terça-feira, 18 de agosto de 2026

Bicho do Paraná: Uma Homenagem aos que Constroem a Nossa Terra

Hoje eu quero fazer uma reflexão necessária sobre o que realmente significa ser um "Bicho do Paraná".

​Com frequência, vemos na televisão e nas grandes mídias a valorização do termo associada apenas a celebridades do esporte, atores, figuras públicas ou grandes nomes da medicina. Embora essas pessoas tenham o seu mérito, essa narrativa omite a base que sustenta o nosso Estado.

​O verdadeiro Bicho do Paraná é aquele que acorda antes do sol nascer para cultivar a terra. É o agricultor familiar e o produtor rural que colocam a comida na mesa dos brasileiros, muitas vezes enfrentando severas adversidades climáticas e a falta de incentivos e políticas públicas adequadas para o setor.

​Bicho do Paraná é o empreendedor — do pequeno ao grande — que luta diariamente para manter as portas abertas, gerar empregos e arcar com uma das cargas tributárias mais severas do mundo. É quem trabalha arduamente sabendo que o Estado opera como um "sócio majoritário", recolhendo a maior fatia do fruto do seu esforço, mas devolvendo muito pouco em infraestrutura, segurança e serviços essenciais.

​Bicho do Paraná é o trabalhador honrado, que sai de casa de madrugada, cumpre longas jornadas e dorme tarde para garantir o sustento da sua família. Pessoas que dependem de um salário obtido com muito suor e que convivem com a ausência de retornos efetivos por parte da gestão pública.

​O valor do povo paranaense não está nos holofotes ou nas telas de TV. Está na força, na resiliência e no trabalho de cada cidadão que move esta terra no dia a dia.

​Esses, sim, são os verdadeiros Bichos do Paraná. E é a eles que devemos nosso respeito e o nosso reconhecimento.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

​A Ilusão dos Marketplaces e a Necessidade de um Retorno às Origens

​Especialistas e executivos de grandes empresas afirmam frequentemente que o comportamento do consumidor mudou. Apontam o crescimento vertiginoso das vendas em plataformas digitais — como Shopee, Shein e Mercado Livre — e defendem que os empresários devem se adequar urgentemente a essa modernidade.
​Entretanto, há um impacto negligenciado nessa transição: o fechamento contínuo do comércio físico. A migração em massa para os marketplaces ameaça gerar uma crise sem precedentes de desemprego em escala global. Trata-se de um círculo vicioso perigoso. As empresas físicas encerram suas atividades, o trabalhador perde a sua fonte de renda e, consequentemente, o consumidor desempregado deixa de ter capacidade financeira para comprar. No fim desse ciclo, haverá uma abundância de ofertas no ambiente digital, mas uma escassez absoluta de compradores.
​Diante desse cenário, a solução exige uma revisão profunda do nosso modelo econômico e social. É preciso recuar e redefinir o nosso rumo para reanimar a geração de empregos.
​Isso passa pelo incentivo direto ao pequeno agricultor e pela produção local, estimulando uma migração reversa: a saída das grandes áreas urbanas e o retorno ao campo. Ao inverter a lógica iniciada na Revolução Industrial e valorizar novamente o trabalho manufaturado e a agricultura, daremos condições reais para que a sociedade reconstrua sua economia sobre bases sólidas, garantindo a subsistência e a estabilidade social.