversos modos de transporte, sob a responsabilidade de um único operador (legal e contratual).
PONTO DE EQUILÍBRIO
Nível da produção ou volume de vendas para o qual as operações nem geram lucro, nem prejuízo. É o ponto representado pela intersecção entre as curvas de custos totais e a rentabilidade.
PONTO DE ESTOQUE
Ponto na cadeia de abastecimento destinado a manter os produtos disponíveis.
PONTO DE PEDIDO
Nível de controle frente ao qual a quantidade de estoque e pedidos é monitorada. Quando a quantidade em estoque diminui, chegando ao limite ou abaixo dele, adota-se ação para reabastecimento. O ponto de pedido geralmente é calculado com uma previsão durante o lead time de reabastecimento mais estoque de segurança.
PROCESSO
Uma série sistemática de atividades ou ações logicamente relacionadas, desempenhadas para atingir um resultado definido.
PRODUTO
Termo geral que indica o que é gerado por um processo, podendo ser um bem tangível ou um serviço.
3-MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS E SEGURANÇA DO TRABALHO
Funcionamento:
Movimentação de Mercadorias:
Fluxo de Entrada
Através desta atividade, recebemos os produtos armazenados e distribuídos pelos fornecedores, seguindo os critérios de recebimento relatados neste manual, desde a chegada dos veículos na unidade até a estocagem dos produtos.
Recebimento
O processo de recebimento tem início quando o motorista, autorizado através do crachá de veículos , entrega a documentação - nota fiscal em duas vias, conhecimento de transporte e crachá de veículos - para o suporte da atividade. Alguns fornecedores não usam conhecimento.
O suporte da atividade efetua o input da nota fiscal no sistema e número de ordem é gerando, gerando também um número de referência fiscal. Gera aconselhamento, transmite interface do aconselhamento para o código de barras e efetua o recebimento, através do CBPA (Código de Barras Produto Acabado).
Quando o recebimento é produção, faz-se anotação do controle de carretas.
O suporte da atividade entregará à coordenação do recebimento a segunda via da nota fiscal, conhecimento de transporte e crachá de portaria. De posse desta documentação, são feitos os controles de veículos recebidos e quantidade de pallets recebidos.
A coordenação do recebimento verifica, através do sistema de controle de trânsito interno de veículos (CTIV), quais os veículos a serem descarregados e as plataformas disponíveis. Após ter feito a seleção do veículo e plataforma, aciona para que o veículo encoste na plataforma selecionada e entrega a documentação ao operador de distribuição I que efetuará a conferência. O operador de distribuição I através do coletor de dados efetua a entrada do veículo na plataforma e inicia conferência no sistema CBPA.
Conferida a documentação, o operador de distribuição I solicita a descarga do veículo, no caso de produtos a granel é acionado o ajudante de transportadora para a montagem dos produtos em pallet, conforme normas de inutilização. Os pallets são colocados na área de conferência, onde são executadas as seguintes conferências:
Existência de produtos ou caixas avariadas, estes são colocados em pallet separado e posteriormente são destinados às seguintes áreas, conforme tipo de produto:
Produtos com embalagem avariada:
Quando existe embalagem em estoque, enviar para área de troca de embalagem.
Quando não tem embalagem disponível, enviar para área de troca de embalagem, documentada com uma Pré-Conferência com código 07.
Produtos avariados: enviado à área de revisão, documentado com uma Pré Conferência com código 05.
A outra via da Pré Conferência é enviada ao suporte da atividade para atualização sistêmica do estoque.
Verificação das quantidades e códigos dos produtos, na falta ou sobra do produto o operador de distribuição I que efetuar a conferência irá registrar o ocorrido na Pré Conferência no fim da descarga do veículo, discriminando quantidades, código dos produtos e número da nota fiscal. Este documento será enviado ao suporte da atividade para atualização sistêmica do estoque, e os produtos ficam aguardando acerto de ticket na área de não conformidade.
Terminada a conferência de cada pallet, o operador de distribuição I que efetuou a conferência de recebimento dos produtos solicita ao ajudante da transportadora que faça as amarrações (no caso de não ser produção já paletizada) confere o pallet através do sistema CBPA, sendo transportado até os setores com auxílio de equipamento (Paleteira Elétrica Operador em Pé). No término da atividade, o operador de distribuição I preenche ficha de produção. Após descarga do veículo, o operador de distribuição I libera o motorista, assinando o canhoto da nota fiscal. No caso de divergências dos produtos (falta, sobra ou avarias), faz-se anotações no verso do conhecimento de transporte ou canhoto da nota fiscal, envia o restante da documentação à coordenação, e preenche ficha de produção.
O suporte da atividade recebe documentação da coordenação, e de posse das vias da nota fiscal efetua confirmação de entrada no estoque. A 1º via da nota fiscal é enviada a administração fiscal e a 2º fica para arquivo no recebimento.
No caso de alguns clientes é emitido ticket manual de recebimento em 3 vias, sendo que 2 vias ficam arquivadas junto a área de trabalho do operador de distribuição I que controla o recebimento de produtos e 1 via é anexada a caixa do produto a ser estocado.
Importações
De posse das documentações fiscais, verifica-se as condições dos veículos nos seguintes aspectos: lacre original, condições externas e internas do veículo, acondicionamento dos produtos e indícios de violação.
Transporte Interno (Fluxo de Entrada)
A atividade de transporte interno é responsável pela movimentação de pallets das áreas de recebimento até os endereços de estocagem, concluindo o processo de fluxo de entrada com a armazenagem dos produtos. Para a realização desta movimentação são utilizados equipamentos adequados, tais como:
Esteira de movimentação (servindo prédio A)
Empilhadeira Elétrica Trilateral (servindo prédios altos B, C, D)
Empilhadeira Elétrica Retrátil (servindo prédio A, B, C, D e E.)
Esta atividade é iniciada nas baias do recebimento, onde os pallets estão devidamente endereçados (através do sistema CBPA). O operador de distribuição II com a empilhadeira retrátil se desloca a um pallet da baia de recebimento, verifica no ticket o endereço de estocagem no sistema CBPA.
Prédio A / regiões 1 e 10 - o operador de distribuição II transporta o pallet ao endereço indicado, lê este endereço através do coletor de dados do sistema CBPA, confirma e estoca.
O operador de distribuição II desloca o pallet até os balancins de entrada correspondente dos prédios B, C e D, lê o endereço do balancim através do coletor de dados do sistema CBPA e confirma.
A próxima atividade é realizada pelas empilhadeiras trilaterais, que operam paralelamente às estruturas dos prédios altos; os operadores de distribuição II deslocam o pallet ao endereço indicado, lê o endereço através do coletor de dados do sistema CBPA, confirma e estoca.
Com a estocagem do pallet no endereço indicado, é concluído o processo de fluxo de entrada. No caso do endereço já estar ocupado, desloca-se o pallet à área de não-conforme, sendo analisada qual a causa da não conformidade pelo analista de estoque.
Os operadores de distribuição II que fazem anotações na ficha de produção para cada operação realizada.
Processamento de Pedidos
Através desta atividade, recebem-se as informações de faturamento de seus clientes e planeja o fluxo de saída dos produtos armazenados, seguindo critérios estabelecidos, destinando documentação necessária à movimentação dos produtos e na sua comercialização (notas fiscais).
Roteirização
Inicia-se com o recebimento de dados de faturamento, originais no departamento de vendas de cada cliente e transferidos via sistema.
Com as regiões a roteirizar, é feita a separação das regiões urbanas da Grande São Paulo (com códigos) 40 e 45, que são enviadas ao software (exemplo) "Road Show" para roteirização sistêmica. Este programa irá gerar um roteiro (identificado por um número), determinando as notas fiscais pertencentes e a rota otimizada de entrega, levando em conta as regiões de entrega, os tipos de veículos que servem as regiões, volume e peso das cargas.
Para as regiões de coleta, é feita a roteirização, associando-se as regiões de entrega e levando em conta volume e peso das cargas.
Impressão de Notas Fiscais
É feita a impressão das notas fiscais pertencentes aos roteiros, controlando-se o registro das notas impressas.
Faz-se o corte do formulário através de equipamento, reunindo as vias das notas ficais - 2ª via fixa sofrerá o processo de corte separadamente, sendo destinada à administração fiscal.
De posse das notas fiscais (1ª, 3ª e 4ª vias reunidas), ocorre a sua separação por roteiro, quando são identificadas e destinadas as regiões especiais a coordenações. Durante este procedimento, analisa-se qualquer falta de informação nas notas fiscais, separando-as para as resoluções cabíveis.
Impressão de Picking List
Os picking lists são cópias das informações das notas fiscais, utilizados quando, da movimentação física dos produtos na separação e conferência de expedição.
Preparação de Roteiros
Preenche-se papeleta em uma via, contendo um resumo das informações do roteiro (utiliza a via rosa para indicar roteiro coordenado):
Prioridade de Atendimento:
0 - Urbano Urgente
1 - Retira
2 - Urbano Normal
4 - Coleta Normal
Número do Roteiro
Quantidade de Notas Fiscais
Datas das Notas Fiscais
Metragem Cúbica Total
Metragem Cúbica de Separação
Grupo Comercial
Número de Linhas das Notas Fiscais
Quantidade de Entregas
Peso
Motivo de Atraso (Quando Houver / Anexo 13 - Tabela de Códigos de Motivos)
Observação:
Visto do Preparador
Programação de Carga
De posse das papeletas referentes aos roteiros preparados (segundas vias), irá proceder o input dos dados na planilha de " Programação de Carga" .
É efetuada análise de carga, buscando o melhor aproveitamento das horas disponíveis, balanceando a ocupação das atividades operacionais (Transporte Interno, Separação e Expedição), a fim de utilizar a capacidade instalada da operação, sem prejuízo ao acordado com os clientes.
Envia roteiros à área de movimentação de estoque do suporte da atividade: os roteiros de produtos são enviados diretamente à área operacional. São carimbados com a data da programação.
Fluxo de Saída
Através desta atividade, os produtos estocados serão expedidos.
Transportes Interno (Fluxo de Saída)
Esta atividade é iniciada quando a coordenação de separação recebe documentação de roteiro do suporte da atividade.
Fazem parte da documentação os tickets de endereçamento de saída, enviados ao transporte interno, que os coloca em " caixinhas" junto as estruturas de armazenamento. Inicia-se o processo de movimentação física de baixa de estoque, quando podem ocorrer as seguintes movimentações, conforme localização física do pallet:
Prédio A: o operador de distribuição II com a empilhadeira retrátil recebe o ticket de saída, carimba-o e coloca-o no pallet; a partir daí transporta ao endereço indicado setor ou ressuprimento.
Prédio B, C, D: o operador de distribuição II com a empilhadeira trilateral retira o ticket de saída da " caixinha" e preenche formulário específico de controle. Desloca-se ao endereço indicado, retirando o pallet e colocando-o no balancim de saída correspondente.
A próxima atividade é realizada por um operador de distribuição II com a empilhadeira retrátil, que coloca o ticket de saída e desloca o pallet do balancim de saída ao ramo de esteira. No final da esteira é retirado o pallet com destino ao setor ou ressuprimento.
Com os pallets nos setores ou ressuprimento, conclui-se a atividade de transporte interno.
Os operadores de distribuição II fazem anotações na ficha de produção para cada operação realizada.
Separação
A atividade tem início com a chegada da documentação de roteiro. Cada documento forma um roteiro, sendo composta pelos seguintes documentos:
Capa do Roteiro
Etiquetas Individuais de Expedição
Notas Fiscais
Os roteiros são ordenados pela prioridade de expedição, identificada na papeleta.
Avalia se o roteiro contém metragem grande de separação, objetivando a otimização do serviço, conseguindo através do desmembramento do roteiro para mais de um operador de distribuição I que efetuará a separação.
A coordenação envia para o transporte interno os tickets de saída (com identificação dos setores de espera).
Verificado quais setores de espera da expedição estão disponíveis, a coordenação anota na capa de roteiro o número do setor em que os produtos separados devem ser colocados.
O operador de distribuição I que irá separar os produtos retira o roteiro da coordenação. Se o roteiro é coleta, agrupa os picking list ou vias das notas fiscais, de modo a otimizar a sua tarefa. Para carregamento urbano deve seguir a ordem de documentação.
Operando pra elétrica, desloca-se ao setor de pallets vazios, suprindo-se de um pallet vazio e cordas; dirige-se ao endereço indicando no picking list ou nota (sep A ou B), separando a quantidade pedida sobre o pallet vazio.
Se a quantidade de produtos no endereço não for suficiente, se desloca até a área de ressuprimento para completar a quantidade de produtos solicitados.
Na existência de produto avariado no local este deve ser separado e segredado na área de avarias, terminada a separação no endereço identifica-se com giz o número do roteiro e o número da nota fiscal em uma das embalagens, em seguida tica-se a linha do picking.
O operador de distribuição I que está separando repete a rotina para cada endereço indicado no picking, terminada a separação, amarra o pallet e desloca-se até o setor indicado no picking deixando o mesmo entre os produtos, preenche ficha individual para cada atividade e devolve o roteiro à coordenação, que o enviará à coordenação de expedição.
Reembalagem
O processo de reembalagem tem início quando o coordenador da separação envia o picking list ao setor de reembalagem.
Com a quantidade indicada, é feita a retirada dos produtos do sep e a sua reembalagem.
Os produtos reembalados são identificados manualmente com o seu código e quantidade, ficando disponível em prateleiras ou pallets junto com a via do picking list, aguardando retirada pelo operador de distribuição I que irá fazer a conferência de expedição.
Avarias / Revisão
Os produtos avariados, identificados no recebimento, durante o processo operacional e na devolução, são destinados à esta área, sendo devidamente identificados no recebimento, durante o processo operacional e na devolução, são destinados à área, sendo devidamente identificados e segregados até que a disposição apropriada seja decidida.
Os produtos avariados são enviados à esta área pelo:
Recebimento / Devolução - com uma via de pré-conferência
Operador de distribuição I que estiver separando - com duas vias do BMM3
Acidentes - com duas vias do BMM3 e uma via do relatório de investigação de incidentes (anexo 19). Os produtos são separados em área específica (prédio A, região 10), sendo feita a inspeção visual (controladas com BMM3), as caixas são remontadas utilizando-se estoque avarias e as caixas completas são destinadas ao estoque.
Retrabalho
Esta área é destinada a processos operacionais solicitados pelo cliente:
Troca de embalagens / manuais;
Colocação de etiquetas
Devoluções / Recusas
Os produtos recusados pelos clientes ou devolvidos posteriormente retornam via veículos das transportadoras, sendo recebidos pelo setor de devoluções, apenas quando estiverem documentados registrando o motivo da não entrega, ou autorização da devolução.
De posse das documentações, é feito o recebimento dos produtos, conferindo quantidades e códigos, qualquer divergência é anotada em uma pré-conferência, para posterior acerto sistêmico de estoque. Os produtos são identificados.
No caso de recusa, o setor solicita verbalmente ao departamento de vendas do produto a resolução do motivo registrado, obedecendo-se o prazo para reentrega de 05 dias úteis (caso contrário, a mercadoria é reincorporada ao estoque).
No caso de devolução, os produtos são segregados em área específica de devoluções, sendo posteriormente enviados à troca de embalagem ou avarias com uma via pré-conferência.
Revisão / Avarias
Todos os produtos que se destinarem a esta área terão documentos do tipo BMM1 ou pré-conferência o que permitirá a devida movimentação sistêmica.
Conferência de Movimentações não Automáticos
Executa conferência de todos os procedimentos e inputs de documentos manuais.
Insuficiência de Estoque
Analisa todas as causas de diferença entre estoque físico e sistêmico, proveniente de erro de alguma atividade, através de análise documental e sistêmica.
Contagem Física
Prepara e divulga cronograma, coordena os trabalhos do pessoal envolvido, define e corrige a diferença entre físico e sistêmico.
De posse do relatório das diferenças entre físico e estoque contábil, executa análise via sistema e através do arquivo de movimentações gravado nas fitas back-up.
Emite relatório das diferenças não localizadas, apresenta, avalia junto a controladoria e divulga aos departamentos interessados o resultado final.
Reclamações de Clientes
As reclamações recebidas via departamento comercial ou compras / transportes, são analisadas, providenciando-se acertos necessários para o atendimento.
No caso do problema estar relacionado com o transporte de distribuição (avarias / faltas no transporte), são definidos custos para ressarcimento junto às transportadoras, conforme processo:
Recebe do departamento de compras / transportes ou transportadoras a informação da ocorrência acompanhada de carta de responsabilidade.
Autoriza a entrega de novo produto à transportadora, que efetuará entrega ao cliente.
No caso de falta de produtos, emite boletim para baixa dos mesmos destinado cópia do processo aos departamentos compras / transportes e controladoria, para cobrança junto às transportadoras.
Divergências no Recebimento de Importações
Recebendo o formulário pré-conferência com as informações dos produtos avariados ou faltantes, verifica-se as quantidades ou faltas se representarem mais que 5% do total importado aciona a seguradora, caso contrário envia cópia do processo para corretora de seguros e para área comercial correspondente.
Furtos de Mercadorias em Trânsito
Recebe de compras / transportes ou das próprias transportadoras carta informando o ocorrido. Havendo recuperação parcial da carga, executa levantamento do roteiro de entrega e notas fiscais envolvidas. Efetua-se a entrada das mercadorias via BMM1 (anexo 21) no estoque com a cópia da NF em anexo, abatendo saldo devedor da transportadora dos aparelhos em bom estado.
Informações
Informações ao Cliente
As solicitações são recebidas pelo departamento via telefone, fax ou comunicação interna, providenciando-se o pronto atendimento às necessidade de informação do cliente.
Procedimentos para Confirmação de Entrega:
Identifica-se transportadora responsável sistemicamente;
Solicita-se comprovante de entrega (canhoto da nota fiscal);
Repassa para cliente, confirmando entrega.
Pendências de Mercadorias
Todas as entregas não efetuadas pelas transportadoras, por motivos diversos envolvendo recusa ou devolução, devem ser comunicadas por escrito.
De posse deste documento, que descreve o motivo da não entrega, o departamento de informações comercial destina ao cliente uma cópia via fax ou e-mail, aguardando uma definição da pendência.
O cliente retorna via fax ou C.I. a sua definição no caso de autorizar recebimento dos produtos, emite "carta de autorização", que deve ser apresentada pela transportadora na área de devoluções .
Fiscal e Tributário / Controladoria
Registrar, escriturar, apurar e controlar os documentos recebidos ou emitidos pelos clientes, bem como efetuar os recolhimentos e prestar as informações sócio-econômico, nos prazos legais.
Ações Corretivas
Identificar necessidade de acompanhamento em decorrência dos registros de não conformidades.
Enviar mensalmente via e-mail, fax, etc.. relação das ocorrências das não conformidades aos departamentos responsáveis.
Áreas não operacionais: o responsável pela área deve gerar ações, para evitar a reocorrência das não conformidades e acompanhar as divergências.
Entrepostos
Esta atividade é desenvolvida diretamente no estabelecimento do cliente, envolvendo as seguintes etapas:
Recebimento de material.
Armazenagem de material.
Alimentação a produção.
Embalagem de produtos.
Expedição de produtos.
Em todas as etapas citadas, são cumpridos os regulamentos e normas disciplinares e de segurança adotadas pela empresa contratante conforme CONTRATATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS pré determinado pelas partes, através de Procedimentos da Qualidade para área de Recebimento, Almoxarifado e Expedição ( lista de Procedimentos para as áreas de Recebimento, Almoxarifado, Expedição),.., certificada pela ISO 9000.
4-MODAIS, INTERMODAIS E MULTIMODAIS
MODAIS
É o Sistema pelo qual a carga é transportada, mantendo sua integridade, e obedecendo certas metas como tempo , custo e etc.
INTERMODAL
Visão sistêmica que engloba todas as atividades envolvidas na cadeia logística , visando reduzir e , onde possível , eliminar as resistências ao movimento contínuo de bens e equipamentos de transporte desde a origem até o destino.
MULTIMODAL
É o conceito institucional que envolve a movimentação de bens por dois ou mais modos de transporte , sob um único conhecimento de transporte , o qual é emitido por um OPERADOR DE TRANSDPORTE MULTIMODAL que assume, frente ao embarcador , total responsabilidade pela operação desde a origem até o destino, como um transportador principal e não como um agente.
A decisão de qual estilo de modal se utilizará , para este transporte , irá depender de várias análises como por exemplo : praticidade, custo , tempo , perecimento da carga, acidentes geográficos no trajeto , disponibilidade local do meio a ser utilizado,etc.
São análises e cálculos que sempre procuram preservar a carga e a satisfação do cliente.
No Brasil temos todo tipo de problema, não podemos esquecer que estamos em um país continente , onde há predominância do transporte rodoviário , mas existem regiões com sérios problemas nas estradas onde o rio pode ser a melhor escolha ,ou ainda , o mar , que tal o avião que embora mais caro é o mais rápido e um dos mais seguros , e assim por diante.
No Brasil não temos uma malha ferroviária desenvolvida e perdemos parte deste Modal tão utilizado em outros países por representar de baixo custo e seguro, embora peque na demora do translado da carga.
E assim tudo tem que ser considerado , a carga pode ir até certo ponto por um meio depois passar a outro de acordo com a necessidade
EXTENSÕES FERROVIÁRIAS
Estados Unidos 182.348 Km.
Rússia 87.500 Km.
Índia 62.486 Km.
Canadá 77.447 Km.
China 53.566 Km.
Argentina 34.059 Km.
Brasil 28.188 Km.
México 20.425 Km.
Chile 6.916 Km.
TRANSPOTE FLUVIAL
MODAL BRASIL EUA Alemanha
Rodoviário 70% 25% 18%
Ferroviário 29% 50% 53%
Fluvial 1% 25% 29%
5-A LOGÍSTICA E O COMÉRCIO ELETRÔNICO
O que é comércio eletrônico ?
Uma definição possível para comércio eletrônico seria dizer que é qualquer forma de transação de negócio onde as partes envolvidas interagem eletronicamente, ao invés de compras físicas ou contato direto entre as partes.
Categorias do comércio na Internet.
Basicamente o comércio eletrônico pode ser dividido em 4 tipos:
Negócio-consumidor: Ocorre quando uma empresa usa uma rede para fazer solicitações aos seus fornecedores. Este tipo de comércio eletrônico já é usado a muitos anos, através do EDI.
Negócio-consumidor: Essa categoria equivale em grande parte ao varejo eletrônico. Essa categoria tem tido um crescimento enorme com o advento WWW. Existem shoppings por toda internet oferecendo de tudo, desde bolos e vinhos a computadores e até carros.
Negócio-administração: Cobre todas as transações entre companhias e organizações governamentais. Esta categoria esta na infância mas pode expandir-se rapidamente à medida que os governos usarem suas próprias operações para despertar a atenção e o crescimento do comércio eletrônico.
Consumidor-Administração: Essa categoria também esta em crescimento. No Brasil, temos exemplos bastantes saudáveis para mencionar: a Receita Federal, Detran, Ministério do trabalho, Correios entre outros. Sempre no sentido de atender ao cidadão comum. Entretanto, pouco tem sido feito no sentido de atender aos fornecedores.
Comércio eletrônico e Logística.
A operação de venda no e-commerce é quase instantânea, leva apenas alguns minutos e meia-dúzia de cliques do mouse.
Esse processo de venda envolve muito mais etapas do que a maioria dos internautas tem conhecimento, pois é preciso enfrentar situações nada virtuais para processar e entregar os pedidos.
Ter um estoque adequado, que garanta que não haja falta, nem excesso de produtos armazenados são fatores importantes que as empresas precisam estar atentas.
Uma empresa que possui um Centro de Distribuição organizado, que tenha condições de realizar as operações típicas de Gestão de estoque, de maneira rápida, esta com certeza no caminho certo para atender seus clientes.
A informática e a automação também são muito importantes, pois a rapidez nos serviços permitem que o produto chegue de forma rápida até a casa do cliente.
Para garantir que todas as fases da venda sejam realizadas com sucesso as empresas que atuam no comércio eletrônico, estão implantando a Logística, pois ela se propõe a acompanhar todo o processo na empresa, que vai desde a aquisição da matéria prima, até a entrega do produto final, reduzindo os custos.
Para entregar os produtos muitas empresas estão adotando softwares de roteirização que permitem ao motorista fazer a melhor escolha de rota na hora da entrega. Mesmo quando há algum evento isolado na cidade o motorista é avisado pelo sistema qual é a melhor rota a seguir.
Quem quer agradar o internauta que tem pressa precisa buscar alternativas, a saída é investir nas chamadas entregas expressas, realizadas em no máximo 24 horas, recorrer ao motoboys pode ser uma alternativa viável para empresas que trabalham com pequenos volumes e operam suas entregas numa cidade movimentada como São Paulo.
Todo e qualquer investimento que as empresas se propõe a fazer deve seguir uma regra básica mas que nem por isso é menos importante, a redução de custos.
Gastar capital de maneira acertada, onde realmente é preciso, aumenta o poder de competição da empresa, pois não adianta investir em softwares avançados de controle de estoque e roteirização nem em sistemas de código de barras e de automação se a empresa não estiver atenta para essa realidade.
6-A LOGÍSTICA AMBIENTAL REVERSA
Canais de Distribuição Reversos
I – CONCEITO ( ver anexo 1 )
O Marketing e a Logística Empresarial, têm consagrado grandes esforços em estudos e aperfeiçoamentos, nas universidades e em empresas modernas , à disciplina dos “ Canais de Distribuição” e da “Distribuição Física” dos bens produzidos . Estas preocupações se justificam não somente pela oportunidade dos custos envolvidos, mas pela oportunidade de diferenciação de níveis de serviços oferecidos em mercados globalizados e extremamente competitivos atualmente vividos pela sociedade mundial.
A importância econômica da Distribuição, sob seu aspecto conceitual mercadológico ou sob o seu aspecto concreto operacional da distribuição física, revela-se cada vez mais determinante para as empresas face aos crescentes volumes transacionados, decorrentes da “mundialização” dos produtos e fusões de empresas , à necessidade de se ter o produto certo, no local certo, no tempo certo atendendo a padrões de níveis de serviços diferenciados ao cliente e garantindo seu posicionamento competitivo no mercado.
Técnicas e filosofias modernas empresariais como Qualidade Total, Just-In-Time, Sistemas de Informatização Logística , Sistemas Integrados de Gerenciamentos do Fluxo Logístico, Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, entre outras, visando aumento de velocidade de resposta aos clientes, através da velocidade do fluxo logístico e da redução de custos totais de operação, têm oferecido o suporte às empresas para estes objetivos.
Conceitualmente os “Canais de Distribuição Diretos” são constituídos pelas diversas etapas pelas quais os bens produzidos são comercializados até chegar ao consumidor final, seja uma empresa ou uma pessoa física. A “Distribuição Física” dos bens é a atividade que realiza a movimentação e disponibiliza estes produtos ao consumidor final.
É notório que muito raramente estas disciplinas tem se detido nos “Canais de Distribuição Reversos” : “ após o consumidor final”, ou seja, nas etapas, formas e meios em que uma parcela destes produtos ou seus materiais constituintes são reaproveitados, reutilizados, reciclados, ou comercializados , de alguma forma , após extinto o seu uso de origem.
Os “Canais de Distribuição Reversos” tem sido muito pouco estudados até então, seja do ponto de vista da pesquisa acadêmica ou de outras formas, dispondo-se de literatura ainda incipiente neste campo . Torna-se , portanto, difícil avaliar , de forma agregada ou setorial, os diversos intermediários envolvidos, os níveis de tecnologia , características das empresas, volumes transacionados , formas de comercialização, os sistemas logísticos e mercadológicos empregados, a importância econômica e social destes setores industriais e comerciais.
Embora existam há muitos anos e possam representar importantes nichos de atividades econômicas, poucos textos e pouco conhecimento organizado a respeito destes canais se tem notícia. O autor do livro Logística Empresarial, Ronald H. Ballou ,Edit. Atlas, editado originalmente em 1983 nos Estados Unidos, bastante adotado em nossos cursos de Logística nas universidades brasileiras, faz uma referência a estes canais, com este enfoque, no último capitulo quando se refere a uma “Visão de Futuro” para a Logística , o que para nós se tornou o batismo do termo : “Canais de Distribuição Reversos” .
Evidentemente o motivo do menor interesse do estudo dos Canais de Distribuição Reversos se origina na sua própria importância econômica quando comparada com os Canais de Distribuição Diretos . Acreditamos que os volumes transacionados e as condições ambientais não tenham justificado até então uma organização formal e uma maior estruturação destes canais, mantendo-os pouco visíveis como atividade econômica.
Vamos salientar que nos últimos 20 anos, as condições de meio ambiente acrescidas de novas tendências de consumo da sociedade atual se modificaram de tal forma que evidenciam e justificam o estudo mais aprofundado dos Canais de Distribuição Reversos, como os chamaremos daqui para adiante.
Utilizaremos uma serie de definições e nomenclatura ainda pouco difundidas e não normalizadas, portanto dando margem a algumas controvérsia junto a especialistas que possam nos estar lendo. Estas adoções são fruto de nossa experiência pessoal e de uma linha de pesquisa acadêmica que temos seguido dentro da Universidade no sentido de melhor conhecer estes canais reversos, que envolvem aspectos das disciplinas de Marketing, Logística e Meio Ambiente.
De forma a conceituar melhor apresentamos um fluxograma tentativa simplificado das principais etapas destes canais de distribuição diretos e reversos . Este fluxograma não tem intenção de ser definitivo ou completo, pois acreditamos que muitos caminhos e etapas ainda deverão se tornar economicamente viáveis, mas procura mostrar a amplitude dos segmentos da sociedade envolvidos com estes canais.
Não foram detalhadas neste fluxograma as diversas alternativas dos canais de distribuição diretos por serem amplamente conhecidos. Com certeza não foram mencionados neste fluxograma todos os segmentos e canais reversos, e em alguns casos, possivelmente algumas adaptações de nomenclatura seriam necessárias.
É o caso da construção civil, para o qual a nomenclatura do fluxograma acima teria as seguintes modificações : fabricação de produtos duráveis seria entendido como a construção dos imóveis e o desmanche a sua demolição.
Os bens de consumo duráveis, semi-duráveis e descartáveis, tanto quanto os bens de capital, após extinto o seu uso original são descartados ou disponibilizados pelos proprietários consumidores, iniciando-se os diversos canais de distribuição reversos (recuperação do lixo descartável).
Após disponibilizados de alguma forma , estes diversos tipos de bens poderão ser reaproveitados como bens de segunda mão, ou reaproveitados após conserto ou ainda convertidos em suas partes, subconjuntos e materiais constituintes dando origem a uma serie de atividades comerciais , industriais , e de serviços reversos .
II-UM NOVO MOMENTO HISTÓRICO
Mais recentemente, após a segunda guerra mundial, o acelerado desenvolvimento tecnológico experimentado pela humanidade tem permitido a introdução constante e com velocidade crescente de novas de tecnologias, que contribuem para a redução de preços e dos ciclos de vida de grande parcela dos bens de consumo duráveis e semi-duráveis, alem da busca de diferenciação mercadológica que gera obsolescência antecipada e aumenta a velocidade de giro dos produtos.
As várias famílias de materiais plásticos tornam-os rapidamente mais baratos do que os metais, com performances equivalentes ou até melhores em alguns casos, o grande desenvolvimento da tecnologia e miniaturização na eletrônica e o conseqüente aumento e diversidade de softwares em todos os campos de atividade, alem de tantos outros.
Eletrodomésticos, automóveis, computadores, embalagens, telecomunicações, etc. , têm seus custos reduzidos e uma obsolescência acelerada gerando produtos de ciclos de vida cada vez mais curtos. A descartabilidade entra num momento histórico no fim de nosso século!!!
Os valores residuais destes bens, após a obsolescência de qualquer natureza ( moda, status, tecnologia, novos recursos ,etc.)ou o desgaste natural , quando comparados com os novos, não ensejam consertos, cujos preços são proporcionais ao nível econômico da sociedade e não entusiasmam ao comercio de segunda mão, ficando o consumidor propenso ao consumo de um bem novo, atualizado técnica e mercadologicamente .
Estas tendências , tem sido acompanhadas por criativas modificações nos hábitos mercadológicos e logísticos de empresas modernas, exigindo alta velocidade no fluxo logístico em geral e tornando ainda mais importantes as decisões relativas à seleção dos canais de distribuição direta e num adequado gerenciamento da distribuição física dos produtos.
III - ALGUNS EXEMPLOS
Um exemplo de canal reverso de grande importância e conhecido é a venda industrial de materiais, na forma de sucata e equipamentos usados, diretamente ou através de leilões. Neste comercio são negociados todos os tipos de bens : ativos das empresas, insumos e matérias-primas , moveis e utensílios, etc.
Este canal reverso representa importante comercio que alimenta subcanais de extensão de utilidade, industriais ou residenciais, subcanais de equipamentos de segunda mão ,supre subcanais de desmanche com a separação em subconjuntos e peças de reposição que serão destinadas à distribuição em mercado secundário de peças e alimenta os subcanais dos materiais constituintes ou sucatas em geral para as industrias de transformação.
Trata-se sem dúvida de um canal reverso de grande importância, com características logísticas de realce e economicamente não negligenciável como atividade. Certamente merece um aprofundamento de estudo metodológico para melhor identifica-lo porem poucas se tem como informação para aferição de seu real valor econômico e estudo metodológico até então.
Outro exemplo de importância econômica crescente é o das embalagens de uma forma geral, sejam elas de contenção, promocionais ou unitizadas para os transportes. É um segmento que tem se adaptado e contribuído de forma significativa para as modificações mercadológicas e logísticas requeridas na distribuição física, garantindo alta eficiência, tornando-se também altamente descartáveis.
Importantes conteúdos tecnológicos tem sido introduzidos neste segmento industrial para torna-las mais leves, transparentes, seguras e baratas, melhorando as condições promocionais dos produtos, adaptando-as às novas condições de vida da sociedade moderna e facilitando as condições de distribuição física .
Pelo crescimento extraordinário de seu uso nas sociedades modernas , este segmento representa um dos mais importantes canais de distribuição reversos, através do reaproveitamento pelo método de reciclagem dos materiais constituintes.
Como este segmento apresenta uma considerável “visibilidade ecológica” , conforme abordaremos mais adiante neste artigo, e ao mesmo tempo importantes oportunidades econômicas , constitui-se atualmente de um conjunto de atividades comerciais , industriais , de desenvolvimento tecnológico e de serviços, com importante potencial de estruturação e organização de seus canais de distribuição reversos.
IV - A SENSIBILIDADE ECOLÓGICA - UM NOVO
FATOR DE INCENTIVO AOS CANAIS REVERSOS
A sociedade tem se preocupado cada vez mais com os diversos aspectos do equilíbrio ecológico. São inúmeros os exemplos de que a sensibilidade ecológica tem aumentado nas sociedades atuais, com maior ênfase nos países com maior desenvolvimento econômico e social.
O aumento da velocidade de descarte destes produtos pela sociedade após o uso original , não encontrando canais de distribuição reversos devidamente estruturados e organizados, resulta em desequilíbrio entre as quantidades descartadas e as reaproveitadas, gerando um dos mais graves problemas ambientais urbanos da atualidade: o enorme crescimento e as dificuldades da “Disposição do Lixo Urbano”.
Um dos exemplos mais “visíveis” é o das embalagens descartáveis em geral, quando descartadas impropriamente , revelando claramente o desequilíbrio quantitativo de baixas porcentagens de reciclagem.
Estes excedentes em quantidades tornam-se “visíveis” para a sociedade em aterros sanitários , em “lixões”, em locais abandonados, em rios ou córregos que circundam as cidades ,etc. Esta nova vertente de preocupação - a “Sensibilidade Ecológica” - converte-se em mais um importante fator de incentivo e necessidade social que deverá impulsionar a estruturação e organização das sociedades para os Canais de Distribuição Reversos.
Este crescimento de “Sensibilidade Ecológica” tem sido acompanhado, reativa e proativamente por empresas e governantes, com visão estratégica variada, visando o equacionamento de ações de amenização dos efeitos mais visíveis dos diversos tipos de poluição, protegendo a sociedade e seus interesses.
Desta forma , além das possíveis oportunidades econômicas oriundas destes “reaproveitamentos” , “reutilizações”, “reprocessamentos”, “reciclagens”, etc... , a questão de preservação ecológica dirigirá esforços das empresas no sentido de defender suas imagens corporativas e seus negócios, enquanto que as sociedades se defenderão através de legislações e regulamentações específicas.
Astuciosamente empresas e governantes também se utilizam destas preocupações como forma de diferenciação mercadológica para seus produtos e interesses políticos respectivamente , verdadeira ou enganosamente, posicionando-se no mercado com vantagens competitivas ligadas ao aspecto ecológico.
Os desequilíbrios quantitativos mencionados estão relacionados principalmente aos problemas da “ Logística de Captação e Seleção ” , conforme mostraremos mais adiante, sendo a falta de estruturação e organização das demais etapas de reaproveitamentos e reciclagens conseqüências desta primeira etapa dos canais reversos.
Para a maior parte dos bens descartados existe tecnologia de reciclagem e certo grau de conhecimento de aplicações dos materiais, porem a baixa disponibilidade por dificuldade de captação e a característica monopsônica destes mercados , dificulta melhores escalas econômicas, desencoraja investimentos não verticalizados, não propiciando estruturação logística adequada e desenvolvimento de novas aplicações para os materiais reciclados .
Exceções positivas que apresentam altos níveis de reciclagem , caso dos metais em geral, mesmo com os canais reversos informais e logística pouco desenvolvida, e as negativas, caso dos pneumáticos , que apresentam tecnologia de reciclagem e aplicações pouco desenvolvidas, são exemplos da variedade de casos encontrados.
V -AVANÇOS DE CONCEITOS E LEGISLAÇÕES ECOLÓGICAS
Em muitos países desenvolvidos já existem legislações restritivas ao crescimento das quantidades produzidas( redução na fonte), ou ao uso destes produtos , desde que não sejam encontrados meios de desembaraço racional e manutenção de equilíbrio razoável entre a produção e respectivo reaproveitamento.
Novos princípios de proteção ambiental estão sendo propagados : EPR ( Extended Product Responsibility) = Responsabilidade do produto estendida, ou seja , a idéia que a cadeia industrial produtora de produtos, que de certa forma, agridem o ambiente devam se responsabilizar pelo que acontece com os mesmos após o seu uso original.
É um conceito semelhante às legislações, já cristalizadas na sociedade atual, relativas ao tratamento de efluentes industriais como condicionante ao funcionamento industrial, ou seja, as empresas industriais só funcionam na medida em que seus efluentes industriais não causarem poluição ambiental.
O conceito do Desenvolvimento Sustentado , tem sido constantemente utilizado atualmente, baseado na idéia de atender as necessidades do presente sem comprometer as gerações futuras no atendimento de suas próprias necessidades.
Alguns estados nos Estados Unidos possuem legislação incentivando o uso de produtos fabricados com materiais reciclados, sistema tributário especial para os diversos elos dos canais reversos, obrigatoriedade na responsabilidade empresarial quanto ao equilíbrio produção e reciclagem.
A proibição de novos aterros sanitários em muitos estados americanos tem criado verdadeiro “ comércio” entre estados para a disposição do lixo urbano. A incineração do lixo urbano é repudiada em várias comunidades pelos efeitos nocivos das emanações de gases.
Recente legislação (1997) no Japão impôs grande responsabilidade aos fabricantes de automóveis para a reciclagem dos mesmos .Em julho de 1996 um acordo entre os governos da França, Alemanha e Holanda estabeleceu que a responsabilidade da coleta e reciclagem ou reaproveitamento dos automóveis descartados pela sociedade é transferida dos governos para os fabricantes de automóveis.
VI - O PAPEL DE EMPRESAS E GOVERNOS
Uma visão moderna de Marketing Social, se adotada por empresas dos diversos elos da cadeia produtiva de bens e embalagens em geral, por entidades governamentais e pelos demais “atores”, envolvidos de alguma forma com a geração de problemas ecológicos, mesmo que sem intenção precípua, permitirá observar que suas “imagens corporativas” estarão cada vez mais comprometidas com questões de preservação ambiental.
Consequentemente, ações convenientemente dirigidas no sentido da preservação ambiental, dentro desta visão contributiva de Marketing Social, certamente serão recompensadas com salutares retornos de “imagem diferenciada” como vantagem competitiva para estas organizações.
É neste contexto que se insere o problema ecológico nos canais de distribuição reversos, pois observa-se um crescente interesse de empresas modernas, entidades governamentais, partidos políticos verdes, comunidades em geral, de se envolverem de forma ativa, diretamente ou através de associações, com os problemas ecológicos , na defesa de sua própria perenidade econômica e no posicionamento de sua imagem corporativa. Este interesse e ações orientadas deverão contribuir para uma melhor estruturação e organização destes canais reversos.
Estas preocupações tem-se traduzido por modificações de projetos visando melhorar as condições de reaproveitamento, como utilização de identificação nas diversas embalagens plásticas, adaptabilidade à desmontagens dos bens duráveis, redução de mistura de constituintes diferentes na mesma embalagem, entre outras.
Empresas de várias cadeias industriais criam associações incentivadoras de sistemas de reaproveitamento , investem em programas educacionais de conscientização junto à sociedade para os problemas ambientais, de forma a confortar legislações locais ou preventivamente garantir a perenidade dos negócios.
Na maior parte dos casos observamos posicionamentos reativos e de resultados ainda modestos mas é de se esperar um crescimento deste novo enfoque empresarial para o futuro próximo criando massa critica para soluções mais definitivas e gerando novas oportunidades de grandes negócios nestes canais reversos.
O Exemplo das Embalagens Descartáveis
Na cadeia logística reversa de embalagens descartáveis de produtos de consumo, tem-se observado grandes esforços das empresas neste sentido, em grande parte nos países desenvolvidos. Este movimento se deve, certamente, ao crescimento das quantidades descartadas em locais não próprios, que adquirem alta “visibilidade ecológica” pelo seu volume, e pelo fato dos canais de distribuição reversos não estarem ainda suficientemente organizados e equacionados para o devido reaproveitamento .
Estes canais são chamados de “ Canais Reversos de Reciclagem”, pois os materiais de post-consumo são diretamente convertidos em seus materiais constituintes para dar origem a outros produtos, com tecnologia e resultados econômicos modestos ainda por problemas de escala econômica e muitas vezes em condições informais.
A percepção ecológica cria certamente imagem negativa aos produtos descartáveis, legislações restritivas , ameaças aos negócios e ao nível de empregos , ensejando reação individuais , através das associações destas empresas participantes da cadeia industrial, no sentido de melhor estruturar e organizar estes canais reversos melhorando os desequilíbrios entre a geração e reciclagem .
Associações de empresas visando especialmente o equacionamento e incentivo à reciclagem destes materiais tais como : papel , vidro , lata , plástico , tem sido criadas em várias países desenvolvidos , inclusive no Brasil , além das próprias associações setoriais e de classe que também tem se mostrado preocupadas com as repercussões ecológicas de seus produtos após descarte.
O Exemplo da Reciclagem de Automóveis
Em 1991 a GM, Ford e Chrysler criaram a VRP ( Vehicle Recycling Partnership ) com finalidade de conduzir pesquisas para recuperação, reutilização , reciclagem e disposição para as sucatas dos automóveis. Alem destes objetivos , buscam também conhecer melhor os canais reversos.
O presidente do Conselho do Desenvolvimento Sustentado ( Council on Sustainable Development - PCSD ) recomendou recentemente que os Estados Unidos adotem a EPR (Extended Product Responsability ) como a maior estratégia ara o desenvolvimento sustentado .
VII- A PRIMEIRA ETAPA DOS CANAIS REVERSOS
Nos artigos anteriores analisamos os conceitos de “canais de distribuição reversos” , as razões mercadológicas e ecológicas que justificam a gradativa “visibilidade econômica e social” dos mesmos, as legislações e pressões sociais que aparecem no cenário atual , os riscos e oportunidades decorrentes para as imagens corporativas de empresas e instituições.
As “forças” econômicas, ecológicas, sociais e governamentais que influirão na melhor estruturação dos canais reversos terão que vencer algumas dificuldades, parcialmente já apontadas nos artigos anteriores, equacionando aspectos de diversas natureza, que se relacionam entre si : aspectos logísticos nos fluxos reversos de materiais; aspectos técnicos de processos ; aspectos econômicos ; aspectos mercadológicos dos produtos reciclados ; aspectos de eco-marketing empresarial ; aspectos educacionais da sociedade ; aspectos de delineamento de responsabilidades sociais das diversas entidades envolvidas ; aspectos de prioridades políticas ; entre tantos outros.
Pela diversificada organização dos canais de distribuição reversos a natureza dos problemas, para uma melhor estruturação dos mesmos, são diferentes para cada tipo de canal reverso e cada elo da cadeia.
Resumiremos neste tópico as dificuldades principais da captação dos produtos descartados pela sociedade.
“O PROBLEMA LOGÍSTICO DA CAPTAÇÃO DOS BENS DESCARTADOS”
Com certeza o grande e grave problema para o reaproveitamento dos produtos descartados ou de seus materiais constituintes, qualquer que seja o canal de distribuição reverso, é a - “logística de captação” - dos mesmos , ou seja o “domínio” das fontes e o equacionamento dos sistemas logísticos adequados, de forma a disponibiliza-los para o elo seguinte na cadeia logística reversa.
Por “domínio” das fontes entendemos todos os processos entre o desembaraço do bem ou descartável e a disponibilização dos mesmos aos agentes das cadeias reversas. Em outras palavras , desde o momento em que o consumidor proprietário disponibiliza o bem descartável até o momento que o primeiro elo dos canais reversos tem acesso ao mesmo.
FONTES PRIMÁRIAS FORMAIS DE DESCARTÁVEIS
Conforme vimos anteriormente , existem basicamente cinco grandes “Fontes de Suprimento” dos canais de distribuição reversa que chamaremos de formais em nossos textos : A Coleta de Lixo Urbana, A Coleta Seletiva , O Desmanche de Bens Duráveis , o Comercio de 2. Mão e os Resíduos Industriais .
Examinaremos a seguir algumas das principais características destas fontes bem como os produtos ou bens captados, de interesse para a cadeia reversa e em cada canal acima citado, embora a análise completa será apresentada em artigos específicos de cada canal reverso que publicaremos em próximas edições.
COLETA DE LIXO URBANA OU DOMICILIAR
Nas comunidades em que não existem sistemas de Coleta Seletiva implantada , a Coleta de Lixo Domiciliar é a maior fonte primária de descartados contendo percentuais que variam de 30% a 50% do total coletado. Junto com os resíduos orgânicos teremos embalagens , utensílios domésticos , brinquedos , pequenos eletrodomésticos , filmes plásticos, brinquedos , papeis, etc. Estas porcentagens são maiores quando examinadas em volume , apresentando densidade inferior a 150 Kg/m3 , o que exige onerosos custos logísticos de captação como veremos .
Embora a compostagem do lixo orgânico seja uma forma de reciclagem , nossa preocupação concentra-se nos materiais não orgânicos destas coletas.
COLETA SELETIVA DE DESCARTÁVEIS
Definida como sistemas independentes de captação dos descartados pela sociedade podendo se dar de porta a porta ou por outros sistemas de captação destes produtos e , ainda, ser dirigida a um específico tipo de material ou a um grupo de materiais descartados.
Esta fonte de captação revela-se a mais importante para materiais de embalagem , brinquedos e outros domésticos, do tipo plásticos, papeis , vidro , alumínio , ferrosos, chegando a taxas de 90% de captação nos sistemas porta a porta em sociedades suficientemente educadas ou em que o sistema de coleta seletiva é mandatário por legislação.
Veremos com mais detalhes , em artigos específicos mais adiante, que uma visão sistêmica da cadeia de suprimento logística reversa permite identificar a principal vantagem desta via de captação que aumenta de forma significativa as quantidades coletadas produzindo economias de escala que se traduzem por reduções de custos totais da cadeia reversa .
DESMANCHE DOS BENS DURÁVEIS
As fontes primárias formais deste canal reverso são diferentes para cada tipo de bem descartado ,constituindo-se por diferentes tipos de leilões públicos e privados , pátios de departamento de trânsito, companhias seguradoras , etc, onde são captados veículos em geral , eletrodomésticos, computadores, móveis , etc.
Da mesma forma que em outros canais reversos é necessário distinguir sistemas organizados dos informais , em particular no caso de veículos , pelos valores envolvidos , misturam-se atividades “informais” com “ilegais”, fazendo com que muitos bens não cheguem ao estado de “fim de vida” .
CANAIS REVERSOS DE 2ª. MÃO
Caracterizam-se por ter as mesmas fontes , em geral, dos canais reversos de Desmanche , porem os bens disponibilizados ainda apresentam utilização posterior , podendo-se chama-las de canais reversos de re-uso dos bens duráveis. As fontes comuns são os leilões públicos e privados de empresas ou de companhias seguradoras principalmente, sendo desta forma captados itens de ativo permanente de empresas em geral.
O comercio informal entre particulares , doações para venda, ou outras modalidades de menor interesse econômico não serão destacadas .
RESÍDUOS INDUSTRIAIS
É uma das principais fontes de materiais descartados constituindo-se de vendas, leilões, simples retirada , etc, dependendo do valor residual destes. São materiais originários de sistemáticas sobras , resíduos ou refugos de processos industriais e cuja reutilização interna não apresenta interesse para a empresa.
É prudente lembrar que a classificação acima apresentada visou delinear os principais caminhos seguidos pelos bens descartados mas não exaure as possibilidades e inter-relações existentes entre as diversas categorias , sendo bem possível encontrar-se bens sendo descartados por caminhos diferentes ou por vários caminhos simultaneamente .
FONTES INFORMAIS DE DESCARTADOS
As “Fontes de Suprimentos” informais dos canais reversos, extremamente importantes nas cidades do Brasil e possivelmente em outras comunidades de países menos desenvolvidos, constituem-se das captações porta a porta , praias, locais comerciais de escritórios ou lojas, etc, por chamados “carrinheiros” ou “garrafeiros” ou outras denominações e hábitos locais , cuja subsistência é garantida pela compra ou simples captação de papeis, jornais , garrafas , metais , latas metálicas, inservíveis domésticos, e outra sorte de descartes.
Sabiamente estes materiais captados por sistemas informais são os de maior valor de revenda ou com relação preço / peso adequada . No Brasil, alguns materiais tem se caracterizado pela acentuada captação informal como as latas de alumínio , em praias e locais de grande afluência de publico; papeis de escritório e papelão ondulado nas regiões comerciais de grandes cidades. Por seu alto valor de revenda, ou condições de transporte favoráveis , estes materiais apresentam coletas dirigidas a um tipo de material representando importantes quantidades e certo nível de estruturação , atingindo elevados índices de taxas de captação como veremos a seguir .
Em todos os exemplos acima citados e ditos informais , o destino destes materiais é o sucateiro , adiante abordado por nós pela sua importância logística na cadeia de distribuição reversa, que se constitui no primeiro elo dos sistemas reversos , responsável pela separação, seleção, adensamento logístico para transporte e venda para o elo seguinte da cadeia reversa.
TAXAS DE CAPTAÇÃO OU DE RECICLAGEM
A taxa de reciclagem de um material específico é genericamente definida como sendo a relação entre a quantidade que é reciclada e a quantidade que é produzida deste material e em uma primeira aproximação podemos confundi-la com taxas de captação .
A seguir apresentamos as taxas de reciclagem de alguns materiais da cadeia reversa de Reciclagem de Embalagens, determinadas com os atuais sistemas de captação no Brasil, ou seja, fontes primárias constituídas pela Coleta de Lixo Urbano com posterior “catação” nos aterros sanitários ou “lixões”, por fontes informais de captação e captação de fonte primaria de resíduos industriais no caso de plásticos. A Coleta Seletiva pode ser considerada inexistente no Brasil atual .
De acordo com o CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem = Entidade formada no Brasil por empresas de diversos setores ) as taxas de reciclagens de alguns produtos:
Brasil USA
Papel de escritório = 37% 37%
Papel Ondulado = 60% 55%
Plástico Filmes = 15% ---
Latas de Alumínio = 61% 63%
Latas de Aço = 18% 48%
Vidro = 27,6% 24,6%
Plástico Rígido = 15% 13,2%
Plástico PET = 21% 27%.
Como se pode observar o reaproveitamento dos materiais em geral ainda é baixo , mesmo nos Estados Unidos , com algumas exceções, já mencionadas , caracterizadas por alto valor de revenda do material descartado ou por uma boa relação peso/ volume , são ainda muito baixas .
Convém citarmos alguns dados específicos de outros países : a taxa de reciclagem do vidro no norte da Europa, de uma forma geral, é superior a 70% ; o Japão recicla 61% de latas de aço ; Dinamarca , México e Coréia do Sul reciclam mais de 70% e Taiwan 100% de papel.
A taxa de reaproveitamento de materiais dos automóveis atingem valores de 75% quando relacionados com o peso total do veículo de final de vida que entra em um desmanche . Os restantes 25% constitui-se de resíduos encaminhados ao lixo urbano. Dos 75% reaproveitados tem-se cerca de 70% de materiais ferrosos e 5% de não ferrosos.
ASPECTOS LOGÍSTICOS RELEVANTES NA CAPTAÇÃO
Embora com as dificuldades de generalizações devida à diversidade dos canais reversos e seus fluxos de materiais , salientamos aqueles que condicionam , em geral , a organização da rede de distribuição reversa na fase de captação dos bens descartados.
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DOS PRODUTOS DESCARTADOS
Os produtos descartados e captados nas fontes acima mencionadas , normalmente apresentam-se como um produto logístico com uma relação peso / volume muito baixa na captação , seja em domicílios residenciais ou em escritórios e lojas comerciais , seja na captação como resíduo industrial.
Decorre destas características uma dificuldade logísticas extremamente relevante na captação destes produtos : - o custo do transporte normalmente alto quando relacionado com o preço do produto transportado - e em conseqüência requerem equacionamento logístico adequado .
Estas características, devido à baixa estruturação dos canais reversos, não permitem transportes a longas distâncias sem o adensamento das cargas , o que torna boa parte do sistema logístico reverso regionalizado, obrigando à descentralização de beneficiamentos até níveis adequados de custos de transportes.
A estrutura logística da captação direciona, pelo menos em parte , uma estrutura econômica de pequenos negócios, alguns informais , com operações de rentabilidade duvidosa , quando não de puro sustento , com localizações no entorno dos grandes centros urbanos. A possibilidade de negócios em escala adequada se concretiza com níveis de captação em quantidades apropriadas permitindo um melhor equacionamento logístico.
Alguns materiais como os metais , jornais e revistas , resíduos industriais previamente adensados , entre outros, são exceções apresentando uma relação peso / volume mais adequado para o transporte. No entanto mesmo nestes casos o raio de ação de transporte raramente ultrapassa 100 Km .
Exemplos destas limitações são as coletas de lixo urbano e coleta seletivas , onde a densidade de carga é muito baixa exigindo artifícios técnicos e logísticos para sua execução em condições de razoável economia.
Desta forma é natural que as demais características mencionadas abaixo sejam uma conseqüência desta primeira direcionando as localizações dos locais de primeiros beneficiamentos destes bens captados.
LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DAS “FONTES PRIMÁRIAS”
“Fontes Primárias” , no caso das coletas do lixo urbano e coleta seletiva são os domicílios residenciais , locais comerciais e industriais que exigem importantes recursos de transporte para cobrir grandes áreas de coleta , adequados sistemas logísticos de roteirização e consolidação. Como veremos no capítulo “Coleta do Lixo Urbano” e da “Coleta Seletiva”, os custos dos transportes são significativos.
No canal reverso desmanche , as “Fontes Primárias”, leilões de equipamentos de empresas, frotas de veículos , veículos danificados em acidentes, etc., serão capturados nos locais prevalecendo a mesma idéia de regionalização de captação até o primeiro elo de adensamento de carga.
LOCALIZAÇÕES DOS LOCAIS DE DISPOSIÇÃO FINAL
No caso da fonte primária Coleta de Lixo Urbana a disposição final são os aterros sanitários, “lixões”, usinas de compostagem, usinas de incineração. Como veremos adiante, as crescentes quantidades destes materiais exaurem os locais de disposição e, as legislações restritivas e reclamações sociais, obrigam ao distanciamento cada vez maior destes locais dos centros urbanos contribuindo para onerar os custos destas captações.
As fontes primárias Coleta Seletiva e Desmanche destinam os produtos coletados para centros de triagem , centros de processamento . leilões de seguradoras, pátios de veículos acidentados , cemitério de veículos, etc., constituem-se locais de disposição final que exigem regionalização de atividades da mesma forma.
No caso de fontes primarias de resíduos industriais , estes são transportados para centros de sucateiros ou diretamente para as industrias recicladoras. Suas localizações devem portanto se dar nas proximidades destas fontes em função do tipo de material captado.
TECNOLOGIA LOGÍSTICA DE COLETA
Ainda em conseqüência dos custos de transporte, das localizações das fontes primarias e de disposição final dos produtos captados , devem ser utilizados meios técnicos especiais para permitir coletas econômicas.
Desta forma para cada caso do binômio fonte - disposição deve-se adaptar a correta tecnologia. Na coleta de lixo urbana ,por exemplo, o tipo de veiculo, níveis de compactação preliminar permitido , veículos de consolidação , etc. são alguns aspectos a serem dimensionados . Na tecnologia de coleta de lixo domiciliar , por exemplo, um veículo adequado consegue compactar até 6 vezes os resíduos domiciliares, possuindo reservatórios para o recebimento de líquidos durante a operação, além de outros recursos.
DISTRIBUIÇÃO DIRETA E DISTRIBUIÇÃO REVERSA
Conforme vimos a regionalização caracteriza a distribuição dos fluxos logísticos reversos , ou em outras palavras, os produtos descartados apresentam baixa transportabilidade , e por decorrência que as atividades reversas desenvolvem-se nas mesmas regiões geográficas do fluxo direto da distribuição dos bens , com algumas exceções motivadas por hábitos regionais de descarte .
Esta característica permite supor que as oportunidades de maiores taxas de captação dos bens descartados deverá acompanhar a densidade de distribuição direta destes mesmos bens.
“A DIFICULDADE DO DESEMBARAÇO DOS BENS”
Embora existam dificuldades logísticas de captação em todos os canais reversos , a sua evidencia se revela maior quando observado o caso do Lixo Urbano , para onde convergem todos os descartados caso não existam processos mais organizados de captação . Desta forma , o Lixo Urbano torna-se o mais importante “Fonte Primária” dos canais reversos pelas quantidades representadas, pela maior proximidade e importância social.
Antes do exame sucinto das principais características de cada canal de reverso de reaproveitamento devemos algumas observações sobre as dificuldades das comunidades dos grandes centros urbanos em se “desembaraçar” de seus produtos ou materiais de post- consumo .
Em alguns países desenvolvidos o sistema de desembaraço de materiais não orgânicos é totalmente independente da coleta de lixo urbana , existindo a coleta seletiva destes materiais, o que eqüivale dizer , o lixo urbano é realmente lixo orgânico. Quanto mais desenvolvida a sociedade menor a quantidade de lixo orgânico desembaraçada, sendo tratados como tais por processo de compostagem transformando-se em adubos, em processo de incineração ou depositados em aterros sanitários.
Os materiais recicláveis domésticos, cuja coleta seletiva é realizada de porta a porta ou por outros sistema, são selecionados antes de se misturarem com os materiais orgânicos e , desta forma, reaproveitados com níveis tecnológicos, custos e qualidade adequados através de vários caminhos de reciclagens. Os produtos duráveis de maior volume são comercializados como segunda mão , quando em estado de uso, ou diretamente com empresas de reaproveitamento, seguindo-se o esquema de desmanche ou desmontagem em componentes utilizáveis e materiais a serem também reciclados.
A grande maioria das comunidades, no entanto, ainda equaciona mal esta “captação” acarretando as dificuldades no “escoamento” destes materiais. Nestas , o escoamento “natural” de todos os produtos de post-consumo é a Coleta de Lixo Urbana , quando não em qualquer local não habitado. Lembremos que , no limiar do século de enormes avanços tecnológicos, ainda grandes contingentes populacionais sofrem pela falta da simples coleta de lixo urbana.
Nestas comunidades, sem dúvida, as prioridades de direitos sociais devem ainda ser equacionadas e portanto a Coleta Seletiva dos materiais recicláveis ainda não aparece como prioridade urbana. Veremos mais adiante , no capítulo específico, que graves e errôneas afirmações sobre a viabilidade econômica ou social da Coleta Seletiva têm sido formuladas, admitida como cara para a maior parte das comunidades, ela é desenvolvida ainda de forma modesta em empreendimentos pilotos .
A COLETA DOMICILIAR DO LIXO ( ver anexo 2 )
Embora ainda inexistente em muitas comunidades pobres do planeta e nas periferias de grandes cidades, principal causa da “visualização” dos resíduos sólidos em córregos, rios, e terrenos urbanos, a Coleta de Lixo Urbano Domiciliar é a principal fonte primária de captação de bens descartados pela sociedade em comunidades em que a Coleta Seletiva destes ainda não atinge níveis adequados .
O desenvolvimento da sociedade para níveis maiores de consumo tende a aumentar as necessidades de coleta de lixo de forma intensa, conforme previsões da última reunião da Agenda 21 da ONU em 1992, a quantidade de lixo no mundo deve dobrar até o ano 2000 e novamente dobrar no ano 2005 .
A importância do assunto tem animado a produção de literatura enfocando diversos aspectos dos problemas gerados pelo lixo urbano e sua deposição final . Nossa preocupação nesta abordagem sintética deste tema como fonte primária principal de descartados , é a de mostrar alguns aspectos mais relevantes relacionados com os canais logísticos reversos.
De forma a posicionar a fonte primária “Lixo Domiciliar” nos canais reversos reapresentamos o fluxograma geral , elaborado para o primeiro artigo da serie:
Quando não existe outro sistema de captação de descartados o lixo urbano é o destino “natural” de tudo o que se torna inservível no domicilio, orgânico e inorgânico de pequeno tamanho, misturados e colocados à disposição dos órgãos públicos que se apropriam dos mesmos, via de regra por legislação expressa.
A COLETA E DISPOSIÇÃO DO LIXO URBANO EM SÃO PAULO ( Ver anexo 3 )
A titulo de ilustração, na cidade de São Paulo a Limpurb ( Departamento de Limpeza Urbana da Prefeitura de São Paulo) informa que a quantidade de lixo recolhida em 1985 foi de 4.450 ton. por dia e que em 1997 esta quantidade se elevou para 10.000 ton. por dia, constituindo-se na terceira coleta de lixo do mundo . É importante observar que até a data em que estamos escrevendo este artigo a cidade possui um piloto de Coleta Seletiva em alguns bairros com quantidades relativamente pequenas.
Esta quantidade de lixo coletado na cidade é de alta relevância evidentemente, porem se considerarmos que em 1993 a quantidade média de lixo coletado por dia e per capita em São Paulo era de 0,60 Kg enquanto que em Nova York era de 1,8 Kg , ou seja 3 vezes maior , e que atualmente este valor , em São Paulo, é de 1,0 kg , o que os tornam ainda mais expressivos!.
A operação logística de captação na cidade de São Paulo exigiu em 1996 uma media de 1850 viagens diárias com 600 caminhões compactadores de 10ton , obrigando a um transbordo em carretas de grande porte em 3 locais estrategicamente localizados, para o encaminhamento à disposição final nos aterros sanitários, incineração e compostagem.
Este crescimento de quantidade pode ser justificado pelo aumento populacional da cidade, pelo acréscimo do consumo em geral da população e em particular pelo crescimento de bens de alimentação com embalagens descartáveis, pela significativa substituição de embalagens retornáveis por embalagens descartáveis , por bens de durabilidade cada vez menor, pelo crescimento do nível de educação e de informatização , entre alguns dos motivos
A tendência de mudança do conceito de bens duráveis para semi-duráveis , com ciclos de vida curtos e rápida obsolescência de recursos, para os quais o conserto deixa de ter interesse pelo preço dos serviços, também parece contribuir intensamente com este crescimento .
No caso da cidade de São Paulo estas embalagens , materiais plásticos e aparelhos eletrodomésticos de pequeno tamanho , papeis de toda natureza, etc., que são descartados no lixo, perfazem cerca de 35% em peso do total dos resíduos sólidos , mas como já examinado , correspondem a proporções muito maiores em volume .
A Logística Reversa do Lixo Urbano em São Paulo pode ser examinada no quadro abaixo , onde se observa as diversas possibilidades e as quantidades de materiais operados por cada área da empresa Limpurb da Prefeitura de São Paulo com os valores do ano de 1991. Os valores atualizados mantém aproximadamente as proporções salientando-se: o lixo domiciliar passou de 7887ton/dia para 10000to/dia, no destino aterro temos 14166ton/dia contra 12064t/dia ,etc.
FLUXO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS EM 1991 NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
FONTE: PMSP/ SSO/LIMPURB DIRETRIZ PARA A DESTINACAO DO RESÍDUOS SÓLIDOS NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO /92
Note-se que cerca de 90% do lixo urbano coletado é destinado aos aterros sanitários , sendo cerca de 6% destinado às usinas de compostagem e somente cerca de 2% destinado à incineração.

Embora muito variável de uma comunidade a outra , a cidade de São Paulo tem hábitos peculiares de desperdícios de alimentos quando examinamos a tabela abaixo, com dados da prefeitura da cidade, comparando-a aos dados globais dos Estados Unidos :
Constituinte São Paulo São Paulo USA
1969 1991 1991
Orgânicos 52% 62% 27%
Papeis 29% 13% 41%
Plásticos 2% 11% 7%
Metais 7% 3% 8%
Vidros 2% 1,5% 9%
Outros 8% 9,5% 8%
Aparentemente as reduções de percentual de papeis e de metais no lixo urbano entre os anos de 1969 e de 1991 podem ser explicadas pelo aumento de atividades de captações informais nestes materiais como já havíamos antecipado no capitulo “Fontes Informais de Captação” correspondendo às vantagens destes produtos do ponto de vista logístico e econômico, possivelmente o que não ocorre nos Estados Unidos.
Observa-se, da mesma forma, um crescimento do percentual de plásticos durante este período , parecendo indicar uma tendência ao uso destes materiais em embalagens descartáveis e outros motivos acima mencionados.
OS ATERROS SANITÁRIOS E OS LIXÕES
Após a Coleta Urbana não havendo escoamento reverso formal e estruturado suficientemente, , qualitativa e quantitativamente, via Coleta Seletiva, as quantidades descartadas dos domicílios , tanto materiais orgânicos como materiais recicláveis, são dispostas e se e acumulam nos Aterros Urbanos, e em outros locais menos próprios, conhecidos como Lixões.
O aterro sanitário é um sistema de disposição do lixo projetado para este fim , no qual são utilizadas técnicas de engenharia sanitária de recobrimento do material em camadas , sistemas de escoamento de líquidos e emanação de gases produzidos pelos materiais orgânicos, a impermeabilização do solo, entre outras, visando principalmente evitar contaminação de lençóis freáticos e degradação ambiental nas regiões vizinhas.
Trata-se portanto de um sistema técnico projetado para certa vida útil ou seja , para suportar uma certa quantidade de lixo e que, ao atingir a saturação, deverá substituído por outro local. Em grandes centros urbanos a solução de localização logística destes aterros privilegia os custos totais operacionais aproximando-os, tanto quanto possível, dos pontos de captação , significando na periferia da aglomeração urbana .
Com velocidades crescentes de saturação , devido ao crescimento já abordado , os aterros sanitários têm suas vidas úteis reduzidas e os novos a serem construídos o serão em locais mais afastados gerando custos operacionais logísticos crescentes.
A disposição do lixo em terrenos não preparados tecnicamente é largamente utilizada , por motivos econômicos , sendo chamados de Lixões, no Brasil . Para se ter uma idéia, no Brasil 76% dos municípios ainda dispõem o lixo em Lixões e os demais ainda podem estar classificados como em aterros sanitários ou aterros “controlados” ( semi-sanitário), ou seja , locais não totalmente próprios para este fim.
Embora com diferenças entre si , estes sistemas de disposição do lixo tem custos considerados baixos quando comparados com os sistemas de incineração e compostagem , mas originam outros custos e problemas de natureza social e ecológicas nas regiões vizinhas.
São geradores de doenças pela proliferação de insetos transmissores. Geralmente atraem uma legião de pessoas , chamados de catadores, que selecionam diversos materiais não orgânicos: plásticos, vidros, papel, latas, brinquedos, utensílios domésticos, etc., para venda ao elo seguinte da cadeia reversa : - o sucateiro - ou a empresa de beneficiamento de sucatas .
Decorre que a “ Seleção por natureza de material” é feita após a mistura de todos os tipos de materiais e com os materiais orgânicos acarretando enormes dificuldades e custos para o reaproveitamento do ponto de vista técnico e econômico e gerando problemas sanitários e sociais já citados .
O “catador” nos aterros ou “lixões” é o primeiro selecionador desta cadeia reversa , ao separar os materiais por sua natureza mais evidente: papeis, vidros , plásticos, metais, etc.. Trata-se de trabalho informal realizado pessoas que praticamente vivem dentro destas áreas, fugindo ao espírito do artigo outros comentários sobre esta terrível atividade subumana.
O sucateiro ou a empresa de beneficiamento de sucatas é portanto o elo seguinte desta cadeia logística reversa, de grande importância pois , apresentando-se com uma certa especialização quanto à natureza dos materiais, realiza a seleção por tipo de material e a embalagem de comercialização adequadas ao mercado atendido. Via de regra existe uma especialização por natureza de material porem encontra-se os que trabalham com materiais de diversas naturezas.
É importante lembrar que as empresas de beneficiamento de sucatas normalmente possui como fonte de suprimento de materiais, além do lixo urbano, os resíduos industriais e as fontes informais urbanas, conforme pode ser observado no fluxo geral proposto.
O sistema de aterros, sanitários ou não , além dos inconvenientes acima referidos , tem dificuldade de expansão pela exaustão de disponibilidade de terrenos adequadamente localizados nas grandes cidades e pelo crescimento dos volumes do lixo urbano provocado pelo adensamento populacional . As áreas possíveis para novos aterros sanitários tornam-se distantes dos centros de captação domiciliar aumentando os custos dos transportes , necessidade de entrepostos de consolidação de cargas e administração correspondente, entre os principais problemas..
Manifestações e regulamentações legislativas em muitos países condenam o crescimento destes depósitos de lixo . Já nos referimos a alguns estados americanos onde existe proibição de novos aterros gerando verdadeiro comercio de lixo entre eles.
A solução compostagem para resíduos orgânicos tem sido defendida por ser uma verdadeira reciclagem dos materiais obtendo-se produtos com certo valor agregado.
A solução incineração , principalmente para resíduos sólidos , tem encontrado dificuldade para se implantar pelos altos investimentos e pela discutida emissão de gases na atmosfera . Os custos destas soluções se mostram mais altos que o aterro sanitário.
Com a multiplicidade de fatores em jogo, financeiros, sociais, ecológicos e políticos, os verdadeiros custos de cada solução são altamente discutíveis e variáveis de comunidade a outra , de pais a pais , etc.
A titulo de ilustração , na cidade de São Paulo, de acordo com os dados da Limpurb para o ano 1996, tivemos um custo direto de R$ 30,00 / ton. para a coleta de lixo urbano, R$ 5,00 /ton. de transbordos , R$ 12,50 /ton. de manutenção dos aterros sanitários e de R$ 27,00/ton de incineração e R$ 18,00/ton de compostagem.
Desta forma a solução de separação das coletas de Lixo Orgânico e dos materiais possíveis de serem reciclados, através da Coleta Seletiva , torna-se cada vez mais atraente econômica e socialmente , sendo a sua obrigatoriedade exigida legalmente em muitas comunidades desenvolvidas como condição de cidadania . A COLETA SELETIVA COMO FONTE PRIMÁRIA
Temos analisado as diversas formas de “desembaraço” dos bens após o seu uso original , os quais darão origem aos chamados por nós Canais de Distribuição Reversos por se constituírem no retorno de seus materiais constituintes ao ciclo produtivo, conforme se pode observar no fluxograma anexo em que todas as etapas foram reunidas
Os materiais constituintes de bens duráveis , apresentam valor relativamente alto e ciclos longos desde a sua produção até o seu final de vida, o chamado “ciclo de vida do bem”. Se ainda em estado de uso e enquanto apresentar valor residual será comercializado em mercado de 2. mão até exaurir este valor, sendo após destinado ao desmanche para o aproveitamento dos seus componentes ( motores, circuitos, materiais elétricos, etc.), os quais serão destinados ao mercado de usados. Ao término da vida útil do bem ou de seus componentes resta o valor residual de seus materiais constituintes, que são desembaraçados na forma do chamado “ferro velho”, retornando ao ciclo produtivo pelas etapas descritas .
Incineração
Ferro , aço , cobre e alumínio são os principais materiais constituintes destes bens, constituindo usualmente mais de 70% de participação em peso , tendo os outros metais , os plásticos, os vidros, etc. , uma pequena parcela em peso nestes tipos de bens, mesmo considerando o crescimento do uso dos plásticos nos recentes anos . Dos automóveis, no fim de sua vida útil, retiram-se cerca de 75% de metais ferrosos , sendo o restante distribuído entre plásticos, vidros, borrachas , etc.. Nestes casos de canais de distribuição reversos, as principais fontes de captação dos materiais constituintes são a da obsolescência final dos bens e a dos resíduos industriais.
Os bens semi- duráveis apresentam “ciclo de vida do bem ” intermediários, e, sob o ponto de vista de canais reversos, tanto seus materiais constituintes como suas vias de “desembaraço” variam bastante dificultando generalizações. Baterias de veículos e óleos lubrificantes são alguns exemplos de canais reversos que se iniciam por coleta dirigida a estes materiais; o caso de computadores e seus periféricos são exemplos em que o desembaraço de dá por via de comércio de 2. mão até o desmanche do bem .
Na categoria de bens descartáveis , com “ciclo de vida do bem ” de meses e cuja utilização cresce fortemente nas sociedades modernas, distinguimos característica bem típicas, sob o ponto de vista dos canais reversos .O maior segmento industrial desta categoria é o de embalagens , seguidos por utensílios de escritório, jornais e revistas , materiais de higiene, principalmente.
Esta categoria de bem apresenta uma diversificada natureza de materiais constituintes , tais como os plásticos, metais , vidros , papéis , dos quais a sociedade se “desembaraça” através da coleta de lixo urbana , da coleta seletiva e da coleta informal , que se tornam portanto fontes de pós – consumo para os canais reversos.
FATORES INFLUENTES NA ESTRUTURAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DOS CANAIS REVERSOS
As quantidades produzidas de certa matéria-prima, denominadas novas ou de primeira geração, e as quantidades que retornam ao ciclo produtivo, denominadas recicladas, sucatas ou de segunda geração, raramente são iguais provocando desequilíbrios nos mercados de materiais de segunda geração.
Algumas matérias – primas secundárias apresentam condições de preços e logísticas favoráveis para seus pós – consumos ( sucatas), permitindo o transporte internacional ou de longas distâncias para o comércio de exportação e importação . É o caso de grande parte dos metais que possuem cotações de preços para a matéria-prima secundária em bolsa de mercadoria internacionais, caracterizando o comércio exterior nos canais de distribuição reversos destes materiais.
Vários fatores , de naturezas diversas , podem influir na organização e estruturação dos canais de distribuição reversos , provocando excedentes ou faltas dos bens de pós – consumo destes materiais: fatores ligados à tecnologia nas diversas etapas dos canais reversos, fatores econômicos , logísticos, ecológicos , fatores ligados aos níveis de intervenção governamental nestes canais reversos , e possivelmente outros de outras natureza, que atuam simultaneamente e com interdependência .
Destacaremos os aspectos mais nítidos desta multiplicidade que consideramos essenciais para que exista uma certa estruturação e que uma conseqüente organização se estabeleça em um canal de distribuição reverso. Não pretendemos, no entanto, que sejam suficientes para garanti-la e tampouco que sejam somente estes a influir no mesmo:
1 – Tecnologia – é necessário que a tecnologia esteja disponível para o tratamento econômico dos resíduos no seu descarte , em sua captação como pós – consumo , na desmontagem, na separação dos diversos materiais constituintes , na reciclagem propriamente dita ou no processo de transformação dos resíduos em matérias – primas recicladas que substituirão as novas em sua a reintegração no ciclo produtivo, na reintegração deste material reciclado na fabricação de um produto de mesma natureza ou diversa do pós – consumo utilizado como fonte para extração.
Um aspecto que pode ser também considerado como de responsabilidade empresarial face ao meio ambiente é a preocupação na concepção técnica do produto original, que deve prever o descarte do mesmo, após a sua vida útil. O caso dos pneus de veículos em geral tem sido apresentado como um exemplo em que a concepção de projeto do produto não tem facilitado à reciclagem. A evolução técnica dos produtos tem tornado mais altos os custos de reciclagem, que quando somados àqueles não menos altos de coleta e transporte, têm sido apresentados como os principais motivos da baixa eficiência deste canal reverso em todo o mundo.
A tecnologia e o teor de determinada matéria – prima podem variar em função do produto de pós- consumo utilizado, redundando em custos diferentes e orientando o mercado de pós - consumo para aqueles que se apresentem mais convenientes.
2- Logística - na localização e nos sistemas de transportes entre os diversos elos da cadeia de distribuição reversa : fontes primárias de captação, centros de consolidação e adensamento de cargas dos materiais de pós – consumo, processadores intermediários, centros de processamento de reciclagem e utilizadores finais destes materiais reciclados.
A característica logística dos materiais de pós – consumo, já analisadas em artigo anterior, e em particular a transportabilidade dos mesmos, revelam-se de enorme importância na estruturação e eficiência dos canais reversos.
3- Custos – conseqüência de tecnologia e logística que deverão redundar em valores inferiores às matérias-primas que irão substituir e deverão propiciar economias de consumo de energia no processo de fabricação.
4- Oferta - de materiais reciclados ( matéria-prima secundária) em quantidade suficiente e de forma constante permitindo um nível de trabalho em escalas econômicas adequadas e com a continuidade industrial necessária. Este fator está ligado à oferta de produtos de pós – consumo aptos a serem utilizados como fontes do material de interesse. Quantidade e teor do material no produto são dados que caracterizam esta oferta.
5 – Qualidade – é difícil separar todos os aspectos anteriores da qualidade resultante mas esta deve ser adequada ao processo industrial e constante no tempo de forma a garantir rendimentos operacionais economicamente competitivos com a matéria – prima que irá substituir. Todo o processo de reciclagem de um material envolve fases de separação ou extração de um produto de pós – consumo o que gera impurezas que normalmente a matéria-prima nova não possui.
Os resíduos provenientes de sobras sistemáticas de processo industrial industriais, chamados de fonte de resíduos industriais nestes artigos, apresentam uma constância de qualidade e de quantidade de seus resíduos normalmente maior que as outras fontes de captação, justificando a sua preferência no mercado.
6- Mercado – é necessário que haja quantitativamente e qualitativamente mercado para os produtos fabricados com materiais reciclados que refletirá evidentemente nas demandas de reciclado . Com exceção dos metais em geral, usualmente existem restrições técnicas, no processamento e na performance final dos produtos fabricados com materiais reciclados. Também normalmente, estas restrições estão ligadas ao aspecto de especificações e qualidade diferentes da matéria-prima nova. Isto faz com que a matéria – prima secundária entre em proporções diferentes, variando em função do tipo de aplicação do produto final.
Sacos de lixo no Brasil são feitos com produto 100% reciclados; vários tipos de papéis reciclados são misturados em proporções distintas ; garrafas de PET, para a indústria alimentícia, não pode ser feita com material reciclado. Evidentemente estas restrições não têm ajudado ao desenvolvimento dos mercados para estes produtos e portanto aos respectivos canais reversos de grande parte dos materiais.
A Análise do Ciclo de Vida dos produtos, examinada em um dos próximos artigos e normalizada pelas recentes normas ISO 14000, é uma ferramenta de caráter técnico que torna mais objetiva as classificações tais como: “reciclável”, “biodegradável”, etc. e outras rotulações ambientais, que causam divergências no mercado destes produtos.
7- Governo - o nível de intervenção ou omissão dos governos , através de legislação correspondente , poderá influir nesta organização dos canais reversos. O subsídio dado à matérias-primas ou à energia elétrica por exemplo , fatos relativamente comuns , deve reduzir o interesse ao material reciclado por baixar os preços destes ; a responsabilização dos níveis de reciclagens aos empresários de um determinado setor de bens deverá intensificar a organização dos canais de distribuição reversos; a coleta seletiva mandatária certamente melhora a eficiência dos canais reversos dos plásticos descartáveis .
Supõe-se que os governos devam intervir e regular atividades na medida em que não existam condições de auto regulação do mercado, caso contrário , e temos muitos exemplos , a intervenção torna-se subsídio para alguns participantes .
8 – Responsabilidade Ambiental: alguns setores industriais já introduzem estes aspectos no projeto dos produtos . Temos exemplos de empresas automotivas desenvolvendo “linhas reversas”, ou seja, linhas de desmontagens experimentais de forma a aumentar a eficiência das mesmas e ao mesmo tempo modificar o projeto do produto para este fim ; os fabricantes de frascos rígidos de embalagens decidiram há algum tempo adotar um sistema de numeração na base de seus produtos, de forma a identificar o tipo de resina plástica constituinte, facilitando a separação visual para a reciclagem ; os frascos de PET, utilizados largamente em refrigerantes e outros segmentos de bebidas ,tiveram diversas modificações em seu projeto ao longo do tempo : foram eliminadas as tampas de alumínio que oneravam bastante o processo de reciclagem , foram eliminadas as bases de HDPE que dificultavam a reciclagem por ser uma outra resina , etc.
Esta preocupação ambiental poderá influir significativamente nas quantidades dos materiais reciclados .
9 – Ecologia : resultado ou motivação de vários aspectos anteriormente examinados , as pressões ecológicas se farão sentir através de regulamentação governamentais ou dos hábitos dos consumidores ligados aos fatores ecológicos. Estes novos comportamentos , principalmente em países mais desenvolvidos onde tornaram-se mais visíveis nos últimos 20 anos, passam a exigir novas posições estratégicas das empresas sobre os impactos que seus produtos e processos industriais de forma a manter-se competitivas .
O EXEMPLO DO CANAL REVERSO DO ALUMÍNIO
O caso da cadeia reversa das latas de alumínio no Brasil revela um índice de reciclagem que evoluiu, desde o seu lançamento em 1989, até cerca de 64% em 1997 , conforme relatório anual da Associação Brasileira de Alumínio . Grandes esforços empresariais estão envolvidos na captação das latas de pós – consumo principalmente através de uma rede de sucateiros cuja principal fonte primária é a da coleta informal . Esta alta eficiência neste canal reverso tem sido obtida também nos Estados Unidos, no Japão, na Suíça , e outros países.
Para se ter idéia do que representa para a indústria de alumínio este segmento, lembramos que a produção de latas em 1997 foi de cerca de 118 mil toneladas, correspondendo a 18% das 647 mil ton. do metal alumínio consumidas no país
Os fatores de estruturação deste canal reverso são principalmente de natureza econômica e de disponibilidade de oferta de sucata . O fator econômico é justificado pela elevada economia gerada pela reintegração de alumínio secundário ( reciclado) no processo produtivo, onde economiza 95% da energia elétrica quando comparada ao processo com matéria-prima nova além da economia da própria matéria – prima bauxita , o que permite um alto preço à lata de alumínio pós- consumo . O fator oferta é justificado pela introdução da embalagem lata de alumínio ( descartável), de baixo ciclo de vida desde a produção até a reintegração do material constituinte ao processo produtivo, estimado em menos de 60dias atualmente .
Por outro lado o canal reverso da matéria-prima alumínio nos demais setores da indústria, cujas principais fontes de captação são a obsolescência e resíduos industriais, apresenta índices de reciclagem da ordem de 14 % sobre o consumo e de 7,5 % sobre a produção no país em 1997, motivo de importações de sucata em algumas ocasiões. A limitação de reintegração de reciclados destes canais se deve à falta de oferta de sucata em quantidade ou qualidade suficientes.
Embora apresentando índices de reciclagem diferentes nestes segmentos do alumínio, a sucata existente é totalmente comercializada e é reintegrada ao ciclo produtivo .
O EXEMPLO DO CANAL REVERSO DOS PLÁSTICOS EM EMBALAGENS
Se examinarmos o caso do canal reverso dos plásticos de embalagens veremos que no Brasil o nível médio de reciclagem dos mesmos é de cerca de 12% , considerado extremamente baixo em relação a outros materiais mas não muito diferente de outros países mesmo os mais adiantados. Este índice tem se mantido estável no tempo, e as principais razões apontadas para esta baixa eficiência é a relação preço – volume desfavorável dos plásticos em geral, do ponto de vista econômico e logístico, pois encarece processamentos de adensamento e de transporte, sendo preterido em favor de outros materiais de maior interesse.
Segue-se que das 2500 mil toneladas produzidas no país, no setor de embalagens, deixam de ser recicladas mais de 2200 mil ton., que representam as sobras visualizadas em lixões e outros locais menos próprios . Tendo em vista que o crescimento da produção dos plásticos de embalagem é maior que 5% ao ano conclui-se que será necessária a ocorrência simultânea de diversos dos fatores acima mencionados para melhorar o equilíbrio deste canal reverso. Este material é um dos que mais se beneficiariam pelo sistema de captação pela Coleta Seletiva Domiciliar .
A COLETA SELETIVA
A denominação Coleta Seletiva é normalmente reservada à operação que compreende a coleta seletiva de porta em porta tanto em domicílios como no comércio, à coleta seletiva nos chamados pontos de entrega voluntária ( PEV) remunerada ou não e à coleta seletiva em locais específicos, sendo dirigida aos produtos descartáveis principalmente A rigor qualquer coleta que contenha uma prévia seleção do material a ser captado ou que seja dirigida a determinado material pode ser considerada como “seletiva”.
A Coleta Seletiva Domiciliar , compreendendo tanto os domicílios particulares como as atividades comerciais, caracteriza-se por selecionar , no próprio domicílio ou comércio, os produtos descartáveis não orgânicos, evitando que os mesmos sejam coletados pela Coleta de Lixo Urbana. Desta forma grande parte destes produtos, em geral constituídos de materiais plásticos, vidros, papéis , latas, etc. descartáveis , que iriam sobrecarregar a Coleta de Lixo e que são potencialmente recicláveis , já estarão separados inicialmente sem se misturar com os orgânicos o que economiza trabalho e melhora a qualidade dos resíduos.
Ao evitar que estes produtos se misturem ao lixo urbano, a Coleta Seletiva Domiciliar satisfaz ao aspecto de qualidade dos resíduos captados, e ao desviar as quantidades que iriam para os aterros ou outra deposição final, propicia uma oferta de resíduos muito superior aos conseguido através da seleção dos catadores dos aterros, permitindo atividades empresariais subjacentes com melhor eficiência operacional e econômica.
Este sistema de coleta tem contribuído, em diversas comunidades, para um maior equilíbrio entre o que é produzido de um material ou produto e o que é efetivamente reintegrado ao ciclo produtivo, índice este chamado de nível ou taxa de reciclagem de um material, e que mede indiretamente, esta estruturação e a organização destes canais reversos.
Quando realizada de porta em porta, caracteriza-se portanto pela prévia separação dos produtos descartados não orgânicos no domicílio familiar que são recolhidos por um sistema de coleta, com veículo de transporte e com freqüências específicas para estes materiais, independentes da coleta de lixo urbana. Nestes casos, a coleta resultará em uma miscelânea de produtos de naturezas diferentes, tais como vidros, plásticos, papéis , etc.
Uma separação por natureza de matéria constituinte não é comum ser realizada no próprio domicílio , embora se tenham notícias de vários outros níveis de separação : jornais e outros periódicos muitas vezes são separados devido ao seu peso ; comunidades no Japão chegam a separar até 32 tipos de categorias diferentes de produtos nesta fase.
Esta coleta seletiva, quando realizada em escritórios de grandes metrópoles, revela-se um excelente meio de captação de papéis devido ao intenso uso de computadores nos dias atuais. Mesmo quando não se dispõe de coleta seletiva , como é o caso de São Paulo até esta data , observa-se um nível de captura informal importante nas regiões de escritórios da cidade, provocando um desvio de captura em relação ao lixo urbano.
A coleta seletiva em pontos de entrega voluntária (PEV) constitui-se da operação de recolhimento de diversos tipos de embalagens, pela deposição voluntária da população em recipientes separados e dispostos em locais próximos aos pontos de venda de grande movimento . Esta devolução poderá se dar de forma remunerada, em certos casos, de modo a incentivar a reciclagem , sendo habitualmente separados os 4 tipos de descartáveis : vidros, plásticos, latas e papéis , o que evitará uma separação no processamento posterior destes materiais..
Os produtos coletados destas diversas formas são enviados para uma central de seleção ou centros de triagem onde são separados pela natureza do material constituinte, se for necessário, sem preocupação quanto aos diversos tipos de vidros , plásticos ou outros critérios .
Após a separação em grandes categorias estes são embalados para adensamento de carga, visando a economia no transporte, e comercializados diretamente as industrias de reciclagem ou com empresas que realizarão a escolha e separação final dos materiais por tipo de vidro, tipo de plástico, por tipo de papel, etc. normalmente também especializadas por natureza de material .
Estas últimas empresas , correntemente denominadas de empresas de sucatas ou simplesmente sucateiros , especializam-se em certa natureza de material e constituem-se em um dos elos mais importantes dos canais reversos por serem os principais compradores de materiais de diversas fontes primárias.
ECONOMIAS E CUSTOS DO SISTEMA
A tabela abaixo mostra os níveis de descarte de alguns materiais , em peso, no lixo urbano das cidades de São Paulo e a média dos Estados Unidos onde se observa que se a captura desta fonte de pós – consumo fosse realizada antes do seu encaminhamento para a disposição final em aterros ou incineração ela seria de cerca de 30% em São Paulo e 65% nos Estados Unidos.

Constituinte São Paulo USA
1991 1991
Orgânicos 62% 27%
Papeis 13% 41%
Plásticos 11% 7%
Metais 3% 8%
Vidros 1,5% 9%
Outros 9,5% 8%
O sistema de coleta seletiva tem sido apresentado como uma das melhores soluções não somente para a redução do lixo urbano mas como uma excelente alternativa para a captação dos descartáveis em geral. Os descartáveis de plásticos e vidros seriam captados a taxas melhores em relação a outros sistemas de captação onde sofrem a concorrência de outros materiais que apresentam melhor relação preço- volume ou preço- peso respectivamente Dentro desta mesma ótica, os ganhos seriam menores para os casos dos descartáveis constituídos de alumínio e outros metais , pois já apresentam maiores possibilidades de captura informal ou expontânea pelo alto valor da sucata.
O exposto evidencia diferentes interesses dos setores industriais na coleta seletiva urbana, o que torna a adoção da mesma pelas comunidades uma decisão de difícil acordo econômico.
Existem divergências quanto às vantagens , viabilidade e principalmente quanto aos custos associados a estes sistemas de coleta, pois a complexidade de fatores que podem ser considerados torna o problema de difícil resposta única , justificando uma boa quantidade de livros e artigos técnicos chegando a conclusões bastante diversas, dependendo da posição de análise .
Até há poucos anos poder-se-ia considerar estas divergências de cunho acadêmico , no entanto atualmente tornam-se de vital importância para a sociedade, na medida em que as quantidades de lixo urbano crescem e as soluções tradicionais de aterro sanitário ou incineração revelam-se mais difíceis, como já discutido anteriormente .
As soluções e encaminhamentos são variados em cada país ou comunidade em função das prioridades e pressões da sociedade. Países como a França tem adotado e acreditado que o sistema de incineração seja o mais indicado para o lixo doméstico , embora mais recentemente, na cidade de Paris, a instalação de novos projetos de incineração estejam sendo questionados em beneficio de programas de coleta seletiva.
Nos Estados Unidos e Japão o sistema de coleta seletiva tem recebido enorme apoio das comunidades em geral, constituindo-se na principal fonte de captação de produtos recicláveis. A título de exemplo, nos Estados Unidos existem cerca de 4000 programas de coleta seletiva instituídos que elevaram significativamente o nível geral médio de reciclagem no país.
As principais vantagens apresentadas pelo sistema de coleta seletiva podem ser resumidas como:
O sistema porta a porta domiciliar apresenta alta taxa de captura de materiais de embalagens e descartáveis em geral quando comparado a outras formas , principalmente nos casos de plásticos e vidros .Taxa de captura de até 90% quando existe grande sensibilização da comunidade ou nos casos de coletas seletiva urbana por lei expressa ( mais de 40% dos casos nos Estados Unidos).
Aumento das quantidades coletadas melhorando a constância nas quantidades e na qualidade dos materiais permitindo melhoria de economia de escala empresarial em todo o sistema dos canais reversos .
Melhor qualidade dos materiais coletados por não haver mistura com os resíduos orgânicos.
Redução das quantidades e principalmente volumes da coleta de lixo urbana aliviando os sistemas de aterros e incineração com suas já comentadas repercussões sociais .
Economias diversas obtidas pela substituição de matérias-primas novas pelos materiais reciclados, sem dúvida a mais importante vantagem do ponto de vista econômico.
No entanto o grande desafio para a implantação destas coletas é o custo operacional para o agente da coleta seletiva , normalmente a prefeitura local , para quem a operação somente apresenta resultados financeiros positivos quando a escala de atividade é alta, o que o tornaria inviável para grande parte das comunidades menores .
Valores publicados em diversos meios especializados variam de US$50/ton. a US$ 300 / ton., dependendo dos fatores dos custos componentes e principalmente da escala de atividade . Observe-se que mesmo considerando os mais baixos valores ainda é considerada uma operação de coleta cara em relação à coleta de lixo que raramente supera U$ 50 / ton.( na cidade de São Paulo é de U$ 30 / ton.).
De acordo com pesquisa do IPT( Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e CEMPRE ( Compromisso Empresarial para a Reciclagem) , em oito cidades do Brasil , o custo médio em 1994 foi de US$ 240/ ton. destacando-se a cidade de Curitiba , com o programa “ O lixo que não é Lixo”, o mais antigo e de maior quantidade ( 800 ton./ mês, equivalente a uma “taxa de desvio” de 4,61% da coleta do lixo da cidade ) com um custo de US$ 177/ton..Nesta mesma pesquisa, a melhor performance de custo é da cidade de São José dos Campos que apresenta custo de US$ 104 / ton., com 80 ton./mês e taxa de desvio de 1,32% do lixo urbano .
Como se pode observar nos programas citados nesta pesquisa, as quantidades “desviadas” do lixo urbano são ainda muito pequenas não apresentando economia de escala convenientes que permitam conclusões sobre o sistema de coleta seletiva Especialistas acreditam que estes custos em cidades como São Paulo poderão chegar a menos de US$ 70 /ton..
Tais custos , calculados como uma coleta adicional à coleta do lixo, acrescido dos custos de processamento e diminuído da receita auferida pela venda dos materiais, têm sido contestados por não considerar as economias proporcionadas pela substituição das materiais – primas originais, na reintegração dos materiais reciclados ao ciclo produtivo.
Esta contabilidade levaria em conta, além das despesas/receitas citadas anteriormente, as economias de matérias- primas substituídas , as economias das diversas formas de energia usadas na produção , a redução de custos correspondentes à coleta normal do lixo, a redução de custos devido à menor poluição geradas, etc.
Parece que a verdadeira contabilidade, que leva em conta todos os impactos dos produtos sobre o meio ambiente, ainda não está sendo usada para definir a escolha do sistema de coleta seletiva em muitas comunidades . Sob esta ótica, existem desequilíbrios de ganhos entre os agentes envolvidos no canal de distribuição reverso de bens descartáveis: produtores , sociedade e governo, que quando equacionados, permitirão a adoção mais intensa deste tipo de coleta seletiva urbana, evitando que a perda de muitos seja o ganho de poucos.
("SUPPLY CHAIN” REVERSO)
Em artigos anteriores analisamos a tipologia dos canais de distribuição reversos, desde os conceitos básicos que os caracterizam até as dificuldades de estruturação dos mesmos, descrevendo as etapas de desembaraço dos bens pela sociedade, os tipos de captação ou coleta de bens de pós – consumo até a disposição final ou seu reaproveitamento, por sistemas de reciclagem ou por reutilização dos mesmos, caracterizando alguns exemplos mais comuns.
Nesta nova série de artigos abordaremos os canais reversos sob a ótica das empresas geradoras e utilizadoras dos materiais passíveis de serem reciclados ou reutilizados, examinando suas relações e interdependências com a sociedade e com o governo, no que se convenciona denominar de triângulo interativo. É através de diferentes níveis de interação entre estes agentes que se estabelecem níveis diferentes de estruturação e organização dos canais reversos nos diversos países e regiões.
O interesse principal desta nova série será, portanto, o exame das diferentes formas e organizações estratégicas das empresas com relação aos fluxos reversos de materiais, de que forma os fatores econômicos, legislativos, ecológicos e logísticos, entre outros, influem neste posicionamento empresarial, de que forma a responsabilidade ambiental está sendo inserida nesta nova visão estratégica e como se estabelecem as cadeias de suprimentos reversas dos diversos tipos de bens produzidos.
Embora o “Supply Chain” possa ser entendido como a cadeia de suprimentos de um setor produtivo, mais recentemente o termo tem sido utilizado de forma simplificada, incorretamente, com ou sem a palavra “Management”, para caracterizar o processo de formação de redes de empresas, constituintes dos diversos elos de uma cadeia produtiva, através de parcerias entre si, visando melhorar a eficiência operacional do conjunto da cadeia e consequentemente os respectivos custos nos elos e nas diversas interfaces, repassando-os ao mercado consumidor. A formação deste tipo de parceria, em redes empresariais, normalmente têm origem em estratégias de ganho de participação ou de defesa de posição no mercado consumidor, conduzindo os participantes a um gerenciamento integrado de toda a cadeia, o “ Supply Chain Management”, uma espécie de “organização virtual ” entre empresas sem laços jurídicos necessariamente.
Os objetivos de melhoria de eficiência de uma rede de empresas podem variar em cada caso, porem normalmente visam uma evolução nos conceitos de relacionamentos entre os diversos elos da cadeia propiciando aumento de velocidade de resposta e redução de custo final ao mercado consumidor.
O “Supply Chain” Reverso
O esquema que a seguir apresentamos resume as principais idéias sobre o “Supply Chain” Reverso, destacando os principais fatores que condicionam a intensidade do fluxo reverso, os fatores essenciais que tornam possível o fluxo reverso de um canal e os fatores modificadores da estrutura e organização destes canais reversos.
Pode-se imaginar o “Supply Chain” Reverso como a suporte mercadológico que permite o fluxo dos materiais de pós- consumo até a sua reintegração ao ciclo produtivo, na forma de um produto equivalente ou diverso do produto original, ou o retorno do bem usado ao mercado. Esta rede de empresas industriais e comerciais, normalmente especializadas por natureza de material constituinte dos produtos (ferro, alumínio, plástico, vidro, etc.) ou por setores industriais (máquinas, computadores, automóveis, etc.) garantem os processos de reciclagem ou de reuso dos bens, cessado a utilização original dos mesmos.
A intensidade comercial destes fluxos, no canal reverso de um determinado material, será condicionado pela existência de custos agregados, quantidades ofertadas e qualidade dos produtos reciclados ou a serem reutilizados, que permitam uma rentabilidade operacional aceitável aos diversos agentes intervenientes. Desta forma o fluxo será determinado pela etapa que apresente a maior restrição econômica ao longo do canal reverso.
Nesta busca de melhores condições de custos, quantidades e qualidade nos materiais, o mercado seleciona naturalmente e prioritariamente certas fontes de pós- consumo, certos produtos de pós – consumo, estabelecendo-se concorrência entre os produtos ou materiais de naturezas diferentes e suas fontes primárias de coleta. Desta forma, o mercado esgotará primeiramente as fontes de Resíduos Industriais e coletará os produtos de pós –consumo que apresentem melhores condições de valor relativo, transportabilidade, etc., por apresentarem estas características.
No caso dos bens descartáveis ( embalagens domésticas, papéis, vidros, etc.) já foi mencionado que a coleta dos pós – consumo é uma das fases restritivas ao fluxo reverso dos mesmos e que , por outro lado, as latas de alumínio, utilizadas para bebidas em geral, é um dos produtos de maior fluxo reverso, relativamente às quantidades produzidas ( índice de reciclagem), devido ao seu alto valor comercial.
A tecnologia nas diversas etapas, as características logísticas gerais e a existência de um mercado consumidor dos produtos elaborados com os materiais reciclados, ou dos produtos em reuso, redundarão em condições de custos, oferta e qualidade requeridas para que este fluxo se realize.
Desta forma o nível de organização e estruturação dos canais de distribuição reversos ou “Supply Chain” Reverso depende de um encadeamento de fatores de diversas naturezas, atuando direta ou indiretamente, e propiciando interesses econômicos aos diversos agentes envolvidos nestas cadeias. O caso dos principais metais, de alguns tipos de papéis, as latas de alumínio, ficando nestes exemplos mais conhecidos em diversos países e que possuem uma intensidade de fluxo reverso relativamente alto, ilustram estas organização reversa através de economia de mercado.
Nos casos em que faltem algumas destas condições ao canal de distribuição reverso, o desenvolvimento e estruturação dos mesmos será menos eficiente, não havendo uma intensidade de fluxo reverso que garanta o desejável equilíbrio entre a produção do bem e a sua disposição final. Nestas condições, fatores modificadores ecológicos ou legislativos, poderão ser criados de forma a desbloquear os gargalos de eficiência dos canais reversos, produzindo nova ordem econômica.
Denominamos “fatores ecológicos modificadores” das condições de um “Supply Chain” Reverso aqueles que são motivados por sensibilidade ecológica de qualquer agente: governo, sociedade ou empresas. Iniciativas do próprio governo, pressões sociais induzindo o governo à intervenção, seletividade ecológica da sociedade no consumo de bens, preocupação e responsabilidade ambiental das empresas, poderão modificar condições de um canal reverso.
Os “fatores modificadores por intervenção governamental ”, qualificados como de regulamentação, promoção, educação e de incentivos aos aspectos do desequilíbrios destes resíduos sólidos, podem ser motivados como uma alternativa de redução de custos governamentais, para a satisfação de pressões de grupos sociais ou políticos, ou para desbloquear fases do processo reverso no sentido de aumentar o performance do mesmo.
O “Supply Chain Reverso”, ou a rigor, o “ Reverse Supply Chain Management ”, embora muitas vezes existentes em alguns casos de cadeias reversas estabelecidas e rentáveis, intensifica-se em função destes fatores modificadores, caracterizando-se pela constituição destas redes de empresas, envolvendo um ou diversos elos das cadeias reversas de produtos para reuso, produtos de pós – consumo ou materiais reciclados, objetivando maior eficiência operacional e melhor estruturação dos mesmos.
Examinaremos a seguir como os citados fatores modificadores desta estruturação dos canais de distribuição reversos atuam na estratégia das empresas, através da análise de legislações ambientais sobre resíduos sólidos, das tendências de consumo da sociedade e de suas repercussões nas estratégias empresariais.
LEGISLAÇÕES AMBIENTAIS SOBRE RESÍDUOS SÓLIDOS NÃO PERIGOSOS.
Alguns canais reversos se estruturam naturalmente pelas leis de mercado, em função de sua comercialização e reutilização apresentarem condições tecnológicas e logísticas que garantem rentabilidade aos agentes envolvidos em seus diversos elos. Em alguns casos de canais reversos, os custos acrescidos desde a coleta dos pós - consumo até a reintegração ao ciclo produtivo superam as vantagens econômicas de reutiliza-los em substituição às matérias – primas originais ou `a utilização de componentes recuperados, sendo necessário criar condições especiais para desbloquear uma das fases reversas para que estes canais reversos se estruturem e apresentem rentabilidade operacional em todos as fases reversas.
As legislações ambientais sobre resíduos sólidos normalmente têm suas origens em uma reação aos impactos que os excessos destes resíduos sólidos provocam ao meio ambiente, seja pelas dificuldades crescentes de desembaraço dos mesmos até a disposição final, seja pelo impacto negativo ao meio ambiente, causado pelo desequilíbrio entre a oferta e demanda que estes resíduos provocam. Estas legislações têm sido promulgadas, em diversos países, visando intervir em fases reversas de forma a melhorar estes desequilíbrios, através de modificações nas condições da oferta de materiais reciclados de um determinado grupo de produtos e nas condições de mercado destes materiais ou de seus produtos finais.
Dentre os vários tipos de legislações sobre resíduos sólidos não perigosos, encontrados na literatura atual em diversos países desenvolvidos, destacamos algumas orientações gerais, sem pretensão de categorização jurídica das mesmas e muito menos exaurir todos os aspectos abordados, mas agrupando-as pelo tipo de atuação visada:
Legislações relativas à Coletas e Disposição Final.
Legislações sobre proibições de aterros sanitários.
Legislações sobre implantação de coleta seletiva.
Legislações sobre a responsabilidade do fabricante sobre o canal reverso de seus produtos (“Product Take- Back”)
Legislações sobre proibição de disposição em aterros sanitários de certos produtos.
Legislações sobre um valor monetário depositado na compra de certos tipos de embalagens.
Legislações sobre índices mínimos de reciclagem.
Etc.
Legislações relativas ao Marketing
Legislações de incentivos ao conteúdo de reciclados nos produtos
Legislações sobre proibição de venda ou uso de certos produtos.
Legislações sobre proibição de embalagens descartáveis.
Legislações sobre “rótulos” ambientais.
Legislações sobre incentivos fiscais.
Etc.
Legislações relativas à redução na fonte.
Legislações de incentivo financeiro.
Contrariamente às primeiras legislações do início dos anos 70, cuja tendência era de responsabilizar os governos locais pelo impacto ambiental destes resíduos sólidos, uma das idéias básicas que orientam estas legislações, mais recentemente, é a de responsabilizar os fabricantes, direta ou indiretamente, pelo impacto de seus produtos ao meio ambiente, através de leis dirigidas às etapas de reciclagem dos mesmos ou indiretamente através de proibições de disposição em aterros sanitários, proibições de certos tipos de embalagens plásticas até a devida estruturação dos canais reversos, etc.. Estas legislações tem sua origem nas idéias da denominada filosofia de EPR (Extended Product Responsability).
As empresas fabricantes, principalmente afetadas por este tipo de legislação, através de estratégias diversas, deverão contabilizar novos custos de origem ecológica aos seus produtos, em cumprimento às novas regulamentações e, em alguns casos, beneficiarem-se de novas condições de economia de escala, de novas e melhores condições logísticas, entre outras novas condições decorrentes destas leis, caso não tenham se antecipado a elas.
Esta nova distribuição de custos nas diversas etapas de um determinado canal reverso, poderá criar condições de viabilidade econômica, em uma ou algumas etapas reversas, de um determinado material ou de um grupo de produtos de pós- consumo, que anteriormente impediam uma correta intensidade de fluxo reverso e conseqüente melhor estruturação dos canais de distribuição reversos, estabelecendo novas relações de interesse econômico e parcerias entre as empresas no “Supply Chain” Reverso destes produtos.
Será sempre discutível o nível de intervenção governamental sobre o mercado livre, porém nos casos em que as associações de classe de fabricantes e de outros integrantes da cadeia industrial direta não se antecipem, e mesmo colaborem, com a busca de soluções para os problemas destes desequilíbrios causadores de impactos ao meio ambiente, a intervenção governamental se faz necessária
Exemplos de legislações mal aplicadas em alguns casos permitem avaliar os cuidados que devem ser tomadas para não provocar desequilíbrios de outra natureza, evitar favorecer um elo ou um setor de etapa reversa, provocar desequilíbrio de preços de materiais reciclados no mercado, entre outras conseqüências possíveis. Muitos autores têm defendido a idéia de que as melhores soluções são encontradas quando o governo, sociedade e as empresas trabalham em conjunto, através da conscientização de seus diversos segmentos, e que a regulamentação governamental revela-se principalmente útil na definição de padrões, normas gerais, deixando ao mercado a liberdade de seu natural equilíbrio.
Alguns exemplos de legislações em diversos países .
Estados Unidos
O país de uma forma geral, tem se revelado muito atuante e intervencionista quanto às legislação sobre resíduos sólidos, acreditando intensamente na reciclagem como solução para os mesmos e orientando legislações responsabilizando principalmente os governos locais para as soluções dos problemas.
De 1988 a 1991 foram promulgadas cerca de 400 leis estaduais relativas a redução de resíduos sólidos e reciclagens, e recentemente, mais de 2000 projetos de lei estão sendo discutidos no país, o que praticamente fez com que todos os estados americanos apresentem atualmente elevado grau de intervenção legislativa na área de resíduos sólidos em geral.
LEGISLAÇÕES SOBRE COLETAS E DISPOSIÇÃO FINAL
Todo este movimento legislativo, no sentido de melhorar as condições de coleta ( captação) dos materiais de pós- consumo, se deveu à famosa crise dos aterros sanitários americanos dos anos 80, onde cerca de 70% dos mesmos ou foram considerados saturados ou foram impedidos de receber certos tipos de produtos de pós – consumo, pneus, baterias, listas telefônicas, móveis velhos, etc., (produtos de pós – consumo de bens duráveis não eram aceitos há longo tempo nestes aterros).
Como conseqüência destas leis sobre aterros sanitários e coletas seletivas obrigatórias, o número de programas de coleta seletiva aumentou de 1000 programas em 1988 a 5404 programas em 1992, possivelmente um número bem maior atualmente.
Este expressivo aumento de coletas seletivas em todo o país redundou em disponibilidade considerável de materiais reciclados de todos os tipos, aliás o objetivo principal da legislação, mas desequilibrou a oferta e demanda dos mesmos ocasionando turbulência nos preços do mercado.
Estas novas escalas econômicas de negócios, movimentando grandes quantidades de materiais descartáveis como os plásticos, papéis, vidro, metais, modificaram e reestruturaram os diversos aspectos logísticos e tecnológicos nas diversas fases dos canais de distribuição reversos, dando origem a novas parcerias e alianças entre empresas, instalando-se o verdadeiro “Reverse Supply Chain Management”, adaptando-se às novas condições.
As empresas americanas empreendem parcerias que as possibilitem cumprir as novas legislações, surgindo alianças entre grandes empresas de coleta de lixo e de coletas seletivas com as empresas utilizadoras destes materiais, tais como a da Waste Management Inc. com a Stone Container and American Can e com a Eastman Chemical Co., da Browning Ferris, grande empresa de coleta de lixo com a Wellman, maior fabricante de fibras de poliéster a partir de resíduos de pós - consumo de garrafas e de filmes de PET.
A conhecida empresa Dupont desenvolve uma rede de parcerias com empresas recuperadoras da prata, presente nos filmes radiográficos descartados após uso, para a coleta de filmes de PET que servem como suporte para este filme, montando uma cadeia reversa de coleta. Esta atividade transformou-se em um novo negócio estratégico da empresa que fornece, atualmente, serviços especializados em “Reverse Supply Chain” a outras empresas para vários tipos de materiais.
As legislações sobre produtos duráveis foram dirigidas, principalmente, aos fabricantes dos mesmos exigindo maior responsabilidade empresarial através de programas de “take – back” de seus produtos. Os fabricantes passam a ser responsáveis pela organização dos canais reversos dos produtos após o seu “fim de vida”, organizando a coleta, o desmanche e reciclagem ou reuso dos componentes. Produtos como automóveis, eletrodomésticos em geral, mobiliário, baterias elétricas de toda natureza, pneus, listas telefônicas, óleos lubrificantes, etc..
Vários sistemas são utilizados pela rede de distribuição direta dos produtos no sentido de incentivar estes canais, desde o depósito monetário obrigatório na compra do bem, como forma de garantir a devolução após uso, como taxas monetárias para fundos de pesquisa de reciclagem acrescidas ao preço de venda do produto, entre outros.
No caso específico dos plásticos, uma série de legislações foram emanadas no país relativas à redução de peso de embalagens, número mínimo de reutilização das embalagens, embalagens com conteúdo crescente de reciclados, chegando até a 50% em 2002, taxas de reciclagem mínimas de 50%, etc..
O aproveitamento de sinergias logísticas na montagem dos canais reversos geram associações entre empresas compartilhando etapas reversas, parcerias com empresas especializadas em logística de distribuição direta para a conversão dos sistemas em reversos, entre outras. Criam-se nestes setores as condições de “Supply Chain Reverso”, algumas vezes por iniciativa das próprias empresas como forma de responsabilidade ambiental.
São bons exemplos de montagem de “Supply Chain” Reverso, por conta própria ou por terceirização dos serviços, os da empresa Xerox , no caso das copiadoras , da empresa de medicamentos Bristol-Myers Squibb, dos produtos da Helewtt Packard, de empresas automobilísticas.
LEGISLAÇÕES SOBRE O MERCADO
As legislações sobre coleta e disposição final neste país apresentaram resultados tão expressivos que o aumento da oferta de produtos descartáveis superou substancialmente a demanda para os mesmos, o que provocou momentaneamente desequilíbrios nos preços destes materiais e dificuldades conseqüentes no mercado em geral.
Para compensar este desequilíbrio de oferta houve necessidade de legislações de incentivo ao uso de reciclados como leis sobre produtos com certo conteúdo de reciclados, governos incentivando as compra destes produtos, etc..
As leis de conteúdo de reciclado dispõem sobre um certo mínimo destes no produto final e estão presentes em grande parte dos estados americanos, principalmente no caso do papel de imprensa e em menor escala para as sacolas de plásticos, vasilhames de plásticos e de vidro, listas telefônicas.
O caso do papel de imprensa nos Estados Unidos é interessante, pois com a legislação de aumento do conteúdo do papel reciclado nos jornais americanos houve um enorme crescimento da rede de fábricas especializadas na eliminação de tintas de papéis de pós – consumo para a reciclagem dos mesmos. Quando foram promulgadas as primeiras leis nos estados de Connecticut e Califórnia, em 1989, haviam 9 fábricas especializadas neste tipo de operação, e no ano de 1992 este número havia crescido para 27 fábricas e com projetos de mais 12 novas fábricas em curso naquele ano.
O uso indiscriminado de etiquetas ambientais nos produtos foi muito utilizado no inicio dos anos 70 causando uma certa dificuldade para o consumidor final distinguir verdades e falsas mensagens mercadológicas na época. Vários organismos americanos como EPA ( Environment Protectio Agency), FTC ( Federal Trade Commission), alguns estados e organizações ambientalistas, procuram definir padrões e termos como reciclável, reutilizável, ambientalmente correto, degradável, com conteúdo reciclado, etc., de forma a melhor orientar o mercado. Parece que atualmente o mais bem aceito guia ambiental, com normas sobre uso da publicidade ambiental, é o da FTC (Federal Trade Commission).
Europa Ocidental
Contrariamente aos Estados Unidos, onde o ônus sobre os programas de coleta seletiva e seleção dos materiais coube aos governos locais, pelo menos nos casos de coletas seletivas do lixo, subsidiados por incentivos federais, na Europa Ocidental estes programas e toda a legislação sobre resíduos sólidos impõe o ônus da criação e organização dos canais de distribuição reversos, diretamente aos fabricantes dos produtos, conforme se constatará em alguns exemplos destas legislações, selecionados em alguns países, apresentados a seguir.
Alemanha
Após a reunificação da Alemanha Ocidental e Oriental, constatou-se que grande parte dos resíduos sólidos, perigosos ou não, anteriormente enviados para serem tratados na Alemanha Oriental encontravam-se em aterros sem nenhum tratamento. Em conseqüência foram promulgadas uma série de leis, inicialmente visando a reciclagem de embalagens e posteriormente aos produtos duráveis.
As legislações sobre embalagens, por exemplo, obedeceram a um programa de progressivos objetivos de forma a dar tempo aos agentes de organizarem os respectivos canais reversos. Inicialmente, a partir de 1991, as leis sobre embalagens envolviam a responsabilidade de fabricantes e varejistas pela reciclagem das “embalagens de transporte” dos bens em geral, em 1992 a obrigatoriedade de reciclagem de “embalagens secundárias”, resumidamente aquelas que envolvem as embalagens primárias ou de contenção dos produtos, e em 1993 a obrigatoriedade de embalagens primárias em geral.
Em função destas novas condições, cerca de 400 grandes empresas nacionais e multinacionais tais como Coca Cola, Pepsi Cola, Nestlé, Unilever, Wilkinson Sword, entre outras, formaram em 1992 uma empresa de coleta seletiva, de capital privado, com objetivos de reciclar até 80% de embalagens até 1993, iniciando sistemas de parcerias em um novo Supply Chain Reverso destes materiais. O grande varejista alemão Tengelmann forma parceria com a empresa de embalagem Scholler para desenvolvimento de embalagens retornáveis com duração mínima de 10 anos.
No caso de automóveis, este país associa-se com a França e Holanda para definir sistemas de reciclagem passando a responsabilidade de governos para as companhias automobilísticas destes países a partir de 1996.
Inglaterra
Legislação sobre índices de reciclagem de descartáveis de 50% até o ano 2000.
Países Escandinavos
A legislação sobre resíduos sólidos está principalmente ligada à redução de embalagens descartáveis de bebidas em geral, através de proibição direta de sua comercialização ou através de taxas sobre os descartáveis.
Comunidade Européia
Visando harmonizar as diversas legislações nos países da comunidade foi publicado em 1992 o “New Approach Standard” para reutilização e reciclagem, principalmente voltado para embalagens, adotando um nível objetivo de reciclagem de 60% , níveis de captura de resíduos sólidos de 90%, etiquetas ecológicas, regras de incineração e outras.
Japão
Considerado um dos líderes em reciclagem de todas as naturezas, este país não apresenta um nível de intervenção governamental importante, mas uma cultura de escassez natural conduziu o país a altas taxas de reciclagem, com média de mais de 60% na maioria dos materiais recicláveis como embalagens, papéis, baterias, etc..
LOGÍSTICA REVERSA E A RESPONSABILIDADE EMPRESARIAL ( Ver anexo 6 )
Os bens industriais apresentam ciclos de vida útil de algumas semanas ou de alguns anos, após o que serão descartados pela sociedade, de diferentes formas, constituindo os produtos de pós - consumo e os resíduos sólidos em geral. Estes produtos ou materiais de pós- consumo, se não retornarem ao ciclo produtivo de alguma forma, em quantidades adequadas, constituir-se-ão em acúmulos que excederão, em alguns casos, as diversas possibilidades e capacidades de “estocagem” dos mesmos, transformando-se em “problemas” ambientais com “visibilidade” crescente no limiar de nosso século.( Quadro anexo)
A Logística Reversa, uma nova área da Logística Empresarial, preocupa-se em equacionar a multiplicidade de aspectos logísticos do retorno ao ciclo produtivo destes diferentes tipos de bens industriais, dos materiais constituintes dos mesmos, bem como dos resíduos industriais, através de reutilização controlada do bem e de seus componentes ou da reciclagem dos materiais constituintes, dando origem a matérias primas secundárias que se reintroduzirão ao processo produtivo.
As diferentes alternativas e formas de comercialização, desde a captação dos bens de pós- consumo ou dos resíduos industriais até a sua reutilização ou através do reaproveitamento de seus materiais, constituem os Canais de Distribuição Reversos.
A redução do ciclo de vida mercadológico dos produtos, a introdução de novas tecnologias e materiais na constituição dos mesmos, a obsolescência precoce dos produtos, a vertiginosa febre de novos lançamentos de produtos, o alto custo de reparos face ao preço do bem, entre outros motivos, tem aumentado as quantidades de bens descartados.
Este Novo Momento Histórico, de alta descartabilidade, tem gerado uma crescente sensibilidade ecológica na sociedade, pela proximidade ao seu cotidiano, causada pela “visibilidade” progressiva dos excessos destes descartes, somando-se à crescente proximidade dos desastres ecológicos.
Esgotam-se as capacidades dos “Sistemas de Disposição Final Tradicionais” destes bens de pós – consumo, os aterros de diversas classificações e a incineração, aumentando os custos ecológicos a serem pagos pela sociedade se não adequadamente equacionados.
A Logística Reversa tem sido utilizada como uma importante ferramenta de aumento de competitividade e de consolidação de imagem corporativa, quando inserida na estratégia empresarial e em particular na estratégia de Marketing Ambiental, em empresas que privilegiam uma visão de Responsabilidade Empresarial em relação ao Meio Ambiente e à Sociedade.
Para tanto, é necessário equacionar corretamente os diversos aspectos envolvidos no estabelecimento dos “Canais de Distribuição Reversos” dos materiais e produtos de pós - consumo, ambiente de atuação da Logística Reversa, estabelecer as adequadas relações de parcerias entre as empresas das cadeias reversas, o “Supply Chain” Reverso, estabelecer relações positivas na busca de soluções com diferentes áreas de governo, permitindo melhor aplicabilidade das “Legislações Ambientais” e detectar as “Tendências Ecológicas” da sociedade que darão o suporte às estratégias modernas de Marketing Ambiental. e valorizarão a imagem corporativa da organização.
Fatores Tecnológicos, Econômicos, Legislativos, Logísticos, e mais recentemente, os Ecológicos influem diferentemente na organização destes “ Canais de Distribuição Reversos”, e as empresas necessitam planejar convenientemente suas estratégias adequando-as aos novos paradigmas e tendências de consumo da sociedade moderna.
Esta atuação de Responsabilidade Ambiental, além de impactar positivamente na imagem institucional das empresas, permitirá que uma Nova Economia de negócios se intensifique com enormes possibilidades de geração de empregos, de serviços e de desenvolvimento tecnológico, tanto mais “visível” quanto maior a consciência da sociedade ao desenvolvimento sustentado.
Diversos autores caracterizam as atitudes ou fases empresariais relativamente ao meio ambiente, entre os quais o Council of Logistics Management (C.L.M.), que em uma pesquisa junto a 17 empresas, na década de 90, constatou 3 principais atitudes empresariais neste sentido: Atitude Reativa, Atitude Pró Ativa e Atitude de Busca de Valor.
A atitude empresarial reativa em relação ao meio ambiente é caracterizada pelo cumprimento da legislação e regulamentos, revelando uma visão introspectiva, ou em outras palavras, os impactos de seus produtos ou processos ao meio ambiente não fazem parte das reflexões estratégicas da empresa. No sentido de se desembaraçar de seus resíduos utiliza a venda ou a simples retirada dos mesmos evitando custos de disposição final. Desta forma a organização empresarial não prevê atividades especiais para a gestão do meio ambiente e nenhum comprometimento da hierarquia superior.
Empresas que revelam uma visão pró – ativa em relação à responsabilidade ambiental caracterizam-se pelo comprometimento da hierarquia superior com os problemas ambientais designando, em sua organização, áreas especializadas para o equacionamento dos problemas ligados à gestão ambiental e visando antecipar-se aos regulamentos e legislações, adquirindo experiência em sua especialidade setorial e colaborando eventualmente com os poderes públicos no correto estabelecimento destas legislações. Estabelece programas e diretrizes de gestão de resíduos e desenvolve suas redes logísticas reversas evitando os impactos negativos de seus produtos e processos ao meio ambiente . Desenvolve vantagem competitiva através de performance superior no cumprimento das legislações existentes, através de modificações em seus produtos tornando-os menos agressivos ao meio ambiente, .
Empresas que se encontram na fase de agregar valor aos seus produtos, processos e serviços, através da responsabilidade ética com a sociedade e com o meio ambiente, caracterizam-se por desenvolver as atividades com visão sistêmica da empresa em sua cadeia produtiva, ou seja, desenvolveram capacidade empresarial de agregar valor aos seus produtos e serviços na medida em que sejam efetivamente perceptíveis aos clientes e à sociedade através de uma cultura empresarial comprometida com estes valores. Esta cultura permeada ao longo de todos os níveis hierárquicos garante um elevado grau de satisfação e orgulho dos colaboradores que se traduzirá em maior criatividade em suas funções e em processos de melhorias constantes.
Desta forma, empresas nesta fase de desenvolvimento organizacional, elaboram suas estratégias através desta visão holística do novo ambiente empresarial, obtendo retornos em reduções de custos operacionais, ganho de competitividade, e reforço de sua imagem corporativa. Dentre suas principais ações estratégicas neste sentido incentiva as diversas áreas especializadas na concepção e operação de redes de distribuição reversas, de sistemas de reciclagens internos e em parcerias nas cadeias reversas, além de outras atividades relacionadas. As empresas que apresentaram esta visão estratégica, nesta pesquisa, são as de melhor performance e normalmente líderes em seus setores de negócios, tendo como principais metas:
Criação de imagem diferenciada e de novas oportunidades de lucros através da introdução das preocupações ambientais em sua reflexão estratégica corporativa.
Busca constante de produtos e processos de menor impacto ao meio ambiente em acordo com os princípios do desenvolvimento sustentado.
Selecionamos algumas atitudes típicas destas empresas líderes que buscam agregar valor às suas atividades empresariais através desta visão ética e responsável quanto ao impacto de seus produtos ao meio ambiente:
Avaliação dos produtos e processos através da Análise de Ciclo de Vida Ambiental
A Análise do Ciclo de Vida Útil dos Produtos estuda o impacto ambiental dos produtos desde a extração das matérias-primas para a sua fabricação, seus insumos , transportes, distribuição direta e reversa, uso , manutenção , até a sua disposição final, tornando-se também conhecida com a expressão: “análise dos produtos do berço ao túmulo”.
As recentes normas ISO 14000, sobre Sistemas de Gestão Ambiental, contemplam esta técnica nos capítulos referentes ao inventário, avaliação do impacto e interpretação do ciclo de vida dos produtos .
A idéia fundamental é a de que se tenha um instrumento para decidir qual o nível de impacto ambiental de um produto ao longo de sua vida e poder compará-lo em todas as fases desta, o que poderá trazer muitas surpresas às considerações atuais .
Altamente científico e complexo poderá tornar mais claro alguns casos clássicos como o da escolha da melhor alternativa : embalagem retornável ou descartável. Do ponto de vista econômico analisaríamos os custos comparados de produção para o mesmo volume envasado , os custos logísticos integrados , os custos administrativos, ganhos em vantagens competitivas , etc. Do ponto de vista do impacto ambiental examinaríamos que a retornável possui longa vida e portanto produção menor facilitando sua reciclabilidade ,entre outros , enquanto que a descartável é mais leve e tem melhor concepção logística acarretando menor poluição no transporte ,etc.
Possivelmente haverá maior clareza nas decisões da sociedade sobre qual o ônus de cada agente que intervêm na forma de destinação final dos produtos . Nesta nova visão poderia ser imputado, de forma objetiva , os correspondentes custos ecológicos até a disposição final do produto, em função de sua maior ou menor reciclabilidade .
Estas mesmas técnicas têm sido empregadas, mais recentemente, por organismos oficiais visando esclarecer definições e classificações ambientais dos produtos e processos, de forma a regulamentar o utilizações de rótulos ou selos ambientais, cuja tendência ao uso será crescente no mercado global.
- Concepção dos produtos visando reduzir impactos ao meio ambiente e facilitando o ciclo reverso do pós consumo ( Design for Recycling)
O projeto dos produtos é o momento ideal para a consideração dos impactos dos mesmos e de seus materiais constituintes ao meio ambiente prevendo a facilidade de desmontagem, separação dos materiais constituintes, identificação dos mesmos. O projeto das linhas de desmontagens de automóveis , computadores, eletrodomésticos, etc., permite grandes economias e redução dos impactos ambientais. A redução dos 10 tipos diferentes de plásticos para 1 único tipo na construção dos computadores pela empresa IBM e o sistema de 1 parafuso de desmontagem utilizado nos computadores japoneses permite facilidade nas linhas reversas de desmontagens.
Corresponde a desenvolver, modificar, produtos e serviços que satisfaçam às tendências de novas exigências que os consumidores passam a apresentar por maior sensibilidade ecológica.
Criação de Vantagem Competitiva através da Distribuição Reversa
Utilizando-se de relações de parcerias e constituindo o verdadeiro “Supply Chain” Reverso estas empresas líderes e de alta responsabilidade ética têm conseguido excelente retorno mercadológico e de imagem corporativa através da criação das redes de distribuição reversas ( “Take Back Products Programs” ) de bens duráveis ou de seus componentes e através de diferentes formas de montagem das redes reversas de semi-duráveis e descartáveis. São conhecidos os exemplos de empresas como a Dupont e Xerox nos Estados Unidos, e diversos exemplos de empresas bem sucedidas nas áreas de descartáveis, como as embalagens de latas de alumínio, óleos lubrificantes, listas telefônicas, papel de imprensa, etc.
Estas empresas antecipam-se às legislações e restrições impostos pela sua regulamentação, participando em sua concepção e se responsabilizando pela coleta e tratamento de seus produtos e materiais, terminada a sua utilidade inicial, evitando os impactos negativos ao meio ambiente.
Extensão dos Conceitos de Responsabilidade Ambiental
Empresas com este posicionamento estratégico exigem comportamentos éticos e de responsabilidade ambiental de seus parceiros de negócios, rede de fornecedores e clientes. Tratando-se de uma atitude empresarial de demonstração de cultura de Qualidade Total, além da certificação ISO 14000, as empresas deverão apresentar-se com estas características na disputa de competitividade nos mercados globais .
PROJETO DA REDE LOGÍSTICA REVERSA
Conforme vimos, cresce o número de empresas que buscam uma posição pró ativa e de aumento de valor de seus produtos e serviços através da redução do impacto destes ao meio ambiente. Desenvolver sua rede de distribuição logística reversa diretamente ou através de parcerias, convênios com poderes públicos, em cooperativas, etc., revela-se uma das principais preocupações para a consecução destes objetivos operacionais.
Destacamos a seguir alguns aspectos relevantes do estabelecimento de um projeto de rede de distribuição reversa operacionalizada através da Logística Reversa.
Preliminarmente deve-se estabelecer uma distinção entre os diversos canais de distribuição reversos (CDR) quanto ao tipo de bem disponibilizado e quanto à forma de reaproveitamento dos bens ou de seus materiais constituintes. Desta maneira os classificaremos em CDRs de bens duráveis, semi – duráveis e descartáveis e em CDRs de materiais ou de produtos. As características do projeto serão significativamente diferentes em cada um destes casos.
Produtos duráveis, com vida útil de alguns anos a algumas décadas, poderão ser disponibilizados por término de vida útil, quando o bem não apresenta interesse e funcionalidade de qualquer espécie, ou por obsolescência operacional, quando, embora em funcionamento, não apresenta interesse ao primeiro possuidor. No primeiro caso a rede de distribuição reversa estará interessada no aproveitamento de seus materiais constituintes e em seus componentes eventuais enquanto no segundo caso o objetivo do projeto de distribuição reverso será o reaproveitamento do bem em uma extensão de sua utilidade.
Os bens semi-duráveis, com vida útil de alguns meses a dois anos, apresentam características intermediárias entre os duráveis e os descartáveis sendo portanto considerados em cada caso específico. Ou seja, a rede reversa poderá se constituir de reaproveitamento de componentes ou de extensão de uso (reuso) dos bens originais bem como de seus materiais constituintes.
Os bens descartáveis, com algumas semanas de vida útil, apresentam interesse na reciclagem dos materiais constituintes dos mesmos, que poderão dar origem a produtos de mesma espécie ou de outras espécies do produto original.
Podemos pois classificar alguns grandes grupos de projetos de redes de distribuição reversas que caracterizam os diversos tipos de Canais de Distribuição Reversos (CDRs) ou “Supply Chain” Reversos:
Quanto à Similaridade do Produto Fabricado com Materiais Reciclados e do Produto de Pós –Consumo Coletado.
Canais de Distribuição Reversos de Ciclo Aberto.
De materiais como os metais, plásticos, vidros, papéis, etc., nos quais estes materiais são extraídos de diferentes produtos de pós – consumo que os contém, visando a sua reintegração ao ciclo produtivo substituindo matérias-primas novas.
Canais de Distribuição Reversos de Ciclo Fechado.
De produtos como latas de alumínio, latas de aço, baterias de automóvel, etc., nos quais os materiais são extraídos destes produtos de pós – consumo para a fabricação de um produto equivalente.
Quanto ao Nível de Integração Empresarial e Participação
Empresas Integradas na Distribuição Reversa
“Supply Chain” Reverso de Pós – Consumo Originados de Bens Duráveis e Semi Duráveis.
Empresas se encarregam de todas as fases de distribuição reversa até o reaproveitamento dos subconjuntos ou para reposição ou para novas montagens.
“Supply Chain” Reverso de Resíduos de Pós – Consumo Originados de Bens Descartáveis
Empresas se encarregam de todas as fases desde a coleta do pós- consumo até a reintegração dos materiais reciclados ao ciclo produtivo.
Não integradas
“Supply Chain” Reverso de Pós – Consumo Originados de Bens Duráveis e Semi Duráveis.
Empresas utilizam-se de outros agentes para a consecução das diferentes etapas de reaproveitamento dos bens de pós – consumo através de comercialização de serviços ou de compra de produtos nas diversas fases.
“Supply Chain” Reverso de Pós – Consumo Originados de Bens Descartáveis.
Empresas compram materiais processados em diversas etapas dos canais reversos.
Empresas que não Utilizam os Pós – Consumo
Nestes casos a empresa estará interessada na montagem de uma rede logística reversa para assegurar-se do destino dos bens de pós – consumo originados de seus produtos, vendendo-os ou comercializando parcerias de utilização dos mesmos nas diversas etapas reversas.
Pelo exposto pode-se vislumbrar algumas opções estratégicas que devem ser examinadas no projeto de uma rede logística reversa, onde as vantagens e desvantagens de cada alternativa face ao ambiente operacional característico do mercado examinado, o posicionamento empresarial, as competências internas da empresa, além de outros fatores comuns aos estudos estratégicos empresariais deverão compor a análise.
Os casos de projetos envolvendo bens de alto valor relativo observa-se uma tendência natural em soluções de ciclos fechados e integrados totalmente de forma a garantir os volumes em escala econômica de processamento empresarial além de integrar os lucros das operações individuais em cada etapa reversa.
Entretanto a maior parte dos casos de projetos de redes reversas empresariais envolve decisões e ações nos ambientes externos e internos à empresa que precisam ser cuidadosamente equacionados, parcerias externas em prestação de serviços, envolvimento com associações de classe, processos de educação da sociedade , mobilizações junto aos poderes públicos, entre tantos outros aspectos a serem estudados.
Quanto aos Objetivos Principais
O objetivo dos projetos de rede logística reversa poderão se constituir de um ou mais dos exemplos abaixo listados ou eventualmente de outros não especificados :
Objetivo Econômico: visualização de ganhos financeiros na operação de reaproveitamento dos produtos ou materiais de pós- consumo.
Objetivo Mercadológico: diferenciação de serviços de pós venda
Obediência à Legislação: existentes ou futuras, visando nestes casos adquirir experiência para contribuir com a elaboração de normas e regulamentações
Prevenção de risco à continuidade dos negócios: muito similar ao anterior mas neste caso a empresa visa mitigar os efeitos nocivos dos impactos dos pós consumos de seus produtos evitando que a regulamentação futura interfira nos resultados dos negócios.
Ganho de Imagem Corporativa
Outros eventuais.
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