PLANETA SUSTENTÁVEL

ENCONTRAR OS LIVROS DE WAGNER LUIZ MARQUES - DIGITANDO O NOME DE "WAGNER LUIZ MARQUES"


Pesquisar todo o texto de nossos livros

REVISTA VENDA MAIS

Amostra Grátis 480 x 60 - www.vendamais.com.br

INVESTE MAIS – A REVISTA DO INVESTIDOR

Amostra Grátis 480 x 60 - www.revistainvestmais.com.br

REVISTA LIDERANÇA

Amostra Grátis 480 x 60  - www.lideraonline.com.br

EDITORA QUANTUM – TREINAMENTOS

Editora Quantum 480 x 60

sábado, 1 de dezembro de 2007

DIÁRIO DE UM EMPREENDEDOR

DIÁRIO DE UM EMPREENDEDOR
“ANÁLISE ECONÔMICA E FINANCEIRA EMPRESARIAL”
PROFESSOR DR. WAGNER LUIZ MARQUES
ASSUNTO I
DIÁRIO DE UM EMPREENDEDOR
O empreendedor:
· Não pode ser ditador;
· Não pode ser paternalista com a equipe de direção, todos devem atuar em espírito de equipe;
· Deve acompanhar as mudanças mercadológicas juntamente com a tecnologia e aceitar mudanças;
· Deve agir racionalmente no momento de realizar a direção perante seus colaboradores, irracionais nas atitudes de tomada de decisão, sabendo que o objetivo geral é alcançar a lucratividade do empreendimento, unido ao fator racional no relacionamento e conduta perante todo o quadro funcional da organização;
· Necessita se utilizar da experiência para alcançar melhores resultados;
· Precisa valorizar a família;
· Deve proporcionar lazer para a sociedade;
· Deve proporcionar crescimento do país;
· Necessita contribuir com PIB (Produto Interno Bruto) do país;
· Necessita investir em tecnologia sustentável para o país;
· Deve preocupar-se com o seu semelhante;
· Necessita aproveitar as oportunidades;
· Considerado bom, não é aquele que consegue vultosos faturamentos, mas sim aquele que sabe realizar bons investimentos, planejar adequadamente seus gastos, investir bem na sua equipe de colaboradores;
· Deve ser humilde, modesto e atencioso para todas as informações;
· Não pode perder as oportunidades e aproveitar bem quando surgir;
· Deve saber se relacionar e ser accessível ao relacionamento;
· Deve trabalhar com custo reduzido e não explorar no preço de seus produtos ou serviços.
· Deve trabalhar com produtos de qualidade;
· Necessita tirar da mente que marketing é gasto, mas sim investimento, pois é o que faz conhecer o seu empreendimento;
· Deve trabalhar com estoque reduzido e saber comprar para não perder com custo de estocagem ou deterioração dos produtos;
· Necessita saber ser contador gerencial e não simplesmente tributário, porque sabendo administrar a empresa saberá reduzir sua carga tributária trabalhando dentro da lei que o ampara;
· Deve avaliar detalhadamente a qualidade do atendimento;
· É apto para aceitar implantação de novos projetos e aceitar a continuação dos mesmos;
· Deve saber ouvir aos seus subordinados, avaliar as informações e colocar em ação se for satisfatório;
· Deve saber se comunicar para realizar boas negociações e se relacionar na sociedade;
· Deve participar da sociedade de forma ativa, mas não se expor. A participação leva ao marketing da empresa e desenvolve um laço de amizade desde que se utilize de maneira correta sem denegrir sua imagem;
· Deve influenciar sua família a participar da sociedade, mas não expor o empreendimento;
· Pode e deve visitar feiras, exposições, congressos de sua área para acompanhar as tendências e a modernização de mercado se possível realizar novos investimentos;
· Deve ter sua empresa estruturada na forma integrada no sistema de informação gerencial para controlar adequadamente resultados econômicos da empresa;
· Deve ser conservador nos momentos de incerteza do mercado;
· Deve honrar com as obrigações perante os fornecedores;
· Deve saber administrar a sua própria vida;
· Precisa se preparar para enfrentar a concorrência, os inimigos, enfim todos que querem que não dê certo o seu empreendimento;
· Deve ser educado, buscar conhecimento em cursos profissionalizante, palestras, convenções e universidades;
· Deve estar de bem fisicamente para estar disposto nas ações do dia-a-dia;
· Deve estar bem psicologicamente, familiarmente e espiritualmente;
· Não pode discriminar as pessoas;
· Deve estabelecer união entre sua equipe de colaboradores;
· Deve proporcionar para sua equipe profissional estimulados para a busca de perda zero no ambiente empresarial, quebra zero nos equipamento empresariais, através de incentivo, benefícios e união entre toda equipe de colaboradores;
· Proporcionar aos colaboradores programa na participação dos resultados;
· Não deve ter medo de identificar a política econômica e financeira para seus colaboradores. Esta ação demonstra o poder compartilhado entre direção e equipe de funcionários apresentando realmente a situação da empresa;
· Deve respeitar todos os ligados a sua administração, colaboradores, acionistas, clientes, fornecedores, familiares e etc.
· Deve estimular o trabalho em equipe;
· Incentivar os colaboradores a estar unido com seus familiares, liberando para as festividades em épocas especiais, nas escolas, acompanhamento dos filhos nas consultas médicas por algum número de dias no ano;
· Deve servir a sociedade;
· Deve pulsar nas veias o sangue humanitário;
· Valorizar seu colaborador proporcionando oportunidades de crescimento investido pela empresa e planos de cargos e salários para seus funcionários;
· Necessita conhecer e agir adequadamente as diferenças entre valores monetário da empresa o que representam para o proprietário. São as diferenças da pessoa física e jurídica;
· Utilizar os lucros do exercício para reenvestimento da empresa e fazer reservas de dividendos para distribuir aos sócios em período pré-determinado;
· Deve ter calma nas ações para a tomada de decisões.
O empreendedor apropriado para constituir e levar a frente uma empresa deve avaliar e seguir as ações apresentadas, refleti-las e colocar em prática pelo menos cem porcentos de tudo o que foi indicado.
CONCEITO DE EMPREENDEDOR
A dádiva do empreendedor é acreditar no potencial, aproveitar do limite e fazer da vontade alcançar o objetivo desejado. Para isso necessita ser consciente, saber o que pode e consegue lutar para superar as diversidades do tempo, sendo assim o caminho deixará de ser tortuoso e tornará uma reta para chegar ao destino almejado.
Empreendedor é o ser humano que sabe avaliar ao mesmo tempo o racional e o irracional na empresa. O lado racional do empreendedor é porque sobre sua responsabilidade estas muitas pessoas e famílias necessitando do seu sucesso. O lado irracional é que o seu sucesso depende da união de vários fatores que devem ser bem avaliados e também saber transpor o limite da injustiça e da incompreensão humana.
Este profissional deve saber conduzir sua organização seguindo rigorosamente os princípios básicos da administração: Planejamento; Organização; Controle; Previsão e Direção.
· PLANEJAMENTO
A sua própria identificação nominal esclarece que é ação de preparação das etapas para alcançar os objetivos desejados; é a função administrativa que determina quais os objetivos almejados e o que deve ser feito para atingi-los da maneira adequada.
· ORGANIZAÇÃO
Tem como função agrupar e estruturar todos os recursos almejados da melhor forma possível. O objetivo primordial é agregar as pessoas para que estes trabalhem em conjunto e atinja favoravelmente o organismo empresarial.
· CONTROLE
É a função administrativa que consiste em medir e corrigir o desempenho dos subordinados para assegurar que os objetivos da empresa sejam atingidos. A tarefa de controle é verificar se tudo está sendo feito de conformidade e organizado de acordo com as ordens dadas para identificar os erros ou desvios, a fim de corrigi-los e evitar sua repetição.
· PREVISÃO
Ato ou efeito de analisar o futuro da empresa. Averiguar a situação de mercado e identificar como agir e tomar as decisões corretas. Por isso que o empreendedor deve estar atento a médio e longo prazo, pois sua previsão bem definida soluciona muitos problemas futuros.
· DIREÇÃO
Fazer executar as tarefas em termos lógicos, uma empresa precisa ser governada, orientada para alcançar o escopo pretendido. A direção tem como função na administração conduzir e coordenar o pessoal na execução das atividades planejadas e organizadas, orientar e coordenar o trabalho dos subordinados. Na realidade, dirigir significa interpretar os objetivos e os planos para os outros e dar instruções sobre como executá-los. Trata-se de atuar diretamente sobre pessoas para conseguir que executem as suas atividades. A importância da direção está em que nada adianta um bom planejamento e uma boa organização se as pessoas trabalham sem uma orientação e coordenação adequada.
Estas ações principais da administração proporcionam o bom direcionamento do trabalho do empreendedor, mas não basta, necessita mais, ou seja, deve se ter missão, propósito que a empresa exista para atingir sucesso e alcançar lucratividade.
· MISSÃO
Missão é o motivo de existir a empresa, concentrar todos os valores em termos de atuação, tradição, filosofia e valorização do nome instituído a empresa.
· VISÃO
É outro fator importante para o empreendedor, é estabelecer metas que quer chegar a perspectiva de futuro. A visão proporciona atitudes lógicas para a tomada de decisão, porque os escopos se tornam claros e fáceis de ser interpretados.
A visão e a missão precisam ser claramente definidas para que possam ser compartilhada por todos na organização. Estas ações proporcionarão para todos traçar um planejamento estratégico e alcançar os desejos traçados na mente e, sobretudo na vida do empreendedor.
Portanto, empreendedor é a constituição total do ser humano em relação a sua vida pessoal, profissional e histórica, reconhecendo a conduta compassiva e verdadeira perante o seu próximo. Não desprezando a ousadia e a busca constante de atingir o sucesso que é o resultado das ações praticadas no dia-a-dia do desenvolvimento humano.
TRANSFORMAÇÃO DO EMPREENDEDOR
Todo empreendedor necessita seguir a sua experiência, ele não deve procurar aventuras organizacionais no inicio de sua vida empresarial. Depois de estabelecido, estabilizado pode caminhar para os diversos mundos do empreendedorismo.
Portanto o empreendedor deve ser uma excelente pessoa e aceitar tudo de inovação que possa existir no mercado empresarial seguindo o conhecimento de cada capítulo que será apresentado a seguir.
Antes de iniciar os estudos empreendedores no mercado econômico financeiro empresarial, o profissional da área deve avaliar esta mensagem para refletir nas suas tomadas de decisões:
Se parássemos de encarar a vida e as pessoas como um jogo e milhões de adversários, muito provavelmente sofreríamos menos, compreenderíamos mais os problemas alheios e encontraríamos muito mais conforto no abraço de cada um.
Mas infelizmente, nos enxergamos como rivais, como se estivéssemos em busca de um tesouro tão pequeno que só poderia fazer vitorioso a uma única pessoa.
Ledo engano: o maior prêmio de nossa existência está na capacidade de compartilharmos a vida!
Estamos todos no mesmo barco!
Devemos experimentar:
Acolher ao invés de julgar,
Perdoar ao invés de acusar
Compreender ao invés de revidar!
É difícil, sem dúvida! Mas é possível e extremamente gratificante.
A vida fica mais leve, o caminho fica mais fácil e a recompensa, muito mais valiosa.
A EQUIPE FAZ A FORÇA
A equipe só sobrevive quando todos estiverem empenhados e comprometidos com os resultados, respeitando indistintamente a tudo e a todos.
ASSUNTO 2
CONTABILIDADE GERENCIAL À NECESSIDADE DAS EMPRESAS!
1- INTRODUÇÃO A CONTABILIDADE GERENCIAL
1.1- CONCEITO DE CONTABILIDADE GERENCIAL
1.2- CARACTERÍSTICAS DA CONTABILIDADE GERENCIAL
1.3- CONTROLE
PARTE I
REGISTROS E CONTROLES DOS FATOS CONTÁBEIS
1- CONCEITO DE CONTABILIDADE
2- POSTULADOS, PRINCÍPIOS GERALMENTE ACEITOS E CONVENÇÕES
3- CONTAS PATRIMONIAIS E DE RESULTADOS
4- ESTÁTICA E DINÂMICA PATRIMONIAL
5- ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS
6- ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL
- FATOS PRÁTICOS DA EMPRESA WLM LTDA.
- DIÁRIO CONTÁBIL
- RAZÃO CONTÁBIL
- BALANCETE DE VERIFICAÇÃO
7- CONTROLE DE ESTOQUE
7.1- OPERAÇÃO COM INVENTÁRIO PERMANENTE E PERIÓDICO
- EXEMPLO PRÁTICOS DA EMPRESA WLM LTDA.
- APURAÇÃO DO CMV OU CPV DA EMPRESA WLM LTDA.
8- ANALISE DE CUSTO
8.1- CUSTOS
- EXEMPLO PRÁTICOS DA EMPRESA WLM LTDA.
8.2- DEPARTAMENTALIZAÇÃO DO CUSTO
8.3- DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS DE SERVIÇOS
8.4- RATEIO DOS CUSTOS INDIRETOS DOS DEPARTAMENTOS DE SERVIÇOS
9- DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
PARTE II
TOMADAS DE DECISÕES GERENCIAIS
1- FORMULAS /ANALISES P/ FORMAÇÃO DE PREÇO E CONCORRÊNCIA NO MERCADO
- EXEMPLO PRÁTICOS DA EMPRESA WLM LTDA.
2- PONTO DE EQUILÍBRIO, MARGEM CONTRIBUIÇÃO, TAXAS RETORNO E LUCRO
3- ANALISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3.1- ANALISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS POR QUOCIENTES
3.2- SISTEMA DU PONT DE ANALISE FINANCEIRA
- EXEMPLO PRÁTICOS DA EMPRESA WLM LTDA.
3.3- ANALISE VERTICAL E HORIZONTAL DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
- EXEMPLO PRÁTICOS DA EMPRESA WLM LTDA.
4- CAPITAL DE GIRO
- EXEMPLO PRÁTICOS DA EMPRESA WLM LTDA.
PARTE III
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES PARA CONTABILIDADE GERENCIAL
1- OPERAÇÕES FINANCEIRAS
2- OPERAÇÕES DO ATIVO PERMANENTE
2.1- DEPRECIAÇÃO/AMORTIZAÇÃO/EXAUSTÃO
2.2- BAIXA DO ATIVO PERMANENTE
3- OPERAÇÕES COM PESSOAL
4- OPERAÇÕES DE ENCERRAMENTO DE EXERCÍCIO
4.1- ENCERRAMENTO DAS CONTAS DE RESULTADO
4.2- PROVISÃO DOS IMPOSTOS INCIDENTES SOBRE O LUCRO
4.3- VARIAÇÃO PATRIMONIAL
5- MODELO DE PLANO DE CONTAS
6- SISTEMA DE INFORMAÇÕES CONTÁBEIS
7- PROCESSO ADMINISTRATIVO
7.1- PLANEJAMENTO ADMINISTRATIVO
7.2-ORÇAMENTO
7.3- ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
7.4- ORGANOGRAMA
7.5- DIREÇÃO ADMINISTRATIVA
7.6- COORDENAÇÃO
8- ANÁLISES
8.1- GERENCIAMENTO CONTÁBIL SETORIAL OU ANALISE SETORIAL
9- PROVISÃO E PREVISÃO CONTÁBIL
10- REALIZÁVEL E EXIGÍVEL A LONGO PRAZO CONTABILMENTE
ASSUNTO 3
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA PARA EMPRESA: A ESTRATÉGIA REAL PARA O CRESCIMENTO
PARTE I - A FUNÇÃO FINANCEIRA NA EMPRESA
PARTE II – CONTROLES FINANCEIROS
PARTE III – ANÁLISE FINANCEIRA
PARTE IV – INVESTIMENTO
PARTE V – PROJETAR O FLUXO DE CAIXA
PARTE VI – FLUXO DE CAIXA
PARTE VII – ANÁLISE DOS RESULTADOS DO FLUXO DE CAIXA
PARTE VIII – A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO
PARTE IX – ANÁLISE DOS FATORES EXTERNOS
PARTE X – FATORES INTERNOS DA EMPRESA
PARTE XI – ANÁLISE DOS CUSTOS
XII – ESTRUTURA GERENCIAL DE RESULTADO
PARTE XIII – ANÁLISE DE SENSIBILIDADE
PARTE XIV – INDICADORES DE AVALIAÇÃO E DESEMPENHO
PARTE XV - MÉTODOS DE ANÁLISE DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
PARTE XVI - IDENTIFICAÇÃO DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
PARTE XVII – MERCADO DE VALORES – CVM (CONSELHO DE VALORES MONETÁRIOS)
PARTE XVIII - ANÁLISES GERAIS DO MERCADO FINANCEIRA BRASILEIRO EM INVESTIMENTO
ASSUNTO 4
GESTÃO ESTRATÉGICA DE MARKETING
CONCEITOS DE MARKETING
OBJETIVOS BÁSICOS DO MARKETING
O QUE É E O QUE NÃO É MARKETING
ESTRATÉGIA E PLANEJAMENTO DO PRODUTO
CONCEITO:
PLANEJAMENTO
ESTRATÉGIA
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO.
PLANEJAMENTO TÁTICO.
PLANO DE AÇÃO.
FASES PARA DESENVOLVER O PROCESSO DE GESTÃO ESTRATÉGICA
1ª FASE-DELIMITAÇÃO DO NEGÓCIO, FORMULAÇÃO DA VISÃO, DA MISSÃO E O INVENTÁRIO DAS COMPETÊNCIAS DISTINTIVAS.
2ª FASE-ANÁLISE MACROAMBIENTAL.
3ª FASE-ANÁLISE DO AMBIENTE COMPETITIVO E DOS TIPOS DE RELACIONAMENTOS DA ORGANIZAÇÃO.
4ª FASE-ANÁLISE DO AMBIENTE INTERNO.
5ª FASE-VALORES E POLÍTICAS.
6ª FASE-FORMULAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE ESTRATÉGIA.
7ª FASE-DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS.
8ª FASE-ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO.
9ª FASE-DEFINIÇÃO DO PARÂMETROS DE AVALIAÇÃO E CONTROLE.
10ª FASE-FORMULAÇÃO DE UM SISTEMA DE GERENCIAMENTO E RESPONSABILIDADES.
11ª FASE-IMPLANTAÇÃO.
MARKETING SOCIAL
DEFINIÇÕES DE MARKETING SOCIAL
ASSUNTO 5
GESTÃO DE PESSOAS/ ROTINAS TRABALHISTAS
CAPÍTULO I
1.1 FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO E SUAS IMPLICAÇÕES PARA A GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS
1.1.1 As Escolas Administrativas e a Função de Pessoal
1.1.1.1 Análise Global das Escolas Administrativas e a função pessoal
1.1.2 As Fases Evolutivas da Gestão de Pessoal
1.2 CONCEITOS E SUAS VARIÁVEIS EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS
1.2.1 Conceito de Gestão de Recursos Humanos
1.2.2 Evolução da Administração de Recursos Humanos
1.2.3 Evolução Atualizada do Pensamento de Recursos Humanos
1.3 FUNDAMENTOS DE RECURSOS HUMANOS
1.3.1 Políticas de Recursos Humanos
1.4 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE RECURSOS HUMANOS
1.4.1 Ambiente e Clima Organizacional
1.4.1.1 Conceito de Clima Organizacional
1.4.1.2 Avaliação do Clima Organizacional
1.4.1.3 Atuação da Pesquisa de Clima Organizacional
1.4.1.4 Escopo (Alvo) do Programa
1.4.1.4.1 Metodologia
1.4.1.4.1.1 Etapas da Pesquisa
1.4.2 Mercado de RH e Mercado de Trabalho
1.4.2.1 Mercado de RH
1.4.2.2 Mercado de Trabalho
1.4.3 Rotatividade de Pessoal
1.4.4 Absenteísmo
1.4.5 Análise Motivacional para o desempenho de Recursos humanos
1.4.5.1 Motivação
CAPÍTULO II
2 DESENVOLVIMENTO ESTRUTURAL DE RECURSOS HUMANOS
2.1 Estrutura Organizacional
2.1.1 Estrutura Formal
2.1.2 Estrutura Informal
2.1.3 Tipos de Estrutura Organizacional
2.1.3.1 Estrutura Linear
2.1.3.2 Estrutura Funcional
2.1.3.3 Estrutura Staff and Line
2.1.4 Elaboração da Estrutura Organizacional
2.1.5 Componentes da Estrutura Organizacional
2.1.5.1 Sistema de Responsabilidade
2.1.5.2 Sistema de Autoridade
2.1.5.3 Sistema de Comunicação
2.1.5.4 Sistema de Decisão
2.1.6 Níveis de Influência da Estrutura Organizacional
2.1.7 Departamentalização
2.1.8 Tipos de Departamentalização
2.1.9 Organograma
2.1.10 Técnicas Gráficas (Fluxograma)
2.1.11 Arranjo Físico
2.1.12 Organização
2.1.13 Recursos Organizacionais
2.2 RECRUTAMENTO DE PESSOAL
2.2.1 Recrutamento Interno
2.2.2 Recrutamento Externo
2.3 SELEÇÃO DE PESSOAL
2.4 TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL
CAPITULO III
3.1 ADMINISTRAÇÃO DE CARGOS E SALÁRIOS
3.1.1 Programa de Gestão de Cargos e Salários
3.1.1.1 Avaliação e Classificação de Cargos
3.1.2 Administração de Salários
3.1.2.1 Objetivos da Administração Salarial
3.1.2.2 Métodos de Administração Salarial
3.1.3 Análise de Função
3.1.4 Descrição e Análise de Cargos
3.1.5 Política de Cargos e Salários
3.1.6 Planos de Benefícios Sociais
3.2 AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
3.3 ROTINAS TRABALHISTAS
3.3.1 Admissão
3.3.2 Encargos
3.3.3 Direitos
3.3.4 Legislação
CAPITULO IV
4.1 HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO
4.1.1 CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
4.2. RELAÇÕES TRABALHISTAS
4.2.1 Política de Relações Trabalhistas
4.2.1.1 Estrutura de benefícios sociais
4.3 TÓPICOS ESPECIAIS E EMERGENTES
4.3.1 Ética
4.3.1.1 Conceito de Ética
4.3.2 Responsabilidade Social
4.3.3 Avaliação 360 Graus
4.3.4 Gestão Ambiental (Influencia da Ecologia e o Meio Ambiente no processo administrativo)
4.3.5 Recolocação e o Processo de Adaptação do mercado
ASSUNTO 6
IMPLANTAÇÃO QUALIDADE TOTAL
I-CERTIFICAÇÃO DA EMPRESA NA FAMÍLIA “ISO”
1-CONHECENDO A ABNT
2-O QUE SIGNIFICA CERTIFICAR O SISTEMA DA QUALIDADE ?
3-BENEFÍCIOS QUE A EMPRESA OBTÉM POR SER CERTIFICADA SEGUNDO AS NORMAS DA FAMÍLIA ISO 9000
4-ESCLARECIMENTOS EM RELAÇÃO À NORMA
5-PROCEDIMENTOS PARA OBTER O CERTIFICADO ISO 9000
6-IDENTIFICAÇÃO DA CERTIFICAÇÃO
6.1-Certificação
6.2-ABNT como Organismo de Certificação
6.3-Os Certificados que podem ser obtidos são os seguintes
7-ISSO
7.1-ISO 9.000
7.2-ISO 14.000
8-SISTAMA PARA IMPLANTAÇÃO DA QUALIDADE NAS EMPRESAS
8.1-GESTÃO PELA QUALIDADE TOTAL
8.2-ISO
8.3-JUST - IN - TIME ( JIT )
8.4-EXPECTATIVAS
8.5-CERTIFICAÇÃO
8.6-INDICADORES DA QUALIDADE
8.7-INDICADORES DE PRODUTIVIDADE
9-NORMAS GARANTEM A QUALIDADE DOS PROCESSOS
9.1-A SÉRIE ISO 9000
9.1.1-ISO 9000
9.1.2-ISO 9001
9.1.3-ISO 9002
9.1.4-ISO 9003
9.1.5-ISO 9004
9.1.6-ISO 9004. 2
10-AUDITORIA DA QUALIDADE
10.1-NORMAS ISO 10000.
10.2-ISO 10011 – 1
10.3-ISO 10011 – 2
10.4-ISO 10011 – 3
11-MANUAL DA QUALIDADE
12-ETAPAS DO PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO
13-FONTE PA CERTIFICAÇÃO: INMETRO
II-QUALIDADE
1-A EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE QUALIDADE
2.A NECESSIDADE DE PADRONIZAÇÃO
3-UTILIZAÇÃO DA QUALIDADE
3.1-QUALIDADE NO ATENDIMENTO
3.2-GLOBALIZAÇÃO UMA NOVA ERA!
3.3-QUALIDADE TOTAL HOJE É SOLUÇÃO!
3.4-A BUSCA DO SABER
3.5-COMO SABERMOS SE EXISTE QUALIDADE NA “CONTABILIDADE”
3.6-QUALIDADE NA POLÍTICA DO HOMEM
3.7-QUALIDADE DE VIDA
III-IMPLANTAÇÃO DA QUALIDADE TOTAL NA EMPRESA
1.OBJETIVO GERAL NA IMPLANTAÇÃO DA QUALIDADE TOTAL
2.OS RESPONSÁVEIS PELA EFETIVAÇÃO DO PROGRAMA Q. T.
3.O PROGRAMA DA QUALIDADE TOTAL CONTA PARA O DESEMPENHO DE ATIVIDADES ESPECÍFICAS, COM AS SEGUINTES UNIDADES
4.O CONSELHO SUPERIOR DA QUALIDADE TOTAL, É PRESIDIDO PELO
5.DISCRIMINAR OS SETORES QUE FARÃO PARTE DA IMPLANTAÇÃO DA QUALIDADE TOTAL.
6.FUNÇÃO DO COMITÊ NA IMPLANTAÇÃO DA QUALIDADE TOTAL
7.FUNÇÃO DA COMISSÕES DE GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL
8.MANUAL DE ORIENTAÇÃO PARA IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA DE QUALIDADE TOTAL
9.ROTEIRO PARA IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA DE QUALIDADE TOTAL
10.ORGANIZAÇÃO DO PROGRAMA
11.ORIENTAÇÃO TÉCNICAS NA IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA DE QUALIDADE TOTAL
12.ESTRATÉGIA DE IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA
13.BASES PARA IMPLANTAÇÃO DA QUALIDADE TOTAL
14.ORIENTAÇÕES BÁSICAS
15.CONCLUSÃO DA QUALIDADE TOTAL
16.IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA DE QUALIDADE LUA E SOL E OITO I
ASSUNTO 7
IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA OITO “Ss” E SETE “Ss”
PROGRAMAS DE APOIO NA IMPLANTAÇÃO DA QUALIDADE TOTAL
HISTÓRIAS PARA MEMORIZAÇÃO DO OITO “Ss”
1. ABERTURA
A ÚLTIMA CORDA
2. NECESSÁRIO DO DESNECESSÁRIO
3.ORGANIZAR
QUALIDADE TOTAL
4. LIMPEZA
TRABALHAR COM ALEGRIA
5. HIGIENE/PADRONIZAÇÃO
NÃO ESPERE
6. DISCIPLINA
O ALUNO E O AMOR
7. TREINAMENTO
CHEFE CHATO
8. PERDAS:
VAI DESISTIR? PENSE BEM!
9. UNIÃO
LAREIRA
I- IDENTIFICAÇÃO DO OITO “Ss”
1-CONCEITO
2-HISTÓRICO
3-OBJETIVO GERAL
4-OBJETIVOS ESPECÍFICOS
5- COMENTÁRIO DOS OBJETIVOS ESPECÍFICOS
6- DEFINIÇÃO
7- NOVA VERSÃO DOS OITO “Ss”
8- OS OITO “Ss” E A DIGNIDADE HUMANA
9. MANUAL DE IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA OITO “Ss”
10- CRIAÇÃO E COMPOSIÇÃO DO COMITÊ PARA IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA OITO “Ss”
11- FORMAS PARA SE MONTAR A CARTILHA DO PROGRAMA OITO “SS”
12- PLANILHA DE AVALIAÇÃO
13- A ESTRUTURA DOS SETE "Ss" DE RICHARD PASCALE – NORTE-AMERICANO
ASSUNTO 8
ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO
1. FORMAS DE SE MONTAR UM PROJETO
2. ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO
2.1 INTRODUÇÃO A ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO
2.1.1 COMO DESENVOLVER INICIALMENTE A ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO
2.1.2 AS FUNÇÕES ADMINISTRAÇÃO E PRODUÇÃO
2.1.3 ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO ALCANÇA RESULTADOS FAVORÁVEIS
2.1.4 PRODUÇÃO NA EMPRESA
2.1.5 MODELO DE TRANSFORMAÇÃO
2.1.6 PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO (INPUT)
2.1.7 PROCESSO DE ATENDIMENTO (OUTPUTS)
2.1.8 RELACIONAMENTO ENTRE CONSUMIDORES E FORNECEDORES INTERNOS
2.1.9 PROTEÇÃO DA PRODUÇÃO
2.1.10 TIPOS DE OPERAÇÃO DE PRODUÇÃO
2.1.11 ATIVIDADE DA ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO
2.2 ORGANIZAÇÃO E DIREÇÃO
2.2.1 ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
2.2.2 PRINCÍPIOS BÁSICOS DE ORGANIZAÇÃO
2.2.4 ORGANOGRAMA
2.2.5 PROJETOS DE PROCESSOS NA ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO
2.2.6 PAPEL ESTRATÉGICO E OBJETIVOS DA PRODUÇÃO
2.2.6.1 OBJETIVOS DA PRODUÇÃO
2.2.6.1.1 QUALIDADE
2.2.6.1.1.1 QUALIDADE REDUZ CUSTO
2.2.6.1.1.2 QUALIDADE AUMENTA A CONFIABILIDADE
2.2.6.1.2 RAPIDEZ
2.2.6.1.2.1 RAPIDEZ DA OPERAÇÃO INTERNA
2.2.6.1.2.2 RAPIDEZ REDUZ ESTOQUES
2.2.6.1.3 CONFIABILIDADE
2.2.6.1.3.1 CONFIABILIDADE NA OPERAÇÃO INTERNA
2.2.6.1.3.2 CONFIABILIDADE ECONOMIZA TEMPO
2.2.6.1.3.3 CONFIABILIDADE ECONOMIZA DINHEIRO
2.2.6.1.4 FLEXIBILIDADE
2.2.6.1.4.1 FLEXIBILIDADE MAXIMIZA TEMPO
2.2.6.1.4.2 FLEXIBILIDADE MANTÉM CONFIABILIDADE
2.2.6.1.4.3 FLEXIBILIDADE MANTÉM CLIENTES
2.2.6.1.5 CUSTO
2.2.6.1.5.1 O CUSTO É AFETADO POR OUTROS OBJETIVOS DE DESEMPENHO
2.2.6.2 PAPEL ESTRATÉGICO
2.2.6.3 CONTEÚDO E PROCESSO DA ESTRATÉGIA DE PRODUÇÃO
2.2.6.4 CONTEÚDO DA ESTRATÉGIA DE PRODUÇÃO
2.2.6.5 OBJETIVOS DE DESEMPENHO
2.2.6.6 INFLUÊNCIA DO CICLO DE VIDA DO PRODUTO/SERVIÇOS NOS
OBJETIVOS DE DESEMPENHO
2.2.6.7 ÁREAS DE DECISÃO ESTRATÉGICA DE OPERAÇÕES
2.2.6.8 ESTRATÉGIAS ESTRUTURAIS E INFRA-ESTRUTURAIS
2.2.6.9 ESTRATÉGIA DE PRODUÇÃO INFLUENCIA AS ATIVIDADES
DA GESTÃO DE PRODUÇÃO
2.3 PROJETOS NO GERENCIAMENTO DA PRODUÇÃO:
2.4 PROJETOS EM PRODUÇÃO DE EMPRESAS DE SERVIÇOS
2.5 PROJETOS EM REDE DE PRODUÇÃO PRODUTIVA
2.6 PROJETOS NO PROCESSO TECNOLÓGICO
2.7 PROJETO NO PROCESSO ORGANIZACIONAL DO TRABALHO
2.7.1 DIREÇÃO ADMINISTRATIVA
2.7.2 PRINCÍPIOS BÁSICOS DE DIREÇÃO
2.7.3 DIREÇÃO DEMOCRÁTICA
2.7.4 MOTIVAÇÃO
2.7.5 LÍDER E LIDERANÇA
2.7.6 LIDERANÇA
2.7.7 RELAÇÃO HUMANA AO ATENDIMENTO DO LÍDER PARA SEUS
SUBORDINADOS
2.7.7.1 O QUE É SER LÍDER
2.7.7.2 O BOM LÍDER INICIA COM ELOGIOS
2.7.7.3 O LÍDER INTELIGENTE CHAMA A ATENÇÃO DISCRETAMENTE.
2.7.7.4 COMENTE PRIMEIRAMENTE SEUS ERROS PARA CHAMAR A
ATENÇÃO DO OUTRO
2.7.7.5 FAÇA PERGUNTA EM VEZ DE DAR ORDEM.
2.7.7.6 NÃO ENVERGONHE AS OUTRAS PESSOAS.
2.7.7.7 ELOGIE O MENOR PROGRESSO
2.7.7.8 ATRIBUA TAREFAS PARA SEU GRUPO PARA ELE SE MANTER
ATIVO NO SEU DIA-A-DIA
2.7.7.9 INCENTIVE O CERTO PARA NÃO ACOSTUMAR COM O ERRO.
2.7.7.10 FAÇA ALGUÉM SE SENTIR SATISFEITO.
2.7.7.11 O LÍDER TRABALHA EM CONJUNTO
2.7.7.12 A QUEDA DE UM LÍDER
2.7.7.13 AS DELICIAS DE SER LÍDER
2.7.7.14 O LÍDER SUPERA DESAFIOS
2.7.8 COORDENAÇÃO
2.7.9 SUPERVISÃO
2.7.10 ERGONOMIA
2.7.10.1 PROJETO ERGONÔMICO DO LOCAL DE TRABALHO
2.7.10.2 PROJETO ERGONÔMICO DO AMBIENTE
2.8 FORMA DE SE MONTAR UM PROJETO
2.9 PLANEJAMENTO E CONTROLE
2.9.1 PLANEJAMENTO ADMINISTRATIVO
2.9.1.1 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE PLANEJAMENTO
2.9.2 CONTROLE ADMINISTRATIVO
2.9.2.1 OBJETIVO E IMPORTÂNCIA
2.9.2.2 PROCESSO DE CONTROLE
2.9.3 CAPACIDADE DE ATENDIMENTO
2.9.3.1 MÉTODOS PARA AJUSTAR A CAPACIDADE:
2.9.4 PLANEJAMENTO E CONTROLE DE ESTOQUE
2.9.4.1 CONTROLES UTILIZADOS PARA O ESTOQUE
2.9.4.2 FINALIDADE DE ESTOCAGEM
2.9.4.3 MÉTODOS DE ESTOQUES
2.9.4.4 PLANEJAMENTO DE ESTOQUE
2.9.4.5 DECISÕES DE ESTOQUE
2.9.4.6 CUSTOS DE ESTOQUES
2.9.4.7 A IMPORTÂNCIA DOS ESTOQUES
2.9.4.8 NÍVEL DE ESTOQUES
2.9.4.9 ESTOQUES MÍNIMOS
2.9.5 PLANEJAMENTO E CONTROLE DAS REDES DE SUPRIMENTO
2.9.6 PLANEJAMENTO E CONTROLE NO SISTEMAS DE INFORMAÇÕES
2.9.6.1 CONCEITO DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO
2.9.6.2 CONCEITOS FUNDAMENTAIS PARA SISTEMA DE INFORMAÇÃO
2.9.7 PLANEJAMENTO E CONTROLE DO TEMPO (JUST IN TIME)
2.9.7.1 NÃO IMPLANTAR O SISTEMA DE TEMPO ACARRETA DESPERDIÇO
2.10 MELHORIAS
2.10.1 PRIORIDADE DE MELHORAMENTOS
2.11 PREVENÇÃO E RECUPERAÇÃO DE FALHAS
2.11.1 FALHA DO SISTEMA
3 LOGÍSTICA
ASSUNTO 9
GESTÃO DO SISTEMA DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS
CAPITULO I
1.1-SISTEMA DE INFORMAÇÕES
CAPITULO II
2.1 – SISTEMA DE PROCESSAMENTO DE TRANSAÇÕES
2.2 – SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL
CAPÍTULO III
3.1 – SISTEMA APOIO A DECISÃO
3.2 – TRABALHO DO CONHECIMENTO: SISTEMA PARA ESCRITÓRIO E
CAPÍTULO IV
4.1 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E SISTEMA ESPECIALISTA
4.2 TENDÊNCIAS EM SISTEMAS DE INFORMAÇÕES

CONTABILIDADE GERENCIAL À NECESSIDADE DAS EMPRESAS!

CONTABILIDADE GERENCIAL A NECESSIDADE DAS EMPRESAS! EXTRAÍDO DO LIVRO COM O MESMO TÍTULO.
Conteúdo retirado do material:
CERTIFICADO DE REGISTRO OU AVERBAÇÃO:
NUMERO DE REGISTRO 212.125LIVRO 369 FOLHA 285
PROFESSOR: DR. WAGNER LUIZ MARQUES
1. INTRODUÇÃO A CONTABILIDADE GERENCIAL
1.1. CONCEITOS DE CONTABILIDADE GERENCIAL
Contabilidade Gerencial, pode ser caracterizada, superficialmente, como um enfoque especial conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade financeira, na contabilidade de custos, na análise financeira e de balanço etc., colocados numa perspectiva diferente, num grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório.
Na realidade a contabilidade gerencial é uma síntese de informações que são dadas à administração geral da empresa.
A contabilidade gerencial é o processo de identificação, mensuração, acumulação, análise, preparação, interpretação e comunicação de informações financeiras utilizadas pela administração para planejamento, avaliação e controle dentro de uma organização e para assegurar o uso apropriado de seus recursos.
A contabilidade gerencial deve-se ser avaliada de maneira diferenciadas da contabilidade financeira, pois cada uma delas tem suas particularidades, e sobre tudo a contabilidade gerencial utiliza-se da própria contabilidade financeira, mais as demais contabilidade e ainda desenvolve sua análise para dar suas devidas informações.
Os métodos da contabilidade financeira e da contabilidade gerencial foram desenvolvidas para diferentes propósitos e para diferentes usuários das informações financeiras. Há, contudo, numerosas similaridades e áreas de sobreposição entre os métodos da contabilidade financeira e a gerencial.
A contabilidade gerencial é relacionada com o fornecimento de informações para os administradores, isto é, aqueles que estão dentro da organização e que são responsáveis pela direção e controle de suas operações. A contabilidade gerencial pode ser contrastada com a contabilidade financeira, que é relacionada com o fornecimento de informações para os acionistas, credores e outros que estão de fora da organização.
Podemos notar uma diferença simples mas expressivas na análise de contabilidade, pois muitos pensam em estar estudando conteúdos iguais, mas na realidade isto não acontece, mas sim o que acontece é o reforço dos conhecimentos que o contador passa a ter em conhecer todas as contabilidades devidas à uma administração e fazer ligação com a própria contabilidade como um todo, unindo todos os conhecimentos e desenvolver dentro de uma só contabilidade, sendo colhidas informações, processadas e expelidas para os desejados que fazem jus das organizações e economia que a nossa população necessita.
A contabilidade gerencial nota-se que na vida prática de uma organização não existe um setor específico para este fim, ou seja, como existe propriamente como departamento de custos, departamento financeiro e etc., estes setores são enquadrados dentro da organização como setores específicos para desenvolver estas determinadas ações como seu próprio nome representa. Já a contabilidade gerencial não precisa de um departamento específico, porque ela tem que estar no nosso subconsciente que em todos os momentos de uma organização este fator estará presente, pois hoje com todas as concorrências, globalização avançando rapidamente, leva nós gerentes a desenvolver análises rápidas, criarmos orçamentos que nos possibilita uma orientação do que precisamos fazer, e ou mesmo o que estamos praticando dentro de nossa organização. Sendo assim teremos que incutir em nossas mentes que em todos momentos estaremos fazendo a contabilidade gerencial, até mesmo em nossas casas.
Já para o nosso curso de contabilidade, analisando didaticamente precisamos ter esta disciplina a parte, para podermos colocar em nossos conhecimentos a tão desejada necessidade que precisamos ter, para superarmos os nossos concorrentes e sermos profissionais adequados para as organizações que hoje procuram no mercado de trabalho.
1.1.1. Contabilidade gerencial como instrumento de administração:
Entendemos que a contabilidade gerencial existe ou existirá se houver uma ação que faça com que ela exista. Uma entidade tem contabilidade gerencial se houver dentro dela pessoas que consiga traduzir os conceitos contábeis em atuação prática. Contabilidade gerencial significa gerenciamento da informação contábil. Ora, gerenciamento é uma ação. Contabilidade gerencial significa o uso da contabilidade como instrumento da administração.
Se temos a contabilidade, se temos a informação contábil, mas não a usamos no processo administrativo, no processo gerencial, então não existe gerenciamento contábil, não existe contabilidade gerencial.
Dessa forma, fica claro que a contabilidade gerencial deve utilizar-se das técnicas já desenvolvidas por outras disciplinas, porque nelas o estudo específico é mais aprofundado.
O objetivo da contabilidade gerencial é enfocar todos os temas escolhidos dessas disciplinas no processo de administração, no processo integrado de tomada de decisões.
Contabilidade gerencial não é um existir, mas um fazer.
Contabilidade gerencial é ação, e não técnicas específicas de contabilidade.
Não existe contabilidade gerencial. faz-se a contabilidade gerencial.
1.1.2. Utilização da contabilidade gerencial:
Como vimos que a contabilidade gerencial, ela é utilizada principalmente dentro da empresa, como ferramenta de auxílio à administração, em todas as suas facetas operacionais.
Tendo em vista que uma organização é estruturada de forma hierárquica, a contabilidade gerencial deve suprir, através do sistema de informação contábil gerencial, todas as áreas da organização. Como cada nível de administração dentro da empresa utiliza a informação contábil de maneira diversa, cada qual com um nível de agregação diferente, o sistema de informação contábil gerencial deverá providenciar que a informação contábil seja trabalhada de forma especifica para cada segmento hierárquico da organização.
Dentro desse fundamento, a contabilidade gerencial deverá atender a todos os seguimentos hierárquicos da empresa, e isso se reflete na forma de utilização da informação contábil. Assim, teremos um bloco de informações que suprirão a alta administração da organização, que denominamos de gerenciamento contábil global, objetivando canalizar informações que sejam apresentadas de forma sintética, em grandes agregados, com a finalidade de controlar e planejar a empresa dentro de uma visão de conjunto.
Teremos um segundo bloco de informações que suprirão a média administração, ou, caso necessário, os segmentos que a empresa definiu em termos de divisões ou linha de produtos. São informações para canalizar os conceitos de contabilidade por responsabilidade. Denominamos esse segmento de gerenciamento contábil setorial.
Finalmente teremos um terceiro bloco de informações para gerenciar cada um dos produtos da organização, de forma isolada. Denominamos esse segmento da contabilidade gerencial, de gerenciamento contábil especifico. São informações que descem a um grau maior de detalhamento, a nível operacional.
Para todos esses segmentos serão trabalhadas informações para planejamento estratégico e orçamentário, já que o segundo fundamento da Contabilidade Gerencial é seu enfoque para o futuro. Assim, área fundamental do sistema de informação contábil são os orçamentos e projeções.
1.1.3. Contabilidade Gerencial e Sistema de Informação:
Para que a informação contábil seja usada no processo de administração, é necessário que essa informação contábil seja desejável e útil para as pessoas responsáveis pela administração da empresa. Para os administradores que buscam a excelência empresarial, uma informação, mesmo que útil, só é desejável se conseguida a um custo adequado e interessante para a entidade. A informação não pode custar mais do que ela pode valer para a administração da empresa.
Diante desses pressupostos básicos para a informação contábil, fica claro o caminho a ser adotado para que a contabilidade se transforme em ferramenta de ação administrativa e se torne um instrumento gerencial. Para se fazer, então, contabilidade gerencial, é mister a construção de um sistema de informação contábil gerencial. Em outras palavras, é possível fazer e é possível ter contabilidade gerencial dentro de uma empresa, desde que se construa um sistema de informação contábil.
Portanto é importante também rotinização da informação contábil gerencial. Concluindo, para se fazer contabilidade gerencial é necessário um sistema de informação contábil gerencial, um sistema de informação operacional, que seja um instrumento dotado de características tais quais preencha todas as necessidades informacionais dos administradores para o gerenciamento de sua empresa.
1.2- CARACTERÍSTICAS DA CONTABILIDADE GERENCIAL
1.2.1. Atitudes e características do contador gerencial:
Se nos perguntassem qual ou quais as características que distinguem o bom contador gerencial de outros profissionais ligados à área da contabilidade, diríamos que a fundamental é saber “tratar”, refinar e apresentar de maneira clara, resumida e operacional dados espaços contidos nos registros da contabilidade financeira, de custos e etc., bem como juntar tais informações com outros conhecimentos não específicos ligados à área contábil, para suprir a administração em seu processo decisório. Um contador de custos tradicional, por exemplo, que não tenha sido exposto à ênfase da contabilidade gerencial, ao apurar as variações entre custo orçado e real, limitar-se-ia a informar tais variações e a incluí-las ou não na demonstração de resultados. Um contador com mentalidade gerencial vai utilizar tais variações, até o extremo grau possível de detalhe, para tentar encaminhar um início de contabilidade por responsabilidade ou, pelo menos, para saber distinguir quais as áreas que merecem uma investigação maior, por causas das variações apuradas.
Em certas situações que exijam condições de otimização de resultados ou minimização de custos, o contador gerencial deverá superar-se e derivar de conceitos de valor médio (usuais na contabilidade), conceitos que mais se aproximem de custos e receitas marginais, necessários nos processos de otimização.
Um contador gerencial, pelo visto, deve ser elemento com formação bastante ampla, inclusive com conhecimento, senão das técnicas, pelo menos objetivos ou resultados que podem ser alcançados com métodos quantitativos. Deve estar consciente de certos conceitos de microeconomia e, acima de tudo, deve saber observar como os administradores reagem a forma de tudo, deve saber observar como os administradores reagem à forma e ao conteúdo dos relatórios contábeis. Cada administrador tem características próprias, mas uma grande maioria não apreciaria, por exemplo, um exemplar de balancete do razão com trinta paginas, para tomada de decisões. Também não visualiza bem um demonstrativo operacional apresentado na forma de débito-crédito; talvez entenda melhor um demonstrativo na forma dedutiva, e assim por diante.
Por outro lado, um gerente de formação não predominante contábil não se entusiasmará, propriamente, com certas expressões tão a gosto dos contadores, tais como: provisão para férias, 13º salário ou fato contábil misto. Se não puderem ser substituídas adequadamente, deverão pelo menos ser explicadas de forma simples.
No entanto não podemos nos esquecer do fato que não existe este titulo na empresa, contador gerencial, mas sim temos que nos lembrar que para desenvolver esta função, tem que ser o próprio contador da empresa, ter uma mente aberta para desenvolver a todo momento este sistema de contador empreendedor, ativo e esclarecedor de informações para seus clientes internos que possui. Num grande número de casos, todavia, estas características deverão recair na figura do controlador, efetivamente.
1.3. CONTROLE
1.3.1.Conceito Objetivos e Características:
Controle é a função administrativa que consiste em medir e corrigir o desempenho dos subordinados para assegurar que os objetivos da empresa sejam atingidos. A tarefa de controle é verificar se tudo está sendo feito de conformidade com o que foi planejado e organizado, de acordo com as ordens dadas, para identificar os erros ou desvios, a fim de corrigi-los e evitar sua repetição.
-Objetivo e importância
a) Correção das falhas ou erros: o controle serve para detectar falhas ou erros, seja no planejamento, na organização ou na direção e apontar as medidas corretivas.
b) Prevenção de novas falhas ou erros: Ao corrigir falhas ou erros, o controle aponta meios de evitá-los no futuro.
-Processo de controle
a) Estabelecimento de padrões: a primeira etapa do controle é a fixação dos padrões a serem obedecidos. Um padrão é um resultado desejado, uma norma para se estabelecer o que se deverá fazer, uma bitola previamente fixada, e que servirá de marco para comparar o desempenho futuro.
Tipos de padrões:
1- Padrões de quantidade
2-Padrões de qualidade
3-Padrões de tempo
4-Padrões de custo
b) Avaliações do desempenho: a segunda etapa do controle consiste em se avaliar ou mensurar o que está sendo feito.
c) Comparação do desempenho com o padrão estabelecido: é a terceira etapa do controle. Consiste em comparar o que está sendo feito com o padrão estabelecido para verificar se há diferença, variação, erro ou falha.
d) Ação corretiva: é a ultima etapa do controle. Consiste na correção da variação, do erro ou falha. Se o desempenho foi de acordo com o padrão, não há ação corretiva. O objetivo do controle é identificar quando, quanto, onde, e corrigir.
1.3.2. Controle Gerencial na Contabilidade:
A contabilidade gerencial desenvolve a muito tempo um papel de controlador das informações necessárias, que torne a organização uma força de analise e tomada de decisões nos fatores mais preponderantes e importantes na nossa administração.
Assim o presente sistema de escrituração no departamento de contabilidade adapta-se admiravelmente ao fim que tem em vista, a saber, o de apurar uma vez por ano ou mais vezes os lucros sobre as transações da empresa; mas é evidente que numa empresa deste tipo é necessário muita informação com vistas ao trabalho da empresa, e esta informação deveria ser obtida numa forma tão pratica, que capacite os diretores a ver pronta e claramente as causas que operam a favor do êxito das operações da empresa ou contra ele. Para este fim são necessários registros suplementares e a questão é que de registros suplementares se adapta mais a este propósito. Parece-me que os registros suplementares antigamente mantidos no departamento estavam mal qualificados para qualquer uso prático.
A contabilidade gerencial está intimamente associada com o processo chamado controle gerencial, que é o processo de assegurar que os recursos sejam obtidos e aplicados efetiva e eficientemente na realização dos objetivos de uma organização. Este processo relaciona-se com a operação em funcionamento de uma empresa; é um processo recorrente, que não tem principio ou fim definíveis. Contudo, para os fins de descrever o controle da administração e mostrar como a informação contábil é útil em conexão com ele, pode-se dividir o processo em três partes: a) planejamento; b) operação; c) apuração e analise do desempenho.
Planejamento é o processo de decidir o que a organização vai fazer. O principal dispositivo formal para fazer planos da empresa é o orçamento, que é uma demonstração dos planos em termos financeiros, e daí incorporar dados contábeis.
Na execução real das operações, usam-se os dados contábeis para transmitir planos e outra informação e para guiar a organização no sentido em que a administração deseja que ela caminhe.
À medida que as operações prosseguem, usam-se os dados contábeis na apuração e na análise do desempenho com o fim de fazer melhores planos o próximo período.
Fundamentalmente, portanto, o sistema de controle deve ser projetado de sorte que as ações que ele leva as pessoas a tomar em seu próprio interesse sejam ações que também busquem os melhores interesses da empresa. O sistema deve encorajar o objetivo do controle e das informações, isto é, deve estar estruturado os objetivos juntamente com as pessoas da organização, e estes sejam concordantes com o objetivo total da organização.
1.3.3. Centro de Responsabilidade:
Um centro de responsabilidade é simplesmente uma unidade de organização chefiada por uma pessoa responsável. O centro é responsável pelo desempenho de alguma função, que é seu produto, e pela aplicação de recursos, ou insumos, tão eficiente quanto possível no desempenho dessa função. Para um centro de responsabilidade de produção ou de venda, pode-se medir a produção em termos de valor dos produtos produzidos ou vendidos, e para alguns outros centros de responsabilidade pode-se medir a produção em termos dos serviços executados. Medem-se os insumos em termos do custo incorrido.
Dentro de uma empresa há toda uma hierarquia de centros de responsabilidade. No topo, há o precedente ou principal diretor executivo, que os proprietários fazem responsável pela lucratividade total da empresa. Abaixo deles, os diversos departamentos de operações constituem centros de responsabilidade, e ainda aos níveis mais inferiores os centros de responsabilidade podem consistir em seções, subseções ou mesmo indivíduos. o delineamento dos centros de responsabilidade é na, prática, uma tarefa difícil, e a instalação de um sistema de controle muitas vezes descobre casos de superposição de responsabilidade que precisa ser corrigida. Se o organograma da empresa refletisse as linhas reais de responsabilidade, esta dificuldade não existiria, mas por vários motivos o organograma pode não fazer isto.
Ao pensar acerca do tipo de dados contábeis úteis para o controle da administração, achamos conveniente reconhecer três tipos de centros de responsabilidade: 1) centro de despesa, 2) centro de lucros e 3) centro de investimento.
1.3.3.1. Centro de Despesa:
Se o sistema de controle mede as despesas efetuadas por uma unidade da organização mas não mede o valor monetário de sua produção, a unidade é um centro de despesa. Embora toda unidade da organização tenha uma produção (isto é, ela faz alguma coisa), em muitos casos não é necessário medir esta produção em termos monetários. Seria extremamente difícil medir o valor monetário com que a contadoria contribui para a empresa toda, por exemplo, e embora fosse relativamente fácil medir o valor da produção de um determinado departamento produtivo, não há motivo para tanto se a responsabilidade de contramestre da fábrica é simplesmente produzir uma quantidade estabelecida de produto ao mais baixo custo existente.
Assim, a maioria dos departamentos de produção é centro de despesa. Para esses, o sistema contábil registra despesas incorridas, mas não receitas obtidas.
1.3.3.2. Centro de Lucro:
Receita é uma medida monetária da produção, e despesa uma medida monetária dos insumos, ou recursos consumidos. Lucro é a diferença entre a receita e a despesa. Assim se o desempenho em um centro de responsabilidade se mede em termos de responsabilidade se mede em termos da receita que obtém como do custo em que incorre, ele se denomina centro de lucro.
Embora na contabilidade financeira só se considera a receita quando é realizada, na contabilidade gerencial é perfeitamente correto definir receita como valor da produção do centro, seja realizada ou não. Assim, a fabrica pode ser um centro de lucro, “vender” sua produção ao departamento de manutenção, que pode vender seus serviços aos departamentos que os recebem.
Visto como o valor dos produtos ou serviços vendidos dentro da empresa não se estabelece por uma transação de mercado, deve-se determinar um preço de transferência. Se existir um preço de mercado para produtos ou serviços comparáveis, poder-se-á usá-lo como preço de transferência. Na ausência de um preço de mercado, muitas vezes se forma o preço de transferência à base do custo mais uma margem para lucro. Neste caso, comumente há algum mecanismo para negociar o preço entre os dois departamentos envolvidos; de outra sorte, o departamento de produção poderia simplesmente transferir suas ineficiência ao departamento receptor na forma de custo mais altos.
1.3.3.3. Centro de Custo:
O conceito de centro de custo é eficaz. Se adequadamente operado, tem o efeito de colocar o supervisor a negociar para si próprio, um negócio em que ele pode obter lucro. O desenvolvimento deste conceito é um dos fatores que tornam possível a recente tendência das grandes empresas de descentralizarem.
1.3.3.4. Centro de Investimento:
A idéia do centro de responsabilidade é o centro de investimento, no qual o supervisor é responsável não somente pelo lucro mas também pelos bens que usa. A idéia do centro de investimento ainda não está amplamente adotada e em geral se restringe às grandes unidades, tais como as diversas divisões de produto de uma empresa que fabrica uma variedade de tipos de produtos.
1.3.3.5. Negociação:
Observamos o contador hoje como controle de todas as informações geradas na empresas, é estas transformadas em modelos de decisões para os nossos diretores, administradores e etc., mas também temos que orientar os nossos contadores que o controle é uma conseqüência no saber de uma boa negociação. Se o contador não faz parte do departamento de negociação de uma empresa, mas ele muitas vezes será convidado para participar de negociações, como o controler da empresa, assim ele deve ter uma idéia central de negociação, para não sentir-se perdido nos negócios da empresa.
PARTE I
REGISTROS E CONTROLE DOS FATOS CONTÁBEIS
Esta parte é a realização de todos os registros, para posterior tomada de decisões, neste momento estaremos apresentando toda evolução de uma empresa, desde a sua constituição e apresentação de resultados, e apresentar todas as ocorrência que vem predominar em uma empresa.
É o principio da realização de uma empresa, é o momento de conjugar todos os acontecimentos, para averiguar posteriormente se as decisões tomadas estão corretas ou necessitam de reformulações.
Pegaremos como base uma empresa chamada WLM Ltda., onde serão desenvolvidas desde a formação da empresa até a apresentação de lucros ou prejuízos acumulados, apresentando de forma que vem obedecer todos os princípios contábeis geralmente aceitos.
1. CONCEITO DE CONTABILIDADE
Visto esta evolução da contabilidade, o conceito de contabilidade cientifico é a ciência que estuda e controla o patrimônio das entidades. Mas também podemos conceituar a contabilidade, registra os fatos e gera informações do patrimônio da empresa.
O objeto da contabilidade é o patrimônio, que é o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculado a uma entidade econômica / administrativa.
A finalidade da contabilidade é manter o registro e o controle do patrimônio das entidades, com o fim de fornecer informações e interpretações sobre a composição e as variações desse patrimônio.
O objetivo da contabilidade, as informações deverão ser geradas para que os diversos usuários possam tomar conhecimentos da situação da organização em um dado momento, para tomar as decisões que consideram necessárias.
As informações são transcritas através dos devidos relatórios:
Balanço Patrimonial, Demonstração de Resultado do Exercício, Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados, Demonstrações das Mutações do Patrimônio Liquido, Demonstrações das Origens e Aplicações de Recursos, Demonstrações de Fluxo de Caixa e Notas Explicativas.
2. POSTULADOS, PRINCÍPIOS GERALMENTE ACEITOS E CONVENÇÕES
A contabilidade deve se ter bases para tomar suas decisões, para desenvolver seu trabalho, para fazer tudo o que necessita e com isso temos que conhecer algo mais, que são:
Os Postulados, a parte inicial de se verificar a onde fazer a contabilidade e porque fazer.
Os postulados são, o da Entidade Contábil, onde demonstra a criação da empresa através de formação da objetividade traçada em formar uma empresa, ou seja é o ambiente de contabilização, onde demonstra o inicio da obrigação da pessoa jurídica para com a pessoa física, sendo que a pessoa física é o detentor do capital aplicado em uma empresa e a pessoa jurídica tem a obrigação de prestar contas para com seu proprietário, ou seja sócio.
Neste postulado temos a incumbência de diferenciar a pessoa física da pessoa jurídica, demonstrando que cada uma é independente da outra.
O outro Postulado é o da Continuidade, para a contabilidade é um organismo vivo que irá operar por um longo período de tempo (indeterminado) até que surjam fortes evidência em contrário.
Os Princípios contábeis geralmente aceitos, é o que a contabilidade deve se dedicar ao aplicar as informações dentro do contexto empresarial, ou seja são as regras de contabilização. Os princípios se dividem em:
Custo Original com Base no Valor, a premissa básica deste principio define que os ativos serão incorporados pelo preço pago para adquiri-los ou fabricá-los acrescido de todos os gastos necessários para colocá-los em condições de gerar benefícios para a empresa, quer pela sua venda ou pela sua imobilização.
Realização da Receita em Confrontação com as Despesas, para definirmos este principio vamos conceituar Receita e Despesa, Receitas é todo beneficio que a empresa tem através da realização da venda do produto comercializado na empresa ou através da prestação de serviço ocorrido pela empresa.
Despesa é o sacrifício que a empresa arca para a obtenção da receita, representa a utilização ou o consumo de bens e serviços no processo de produzir receitas.
Diante do exposto, fica demonstrado o grau de associação entre as receitas e as despesas, e apesar de não haver uma ordem temporal que indique o reconhecimento de ambas, na demonstração de resultado evidencia-se primeiramente as receitas para em seguida apresentar o esforço empreendido na sua obtenção, apurando consequentemente o resultado pela diferença, apurando desta forma se no exercício da empresa houve lucros ou prejuízo.
Denominador Comum Monetário, este principio se relaciona com a qualidade da contabilidade em apresentar o conjunto de bens, direitos, obrigações, receitas e despesas, ou seja as demonstrações contábeis em uma única base monetária, apresentadas em moeda corrente do pais.
As Convenções Contábeis são as restrições da contabilização, ou seja, o que se pode fazer e o que não pode fazer, é a postura do contador. A convenção se divide em:
Convenção da Objetividade, a contabilidade deve gerar informações claras e detalhadas.
Convenção da Materialidade, a contabilidade deve registrar apenas os eventos dignos de atenção (relevantes) e na ocasião oportuna, procurar a diferença com a finalidade de evitar desperdícios de tempo e dinheiro.
Esta convenção se analisa em dois ângulos, o primeiro relaciona-se à escrituração contábil, cuidados devem ser tomados para que o sacrifícios efetuados na contabilização de um determinado fato não supere os benefícios decorrentes de tal empreitada. O outro ângulo sob o qual a materialidade é vista, ao respeito do usuário da informação contábil, não fazer com que perca tempo com valores insignificantes, pois não afeta qualquer tomada de decisão.
Convenção do Conservadorismo, a contabilidade deve ser atuada de forma conservadora, pois no momento em que se avalia um patrimônio, temos que avaliar os ativo de forma mais baixa e os passivos de forma mais alta, pois temos que superar nossas obrigações de forma que não afete o capital aplicado em nosso patrimônio.
Convenção da Consistência, a contabilidade deve ser consistente no exercício, pois se desenvolver um trabalho de apuração de estoque pelo método médio ponderado, este exercício devera fechar com esta avaliação, pois só a partir de outro exercício pode se fazer a avaliação por algum outro método.
3. CONTAS PATRIMONIAIS E DE RESULTADOS
Conceito
Na sua linguagem cotidiana, o que representa a palavra conta? Possivelmente sua resposta será:
É quando temos conta na padaria, na farmácia, no supermercado, na loja...
São contas que temos para pagar.
Veja o conceito do ponto de vista técnico contábil:
Conta, é o nome técnico dado aos componentes patrimoniais (bens, direitos, obrigações e patrimônio líquido) e aos elementos de resultados (despesas e receitas).
Até o presente quando nos referimos aos componentes patrimoniais, falamos em elementos. Por exemplo: elemento caixa, elemento veículos, elementos móveis, elementos duplicatas a pagar. Agora, não apresentaremos nada de novo; simplesmente, quando nos referirmos aos componentes patrimoniais, não mais diretamente elementos e sim Contas (conta caixa, conta veículos etc.).
Para que serve a conta?
É através das contas que a contabilidade consegue desempenhar o seu papel. Por isso elas devem ser tratadas com bastante carinho pelo contabilista. Todos os acontecimentos que ocorrem na empresa, responsáveis pela gestão, como as compras, as vendas, os pagamentos, os recebimentos, são registrados em livros próprios através das contas.
3.1- CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS
As contas podem ser classificadas de acordo com vários critérios. Entretanto, aquele que nos interesse é o que as classifica em dois grupos (teoria patrimonialista):
contas patrimoniais;
contas de resultado.
3.1.1-CONTAS PATRIMONIAIS
1.ATIVO
No ativo encontra todas as contas que representa os bens e os direitos, devidamente classificados em três grupos:
10.ATIVO CIRCULANTE
Neste grupo encontra todas as contas que representam os bens e os direitos que, devido a sua finalidade, e em sua maioria, estão em constante circulação. Correspondem aos recursos aplicados em elementos que estão em constante movimento, como, por exemplo, a conta caixa, que a todo instante está sendo movimentada (entra e sai dinheiro); o mesmo ocorre com as contas de estoque, bancos conta movimento etc.
11.ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO
Neste grupo encontra classificadas todas as contas que representam direitos cujos vencimentos ocorram após o término do exercício social subseqüente. Exemplo, os títulos a receber (duplicatas, promissórias etc.). Ou seja o inicio do fato da-se acima de 360 dias do fato gerador, exemplo vende-se a prazo o seu estoque e o início de recebimento será realizado 15 meses após o fato da venda, isto caracteriza realizável a longo prazo.
12.ATIVO PERMANENTE
Neste grupo encontra classificadas todas as contas que representam os bens e direitos que, pela sua finalidade, representam recursos aplicados na empresa de maneira permanente. Por exemplo, os móveis de uso da empresa, os veículos de uso da empresa e etc.
- Contas Retificadoras do ATIVO: você deve ter percebido que no Ativo apareceram três contas precedidas do sinal ( - ), são elas:
Ativo Permanente
(-) Depreciação Acumulada
(-) Amortização Acumulada
(-) Exaustão Acumulada
As contas do ativo são de natureza devedora (débito). Entretanto, por força de lei, existem contas que, embora de natureza credora (crédito), devem figurar no ativo, retificando seus valores. Daí a permanência das referidas contas no ativo, porém sinal manos (- ).
2. PASSIVO
No passivo encontra as contas que representam as obrigações e o Patrimônio Liquido.
20. PASSIVO CIRCULANTE
Neste grupo encontra classificadas as contas que representam as obrigações da empresa que vencem no curso do exercício seguinte. São os Capitais de Terceiros.
21. PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
Neste grupo encontra classificadas as contas que representam as obrigações da empresa que têm vencimento após o término do exercício seguinte. Ou seja o inicio do fato da-se acima de 360 dias do fato gerador, exemplo compra-se a prazo uma máquina e o início de pagamento será realizado 15 meses após o fato da compra, isto caracteriza exigível a longo prazo.
22. RESULTADO DO EXERCÍCIOS FUTUROS
Neste grupo encontra contas que representam as receitas recebidas antecipadamente, diminuídas dos custos e despesas correspondentes.
Por exemplo, se a empresa receber no mês de dezembro uma receita de aluguel correspondente ao mês de janeiro do exercício seguinte, esta receita figurará no balanço patrimonial de dezembro como receita antecipada.
Por outro lado, todas as despesas que a empresa pagar antecipadamente, isto é, antes do seu vencimento, deverão figurar no Ativo Circulante, como você pode observar nas contas juros passivos a vencer e prêmios de seguro a vencer.
Este grupo do patrimônio faz parte das obrigações para com o proprietário, pois é a realização de uma venda ou prestação de serviços, mas não realizado a concretização do fato, pois o produto ou serviço não foi concluído, porque a empresa negociadora recebeu o dinheiro, mas não entregou o produto ou não realizou o serviço, desta forma a empresa tem uma obrigação de concretizar o fato.
E este fato é a venda de seu estoque, recebido mas não entregue, ou o recebimento do seu serviço, mas ainda não realizado para seu cliente.
Desta forma podemos dizer que é obrigação para com o proprietário pois o resultado final virará lucro ou prejuízo, desde que concretizado.
23- PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Neste grupo encontra as contas que representam o Patrimônio Líquido:
capital
(-) titular conta capital a realizar
reserva de correção monetária do capital
reserva legal
(+ ou - ) lucros ou prejuízo acumulados
24- RESERVAS
As reservas podem ser dos seguintes tipos:
a) Reservas de Lucros, são extraídas do lucro líquido apurado pelas empresas e podem ser:
Reserva Legal, segundo o artigo 193 da lei 6.404/76:
Do lucro líquido do exercício, 5% serão aplicados, antes de qualquer destinação, na constituição da reserva legal, que não excederá de 20% do capital social.
Essa reserva tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital.
Reservas Estatutária, são aquelas criadas em virtudes de disposições contidas nos estatutos (sociedade por ações), os quais fixarão seus limites e destinação. Nos demais tipos de sociedades, essas reservas são conhecidas por reservas contratuais.
Reservas Livres, são aquelas criadas livremente pela assembléia geral (sociedades por ações) por proposta do órgãos da administração com fins específicos, como por exemplo, as reservas para contingências e as reservas de lucros a realizar.
b) Reservas de capital, são aqueles constituídas pelo ágio obtidos na colocação de ações da empresa, pelo produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrições, pelo prêmio recebido na emissão de debêntures bem como as constituídas pelo recebimento de doação e as subvenções para investimentos (art. 182 da lei nº 6.404/76). A reserva de Correção monetária do Capital também é reserva de Capital.
c) Reserva de Reavaliação, são constituídas pelos aumentos de valor atribuídos aos elementos do Ativo em virtude de novas avaliações, desde que superiores aos acréscimos decorrentes da correção monetária das demonstrações financeiras. Isto antes de mudar a lei que extinguiu a Correção monetária do balanço.
25- DIVIDENDOS
Corresponde à parte do Lucro que é distribuído aos acionistas.
As sociedades por ações são obrigadas a distribuir anualmente dividendos aos seus acionistas, conforme determina o artigo 202 da Lei 6.404/76.
Os critérios para distribuição dos dividendos devem constar dos estatutos das empresas, pois assim a lei determina.
As contas deste grupo representam os capitais próprios.
Também no lado do passivo, no grupo do Patrimônio Líquido, você encontra contas retificadoras:
(-) titular conta capital a realizar
(+ ou - ) Lucros ou Prejuízos Acumulados (quando saldo for devedor, representando prejuízos).
São Contas que, embora de natureza devedora, figuram no Passivo pelas mesmas razões expostas em relação às do ativo.
As classificações da contas de Resultados se divide em cinco grupos:
1- Receitas (operacionais e não operacionais)
2- Receita bruta, deduções e Lucro Bruto
3- Custos, deduções e Prejuízo Bruto
4- Despesas (operacionais e não operacionais)
5- Contas de Apuração de Resultado
3.1.2- CONTAS DE RESULTADOS
Estas contas elas se dividem em dois grupos as contas de Receitas e Despesas. Aparecem durante o exercício, encerrando-se no final do mesmo. Não fazem parte do Balanço Patrimonial, mas permitem apurar o resultado de exercício, apresentado o Demonstrativo de Resultado de Exercício.
As contas de resultados são aquelas que representam as receitas e despesas.
RECEITA
Entende-se por receita a entrada de elementos para o ativo, sob forma de dinheiro ou direitos a receber, correspondentes, normalmente, à venda de mercadorias, de produtos ou à prestação de serviços. Uma receita também pode derivar de juros sobre depósitos bancários ou títulos de outros ganhos eventuais.
Receita de uma empresa durante um período de tempo representa uma mensuração do valor de troca dos produtos (bens ou serviços) de uma empresa durante um determinado período.
Receita Operacional, somente englobar a parcela proveniente do produto principal ou dos co-produtos da empresa (ou serviço). Somente os produtos e serviços que constituem a finalidade fundamental da empresa.
Dedução da Receita, todas aquelas diminuições de patrimônio líquido que na verdade são ajustes da própria receita operacional bruta. Imposto faturados diretamente a receita bruta, descontos comerciais (desde que contabilizado separadamente), devolução e abatimento de vendas e despesas de transporte de vendas (desde que o uso deste gasto se enquadra como gasto de frete no transporte desta receita, e pago pela empresa vendedora).
Receita não Operacional, incluir todos os acréscimos de ativo e de patrimônio líquido derivante de rendimentos de aplicações financeiras, vendas do ativo imobilizado, em si são todas as circulações de ganhos que houveram na empresa, mas não ocupando diretamente a função primordial que a mesma ocupa. Exemplo, a venda de um veículo que uma empresa de confecção ocupa, a sua função primordial é produzir e vender confecção, mas por motivos particulares vendeu seu veículo, neste ato aconteceu uma receita, mas não operacional, porque a função primordial da empresa não é vender veículos e sim comercializar roupas.
Mensuração da Receita, uma boa mensuração de receita exige que se determina o valor de troca do produto ou serviço prestado pela empresa. Em outros termos, este valor de troca nada mais é do que o valor atual dos fluxos de dinheiro que serão recebidos, doravante de uma transação que produza receita
Receita, provoca acréscimo de patrimônio Líquido e simultaneamente acréscimo de ativo.
CUSTO
Custo é o preço pelo qual se obtém um bem ou serviço.
Nas empresas industriais o custo compreende o preço pago pela matéria-prima consumida, pela mão-de-obra aplicada e por demais gastos com a produção. Nas empresas comerciais, o custo inclui o preço de compra da mercadoria, assim como todos os gastos decorrentes da atividade comercial, ou seja, da compra e venda dessa mercadoria. Nas empresas de prestação de serviço, como transporte, seguros, bancos etc., o custo compreende os gastos decorrentes dessa prestação de serviços, incluindo a remuneração do capital aplicado, que em muitos casos é de grande importância, como nos bancos, por exemplo.
O custo é, portanto, fundamental em qualquer empresa com fim lucrativo, pois dele depende a empresa para alcançar os fins a que se destina. A empresa que conseguir melhorar sua eficiência e reduzir progressivamente seus custo estará obtendo um resultado econômico cada vez melhor.
Os dispêndios com a manutenção e o funcionamento da empresa constituem importante e fundamental parte do custo, pois correspondem a diminuição do patrimônio, a serem compensadas com receitas a serem obtidas.
Nas empresas, os dispêndios são comumente chamados despesas, não obstante haja, doutrinariamente, distinção entre os termos custo e despesa.
O que é importante acentuar é que são considerados custos apenas os dispêndios que representam consumo de bens ou serviços.
Quando a empresa comprar matérias-primas ou efetuar certas despesas, não poderemos considerá-las imediatamente como custo do exercício, pois somente após o consumo dos bens ou serviços adquiridos é que poderemos considerá-las como custo.
As matérias-primas adquiridas, por exemplo, não constituem custo antes que sejam consumidas. Da mesma forma, certas despesas, como aluguéis, ordenados, seguros e outras, constituem custo do período ou do exercício em que foram utilizadas, e não daquele em que foram pagas.
Não se deve portanto, confundir custo com pagamento de despesa, ou seja, com a saída do dinheiro. Uma despesa pode ser paga sem que tenha sido consumida, assim como pode ser consumida sem que tenha sido paga. O custo representa, pois, o consumo de determinados bens, serviços ou despesas, quer os mesmos tenha sido pagos, que permaneçam como responsabilidade a pagar.
Há custos que são próprios de determinados tipos de empresas, mas há aqueles que são comuns a todas, e dos quais elas dependem para existir e funcionar, tais como: ordenados, aluguéis, impostos, seguros, comissões, publicidade, fretes, juros, despesas bancárias, energia elétrica, água, telefone e outros.
DESPESAS
Despesa representa os sacrifícios que a entidade vê obrigada a arcar para obtenção da receita. Exemplificando: Para que uma empresa possa revender determinada mercadoria, vários esforços são efetuados para colocar a mercadoria em condição de vendas. Gastos com a aquisição da mercadoria, transporte, armazenagem, funcionários e etc., que representam os sacrifícios efetuados para que a empresa possa obter a receita da venda das mercadorias.
Despesas Operacionais:
Representa a utilização ou consumo de bens e serviços na atividade normal da empresa com o objetivo de produzir a receita, são em geral regulares as despesas administrativas, com vendas, com pessoal, financeira etc.
Despesas não Operacionais:
São despesas, não ligadas à atividade principal da empresa. Como por exemplo prejuízo na venda de bens, juros financeiros e etc.
RESULTADOS
Resultado representa a diferença entre as receitas e despesas de uma entidade em determinado período de tempo.
De acordo com o comportamento das receitas e despesas o resultado pode ser assim classificado:
a) Positivo: quando a soma das receitas for superior à soma das despesas.
O resultado positivo provoca aumento do Patrimônio Líquido, evidenciando assim uma melhora na situação liquida da empresa.
b) Equilíbrio: quando a soma das receitas for exatamente igual à soma das despesas.
Esse resultado não interfere no Patrimônio Líquido da empresa, consequentemente a situação líquida permanece inalterada.
c) Negativa: quando a soma das receitas for inferior à soma das despesas.
O resultado negativo provoca em decréscimo do Patrimônio Líquido da empresa, demonstrando assim que a situação liquida da empresa piorou em decorrência do prejuízo ocorrido no período.
4-ESTÁTICA E DINÂMICA PATRIMONIAL
4.1- ESTÁTICA PATRIMONIAL
Para fornecer informações, utiliza-se dos mais variados meios para proporcionar aos usuários, os conhecimentos que necessitam em seu processo decisório. Um desses meios, dentre outros, são os demonstrativos da estática patrimonial.
A estática patrimonial é o estudo do patrimônio considerado sem movimento em um dado momento na sua estrutura qualitativa e quantitativa, isto é, nos seus elementos e nos seus componentes e valores.
A estática patrimonial procura demonstrar num dado momento, a estrutura e a composição patrimonial da empresa.
As principais demonstrações da estática patrimonial são:
Balanço Orçamentário: demonstração utilizada para evidenciar o comportamento das receitas e despesas durante um determinado período de tempo.
Balanço Financeiro: demonstrativo utilizado para apresentar a posição financeira da empresa em determinado momento.
Balanço Patrimonial: demonstração utilizada para refletir a posição financeira e patrimonial da empresa em dado momento ela também procura demonstrar a posição de bens, direitos e obrigações da empresa, demonstrando, evidenciando a situação liquida do patrimônio.
Ativo
Ativo, portanto, são todos os bens e direitos de propriedade da empresa, expressos em moeda, a que representam benefícios presentes ou futuros para a empresa.
Para ser considerado ativo, é necessário preencher quatro características simultaneamente:
bens e direitos;
propriedade;
mensuração em dinheiro.
Bens e direitos, são bens para a empresa, todo material, móvel ou imóvel, de que dispõe, com o qual executa suas atividades para a obtenção de seu objetivo fim.
Propriedades, para se ter propriedades é necessários ter o legitimo poder de decidir sobre o destino do objeto em questão.
Propriedade, direito de usar, gozar e dispor de bens, e de revê-los do poder de quem quer que injustamente os possua.
Propriedade, aquele que tem a propriedade de alguma coisa, que é senhor dos bens.
Mensuração em dinheiro, qualquer bem ou direito para ser considerado ativo deve ser mensurado em dinheiro, ou seja, um veículo, locado para uso da empresa, mas não tem valor de comércio, com o uso não tem o poder de medir dinheiro, já este bem for de propriedade da empresa ela passa ser ativo, tornando mensurado em dinheiro.
Benefícios presentes ou futuros, para ser considerado ativo, é necessário também que o bem ou direito possa trazer benefícios no presente ou no futuro para a empresa, ou seja, tenha potencialidade de geração de caixa; um veículo ou maquinário em pleno uso, ele trará benefícios, com isso considera-se ativo. Mas se estes bens estivessem estragados, sem conserto, ou uma duplicata, sem condição de receber, neste caso, não se considera ativo.
Avaliação do ativo, O princípio contábil do custo original como base de valor determina que deve-se registrar na contabilidade, todos os bens e direitos pelo valor de aquisição, acrescidos dos gastos necessários para colocá-los em condição de uso, produção ou comercialização, e no caso das entradas de dinheiro decorrentes de vendas a vistas, recebimentos de duplicatas, títulos, etc., as entradas devem ser registradas pelo valor da data da transação. Mas por motivo da legislação anterior, existiam contas do ativo que sofriam avaliação pela correção monetária, neste caso era aceito e não desconsideraria o principio em pauta, pois este sistema de avaliação é atualizar as perdas dos bens em razão da inflação que existiam no período, ou seja, da desvalorização da moeda corrente no mercado.
As teorias que visam a avaliação do ativo podem ser agrupadas em dois grandes grupos:
Avaliação do ativo a valores de entradas;
avaliação do ativo a valores de saídas.
Em função dos valores de entradas serem mais objetos para a avaliação dos ativos veremos agora:
Custo original como base de valor: os ativos deverão ser registrados pelo valor constante na nota fiscal ou documento que lhe deu origem. os bens deverão ser acrescidos de todas os gastos necessários para colocá-los em condição de uso, produção ou comercialização.
Custo corrente de reposição: ele se equipara com o anterior por ocasião da compra, porém pela oscilação nos preços faz com que ela varia exemplo: apuração do custo de mercadorias, pelo médio ponderado, PEPS E UEPS, controle de estoque.
Custo original corrigido: os ativos são registrados segundo-se as mesmas premissas dos custo original como base de valor. todavia, em função das oscilações do poder aquisitivo da moeda está sujeito a ajustes de acordo com determinados indicadores (são as avaliações feitas pela correção monetária quando existentes exemplos, as contas do ativo permanente).
Custo corrente corrigido: ele se enquadra com o custo original corrigido, mas os ativos são avaliados em determinada data pelo custo corrente de reposição, ou seja, faz-se avaliação dos bens já existentes na empresa para apurar um novo valor pelo mesmo bem que custa no mercado, exemplo: reavaliação do ativo permanente.
Passivo
De um modo geral toda entidade além de obter recursos dos sócios e decorrentes de resultados positivos de suas transações, necessitam de recursos advindos de outras fontes, ou seja, recursos de terceiros.
Normalmente esses recursos são originários de compras de materiais, mercadorias ou serviços a prazo, financiamentos bancários, contas a pagar, etc. Esses são recursos de terceiros que contribuem para que a empresa possa atingir seus objetivos ou metas previstas, suprindo de certo modo a necessidade de capital de giro.
O passivo representa as obrigações a pagar pela empresa.
O reconhecimento de uma exigibilidade depende também do reconhecimento de um ativo ou despesa. Se adquirirmos estoque de mercadorias a prazo, haverá um aumento do ativo pelo valor que foi adquirido às mercadorias, porém, em contrapartida, haverá um aumento de passivo por assumir uma obrigação que deverá ser paga num prazo determinado. A realização de uma despesa deve provocar uma diminuição do ativo (se a vista) ou um aumento de passivo (se a prazo).
Patrimônio Líquido
Ao iniciar uma sociedade, os sócios confiam à empresa recursos que podem estar representados por bens ou direitos. Inicialmente esses recursos passam a fazer parte do patrimônio da empresa ora criada. Esse patrimônio, atendendo aos postulados da entidade e da continuidade, representam os recursos próprios da empresa. Esses valores registrados no ativo (bens e direitos), tem como contrapartida seu registro no patrimônio liquido. A aplicação inicial dos proprietários (a primeira aplicação) denomina-se, contabilmente, capital.
Esse recurso tem como finalidade propiciar o inicio das atividades das sociedades. O postulado da entidade, já estudado, em seu aspecto jurídico define a separação dos negócios das pessoas físicas e pessoas jurídicas. Assim, os recursos incorporados à empresa já não pertencem aos seus sócios, mas à nova entidade que foi criada a qual através da geração de benefícios decorrentes dos recursos aplicados evidenciara aos seus proprietários, através de demonstrações próprias, a rentabilidade do capital investido.
Estaticamente considerado, o patrimônio liquido pode ser simplesmente definido como a diferença, em determinado momento, entre o valor do ativo e do passivo, atribuindo-se a este ultimo a conotação restrita de dividas e obrigações.
Assim sendo, todas as vezes que ocorrer uma movimentação de valores que alterem apenas um, ou de forma desigual o ativo e o passivo, também o patrimônio liquido sofrerá sua variação na mesma proporção ocorrida entre os dois. Ao comprarmos uma mercadoria a vista ou a prazo, não ira ocorrer alteração no patrimônio liquido, uma vez que haver apenas uma modificação da características de bens do ativo ou igualmente entre o ativo e passivo. No entanto ao pagarmos as despesas com propaganda para a empresa, estaremos incorrendo em diminuição de valores do ativo, e consequentemente provocara a diminuição do patrimônio liquido na mesma proporção.
Fontes do Patrimônio Liquido, por fonte de recurso entende-se a origem dos recursos que proporcionam o aumento de valores no patrimônio liquido.
As fontes de recursos do patrimônio liquido mais conhecidas são os investimentos dos sócios, através dos recursos colocados a disposição da empresa em forma de capital, que são resultados positivos obtidos pela empresa em suas transações. Temos ainda como fontes do patrimônio liquido os resultados da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição, prêmios na emissão de debêntures, doação e subvenções.
Equação Patrimonial, Sendo o patrimônio um conjunto de bens, direitos e obrigação, deve ser demonstrado de forma bastantes clara para transmitir as informações desejadas pelos usuários. A representação gráfica que demonstra esse patrimônio é denominada de Balanço Patrimonial e deve expressar:
ATIVO
Bens e Direitos PASSIVO
Capital de Terceiros
RESULTADO DO EX.FUTURO
Capital Próprio
PATRIMÔNIO LIQUIDO
Capital Próprio
Outra forma de identificar ativo, passivo e patrimônio liquido é a seguinte:
ATIVO (aplicações)
Bens e Direitos PASSIVO (origens)
Capital de Terceiros
RESULTADO DO EX.FUTURO
Capital Próprio
PATRIMÔNIO LIQUIDO
Capital Próprio
O passivo e o patrimônio liquido representa as origens dos recursos que foram aplicados no ativo da empresa. Esses recursos podem estar representados no ativo sob diversas formas (dinheiro, duplicatas a receber, aplicações financeiras, investimentos em outras companhias, estoques e etc.) que formam o conjunto dos bens e direitos da empresa.
Situação Patrimonial, O patrimônio líquido pode-se apresentar diversas situações, sendo elas:
a) situação patrimonial positiva- o ativo maior que o passivo, PL positivo.
Revela que os bens e direitos são maiores que as obrigações, portanto a empresa possui riqueza própria.
b) situação patrimonial negativa- o ativo menor que o passivo, PL negativo.
Revela que a empresa encontra-se em má situação, apresentando o passivo a descoberto, isto é, nossas obrigações para com terceiros são maiores que os nossos bens e direitos.
c) situação patrimonial de equilíbrio ou nula- o ativo igual ao passivo, temos o patrimônio liquido nulo.
Revela que a empresa não possui riqueza própria. Todo seu ativo está comprometido com as dividas.
As varias configurações do Capital,
a) Capital Nominal, corresponde o investimento dos sócios, registrado pela empresa na conta de capital. Só ocorre alterações quando houver mudanças na conta de capital, e essas alterações somente poderão ser efetuadas com a alteração contratual.
b) Capital próprio, corresponde ao patrimônio liquido. Abrange o capital inicial e suas variações.
c) Capital de terceiros, corresponde as dividas contraídas pela empresa. Recursos provenientes de terceiros.
d) Capital total a disposição da empresa, corresponde à somatória de todos os recursos obtidos pela empresa, isto é, capital próprio mais capital de terceiros.
4.2- DINÂMICA PATRIMONIAL
A estática patrimonial, evidenciando as suas principais características e demonstrações utilizadas para apresentar a situação da entidade em determinado momento. Discutiu-se as variações da situação líquida, sem contudo, esclarecer os fatores que provocam essas alterações.
A dinâmica patrimonial estuda essas variações com a finalidade de demonstrar como os diversos fatos ocorridos durante um determinado período de tempo podem ter provocado alterações na situação liquida das entidades em duas características distintas, a saber:
a) variações provenientes das operações com os sócios.
b) variações provenientes das operações da empresa.
Operações com os sócios da entidade, representam basicamente, aumentos ou retiradas de capitais e distribuição de lucros. São eventos que não afetam a elaboração da demonstração de resultado do exercício.
Operações com a empresa, provocam a geração de riqueza e derivam de uma série de conceitos fundamentais para a apuração do resultado de uma entidade, num determinado período de tempo receitas operacionais, receitas não operacionais).
As demonstrações contábeis da dinâmica patrimonial tem por objetivo apresentar a evolução dos fenômenos patrimoniais em determinado período, evidenciando as variações provocadas pelos fatos ocorridos neste mesmo período:
a) demonstração de resultado do exercício;
b) demonstração de lucros ou prejuízos acumulados;
c) demonstração das mutações do patrimônio liquido;
d) demonstração de origens e aplicações de recursos.
A demonstração de resultado de exercício, caracteriza por um relatório contábil que procura demonstrar o resultado obtido em determinado período de tempo através da confrontação entre as receitas e despesas desse mesmo período.
A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados, apresentam os lucros obtidos em exercícios anteriores com os seus respectivos ajustes, adicionando-se ao mesmo o resultado do período, e excluindo as transferências de modo a apresentar o saldo acumulado no final do período.
A demonstração das mutações do patrimônio liquido, é um relatório que demonstra a composição do patrimônio liquido e as alterações ocorridas durante um determinado período de tempo. Trata-se de uma peça contábil que facilita o trabalho daqueles que irão analisar e interpretar as variações do patrimônio liquido.
A demonstração de origens e aplicações de recursos, demonstra detalhadamente as principais fontes de financiamento da empresa, bem como onde os recursos captados foram aplicados.
A demonstração de resultados, conforme já exposto, procura apresentar o resultado obtido por uma entidade em determinado período de tempo através da comparação entre as receitas e as despesas desse mesmo período.
Receitas
Expressão monetária do agregado de produtos ou serviços transferidos por uma entidade para seus clientes durante um período de tempo.
As principais características da receita é:
a) seu valor deve ser validado pelo mercado;
b) Está ligado a um certo período de tempo;
c) provoca acréscimo no ativo e patrimônio liquido das entidades;
d) existem diversas etapas possíveis para o seu reconhecimento.
Receita representam a entrada de elementos para o ativo, sob forma de dinheiro ou direito a receber, decorrente da venda de mercadorias, produtos ou serviços prestados, em determinado período de tempo, provocando alterações no patrimônio liquido das entidades.
Considera-se receita de uma entidade, aquelas ligadas a sua atividade principal (definidas como receitas operacionais) e as resultantes de operações esporádicas ou eventuais (definidas como receitas não operacionais).
Receitas operacionais, representa o ingresso de recursos externos provenientes da atividades operacionais da empresa. Engloba a parcela relativa às vendas a vista e a prazo das mercadorias, produtos e serviços, e a parcela correspondente à venda de co-produtos de uma entidade.
Dedução da receita operacional, nas deduções devem ser incluídas os ajustes da receita operacional bruta, que são os impostos incidentes sobre a venda, os descontos comerciais (quando contabilizados separadamente), as devoluções e abatimentos de vendas.
Receitas não operacionais, representa a entrada de recursos para a entidade decorrentes de fatos esporádicos ou eventuais, não ligados à atividades principal da mesma. O lucro na venda de parte do imobilizado de uma empresa caracteriza-se como uma receita não operacional.
Mensuração da receita, a receita se mede através do valor de troca da mercadoria, produto ou serviço das entidades.
Despesa,
Representa os sacrifícios que a entidade se vê obrigada a arcar para a obtenção da receita. Exemplificando: Para que uma empresa possa revender determinada mercadoria, vários esforços são efetuados para colocar a mercadoria em condição de vendas. Gastos com a aquisição da mercadoria, transporte, armazenagem, funcionário e etc. que representam os sacrifícios efetuados para que a empresa possa obter a receita da venda das mercadorias.
Despesas Operacionais, representam a utilização ou o consumo de bens e serviços na atividade normal da empresa com o objetivo de produzir a receita, são em geral regulares as despesas administrativas, com vendas, com pessoal, financeiras e etc.
Despesas não operacionais, são as despesas, não ligadas a atividade principal da empresa. Como por exemplo prejuízo na venda de bens, e etc.
Mensuração das despesas, a contabilidade reconhece a despesas através de sua contabilização de natureza especifica, aqui denominadas de contas de resultado ou diferenciais.
a) uma diminuição do ativo, sem alteração dos valores do passivo, quando forem pagos a vistas;
b) um aumento do passivo, sem alteração dos valores do ativo, quando forem para pagamento posteriores.
Resultados,
Representa a diferença entre as receitas e despesas de uma entidade em determinado período de tempo.
De acordo com o comportamento das receitas e despesas o resultado pode ser assim classificado:
a) positivo, quando a soma das receitas for superior à soma das despesas.
O resultado positivo provoca aumento do patrimônio liquido, evidenciando assim uma melhora na situação liquida;
b) equilíbrio, quando a soma das receitas darem exatamente igual à soma das despesas.
esse resultado não interfere no patrimônio liquido, consequentemente a situação liquida permanece inalterada.
c)negativa, quando a soma das receitas forem inferior à soma das despesas.
O resultado negativo provoca um decréscimo do patrimônio liquido, demonstrando assim que a situação liquida da empresa piorou em decorrência do prejuízo ocorrido no período.
5. ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS
O patrimônio das empresas está em constate movimento em função dos acontecimentos que ocorrem diariamente. Esses acontecimentos podem ser divididos em dois grupos:
ATOS ADMINISTRATIVOS
FATOS ADMINISTRATIVOS
5.1. ATOS ADMINISTRATIVOS
São acontecimentos que ocorrem na empresa e que não provocam alterações no patrimônio.
Por exemplo, admissão de empregados, assinaturas de contratos de compras, de vendas e de seguros diversos, aval de títulos, fianças em favor de terceiros etc.
5.2. FATOS ADMINISTRATIVOS
São os acontecimentos que provocam variações nos valores patrimoniais, podendo ou não alterar o Patrimônio Líquido.
6. ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL
Conceito
É uma técnica que consiste em registrar nos livros próprios (Diário, Razão, Caixa etc.) todos os fatos administrativos que ocorrem na empresa.
O controle contábil das empresas começam com a escrituração dos eventos no livro diário, completando-se, depois, nos demais livros de escrituração.
É através dos fatos administrativos que ocorre a gestão do patrimônio das empresas, e esses fatos são registrados por meio da escrituração.
7. CONTROLE DE ESTOQUES
Estoque de Mercadorias
Tendo em vista que a empresa poderá adquirir um mesmo tipo de mercadoria em datas diferentes, pagando por ela preços que varia, para determinarmos custo das mercadorias estocadas há necessidades de adotarmos alguns critérios.
Os critérios são:
a) Preço especifico: o critério de avaliação do preço especifico consiste em se atribuir a cada unidade do estoque o preço efetivamente pago por ela é um critério que só pode ser utilizado para mercadorias de fácil identificação física, como por exemplo imóveis para revenda, veículos usados etc.
b) PEPS: significa primeiro que entra, primeiro que sai.
Adotando este critério para valoração dos estoques, a empresa atribuirá às mercadorias estocadas os custos mais recentes.
c) UEPS: significa último que entra, primeiro que sai.
Adotando este critério para valoração dos seus estoques, a empresa sempre atribuirá às suas mercadorias em estoque os custo mais antigos, guardadas as devidas proteções com as mercadorias que entraram e saíram do estabelecimento.
d) Custo Médio: Adotamos este critério, as mercadorias estocadas serão sempre valoradas pela média dos custos de aquisição, sendo estes atualizados a cada compra efetuada.
7.1- OPERAÇÃO COM INVENTÁRIO PERMANENTE E PERIÓDICO
CUSTOS DAS MERCADORIAS VENDIDAS (CMV)
Para se apurar o custo das mercadorias vendidas precisa-se, de trabalhar com dois sistemas de inventário, dependendo da sistemática de trabalho que se evolui na empresa, e o método que se decide aplicar no controle de estoque da empresa.
7.1.1-INVENTÁRIO PERMANENTE:
O critério para avaliação do estoque de mercadorias trabalham com três sistema de inventário sendo o controle de estoque pelo PEPS (Primeiro que Entra Primeiro que sai), pelo UEPS (Ultimo que Entra Primeiro que Sai) e pelo Médio Ponderado, trabalham com a média do controle de estoque.
Quando controlamos de forma continua o Estoque de mercadorias, dando-lhe baixa, em cada venda, pelo custo dessas mercadorias vendidas (CMV). Esse controle permanente é efetuado sobre todas as mercadorias que estiverem a disposição para venda, isto é, esse controle é efetuado sobre as mercadorias (CMV) e sobre as mercadorias que não foram vendidas (estoque final). Pela soma dos custos de todas as vendas, teremos o custo das mercadorias vendidas (CMV) total do período.
No inventário permanente pode-se utilizar uma ficha de controle para se conhecer o saldo em estoque.
No sistema PEPS (Primeiro que Entra Primeiro que Sai), este controle com base neste critério, daremos baixa no custo da seguinte maneira, à medida que ocorrem as vendas, vamos dando baixa a partir das primeiras compras, o que eqüivaleria ao raciocínio de que o vendemos primeiro as primeiras unidades compras.
No sistema UEPS (Ultimo que Entra Primeiro que Sai), faz ao contrario do sistema anterior, dando como custo o valor da ultima mercadoria entrada, assim a entrada é a primeira a sair.
No sistema Médio Ponderado Móvel, para evitar o controle de preço pôr lotes, como nos métodos anteriores, e para fugir aos extremos, existe a possibilidade de se dar como custo o valor médio das compras. Este valor médio é bastante utilizado pois pode ser a média das compras no período, ou só do ultimo mês etc., o mais utilizado, entretanto e mais lógico também, é o valor médio do custo do estoque existente. Chama-se de ponderada móvel pois o valor médio de cada unidade em estoque se altera pela compra de outras unidade pôr um preço diferente. Assim, ele será localizado dividindo-se o custo total do estoque pelas unidades existentes.
7.1.2-INVENTÁRIO PERIÓDICO:
Quando efetuamos as vendas sem um controle paralelo e concomitante do nosso estoque e, portanto, sem controlar o Custo das Mercadorias Vendidas. Quando necessitamos apurar o Resultado obtido com a venda de mercadorias (RCM), fazemos um levantamento físico para avaliação do estoque de mercadorias disponíveis para venda durante o período e esse estoque final (apurado extra contabilmente) obtemos o custo das mercadorias vendidas (CMV) nesse período.
Quando não é efetuado o controle contínuo do nosso Estoque de Mercadorias e, tampouco do nosso CMV, para a determinação deste último é necessário fazer a dedução.
Fórmula para se achar o CMV= Estoque Inicial + Compras Liquidas - Estoque Final.
8. ANALISE DE CUSTO
A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA DE CUSTO NA EMPRESA
O conhecimento de conceitos relativos a custos é de grande importância para que esse tipo de informação possa ser usado nas decisões empresariais.
As decisões utilizando informações de custo são fundamentais para a obtenção de um nível adequado de rentabilidade. À ausência de informação de custo ameaça a estabilidade econômico - financeira e o crescimento da empresa, conforme mostra o quadro a seguir. Mesmo nas empresas com informações de custos a nível de produtos e atividades, a mesma ameaça existe na medida que não se sabe analisar e tomar decisões com base nestes dados.
Portanto, as decisões de produto, preço e redução de custos importantes em qualquer empresa - dependem da existência de um controle de custos que permita analisar o comportamento destes em todas as atividades da empresa.
POSSÍVEIS CONSEQÜÊNCIAS DA AUSÊNCIA DE INFORMAÇÕES DE CUSTOS:
- Desconhecimento do lucro por produto.
- Preços fixados sem base, de acordo com a concorrência ou com tabelamento.
- Desconhecimento de custos das atividades da empresa.
- Venda de produtos que não dão lucro suficiente.
- Esforço de venda não orientada para produto mais lucratividade.
- Preços muito alto.
- Preços muito baixo.
- Dificuldades para identificar ou fixar ações para rendimento de custo.
- Capital de giro mal aplicado: estoque de matéria-prima, produtos em estoques, produtos acabados pouco rentáveis.
- Uso da capacidade de venda produção de produtos pouco rentáveis em detrimento de outros mais lucrativos.
- Capital de giro aplicado a crédito para clientes de produção pouco rentável.
- Perda de vendas.
- Diminuição de lucratividade.
- A empresa provavelmente opera com custos mais altos que deveria.
- Menor lucro menor rentabilidade.
- Ameaças:
Estabilidade econômico-financeiro da empresa.
Crescimento da empresa.
CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS:
8.1 CUSTOS:
É o valor expresso em valores monetários de atividades, serviços ou produtos efetivamente consumidos e aplicados na sua realização com fabricação, ou:
Custo é a remuneração dos recursos financeiros, humanos e materiais aplicados na fabricação dos produtos, ou ainda:
Custo é uma somatória de remunerações aos funcionários/salários mais empresários/lucro mais emprestadores mais governo/impostos mais fornecedores/compras/consumo, ou:
Custo é o preços pelo qual se obtém um bem ou serviço.
O custo somente ocorre quando existe “consumo” ou “aplicação”.
Exemplos:
O valor da matéria-prima comprada por uma empresa, e estocada, não é custo, porque não existiu consumo ou aplicação. Quando esta matéria-prima for utilizada na fabricação, somente o valor aplicado se transformará em custo dos produtos.
O dinheiro gasto na compra de uma máquina não é um custo, mas um investimento; o desgaste da máquina em função do uso é um custo, porque existe o “consumo”, a “deterioração” da máquina.
Em resumo, Custos é um gasto que avalia o que a empresa despende na sua produção.
Despesa é um gatos que avalia o que a empresa despende num todo para auxiliar a produção.
Partindo desta ótica o contador deve fazer um sistema de analise de custo que demonstra os parâmetros básicos nas tomadas de decisões perante a concorrência ou mesmo perante apresentação para os sócios ou acionistas.
Para se fazer uma boa analise de custo, o contador deve conhecer e realizar estes métodos básicos:
8.1.1- CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS:
Quanto à unidade de medida
-Custos totais;
-Custos unitários.
Em relação aos volumes de produção e vendas
-Custos Fixos;
-Custos Variáveis.
Quanto ao modo de apropriação dos produtos
-Custos diretos;
-Custos indiretos.
Quanto ao momento do cálculo
-Custos históricos;
-Custos pré-determinados.
De conformidade com sua natureza, os custos classificam-se em CUSTOS FIXOS e CUSTOS VARIÁVEIS.
8.1.1.1- CUSTOS VARIÁVEIS:
São aqueles que variam proporcionalmente ao volume de produção e vendas da empresa, isto é, quando o volume de produção ou venda aumenta, estes aumentam na mesma proporção, e vice-versa.
Exemplos:
Matéria-Prima: quanto maior a produção, maior o consumo de materiais;
Impostos: quanto maior a quantidade produzida e vendida, maior é o volume pago de impostos;
Fretes de matéria-prima e produtos acabados: aumentam com o crescimento da produção e vendas;
Se na fabricação de uma calça (CUSTO UNITÁRIO) são gastos 1,50 metros de tecidos, para se fabricarem 10 calças serão precisos 15 metros de tecidos (CUSTO TOTAL). Quanto maior for a quantidade fabricada, maior será o consumo de matéria-prima, energia elétrica, impostos, mão-de-obra, frete da matéria prima e etc.
Os custos variáveis tem relação direta com os custos diretos de fabricação.
Também classifica-se como CUSTO UNITÁRIO o valor identificado por uma unidade produzida, já o CUSTO TOTAL considera-se o número geral da produção do determinado lote.
8.1.1.2- CUSTOS FIXOS:
São aqueles que não variam proporcionalmente ao volume de produção e vendas da empresa.
Exemplos:
O salário e encargos dos funcionário e supervisores da fabrica, desde que não tenha comissão de produção;
O pró-labore dos sócios da produção;
Aluguel da fábrica;
Depreciação das máquinas e etc.
Os custos fixos tem relação direta com os custos indiretos de fabricação, por não guardarem proporção com as quantidades dos produtos fabricados.
Toda empresa tem custos fixos e custos variáveis. A sua soma resulta nos custos totais da empresa.
8.1.1.3- CUSTOS DIRETOS:
São os que podem ser imediatamente apropriados a um só produto ou a um só serviço, ou seja porque seus valores e quantidades em relação ao produto são de fácil identificação, são os gastos que recaem diretamente na fabricação do produto.
Exemplos:
Se pegarmos como exemplo a fabricação de uma calça, teríamos:
Matéria-prima: tecidos;
Materiais secundários: linha, botão, zíper, forro, etiqueta e etc.
Mão-de-obra: salário e encargos do pessoal que trabalha diretamente na produção.
embalagens, etc.
8.1.1.4- CUSTOS INDIRETOS:
São os que dependem de cálculos, rateios e estimativas para serem divididos e apropriados, em diferentes produtos ou diferentes serviços.
Esses gastos são assim denominados por ser impossível uma segura identificação de seus valores e quantidades em relação ao produto, pois se utiliza estes devidos gastos em vários produtos ao mesmo tempo.
Exemplos:
Energia elétrica: quando não há medidor em cada máquina, com isso impossibilita a medir o consumo da energia elétrica exata na fabricação do produto fabricado, assim o valor consumido por toda a fabrica num determinado período deverá ser rateado entre todos os produtos fabricados no referido período.
Aluguel da fábrica: esse gasto é impossível de ser identificado em relação a cada produto.
Salário e encargos dos chefes de seção e dos supervisores da fábrica: esse pessoal trabalha dando assistência e supervisão a vários setores da fábrica, sendo, portanto, impossível identificar a percentagem dos salários e encargos em relação a cada produto.
8.1.1.5- CUSTO HISTÓRICO:
O mesmo que custo real, ou efetivo. É representado pelos registros contábeis das despesas e gastos reais.
O custo histórico também chamado custo a posteriori, pois é apurado no fim do ciclo da produção, quando já são conhecidos os gastos gerais e as aplicações diretas. Ele se presta também para retificar o custo padrão ou estimado, que serviu de base para o planejamento à priori da produção.
8.1.1.5.1- CUSTO PADRÃO:
Representa um custo determinado por antecipação no inicio de um ciclo de operação na produção.
Para elaboração do custo padrão, torna-se necessário uma série de elementos informativos, como por exemplo:
dados estatístico de produção anteriores;
pesquisa do mercado de trabalho da oferta de matéria prima, de consumo de capitais, etc.;
estudos de produção planificados;
rentabilidades das imobilizações técnicas;
padrões de gastos diretos e indiretos;
porcentagem de quebras;
racionalização dos trabalhos, cronometrando o tempo necessário para produzir uma unidade, margem de perca hora, etc.;
instabilidade da moeda;
planificação contábil, por meio de contas sintéticas e analíticas;
determinação do centro de carga ideal para os gastos indiretos;
Por outro lado deve-se decompor teoricamente a unidade que será produzida, em todos os seus elementos constitutivos, tais como:
Matéria prima;
Matéria secundária;
Matéria de acabamentos;
Material de embalagem;
Mão de obra especializada;
Mão de obra indireta;
Gastos gerais variáveis;
Depreciação de imobilização técnicas;
Amortização de valores imateriais;
Ônus tributários;
Ônus financeiros;
Remuneração de capitais próprios.
O custo padrão deverá conter uma reserva para variações naturais, decorrentes do próprio sistema de estimativas.
Diante dessas ponderações, aconselha-se também manter elementos estatísticos para análises comparativas constantes, com a finalidade de apontar os desvios, tendo tempo suficiente para serem tomadas as medidas saneadoras, prevenindo-se contra danos maiores e irremediáveis.
Na parte contábil, registra-se os gastos e despesas pelo que foi realmente pago, e a produção pelo custo padrão, reajustado sempre por intermédios da conta variações de custo.
8.1.1.5.2- CUSTO ESTIMADO:
O mesmo que custo a priori ou padrão e consiste nos cálculos estimativos dos componentes que integrarão uma unidade de produção, mais as despesas indiretas estimadas, quer seja fixas ou variadas.
O custo estimativo é calculado com base nos elementos estatisticos de produção anteriores, ou confeccionados na base de medidas, contagem ou pesagem de materiais a serem aplicados, mais a mão de obra unitária e uma porcentagem de gastos indiretos.
O custo estimativo serve como norma orientadora de controle empresariais e também para contabilizar a produção até o seu reajuste pelo custo real.
As diferenças verificadas no confronto com o custo real são retificadas por meio da conta variações de custos.
8.1.1.5.3- CUSTO REAL:
O mesmo que custo histórico, representa a apuração real e efetiva dos gastos e despesas no final de um ciclo de produção.
É um custo quase que impossível, pois somente se determina no final de um período, quando os produtos já foram negociados.
8.1.1.6- CUSTOS PRÉ-DETERMINADOS:
Consiste na apuração dos gastos estimados antes da existência do gasto propriamente dito, ou seja, o gasto que ocorrerá futuramente, mas por determinação estatística, de outras produções, há possibilidade de apresentar o possível gasto do produto, antes de realizar a produção do mesmo.
Exemplo, quando a administração precisa apurar o custo de determinado produto, mas não tem produzido, e nem calculado e precisa apresentar o valor de custos para negociar uma venda ou prestação de serviço. Neste momento entre o custo pré-determinado, onde apresenta o valor aproximado do custo e com isso administração trabalha em cima dos valores apresentado para fechar a devida negociação.
8.2 DEPARTAMENTALIZAÇÃO DO CUSTO
Departamento é a unidade mínima administrativa para a contabilidade de custos, representada por homens e máquinas ( na maioria dos casos) desenvolve atividades homogêneas. Diz se unidade mínima administrativa porque sempre há um responsável para cada departamento ou pelo menos deve haver. Desta forma propicia uma forma de uso da contabilidade de custos como forma de controle.
Na maioria das vezes um departamento é um centro de custos, ou seja, nele são acumulados os custos indiretos para posterior alocação aos produtos (departamento de produção - têm seus custos jogados sobre os produtos, já que estes passam inclusive fisicamente por eles); ou outros departamentos (departamentos de serviços- também chamados às vezes de não-produtivos ou auxiliares, não podem apropriar seus custos diretamente aos produtos, pois não passam por eles. Por viverem em departamentos para a prestação de serviços a outros departamentos, têm seus custos transferidos para os que deles se beneficiam.
Departamentalizamos nossos custos para facilitar a apropriação dos gastos referente partes de fabricação que ocorre a produção.
8.3 DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS DE SERVIÇOS
Neste momento iremos analisar a apuração do custo feito de forma que teremos que distribuir os custos por departamentos de produção, aquele que o produto passa fisicamente pelo setor e os custo dos departamentos de serviços, aquele que o produto não passa fisicamente pelo setor mas deve-se apropriar os custo, pois eles prestam serviços para os departamentos de produção. E iremos chegar ao resultado do CIF (Custo Indireto de Fabricação).
Para a atribuição aos produtos, é necessário que sejam distribuídos pelos diversos departamentos para que uma melhor alocação seja realizada.
Faz-se então uma investigação sobre a ligação entre cada custo e departamento onde foi incorrido e verifica-se:
a) Aluguel- é um custo comum à fabrica toda, e há necessidade da adoção de algum critério para sua distribuição aos diversos departamentos. Trata-se de um custo comum que englobaremos no departamento administração geral.
b) Energia Elétrica- à empresa pode manter medidores para consumo de força em alguns departamentos e um outro para o resto da empresa, ou também pode manter apenas um medidor para toda a empresa, desta forma necessita de um critério de base para rateios.
c) Materiais indiretos - por meio das requisições são localizados os departamentos a serem alocados os gastos deste sistema.
d) Mão-de-Obra indireta - o apontamento de horas demonstra o gasto feito para cada departamento.
e) Depreciação das máquinas – as máquinas localizada nos departamentos demonstra o gasto realizado no departamento.
Temos que apropriar esses custos indiretos aos produtos, mas há um problema, pelo fato de alguns departamentos não receberem fisicamente os produtos; sua função é a de prestar serviços aos outros departamentos, quer de produção quer de serviços.
Neste caso analisado temos a administração geral, almoxarifado, controle de qualidade e manutenção. Fazendo uma analise das características desses departamentos de serviços, poderemos verificar de que um critério apropriado, faremos a distribuição dos seus custos aos departamentos beneficiados. Distribuindo desta forma seus custos, alguns departamentos de serviços poderão, logo na primeira distribuição, ficar sem custo por serem alocados. Outros, entretanto, talvez venham a ter uma carga maior do que antes, já que, além dos que já são seus, talvez recebam um volume daquele departamento de serviços que primeiro fizer a distribuição. Por exemplo, distribuindo os custos de manutenção, provavelmente uma parte será jogada sobre o almoxarifado se este se beneficiar daquele.
Poderá ocorrer nesse sistema de rateio um processo de alocação reflexiva (um departamento que distribui custos para vários outros e também para si mesmo ou, o que é mais comum, haver um retorno de custos a um departamento de serviços que já tenha distribuído seus custos indireto de fabricação (CIF). Nessa ultima alternativa, há um verdadeiro pingue-pongue, só possível de se levar a bom termo normalmente com recursos eletrônicos de processamento de dados devido ao grande volume de cálculos a efetuar. Por exemplo, poderíamos ter nesse caso que estamos verificando uma situação em que a administração geral deve ter parte de seus custos indireto de fabricação (CIF) rateada a manutenção, mas depois esta fará a alocação dos seus próprios custos e uma parte será de novo jogada sobre a administração geral, já que esta também se utiliza dos trabalhos daquela. Teríamos novamente que ratear a administração geral e mais uma vez haveria uma parte recaindo sobre a manutenção etc. O processo só terminaria quando o custo a ser rateado assumisse um valor pequeno e a empresa resolvesse então parar o sistema e alocar essa última importância a qualquer outro departamento que não aqueles dos quais a receberia de volta.
O critério mais utilizado na prática é o de se hierarquizar os departamentos de serviços de forma que aquele que tiver seus custos distribuídos não receba rateio de nenhum outro. é uma forma também relativamente arbitrária, mas normalmente impossível de se evitar.
8.4- RATEIO DOS CUSTO INDIRETOS PARA OS DEPARTAMENTOS DE SERVIÇOS.
O sistema de rateios são feitos de acordo com o que se enquadra no departamento de serviço, não há um tipo de rateios, pois para cada departamento se analisa um fato, ou seja, são diversos critérios de rateios para que se possa dividir os custo da maneira mais racional possível.
Neste momento será feito rateios de acordo com as proximidades de sistemas que se adequa à realidade do gasto.
Com isso será rateado por centros de custo, parte à parte, até ficar todos gastos alocados nos departamentos de produção.
O rateio de custo é feito desta maneira:
1- Departamento de administração geral da fabrica;
2- Departamento de manutenção;
3- Departamento de almoxarifado;
4- Departamento de controle de qualidade.
No momento do término dos rateios os custo estarão alocados dentro dos departamentos de produção, e a partir dai aloca-se os custos para cada produto fabricado e automaticamente temos os valores gastos realmente para com cada produto.
9. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
O Artigo 176 da Lei nº 6.404/76 estabelece que, ao final de cada exercício social, a Diretoria da empresa deve elaborar, com base na escrituração mercantil, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do Patrimônio da empresa ocorridas no exercício.
a. Balanço patrimonial;
b. Demonstração de Resultado do Exercício;
c. Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados;
d. Demonstração das origens e aplicação de recursos.
e. Notas Explicativas
Em substituição à Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados, as empresas podem elaborar a Demonstração das Mutações do patrimônio Liquido.
O Balanço Patrimonial, à Demonstração do Resultado do Exercício e a Demonstração de Lucros ou Prejuízo Acumulados devem ser transcrito no Diário.
BALANÇO PATRIMONIAL
O artigo 178 da lei 6.404/76, evidencia balanço patrimonial, como a demonstração financeira resumidamente, o patrimônio da entidade, quantitativamente e qualitativamente.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
A Demonstração do Resultado do Exercício é a apresentação, em forma resumida, das operações realizadas pela empresa, durante o exercício social, demonstradas de forma a destacar o resultado líquido do período.
O art. 187 da Lei das S.A. estabelece a ordem de apresentação das receitas, custos e despesas, nessa demonstração, para fins de publicação.
Antes, de abordarmos aspectos mais detalhados dos seus compo­nentes, cabe destacar os princípios contábeis que devem nortear a contabilidade das empresas no reconhecimento contábil das receitas, custos e despesas.
Na determinação do resultado do exercício serão computados:
a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente de sua realização em moeda; e
b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos.
Essas conceituações da lei representam basicamente o princípios de con­tabilidade que é:
1. Princípio da Realização da Receita e Confrontação das Despesas
Pelo princípio da realização da receita e confrontação das despesas receitas são reconhecidas no exercício em que são realizadas, sendo que a realização ocorre quando do fornecimento de bens ou serviços em troca de dinheiro ou de outro tipo de ativo, tal como os títulos a receber. Assim sendo, esse princípio norteia a contabilização das vendas de bens e de serviços e o conseqüente registro das contas a receber.
Pelo principio ou regime de competência, as receitas, custos e despesas são contabilizados como tais no período da ocorrência do seu fato gerador e não quando são recebidos ou pagos em dinheiro. Outros artigos da Lei n° 6.404/76 repetem ou corroboram esse princípio.
É por decorrência desse princípio que, por exemplo:
a) A receita de venda é contabilizada por ocasião da venda e não quando do seu recebimento.
b) A despesa de pessoal (salários e seus encargos) é reconhecida no mês em que se recebeu tal prestação de serviços, mesmo que paga no mês seguinte.
c) Uma compra de matéria-prima é contabilizada quando do recebimento da mer­cadoria e não quando do seu pagamento.
d) A despesa do imposto de renda é registrada como provisão no mesmo período dos lucros a que se refere e não no exercício seguinte, quando é declarada e paga.
Como se nota ainda do texto da letra b da lei, nos mesmos períodos em que forem lançadas as receitas e os rendimentos deverão estar registrados todos os custos, despesas, encargos e riscos correspondentes àquelas receitas. Por esse conceito, também denominado "contraposição de receitas e despesas", ao se contabilizar, por exemplo, a receita da venda de determinado produto, dever-se-á registrar no mesmo período todos os custos e despesas em que se incorre relativamente àquela receita, tais como: a) O custo do produto vendido, que englobaria material, mão-de-obra e demais custos de sua fabricação. b) As despesas operacionais incorridas, seja de ordem de sua comercialização, seja de administração. Nesse sentido, também, se a empresa der, por exemplo, um período de garantia e de revisões gratuitas ao produto vendido, tal custo de garantia deverá estar apropriado nesse mesmo perto do, por estimativa, e não no período futuro, quando realizará a substituição de peças ou revisão gratuita. Por esse motivo, é que, havendo essa cláusula de venda, deve-se constituir uma provisão para custos de garantia. Dentro dessa mesma filosofia é que também a comissão dos vendedores deve estar provisionada como despesa, já no mesmo perto do em que se reconheceu a venda, mesmo que vá ser paga, total ou parcialmente, somente quando do recebimento das duplicatas correspondentes.
O objetivo da Demonstração do Resultado do Exercício é fornecer aos usuá­rios das demonstrações financeiras da empresa, como já indicado, os dados básicos e essenciais da formação do resultado (lucro ou prejuízo) do exercício.
O artigo 18 da Lei das S.A. disciplina a apresentação dessa Demonstração visando atender a tal objetivo, pois, sumariando, temos que a Demonstração é ini­ciada com o valor total da receita apurada nas suas operações de vendas, da qual é deduzido o custo total correspondente a essas vendas, apurando-se a margem bruta, ou seja, o lucro bruto.
São, então, apresentadas as despesas operacionais segregadas por subtotais, conforme sua natureza, quais sejam:
Despesas com vendas
Despesas financeiras deduzidas das receitas financeiras
Despesas gerais e administrativas
Outras despesas e receitas operacionais
Assim sendo, deduzindo-se as despesas operacionais totais do lucro bruto, apresenta-se o lucro operacional, que é outro dado importante na análise das ope­rações da empresa. Após o lucro operacional, apresentam-se as receitas e despesas não operacionais, que são as transações realizadas no período, não vinculadas à exploração do objeto da empresa e, depois, o resultado líquido dos efeitos da inflação sobre o resultado do exercício, que é o saldo da conta de correção monetária, podendo representar uma despesa ou uma receita, apurando-se então o resultado antes do " imposto de renda.
Deduz-se, a seguir, a provisão para o imposto de renda e, finalmente, as participações de terceiros, que não na forma de acionistas, calculáveis sobre o lucro, tais como empregados, administradores, partes beneficiárias, debêntures e contribuições para fundos de benefícios e empregados, chegando-se, assim, ao lucro (ou prejuízo líquido do exercício, que é o valor final da Demonstração.
DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZO ACUMULADO
A obrigatoriedade desta demonstração pela lei das S.A. foi bastante oportuna, pois possibilita a evidenciação clara do lucro do período, a sua distribuição e a movimentação ocorrida no saldo da conta de lucros ou prejuízos acumulados.
Segundo o artigo 186 da lei 6.404/76 a Demonstração de Lucros ou Prejuízo Acumulado demonstra o lucro apurado no exercício e sua destinação, bem como os eventos que modificam o saldo da Conta Lucros ou Prejuízos Acumulados, como correção monetária, ajustes e reversões de reservas.
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LIQUIDO
Essa demonstração mostra as variações ocorridas nas contas do patrimônio liquido, evidenciando os saldos iniciais, os ajustes do exercícios anteriores, a correção monetária, os aumentos do capital, as reversões de reservas, o lucro liquido do exercício e sua destinação, além dos saldos finais das respectivas contas que compõem o patrimônio liquido da empresa.
Essa demonstração financeira está prevista no parágrafo segundo do artigo 186 da lei nº 6.404/76.
AS MUTAÇÕES NAS CONTAS PATRIMONIAIS
As contas que formam o Patrimônio Líquido podem sofrer variações por inúmeros motivos, tais como:
a) Itens que afetam o patrimônio total
- Acréscimo pelas correções monetárias das contas do patrimônio, (quando a lei se valia desta correção).
- Acréscimo pelo lucro ou redução pelo prejuízo líquido do exercício.
- Redução por dividendos.
- Acréscimo por reavaliação de ativos.
- Acréscimo por doações e subvenções para investimentos recebidos.
- Acréscimo por subscrição e integralização de capital.
- Acréscimo pelo recebimento de valor que exceda o valor nominal das ações integralizadas ou o preço de emissão das ações sem valor patrimonial.
- Acréscimo pelo valor da alienação de partes beneficiárias e bônus de subs­crição.
- Acréscimo por prêmio recebido na emissão de debêntures.
- Redução por ações próprias adquiridas ou acréscimo por sua venda.
- Acréscimo ou redução por ajustes de exercícios anteriores.
b) Itens que não afetam o total do patrimônio
- Aumento de capital com utilização de lucros e reservas.
- Apropriações do lucro líquido do exercício reduzindo a conta de Lucros Acumulados para formação de reservas, como Reserva Legal, Reserva de Lucros a Realizar, Reserva para Contingência e outras.
- Reversões de reservas patrimoniais para a conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados.
- Compensação de Prejuízos com Reservas etc.
DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS
Esta demonstração tem por objetivo identificar as modificações ocorridas na posição financeira da empresa.
A posição financeira, conforme definida na Lei da Sociedades por Ações, é o Capital Circulante (CCL) da empresa.
O CCL, também conhecido por Capital Circulante Próprio é igual ao Ativo Circulante (AC) menos o Passivo Circulante (PC).
Todos os fatos que modificam o Capital Circulante Líquido da empresa fazem parte da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos.
Essa demonstração não é obrigatória para todas as empresa; estão obrigadas a elaborá-la todas as sociedades anônimas de capital aberto e as de capital fechado que possuam Patrimônio Líquido igual ou superior ao que a lei estipula no determinado tempo e na data de balanço.
De acordo com o artigo 188 da lei 6.404/76 dispõe desta maneira:
I- As origens dos recursos, agrupadas em:
a) Lucro do exercício, acrescido de depreciação, amortização ou exaustão e ajustado pela variação nos resultados de exercício futuro;
b) Realização do capital social e contribuição para reservas de capital;
c) Recursos de terceiros, originários do aumento do passivo exigível a longo prazo, da redução do ativo realizável a longo prazo e da alienação de investimentos e direitos do ativo imobilizado.
II- As aplicações de recursos, agrupados em:
a) dividendos distribuídos;
b) aquisição de direitos do ativo imobilizado;
c) aumento do ativo realizável a longo prazo, dos investimentos e do ativo diferido;
d) redução do passivo exigível a longo prazo.
NOTAS EXPLICATIVAS
As notas explicativas são informações que visam complementar as demonstrações financeiras e esclarecer os critérios contábeis utilizados pela empresa, a composição dos saldos de determinadas Contas, os métodos de depreciação, os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais etc.
As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício.
As notas deverão indicar:
a) Os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais, especialmente estoques, depreciação, amortização exaustão, provisões;
b) Os investimentos em outras sociedades;
c) O aumento de valores de elementos do ativo resultante de novas avaliações
d) Os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias prestadas a terceiros e outras responsabilidade eventuais ou contingentes;
e) A taxa de juros, as datas de vencimentos e as garantias das obrigações a longo prazo;
f) O numero, espécies e classes das ações do capital social;
g) As opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício;
h) Os ajustes de exercícios anteriores;
i) Os eventos subseqüentes à data de encerramento do exercício que tenha, ou possam vir a ter, efeitos relevantes a situação financeira e os resultados futuros da companhia.
As notas explicativas representam parte integrante das Demonstrações Financeiras.
Exemplo de Notas Explicativas as Demonstrações Financeiras
1- CRITÉRIO CONTÁBEIS
As Demonstrações Financeiras foram elaboradas com observância dos dispositivos legais, destacando-se:
a. Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa: é constituída pela taxa usual de 1,5% sobre as Duplicatas a Receber;
b. Estoques: são avaliados ao custo médio de aquisição;
c. Ativo Imobilizado: É registrado pelo custo de aquisição, as depreciações são computadas através de Móveis e utensílios com 10 anos de vida útil e veículos 5 anos de vida útil.
2- CAPITAL SOCIAL
O capital social, totalmente subscrito e integralizado.
3- CONTRATOS
Os Contratos de Seguros registram a cobertura de seguros efetuados com a Cia Brasileira, pelo período de um ano.
PARTE II
AS TOMADAS DE DECISÕES GERENCIAIS
Tudo o que desenvolvemos são tomadas de decisões, mas são formas que antecedem esta parte, a partir de agora tendo as apurações dos fatos, o custo feito, o controle de estoque realizado, partimos para desenvolver formas de preços de venda, que possa ajustar no mercado econômico e financeiro.
A partir deste momento faremos as comparações e analise de como esta a empresa, se os preços de vendas colocados estão de acordo com as analise apresentadas, se as demonstrações financeiras estão apresentando uma expectativa boa para suas realizações comerciais.
Em síntese este momento é a parte crucial nas tomadas de decisões, é o momento de sabermos se nossas decisões estão corretas, ou precisam ser revista.
1-FÓRMULAS E ANALISES PARA FORMAÇÃO DE PREÇOS E CONCORRÊNCIA NO MERCADO
1.1- Venda
Os objetivos orientados para vendas visam aumentar ou manter uma dada participação no mercado. Uma forma comum de crescimento das vendas para aumentar a participação no mercado, é a adoção de preços menores que os da concorrência. Neste caso, o pensamento é que o crescimento das vendas aumentam os lucros, embora a lucratividade seja pequena. Estes lucros maiores decorrem de dois fatores:
a) Diminuição dos custo unitários dos produtos devido a diluição dos custos fixos em um número maior de produtos.
b) Aumento no giro das vendas, ou seja, um número maior de unidades vendidas com lucro unitário menor, faz crescer o volume global.
A manutenção de uma dada participação no mercado, em detrimento de uma maior participação ou crescimento na participação, visa evitar atritos com a legislação existente ou manter uma posição mais cômoda, evitando os riscos do surgimento de competidores fortes e de maiores vendas sempre que a situação exigir.
1.2- Minimização dos Riscos de uma Competição em Preços
Os objetivos orientados para minimizar os riscos de uma competição em preços visam o seguimento de uma linha de ação compatível, com segura certeza de lucro. Mantendo-se estável os preços diminui-se sensivelmente os riscos de competição e a necessidade de decisões difíceis. Entretanto estes objetivos podem fazer parte de uma atuação extremamente agressiva envolvendo outros fatores como produto, promoção ou canal de distribuição.
1.3- Os custos da Empresa
Os custos devem ser considerados no cálculo dos preços, para que os preços calculados sejam maiores que os custos esperados, se algum lucro for desejado.
1.4- Produtividade e demanda
A produtividade e a demanda, considerados em termos do volume de produção e vendas, afeta os preços. Quanto maior o volume de produção e vendas, menores poderão ser os preços para se manter o mesmo nível de lucro. Para que isto ocorra é necessário a existência de redução nos custos indiretos unitários dos produtos decorrentes do aumento das vendas.
Sempre que uma empresa decide basear seus preços nos custos, há a necessidade de se fazer estimativas de quantidade a ser vendidas no período de vigência dos novos preços. Quanto mais alta for esta estimativa menores poderão ser os preços. Este fato vem de encontro às necessidade do mercado. Normalmente, a demanda de mercado cresce com a diminuição dos preços.
Portanto, o volume de vendas constitui um fator determinante do nível de preços a ser praticado para a obtenção de determinado volume de lucro.
1.5- Cálculo dos Preços
Os cálculos dos preços são baseados nos custos, produtividade e lucro desejado. O problema de cálculo dos preços é determinar os preços dos produtos que para uma dada quantidade vendida permita o volume desejado de lucro.
A equação básica que representa este problema é:
Preço = P
Custos Variáveis unitários = CVu
Custos Fixos Unitários = CFu
Resultado do Lucro unitário = RLu
P - CVu + CFu = RLu
Os custos fixos unitários, diminuem à medida que a quantidade vendida aumenta.
Com isso, preços melhores podem ser praticados.
onde se conclui que a variável quantidade ou volume de vendas é importante para o cálculo de preço.
Como normalmente a empresa já possui uma linha de produtos definidas, vende determinadas quantidade e sabe o quanto deseja ganhar em termos de lucro, resta uma primeira etapa e não poderia ser diferente, levantarmos os custos da empresa e de cada produto.
1.6- Fator Limitado
É uma restrição de natureza financeira, de mercado ou interna da empresa que limita a capacidade de geração de lucro da mercadoria.
Os principais fatores normalmente encontrados são:
- Disponibilidade de materiais para produção;
- Disponibilidade de Capital de Giro;
- Tamanho do Mercado (potencial de produção e vendas da empresa para cada produto).
- Capacidade máxima de produção.
o capital de giro constitui um fator limitado que dentro de certa faixa de variação pode ser manuseado. Um eficiente sistema de planejamento e controle das vendas/compras permite reduzir e manter abaixo de determinado limite as necessidades de giro derivadas dos estoques de produtos para venda. Alterações na política de crédito podem reduzir as necessidade de giro aplicada a crédito ao clientes. Entretanto, para qualquer atividade empresarial é sempre necessário um determinado volume de capital de giro para a compra e venda e produção dos produtos.
O tamanho do mercado definido como o potencial de venda de cada artigo para a empresa como fator limitativo deve ser entendido corretamente. Evidentemente, o quociente margem de contribuição (ou lucro) / potencial de venda não é a aplicação correta da regra. para as situações já descritas, a mercadoria de maior capacidade de geração de lucro é aquela que:
a) Gera o maior lucro com a capacidade de produção disponível;
b) Gera o maior lucro com a disponibilidade de matéria-prima;
c) Gera o maior lucro com o capital de giro disponível.
Da mesma forma, o produto que gera o maior volume de lucro com o mercado existente tem maior potencial de geração de lucros.
Veremos com um posto especifico sobre margem de contribuição e capital de giro.
1-FÓRMULA PARA CÁLCULO DE FORMAÇÃO PREÇO DE VENDA
1.1-FÓRMULA PARA CÁLCULO DE FORMAÇÃO PREÇO DE VENDA A VISTA
PVv= (Custos + Despesas) / 1 – [taxas + Lucro/ 1 – (IRPJ+CSSL)]
Todas estas taxas devem ser convertidas em índices percentuais
Taxas = ICMS e demais taxas que compõem a base de cálculo
Impostos diretamente com a mercadoria
IRPJ = Imposto de Renda Pessoa Jurídica
CSSL = Contribuição sobre o Lucro
1.2-FÓRMULA PARA CÁLCULO DE FORMAÇÃO PREÇO DE VENDA A PRAZO COM PAGAMENTO DIRETO (PAGAMENTO ÚNICO)
PVp = PVv x ( 1 + i ) n (este “n” é capitalizado)
PVp = Preço de Venda a Prazo
PVv = Preço de Venda a Vista
i = Taxas Financeiras
n = Período de prazo para pagamento
1.3-FÓRMULA PARA CÁLCULO DE FORMAÇÃO PREÇO DE VENDA A PRAZO SEM ENTRADA
Prestação = PVv x (1 + i) x i (este “n” é capitalizado) / ( 1 + i ) (este “n” é capitalizado) - 1
PVv = Preço de Venda a Vista
i = Taxas Financeiras
n = Período de prazo para pagamento
1.4-FÓRMULA PARA CÁLCULO DE FORMAÇÃO PREÇO DE VENDA A PRAZO COM ENTRADA
Prestação = PVv x (1 + i) x i (este “n - 1” é capitalizado) / ( 1 + i ) (este “n” é capitalizado) - 1
Prestação =
PVv = Preço de Venda a Vista
i = Taxas Financeiras
n = Período de prazo para pagamento
2-PONTO DE EQUILÍBRIO, MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO, TAXAS DE RETORNO E LUCROS.
2.1- CUSTOS VARIÁVEIS:
São aqueles que variam proporcionalmente ao volume de produção e vendas da empresa, isto é, quando o volume de produção ou venda aumenta, estes aumentam na mesma proporção, e vice-versa.
Exemplos:
Matéria-Prima: quanto maior a produção, maior o consumo de materiais;
Impostos: quanto maior a quantidade produzida e vendida, maior é o volume pago de impostos;
Salários e encargos dos funcionários da produção.
Fretes de matéria-prima e produtos acabados: aumentam com o crescimento
da produção e vendas;
Se na fabricação de calças o tecido (custo unitário) são gastos 1,50 metros de tecidos, para se fabricarem 10 calças serão precisos 15 metros de tecidos (custo total). Quanto maior for a quantidade fabricada, maior será o consumo de matéria-prima, energia elétrica, impostos, mão-de-obra, frete da matéria prima e etc.
Os custos variáveis tem relação direta com os custos diretos de fabricação.
2.2- CUSTOS FIXOS:
São aqueles que não variam proporcionalmente ao volume de produção e vendas da empresa.
Exemplos:
O salário e encargos do pessoal administrativo e supervisores da fabrica;
Os honorários pagos ao contador;
O pró-labore dos sócios;
Aluguel da fábrica;
Depreciação das máquinas e etc.
Os custos fixos tem relação direta com os custos indiretos de fabricação, por não guardarem proporção com as quantidades dos produtos fabricados.
Toda empresa tem custos fixos e custos variáveis. A sua soma resulta nos custos totais da empresa.
2.3 - PONTO DE EQUILÍBRIO
O ponto de equilíbrio, nasce da conjugação dos Custos Totais com as Receitas Totais. Estas, numa economia de mercado, têm uma representação macro econômica também não linear; isto é, para um mercado como um todo.
O ponto de equilíbrio é a identificação que a empresa busca em relação a não haver nem lucros e nem prejuízo na empresa, ou seja, a produção igual à venda.
Mas um resultado nulo significa que, economicamente a empresa está perdendo pelo menos o juro do capital próprio investido, voltando assim ao conceito de custo de oportunidade.
O ponto de equilíbrio também chamado de crítico o ponto onde se cruzam as linhas das receitas ou dos custos nos diagramas demonstrativos dos réditos (rendimentos), contabilmente conhecido como lucros ou prejuízos acumulados.
Formula do Ponto de Equilíbrio:
PE= Custos Fixos (+) Despesas Fixas / Margem de Contribuição
Formula para apurar a margem de contribuição:
MC (=)Receita (-) (Custos Variáveis (+) Despesas Variáveis)
O Ponto de Equilíbrio divide-se em três áreas:
O Ponto de Equilíbrio Contábil, quando analisa-se o lucro empresarial como um todo, ou seja a busca de equilibrar totalmente o montante suficiente para cobrir todos os custos e despesas fixas que ocorrem na empresa.
O Ponto de Equilíbrio Econômico, é aquele que o resultado contábil apresentando nulo, pois cobriu os gastos fixos , não foi suficiente, porque deve-se analisar pelo menos o juro econômico do capital próprio investido, sendo assim ao conceito de custo de oportunidade, analisa-se um percentual que gira na área econômica, para avaliar quanto que significa o capital próprio aplicado na empresa.
O Ponto de Equilíbrio Financeiro, é aquele desconsidera dos gastos fixos valores que não sofrem desembolsos financeiros, ou seja, se constar depreciação, é um gasto ocorrido na empresa, mas não houve desembolso financeiro, desta forma para analise do ponto de equilíbrio financeiro não deva considerar.
A margem de contribuição, é a diferença entre receita e soma de custo e despesas variáveis, assim torna-se facilmente visualizar a potencialidade de cada produto, mostrando como cada um contribui para, primeiramente, amortizar , ou seja, diminuir os gastos fixos, e , depois, formar o lucro propriamente dito.
2.4-MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO
Margem de contribuição é a diferença entre a receita e o custo variável de cada produto; é o valor que cada unidade efetivamente traz à empresa de sobra entre sua receita e o custo que de fato provocou e lhe pode ser imputado sem erro.
A margem de contribuição nos proporciona analisar a maneira mais adequada de compararmos os lucros e o retorno que nos possibilita a dar.
2.4.3- MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO EM RELAÇÃO A TAXA DE RETORNO SOBRE INVESTIMENTO
A melhor maneira de se avaliar o grau de sucesso de um empreendimento é calcularmos o seu retorno sobre o investimento realizado.
Definimos como a forma ideal de se avaliar a taxa de retorno a divisão do lucro obtido antes do imposto de renda e antes das despesas financeiras pelo ativo total utilizado para a obtenção do produto.
Formula:
Taxa de Retorno = Lucro Antes do Imp.Renda e Antes da Desp.Financeira / Ativo Total
No retorno não devem ser incluídas as Despesas Financeiras, já que estas são derivadas do passivo (Financiamento), e não do Ativo (Investimento). Do retorno dado pelo investimento, parte será utilizado para remunerar o capital de terceiros (Despesas Financeiras), e parte para remunerar o capital próprio (Lucro liquido do proprietário). O retorno total, soma dos dois, é o que melhor define o desempenho global.
O problema da utilização dessa idéia consiste não só na apuração do lucro, mas também na separação de que investimento pertence a cada produto. É muito comum (mas não correto) proceder-se da seguinte forma: rateia-se a Despesa de vendas e a de administração também aos produtos, com base em critério os mais variados (proporcionalmente a preço de venda, lucro bruto, tempo de fabricação etc.), como se fizessem parte do custo propriamente dito, chegando assim ao “lucro liquido” antes das Despesas Financeiras e imposto de Renda de cada produto. Rateia-se também o investimento (ativo) total pelos produtos, com base em critérios igualmente pré-estabelecidos, atribuindo-se parte dele a cada produto. Faz-se assim o cálculo da taxa de retorno. isso também pode ser feito não só por produto, mas por departamento, divisão etc.
3- ANALISES DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS:
Para desenvolvermos um processo de analises das demonstrações financeiras existentes, destacamos:
Análises por quocientes;
Análise Vertical
Análise Horizontal
Sistema Du Pont de Análise Financeira
3.1- ANALISES DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS POR QUOCIENTES:
Analise por quociente consiste na interpretação de dados extraídos das demonstrações financeiras, visando conhecer a situação econômica e financeira da empresa.
Quocientes é o resultado de uma comparação entre componentes do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado do Exercício.
Os quocientes mais utilizados, permitem conhecer um perfil da situação econômica e financeira da empresa, tendo como agrupamento:
Quociente que evidenciam a situação econômica
Quociente que evidenciam a situação financeira
Os quocientes que evidenciam a situação financeira são os Quocientes de Estrutura de Capitais e quocientes de liquidez, já os que evidenciam a situação econômica são os quocientes de rentabilidade.
Estes quocientes possibilita para o empresário avaliar como esta o estado de sua empresa, e poder avaliar a interpretação de dados extraídos das demonstrações financeiras, visando conhecer a situação econômica e financeira da mesma.
Quocientes de Estruturas de Capitais, também conhecido como quocientes de endividamento, obtém resultados mediante a confrontação dos elementos que representam os capitais de terceiros com o Patrimônio Liquido e com o Ativo Permanente, servem para interpretar o grau de endividamento da empresa.
Participação dos capitais de terceiros em relação aos recursos totais:
PCTRRT= Exigível Total / Exigível Total + Patrimônio Líquido
Este quociente torna possível sabermos qual é a proporção da participação dos capitais de terceiros em relação aos recursos totais. Demonstra quanto a empresa tomou de capital de terceiros para cada valor monetário de recursos totais (Exigível + Patrimônio Líquido)
Exigível total, corresponde Passivo Circulante mais Passivo Exigível a Longo Prazo
Este quociente evidencia a participação dos recursos tomados de terceiros em relação aos Recursos Totais que a entidade tem a sua disposição.
A importância deste quociente deve-se ao fato de que, em princípio, não é aconselhável que pessoas estranhas à entidade invistam importâncias maiores do que aquelas que os proprietários investem.
O ideal é que este quociente não seja superior a 0,50. Caso contrário, estará in­dicando que os Capitais de Terceiros superaram os Capitais Próprios na composição dos Recursos Totais da entidade.
Observação:
· Multiplicando-se o quociente por 100, obteremos a resposta em porcentagem. Assim, se o Quociente de Capitais de Terceiros em relação aos Recursos Totais for 0,49, para obtermos a relação percentual faremos:
0,49 X 100 = 49%
Desta forma, podemos afirmar que para cada valor monetário de Recursos Totais, existem $ 0,49 de Capitais de Terceiros. Ou podemos dizer que os Capitais de Terceiros correspondem a 49% dos Recursos Totais.
Participação dos Capitais de Terceiros em relação aos Capitais Próprios:
PCTRCP= Exigível Total / Patrimônio Líquido
Este quociente demonstra a proporção que existe entre os Capitais de Terceiros e os Capitais Próprios. Mostra quanto a entidade deve para terceiros, a curto e a longo prazo, para cada valor monetário de Patrimônio Líquido ou Capital Próprio.
Este quociente mostra qual é a proporção da participação dos Capitais de Ter­ceiros em relação aos Capitais Próprios.
O ideal é que ele seja inferior a 1 (um), pois estará indicando a existência de ex­cesso de Capitais Próprios sobre Capitais de Terceiros, evidenciando que a empresa possui liberdade para tomadas de decisões.
Quando este quociente for superior a 1 (um), indicará dependência financeira da empresa em relação aos Capitais de Terceiros. Neste caso, a empresa não terá liberdade financeira para tomadas de decisões e permanecerá sujeita às regras impos­tas pêlos seus credores (juros, prazos etc.).
As empresas devem canalizar esforços visando reduzir ao máximo este quociente, pois quanto menor melhor será para a situação financeira da empresa. Enquanto o quociente anterior demonstra a proporção dos Capitais de Terceiros sobre os Recursos Totais da empresa, este quociente permite conhecermos a mesma proporção, porém em relação aos Capitais Próprios.
Quanto maior este quociente, menor será a liberdade da empresa para tomadas de decisões, maior será o seu grau de endividamento.
Quanto menor este quociente, maior será a liberdade financeira para tomadas de decisões por parte da empresa, menor será o seu grau de endividamento.
A liberdade financeira da empresa, portanto, varia em função da participação dos Capitais Próprios sobre os Capitais de Terceiros.
Sendo pequena a margem de liberdade para tomadas de decisões financeiras, a empresa não poderá lançar mão de novos empréstimos, pois são poucas as garantias disponíveis para oferecer às instituições financeiras em troca de recursos, seja destinados a expandir o negócio ou mesmo a cobrir compromissos imediatos e inesperados.
Há casos em que é vantajoso para a empresa trabalhar com importâncias elevadas de Capitais de Terceiros. É o que acontece quando os lucros obtidos pela apli­cação desses Capitais são suficientes para remunerar os compromissos assumidos com a captação desses recursos.
Outro aspecto importante que este quociente revela é a existência ou não de probabilidade de falência. A existência de alto grau de endividamento em vários pe­ríodos demonstra a ausência de recursos financeiros para saldar compromissos assu­midos, situação que pode levar a empresa à falência.
Composição do endividamento
CE= Passivo Circulante / Exigível Total
Este quociente demonstra quanto a empresa deve a curto prazo para cada valor monetário de obrigações totais.
Este quociente indica a proporção existente entre as Obrigações de Curto Pra­zo e as Obrigações Totais, revelando a necessidade ou não de a empresa gerar recursos para cobrir os compromissos de curto prazo, ou poderá revelar, ainda, a existên­cia ou não de tempo suficiente para gerar recursos, visando cobrir os compromissos de longo prazo.
É evidente que quanto maior o tempo de que a empresa dispõem para pagar as suas obrigações, melhor será a sua situação financeira atual, pois não precisará preo­cupar-se em gerar recursos imediatos. Por este motivo podemos afirmar que quanto menor este quociente, melhor será para a empresa.
Quando necessitar gerar recursos de curto prazo visando cobrir os compromissos do Passivo Circulante, a empresa poderá efetuar vários tipos de operações co­mo: empréstimos a longo prazo, promoção de vendas com descontos especiais, incentivo ao recebimento antecipado de duplicatas etc.
Os compromissos assumidos a longo prazo, por sua vez, poderão ser cobertos com recursos oriundos do desenvolvimento normal das atividades, sem a necessidade de se recorrer as operações que gerem recursos imediatos, as quais nem sempre são suficiente para a saúde financeira da empresa, pois podem acarretar custos elevados.
Imobilização do Patrimônio Líquido
IPL= Ativo Permanente / Patrimônio Líquido
Este quociente demonstra quanto a empresa investiu no Ativo Permanente para cada valor monetário de Patrimônio Líquido.
Este quociente demonstra qual a proporção das imobilizações efetuadas pela empresa no Ativo Permanente, em relação ao Patrimônio Líquido.
Outro aspecto importante demonstrado é a existência ou não de dependência de Capitais de Terceiros para financiar o Ativo Circulante. Se todo o Patrimônio Líqui­do da empresa for utilizado para financiar o Ativo Permanente, significará que o Ativo Circulante e o Realizável a Longo Prazo foram financiados somente com re­cursos de terceiros, fato que, em princípio, não corresponde a situação favorável.
Para melhores conclusões, há necessidade de analisarmos mais profundamente outros quocientes, tais como aqueles que relacionam as Obrigações de Curto Prazo com as Obrigações Totais.
É sempre conveniente que este quociente seja inferior a 1 (um), caso em que indicará que o Patrimônio Líquido é suficiente para cobrir as imobilizações efetuadas pela empresa. Em outros termos, a empresa não imobilizou todo o Capital Próprio.
Quando a empresa não imobiliza todo o Capital Próprio, a diferença será acar­retada para o Ativo Circulante e para o Ativo Realizável a Longo Prazo.
Quanto maior a parcela do Patrimônio Líquido aplicada no Ativo Permanente, menor será a participação dos Capitais Próprios para financiar o Ativo Circulante e o Ativo Realizável a Longo Prazo, maior será a dependência da empresa em relação aos Capitais de Terceiros.
O excesso do Patrimônio Líquido sobre o Ativo Permanente denomina-se Capital Circulante Próprio, pois corresponde à parcela dos Capitais Próprios que é investida para financiar o Capital de trabalho.
Sempre que houver Capital Circulante Próprio, o Quociente de Imobilização do Patrimônio Líquido demonstrará esta ocorrência, sendo inferior a 1 (um).
Quando a empresa utiliza Capitais Próprios para financiar parte ou o total do Capital Circulante, ela tem maior liberdade financeira para movimentar os seus negócios, podendo efetuar operações de compra e de venda livremente, sem a necessidade de recorrer a terceiros para obtenção de recursos.
É perfeitamente aceitável que as empresa invistam maior parte do Patrimônio Líquido no Ativo Permanente e uma menor parte no Ativo Circulante. Isso ocorre porque conseguir os recursos necessários para financiar o Ativo Permanente é mais:
Capital de Trabalho corresponde ao Ativo Circulante mais o Ativo Realizável a Longo Prazo.
Difícil, além do que não é aconselhável utilizar Capitais de Terceiros de curto prazo para financiar o Ativo Permanente, pois o retorno do investimento no Permanente normalmente se dá a longo prazo. Quando houver necessidade de utilizar recursos de terceiros para financiar o Ativo Permanente, como ocorre principalmente em oca­siões de expansão, esses recursos deverão ser vencíveis a longo prazo, de modo que possam ser remunerados com os lucros obtidos pela própria movimentação dessas imobilizações.
Remunerar Capitais de Terceiros investidos no Ativo Permanente com recursos gerados por outras fontes que não sejam os Lucros colocará a empresa em situa­ção de insolvência, obrigando-a a trabalhar mais rapidamente para gerar recursos a curto prazo.
Já os financiamentos para aplicação no Ativo Circulante são mais fáceis de se­rem obtidos, pois geralmente correspondem a obrigações a fornecedores, a empregados, ao governo (impostos) etc.
Quando este quociente for superior a 1 (um), indicará que a empresa aplicou no Ativo Permanente todo o Capital Próprio mais uma parcela dos Capitais de Ter­ceiros. Neste caso, a análise do Quociente de Imobilização dos Recursos Não-Cor­rentes revelará se a empresa está utilizando recursos de terceiros tomados a curto ou a longo prazo.
Sempre que o Patrimônio Líquido for insuficiente para financiar o Ativo Per­manente, poderemos concluir que todo o Ativo Circulante mais o Ativo realizável a Longo Prazo são financiados por Capitais de Terceiros, os quais financiam, ainda, uma parte do Ativo Permanente.
Neste caso, é possível afirmar que a empresa encontra-se em mãos de tercei­ros, os quais investiram mais do que os seus proprietários. Quando a empresa de­pende dos Capitais de Terceiros em maior proporção que de Capitais Próprios, há indícios de que sua situação econômica e financeira não seja boa, embora, em certos casos, trabalhar com Capitais de Terceiros em maior proporção possa ser mais vantajoso para a empresa, conforme já dissemos.
Sempre que o Ativo Permanente superar o Patrimônio Liquido, é conveniente que o excesso seja financiado por Capitais de Terceiros tomados para pagamento a longo prazo. Esta conclusão pode ser obtida através da análise do próximo quociente.
Imobilização dos Recursos não correntes
IRñC= Ativo Permanente / Patrimônio Líquido + Passivo Exigível a Longo Prazo
Este quociente demonstra quanto a empresa aplicou no Ativo Permanente, para cada valor monetário de Passivo Exigível a Longo Prazo mais o Patrimônio Líquido.
Este quociente indica qual o percentual dos Recursos Não-Correntes (Patrimônio Líquido + Resultados de Exercícios Futuros + Passivo Exigível a Longo Prazo) que a empresa aplicou no Ativo Permanente.
O ideal é que este quociente seja inferior a 1 (um), caso contrário indicará que os Recursos Não-Correntes não foram suficientes para financiar o Ativo Permanente, revelando que parte do Passivo Circulante também foi aplicada no Ativo Permanente.
É sempre conveniente que exista excesso de Recursos Não-Correntes para financiar parte do Capital Circulante.
A existência de Capital Circulante Negativo (quando o Ativo Permanente su­pera o Patrimônio Líquido) pode ser compensada com a longo prazo. A entidade que possui Capital Circulante Próprio certamente terá boa situação financeira. Por sua vez, a inexistência de Capital Circulante Próprio pode indicar si­tuação de insolvência. Essas indagações serão esclarecidas através da análise dos Quocientes de Liquidez.
Os Quocientes de Estrutura de Capitais demonstra a relação que existe entre a origem e a aplicação dos Capitais.
No Balanço Patrimonial, o lado do Passivo mostra a origem dos Capitais que estão à disposição da entidade e o lado do Ativo mostra onde eles foram aplicados. Os Capitais originados conforme demonstra o lado do Passivo podem ser:
· Próprios - compreendendo o Patrimônio Líquido e o grupo Resultado de Exercícios Futuros;
· de Terceiros - compreendendo o Passivo Circulante e o Passivo Exigível a Longo Prazo.
São esses Capitais Totais (Próprios e de Terceiros) que financiam os investi­mentos realizados pela entidade, devidamente demonstrados no Ativo.
Quando os investimentos da entidade são financiados pelos Capitais Próprios em proporção maior que os Capitais de Terceiros, podemos afirmar, em princípio, que a situação econômica e financeira da entidade é boa. Quando os investimentos da entidade são financiados pelos Capitais de Terceiros em proporção maior que os Capitais Próprios, podemos dizer, em princípio, que a entidade está endividada e que a maior parte de seus lucros será utilizada para remunerar Capitais de Terceiros.
Entretanto, convém salientar que, se a taxa de juros dos Capitais de Terceiros for menor do que a taxa de lucratividade da entidade, a utilização de Capitais de Terceiros será benéfica para a entidade.
Através dos Quocientes de Estrutura de Capitais nós conheceremos as proporções exatas dos Capitais de Terceiros sobre os Recursos Totais, dos Capitais de Terceiros sobre os Capitais Próprios e das Obrigações de Curto Prazo sobre as Obrigações de Longo Prazo, bem como o reflexo que os Capitais Próprios e os Capitais de Tercei­ros exercem sobre o financiamento do Ativo Circulante e do Ativo Permanente.
Verificando as observações obtidas pela análise individualizada dos cinco Quocientes de Estrutura de Capitais, nós termos condições de formular opinião a respeito do grau de endividamento da entidade para, demais, partir para o conhecimento do grau de solvência, por meio dos Quocientes de Liquidez.
Quociente de Liquidez, obtém pelo confronto dos elementos do Ativo Circulante e do Ativo Realizável a Longo Prazo com elementos do Passivo Circulante e do Passivo exigível a Longo Prazo, servem para determinar o grau de liquidez das empresas, ou seja, a capacidade financeira para saldar os compromissos de curto e de longo prazo.
A análise dos Quocientes de Liquidez revela o grau de solvência da entidade, isto é, mostra a existência ou não de recursos financeiros necessários para cobrir os compromissos assumidos com terceiros.
Geralmente, quando a análise dos Quocientes de Estrutura de Capitais indicar a existência de um grau de endividamento aceitável, da mesma forma a análise dos Quocientes de Liquidez revelará grau de solvência também satisfatório. A empresa muito endividada quase sempre convive com péssima situação de liquidez.
Entretanto outros aspectos precisam ser analisados, pois apesar de não ter um bom grau de solvência a curto prazo uma entidade poderá tê-lo a longo prazo, ou vi­ce-versa. Há situações em que a empresa poderá ter um grau de solvência altamente satisfatório e não dispor de dinheiro para pagar compromissos imediatos.
A análise minuciosa dos quocientes, isolada e conjuntamente, apresentará res­postas para estas e para outras perguntas nossas.
Índice de liquidez seca: indicam a capacidade da empresa de atender a compromissos de curto prazo.
Índice de liquidez geral:
ILG= Ativo Circulante + Ativo Realizável a Longo Prazo / Passivo Circulante + Passivo Exigível a Longo Prazo
Este quociente demonstra os recursos existentes no ativo circulante e ativo realizável a longo prazo, para cada valor monetário de dívidas constantes do passivo circulante e do passivo exigível a longo prazo.
Este quociente oferece uma visão global do grau de solvência da empresa. Mostra se os recursos financeiros do Ativo Circulante e do Ativo Realizável a Lon­go Prazo são suficientes para cobrir as obrigações assumidas.
Quando este quociente for igual ou superior a 1 (um) poder-se-á afirmar, em princípio, que a empresa encontra-se satisfatoriamente estruturada do ponto de vista financeiro. Por outro lado, quando o quociente for inferior a 1 (um), poder-se-á afir­mar que a empresa encontra-se em situação de insolvência. Neste caso, a empresa precisará gerar recursos financeiros, na maioria dos casos imediatos, visando cobrir compromissos que vencem a curtíssimo prazo.
Outro aspecto importante a ser considerado na análise desse quociente refere­-se aos prazos. É preciso verificar as diversas datas de vencimento dos direitos do Ativo Circulante, conjugando-as com as obrigações do Passivo Circulante, pois a diferença existente entre os vencimentos de Títulos a Receber e de Títulos a Pagar poderá modificar sensivelmente a conclusão do analista. Por exemplo, pode ocorrer uma situação em que todos os direitos de curto prazo sejam recebidos no máximo até 30 dias, enquanto todas as obrigações de curto prazo tenham vencimentos fixa­dos em prazos superiores a 120 dias, e vice-versa.
Esses cuidados devem ser observados também com relação aos direitos e às obrigações de longo prazo. No Ativo Realizável a Longo Prazo poderão constar di­reitos referentes a empréstimos efetuados a empresas coligadas ou controladas, ou até mesmo a diretores e sócios da empresa, cujos direitos não tenham prazo de ven­cimento ou que vençam a curto prazo. Da mesma forma, poderá conter o Passivo Exigível a Longo Prazo obrigações referentes a empréstimos tomados de diretores ou de acionistas mediante a emissão de debêntures conversíveis em Ações, compro­missos que não corresponderão a saídas de numerário para serem liquidados.
Se a política orçamentária da entidade levá-la a aplicar no Ativo Circulante re­cursos tomados de terceiros para pagamento a longo prazo (cinco anos por exem­plo), mesmo que o Quociente de Liquidez Geral seja inferior a 1 (um) poderá não indicar situação de solvência desfavorável, já que a empresa terá alguns anos para gerar recursos visando cobrir esses compromissos. Neste caso, o Quociente de Li­quidez Seca demonstrará esta situação.
Dessa forma, o analista poderá concluir que, mesmo nos casos em que o quo­ciente seja inferior a 1 (um), a entidade poderá encontrar-se em situação de solvên­cia satisfatória.
Índice de Liquidez Corrente
ILC= Ativo Circulante / Passivo Circulante
Este quociente demonstra os recursos existentes no ativo circulante, para cada valor monetário de dívidas constantes do passivo circulante.
Estes índices, indica a proteção oferecida aos credores de curto prazo pelos ativos que, como é esperado, sejam tornados líquidos no período correspondente. (isto para liquidez corrente).
Enquanto para liquidez Geral, indica a proteção oferecida aos credores de curto e longo prazo pelos ativos também a curto e longo prazo, sejam tornados líquidos no período correspondente.
Alguns analistas dão a este quociente a denominação Medida de Solvência, porque é o quociente que melhor reflete a situação de liquidez da empresa. Mostra quanto a empresa possui no Ativo Circulante para cobrir os compromissos de curto prazo, constantes do Passivo Circulante.
O ideal é que este quociente seja igual ou superior a 1 (um).
Quando for igual a 1 (um), demonstra que a empresa possui recursos no Ativo Circulante suficientes para cobrir as obrigações de curto prazo. Quando superior a 1 (um), indicará que, além de recursos suficientes para saldar os seus compromissos­ de curto prazo, a empresa possui uma folga financeira que pode ser tranqüila­mente manipulada para compra de estoques, aplicações financeiras etc.
O Ativo Circulante é também denominado Capital Circulante.
Quando o Ativo Circulante é maior que o Passivo Circulante, a diferença de­nomina-se Capital Circulante Líquido.
Quando o Ativo Circulante for maior que o Passivo Circulante, o Quociente de Liquidez Corrente será superior a 1 (um). Essa folga indicará que existe Capital Cir­culante Líquido e que a entidade possui um grau de solvência suficiente para cobrir suas obrigações de curto prazo, isto porque não estará trabalhando com Capitais de Terceiros em excesso.
Convém salientar que, ainda que o Quociente de Liquidez Corrente revele a existência de um bom grau de solvência, a empresa pode não possuir recursos sufi­cientes para saldar compromissos imediatos. Neste caso, porém, os recursos finan­ceiros necessários podem ser facilmente obtidos mediante empréstimos junto a ter­ceiros, pois a empresa possui garantias para oferecer, como revela o quociente supe­rior a 1 (um).
Se a empresa possui obrigações para pagar num prazo maior, como por exem­plo em 120 dias, e não tem disponibilidades suficientes, poderá lançar mão de ou­tros artifícios para escapar aos altos juros bancários, como promover vendas com prazos de recebimento para 60 ou 90 dias, ou mesmo oferecer descontos especiais, prevendo assim disponibilidades para a época precisa.
É comum as grandes lojas de departamentos promoverem vendas com prazos de 20 ou até 30 dias mantendo o preço como se fosse à vista ou com descontos. Este tipo de promoção serve de incentivo ao Cliente e garante à entidade disponibilidades para cumprir os compromissos já assumidos ou a assumir.
Sempre que o Quociente de Liquidez Corrente for superior a 1 (um), a empresa terá em mãos uma folga financeira que poderá utilizar para negociar com as insti­tuições financeiras visando levantar recursos imediatos. No entanto, quando essa folga é muito pequena ou se o Quociente de Liquidez Corrente é inferior a 1 (um), a empresa poderá ter dificuldades para cobrir seus compromissos bem como para ob­tenção de recursos junto a terceiros.
Assim, quanto maior for este quociente maior será a liberdade financeira da empresa para obter recursos e, consequentemente, melhor será sua situação financeira. Note que este quociente possui no numerador o Ativo Circulante, composto por Disponibilidades, Contas a Receber, Impostos a Recuperar, Investimentos Tem­porários a Curto Prazo; Estoques e Despesas do Exercício Seguinte. Note ainda que no denominador consta o Passivo Circulante, composto por obrigações que têm pra­zos de vencimento variáveis entre 1 e 360 dias. Considerando que as obrigações têm datas certas para ser pagas e que o Ativo Circulante é composto por valores que não têm datas certas para recebimento, além do que nem todos os valores são conversí­veis em valores monetários, para melhor avaliar o grau de solvência a curto prazo da empresa, alguns aspectos precisam ser considerados:
a.Prazos - é preciso verificar as datas de vencimento dos direitos constantes do Ativo Circulante, conjugando-as com as diversas datas das obrigações constantes do Passivo Circulante.
b. Estoques - o conhecimento dos critérios utilizados para avaliação dos es­toques é de fundamental importância para uma boa análise, tendo em vista que em períodos inflacionáreis, de acordo com os critérios adotados para controle, os custos poderão estar defasados. É preciso conhecer também a política de vendas da empresa, bem como os prazos de rotação dos estoques para verificar quantas vezes os estoques circularam durante o ano. É preci­so, ainda, conhecer a proporção das vendas à vista e das vendas a prazo em relação ao montante das vendas efetuadas, os prazos oferecidos para recebi­mento das vendas a prazo etc.
c. Investimentos Temporários a Curto Prazo - é preciso conhecer a natu­reza de cada investimento bem como se os valores atuais são compatíveis com os valores contabilizados.
d. Impostos a Recuperar - como se trata de importâncias não conversíveis em valores monetários, pois a empresa somente poderá compensá-las com obrigações do gênero, esses valores podem até ser suprimidos para o cálculo do quo­ciente.
e. Despesas do Exercício Seguinte - este grupo de contas também não cor­responde a valores que serão convertidos em valores monetários, já que representam pagamentos de Despesas efetuados antecipadamente. Não restam dúvidas de que as contas desse grupo garantem à empresa o recebimento dos servi­ços correspondentes, como, por exemplo, os prêmios de seguro pagos ante­cipadamente asseguram o direito de cobertura do risco correspondente. Po­rém a empresa não poderá contar com os valores registrados neste grupo para saldar suas obrigações.
Assim, para uma perfeita avaliação do Quociente de Liquidez Corrente, estes aspectos precisam ser considerados.
Índice de Liquidez a seco:
ILS= Ativo Circulante – Estoques / Passivo Circulante
Este quociente demonstra os recursos líquidos a curto prazo (Ativo Circulante- Estoques) existentes na empresa, para cada valor monetário de dívida a curto prazo.
Este índice elimina uma fonte de incerteza (a efetivação liquidez dos estoques) e mede, contabilmente, a capacidade de pagamento das dívidas diante de uma eventual paralisação das vendas. Os índices observados indicam que houve um significativo aumento da referencia capacidade de pagamento.
Este quociente demonstra a capacidade financeira da empresa para saldar os seus compromissos de curto prazo, com o Ativo Líquido (Disponibilidades mais os direitos de rápida conversibilidade).
O ideal é que este quociente seja igual ou superior a 1 (um), pois assim indicarão que a empresa tem condições para cobrir os compromissos de curto prazo com valores de conversibilidade garantida.
Na fórmula que apresentamos, tiramos do Ativo Cir­culante apenas os Estoques, já que para serem convertidos em dinheiro precisam ser vendidos, e as vendas não possuem data certa de realização - podem ocorrer em poucos dias ou demorar vários meses.
Além dos Estoques, podem ser tirados da formula os Impostos a Recupe­rar e as Despesas do Exercício Seguinte, pois estes valores raramente serão transformados em valores monetários.
Para obtenção de conclusões mais precisas do que a simples observação do re­sultado apontado pela fórmula, o analista não poderá deixar de considerar o efeito que os prazos de vencimento dos direitos e das obrigações podem provocar, além de verificar as espécies e possibilidades de resgate dos títulos vinculados ao mercado aberto.
Para aprovar financiamentos aos seus clientes, as instituições financeiras dão preferência à análise deste quociente. Veja por quê.
Índice de Liquidez Imediata:
ILI= Disponível / Passivo Circulante
Este quociente demonstra quanto a empresa possui de disponibilidade imediata para cada valor monetário de dívidas a curto prazo.
Este índice relaciona o disponível imediato, incluindo caixa, bancos e títulos negociáveis, para fazer face aos pagamentos de curto prazo. A situação da empresa não parece muito favorável caso o ambiente econômico seja problemático; do contrário, este índice pode não ser relevante diante da dinâmica do negócio, que no dia-a-dia vai vendendo produtos e produzindo mais caixa a tempo de atender às obrigações.
Este quociente demonstra quanto a empresa possui de Disponibilidades imediatas para cobrir os seus compromissos de curto prazo.
Em princípio, podemos considerá-lo favorável quando for igual a 1 (um), pois estará indicando que, para cada valor monetário de obrigação a curto prazo, a empresa possui pelo menos um valor monetário de Disponibilidades imediatas, proporção sufi­ciente para saldar esses compromissos sem a necessidade de recorrer a qualquer tipo de operação a fim de conseguir mais valores monetários.
Todos nós sabemos que o grupo Disponibilidades é composto por valores monetários em Caixa, valores monetários na conta Bancos Conta Movimento e valores monetários aplicado em títulos que garantem saque imediato.
Além disso, é preciso considerar que o Passivo Circulante possui obrigações com vencimentos que podem variar entre 1 e 360 dias. Dessa forma, mesmo que o Quociente de Liquidez Imediata seja inferior a 1 (um), poderá não representar situação de insolvência da empresa.
Índice de endividamento ou de solvência: Indicam a proporção de dívida no financiamento da empresa e a capacidade de atender aos custo financeiros e de amortização associados às obrigações de longo prazo.
Este índice medem proporções entre capitais próprios e de terceiros. Capitais de terceiros representam maior risco para a empresa, pois eles impõem pagamentos de juros e amortizações em datas prefixadas, enquanto o capital próprio é mais flexível e pode absorver situações adversas. Se uma empresa ganha mais nos fundos tomados emprestados do que paga de juros por esses fundos, o retorno dos proprietários aumentam. Essa ampliação de lucros por unidade de capital próprio constitui o fenômeno da alavancagem. É claro, en­tretanto, que a alavancagem pode funcionar ao contrário, quando a aplicação de fundos gera retornos inferiores à taxa de juros paga por tais fundos. Os três índices seguintes me­dem tanto a participação de capitais exteriores, como também a capacidade da empresa de pagar os juros e amortizações decorrentes de empréstimos.
Grau de Endividamento
GE= Passivo Exigível a Longo Prazo / Ativo Total
Este índice sugere que a participação de terceiros é pequena e se encontra estável. Alguns autores incluem o Passivo Circulante no numerador, mas quem adotar esta opção deve estar consciente de que os dois passivos podem provir de motivações muito distintas. Enquanto o Passivo Circulante provém de atitudes eventuais e espontâneas, sofrendo al­terações no dia-a-dia, o longo prazo envolve decisões mais ponderadas de participação quase permanente no capital da empresa.
Cobertura de Juros
CJ = Lucro da Atividade / Juros
Este índice encontra-se praticamente estável nos dois exercícios. Os compromissos financeiros aumentaram muito, mas o Lucro da Atividade também cresceu. Entretanto, a situação não pode ser considerada satisfatória, pois o índice está próximo a 1,0. Valores inferiores a 1,0 indicam que a empresa se encontra insolvente, ou seja, o Lucro da Atividade seria insuficiente para pagar os juros de suas dívidas.
Cobertura de Obrigações Financeiras Fixas
COF = Lucro Operacional / Obrigações Fixas
Lucro Operacional, é o saldo positivo no confronto entre receita bruta e despesas de um exercício, isto é, o lucro líquido.
Obrigações fixas, são aquelas obrigações que a empresa deve despender todos meses tendo faturamento ou não, ou seja, são as obrigações que a empresa tem e não pode deixar de salda-las. Exemplo, Aluguel da empresa é uma obrigação mensal que foi contratada e não pode deixar de ser paga em nenhum mês, pois se não pagar a empresa não poderá funcionar.
As obrigações financeiras fixas incluem juros, contribuições fixas a fundos de amortização de financiamentos a longo prazo como as debêntures, pagamentos de arrendamento mercantil (leasing), impostos financeiros e tudo o mais que possa ser considerado como compromisso financeiro decorrente da participação de capitais de terceiros na empresa.
Na prática o analista deve ter acesso a informações mais minuciosas que o Balanço costuma oferecer como os contratos de arrendamento mercantil, as contrapartidas da empresa para honrar suas debêntures etc. Para empresas negociadas nas Bolsas de Valores, tais informações vem estar ao alcance de todo analista, bem como disponíveis na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Debênture: Título de crédito ao portador, emitido por sociedades comerciais, que vence juros e é representativo de empréstimos amortizáveis.
Índices de Atividade ou Eficiência Operacional: indicam a eficiência ou intensidade com que a empresa tem usado seus recursos.
Estes índices envolvem comparações entre a receita auferida e o valor de diversas contas do balanço. No caso das contas de Ativo, o valor do investimento em tais contas constitui uma decisão gerencial e a questão de interesse é saber se estes investimentos estão sendo racionalmente feitos. Em particular, é de interesse saber quantos dias a empresa demora para receber suas vendas, a rotação de diversos ativos e, também, a rotação do capital dos acionistas.
Rotação dos Estoques
Empresas Comerciais
RE = Custo Mercadoria Vendida / Estoque Médio de Mercadorias
Empresas Industriais
RE= Custo dos Produtos Vendidos / Estoque Médio de Produtos Acabados
Este quociente demonstra quantas vezes ocorreu renovação dos estoques de mercadorias ou de produtos, em função das vendas
Cabe notar que o índice relativo ao exercício exige o conhecimento do nível de estoque de exercício anterior, ou seja . A rotação existente é muito elevada, o que é típico de empresas de ciclo curto e alta rotação, como a área alimentícia. Este índice é muito popular, pois estoques elevados têm um alto custo de manutenção, enquanto estoques baixos exigem um geren­ciamento efetivo.
Rotação de Contas a Receber, ou período médio de recebimento
RCR = Contas a Receber / Receita de Vendas Diária
Ou Contas a Receber Médias / Vendas a Prazo Médias
Este quociente demonstra o tempo que a empresa deverá esperar, em média, para receber o valor das suas vendas efetuadas a prazo.
Os prazos médios observados indicam que as vendas são recebidas em cerca de uma semana, o que é um prazo bem curto. O significado desse valor depende dos padrões usuais do segmento industrial. Um valor muito abaixo da prática corrente indica uma política conservadora, que inibe as vendas, enquanto valores muito acima indicam uma po­lítica agressiva que pode resultar em perdas com maus pagadores.
Rotação de Contas a Pagar
RCP = Contas a Pagar /Fornecedores / Compras Médias Diárias
Ou Contas a Pagar Médias / Compras Médias a Prazo
Este quociente demonstra o tempo que a empresa dispõe, em média, para pagar as suas obrigações provenientes de compras de mercadorias a prazo.
As compras anuais são calculadas como o custo das mercadorias vendidas mais a variação dos estoques. Este índice tem conceituação similar ao índice de rotação de contas a re­ceber e ambos devem, inclusive, ser comparados. No caso, a situação mostra-se favorável à empresa, pois ela consegue prazos dos fornecedores (15 dias) bem maiores do que aqueles oferecidos aos seus próprios clientes (8 dias).
Posicionamento Relativo
PR= Prazo Médio de Recebimento / Prazo Médio de Pagamento
Este quociente demonstra a relação existente entre o prazo que a empresa tem para pagar as suas compras a prazo e o prazo que ela concede aos seus clientes para receber a suas vendas a prazo.
Rotação do Ativo
RA= Vendas / Ativo Médio
Este quociente demonstra quantas vezes o ativo girou, isto é quantas vezes ele se renovou pelas vendas.
Ou
RA= Vendas Líquidas ou Brutas / Ativo Total
Este quociente serve para medir o volume das vendas em relação ao Capital Total investido no Ativo.
O volume de vendas ideal em cada empresa é aquele que permite a obtenção de uma lucratividade suficiente para cobrir todos os gastos, oferecendo ainda boa margem de lucro.
Como os gastos necessários para o desenvolvimento das atividades normais das empresas são diferentes, o volume de vendas ideal para cada empresa também dependerá do seu ramo de negócio.
O ideal é que este quociente seja igual ou superior a 1 (um), caso em que esta­rá indicando que o volume das vendas superou o valor investido na empresa.
Podem fazer para cada ativo esta analise:
Ativo Circulante
RAC= Vendas / Ativo Circulante
Ativo Realizável a Longo Prazo
RARLP= Vendas / Ativo Realizável a Longo Prazo
Ativo Permanente
RAP= Vendas / Ativo Permanente
Rotação do Ativo Imobilizado
RAI ­=Receita Anual / Ativo Imobilizado
Este índice mostra a eficiência com que a gerência usa seus investimentos fixos. Cabe destacar que, para empreendimentos que envolvem muito capital, como uma usina de álcool, uma hidrelétrica etc., este índice é baixo, enquanto no caso contrário, como um pequeno varejo por exemplo, o índice tende a ser alto. Por outro lado, a comparação entre empresas pode ser afetada pelos valores históricos dos ativos fixos e das práticas contábeis de depreciação.
Rotação do Capital dos Acionistas, RCA
RCA = Receita Anual / Patrimônio Líquido
Este índice mostra a efetividade com que o capital próprio está sendo utilizado para vendas. Valores elevados sugerem uso eficiente dos recursos nos diversos elementos, o Ativo, assim como na obtenção de capitais de terceiros.
Índices de Lucratividade e Rentabilidade: Medem o desempenho global da empresa.
Os índices de lucratividade examinam as margens de lucro da empresa e tratam de com­pará-las de diversas formas. A seguir, estão definidos três índices com esse propósito: margem bruta, margem operacional e margem líquida. Quanto à rentabilidade, é medida por meio de outros dois índices, que comparam o lucro obtido com o investimento. Como toda empresa tem por objetivo alcançar lucros ou, em outros termos, remunerar seus acionistas, o índice mais importante é o retorno sobre o Patrimônio Líquido, que é o ultimo índice apresentado.
Os Quocientes de Rentabilidade mostram a rentabilidade obtida pelo capital investido na empresa.
Margem Bruta,
MB= Lucro Bruto / Receita Anual
Para cada $ 1 de vendas, a empresa ganhou mais no exercício vigente e ligeiramente menos do que em exercícios anteriores para cobrir despesas operacionais, remunerar os acionistas, recolher impostos etc. Em geral, empresas com ciclo de atividades rápido têm margem bruta mais baixa, enquanto empresas com ciclo lento têm margem mais elevada.
Margem da Atividade,
MA­= Lucro da Atividade / Receita Anual
Para cada $ 1 de vendas, a empresa ganha essas frações dadas para pagar as despesas financeiras, as despesas não operacionais, o Imposto de Renda e remunerar os acionistas. No caso, a Margem da Atividade aumentou muito no último ano.
Lucro da atividade, é o lucro liquido conseguido através do faturamento que a empresa executa, ou seja, é o lucro conseguido com a receitas operacional menos as despesas operacionais menos custos.
Margem Operacional,
MO = Lucro Operacional / Receita Anual
Para cada $ 1 de vendas, a empresa ganha essas frações para pagar as despesas não operacionais, o Imposto de Renda e remunerar os acionistas. No caso, a Margem Opera­cional aumentou bastante no último ano.
Margem Líquida,
ML = Lucro Líquido Após Imposto / Receita Anual
Este índice diz que para $ 1 de vendas resultaram $ 0,005 de lucros líquidos.
Este quociente indica a margem de lucratividade obtida pela entidade em fun­ção do seu faturamento.
Quanto maior este quociente, maior será a lucratividade obtida. Ele demonstra quanto a entidade ganhou para cada valor monetário de Vendas Líquidas efetuadas.
Retorno sobre Ativo Total
RAT = Lucro Líquido Após Imposto / Ativo Total
O Ativo total representa o total dos investimentos da empresa, assim, este índice indica a eficiência global do emprego de tais recursos. A variação entre os dois exercícios mostra que houve uma ligeira melhora desta eficiência. Cabe notar que muitos autores recomendam o uso do ativo médio, por ser mais representativo do que o ativo ao fim do exercício.
Retorno sobre o Patrimônio Líquido,
RPL = Lucro Líquido Após Imposto / Patrimônio Líquido
Este é certamente o mais importante índice, pois mostra a rentabilidade que a em­presa oferece aos seus proprietários. Os índices evidenciam que esta rentabilidade teve uma certa melhora entre o exercício anterior e o exercício vigente.
Em um ambiente inflacionário, há que se usar de grande cautela na aplicação dos índices, em particular os referentes à rentabilidade. Assim, nos dois últimos índices (RAT e RPL), o numerador é o resultado anual de lucros mensais obtidos com moedas de diversos valores aquisitivos, enquanto os denominadores são pontuais. Uma forma de superar essa dificuldade é pelo uso de moeda indexada. Por outro lado, o ativo total seria o ativo ao início do exercício, ao fim ou o ativo médio? A resposta mais lógica parece ser o ativo médio. No casa do Patrimônio Líquido, a mesma pergunta se coloca, mas o problema pode ser mais complexo, pois o patrimônio pode variar ao longo do ano por razões. não inflacionarias, como o pagamento de dividendos, que o reduz, ou a subscrição de capital, que o aumenta. No caso de comparar empresas, é necessária muita atenção à forma: de medir as unidades para garantir a consistência.
Quocientes de capitais próprios, obtidos pelo confronto entre o patrimônio líquido e vários elementos do balanço patrimonial, ressaltam a posição do capital próprio no conjunto patrimonial.
Patrimônio Líquido / Ativo Circulante
Patrimônio Líquido / Ativo Realizável a Longo Prazo
Patrimônio Líquido / Ativo Permanente
Este quociente demonstra quanto a empresa possui de capital próprio, para cada valor monetário de ativo circulante, realizável a longo prazo e permanente
Patrimônio Líquido / Ativo Total
Este quociente demonstra quanto a empresa possui de capital próprio, para cada valor monetário de ativo Total
Patrimônio Líquido / Ativo Real
Este quociente demonstra quanto a empresa possui de capital próprio, para cada valor monetário de ativo Real
Ativo Real, é entendido como o ativo total menos as despesas do exercício seguinte, as despesas de exercícios futuros e o ativo diferido
Patrimônio Líquido / Capital de Giro
Este quociente demonstra quanto a empresa possui de capital próprio, para cada valor monetário de Capital de giro
Capital de giro, é igual a diferença entre o Patrimônio Líquido e o Ativo Permanente, ou seja, são valores patrimoniais ativos que se renovam por rotações constantes, com maior ou menor velocidade,, no sentido de oferecer um resultado operacional.
Quociente de estabilidade, também conhecido como medida de estabilidade, é obtido pelo confronto entre o ativo permanente e o passivo exigível a longo prazo.
QE= Ativo Permanente / Passivo exigível a longo prazo
Este quociente demonstra a empresa quanto ela utilizou de capital de terceiros a longo prazo para cada valor monetário investido no ativo permanente. Mostra a garantia dada a seus credores pelo ativo permanente.
Não é aconselhável que a entidade utilize somas elevadas dos Capitais de Ter­ceiros a Curto Prazo, bem como do Patrimônio Líquido, em suas imobilizações, já que os valores aplicados no Imobilizado oferecerão rendimento somente para a enti­dade remunerar os Capitais de Terceiros com lucros resultantes das apurações des­ses Capitais. Assim, para financiar o Ativo Permanente, a entidade deve lançar mão de recursos de terceiros a longo prazo.
Esse quociente é considerado Medida de Estabilidade, pois, quando a entidade imobiliza grandes recursos do Passivo Circulante e do Patrimônio Líquido, esses re­cursos fazem falta para financiar o seu Ativo Circulante. Logo, é conveniente que todo o Ativo Permanente seja garantido pelo Patrimônio Líquido e, quando este não for suficiente, que a entidade utilize os recursos do Passivo Exigível a Longo Prazo, para que pelo menos o Passivo Circulante financie o Ativo Circulante.
Sempre que houver interesse da entidade em expandir o seu negócio, a expan­são deve ser coberta pelo Passivo Exigível a Longo Prazo, evitando assim o com­prometimento dos Capitais Próprios e dos Capitais de Terceiros a Curto Prazo.
A Medida de Estabilidade apresenta garantia a longo prazo aos credores, sen­do que quanto maior o Ativo Permanente maior a garantia oferecida.
Quociente de Interesse dos Investidores: Este relacionamos os quocientes mais expressivos mediante os quais os acionistas podem conhecer a rentabilidade obtida pelos investimentos que efetua­rem na compra de ações. Servem, ainda, como indicadores para aqueles que preten­dem adquirir Ações no mercado de capitais.
Convém ressaltar que antes de aplicar as suas economias, o bom investidor de­ve analisar a situação econômica e financeira da entidade, por meio dos Quocientes de Estrutura de Capitais, de Liquidez e de Rentabilidade.
Dividendos representa a parte do lucro líquido distribuído pelas sociedades por ações aos seus acionistas, como remuneração de capital.
Quociente de Rendimento das Ações
Rendimento Nominal
RN= Dividendos / Capital Nominal
Este quociente demonstra o rendimento obtido pelos acionistas por meio de di­videndos recebidos, em relação ao Capital Nominal investido na entidade; em outras palavras, quanto a entidade distribuiu de dividendos para cada valor monetário de Capi­tal Nominal.
Capital Nominal é a parte dos Capitais Próprios investida na empresa pelo ti­tular ou pelos sócios. É contabilizado em uma conta do grupo Patrimônio Líquido, que pode ser denominada Capital, Capital Subscrito, Capital Social ou, ainda, Capi­tal Nominal.
Rendimento Real
RR= Dividendos / Patrimônio Líquido
Este quociente demonstra a rentabilidade obtida pelo Patrimônio Líquido da entidade, ou seja, quanto a entidade pagou de dividendos, para cada valor monetário de Patrimônio Líquido existente.
Rendimento Atualizado
RA= Dividendos / Valor de Mercado da Ação
Este quociente demonstra qual foi a rentabilidade oferecida por ação em rela­ção ao seu preço de cotação na Bolsa, isto é, quanto a entidade distribuiu de divi­dendos para cada ação, considerando seu valor de mercado.
Rendimento Total
RT= Dividendos + Bonificações / Valor de Mercado da Ação
Este quociente demonstra qual foi a remuneração total oferecida pela entidade para cada ação. Em outras palavras, quantos valores monetários a entidade pagou de di­videndos mais bonificações para cada ação, considerando o seu valor de mercado.
Retorno do Capital Investido
RCI= Valor de Mercado da Ação / Lucro Líquido por ação
Este quociente indica o número de anos que o investidor deverá esperar para rea­ver o capital que investiu na compra de ações da entidade, através de lucros recebidos.
Valor patrimonial da ação
VPA= Patrimônio Líquido / Número de Ações em Circulação
Este quociente demonstra o valor patrimonial de cada ação, isto é, quanto de patrimônio liquido existe para cada ação em circulação.
3.1.1- INTERPRETAÇÃO CONJUNTA DOS QUOCIENTES
Depois de realizar todos os cálculos inerentes aos quocientes, feito às analises individuais dos quocientes, o melhor trabalho é realizar uma interpretação conjunta dos quocientes, pois para tomada de decisões do empresário ou administrador, o melhor é a analise conjunta.
Embora a interpretação isolada de cada quociente tenha importância, a analise de balanço por meio de quociente ganha maior solidez quando eles são interpretados conjuntamente.
A importância conjunta dos quocientes pode ser feita comparando-os entre si e/ou comparando-os em sucessivos períodos.
A própria lei das sociedades por ações, em seu artigo 176, estabelece que as demonstrações financeiras levantadas pela sociedades por ações devem ser publicadas com valores de dois períodos, para facilitar o conhecimento da situação econômica e financeira da empresa.
Com base na interpretação individualizada de cada quociente e considerando apenas os dados referentes a um exercício, o relatório final do analista com as conclusões observadas pela análise conjunta de todos os quocientes poderá conter as seguintes informações.
Situação financeira, é aquele que demonstra as relações entre as disponibilidades e as obrigações patrimoniais. É a avaliação pelo deficit ou superavit apurado entre as disponibilidades imediatas ou mediatas e as obrigações a curto e longo prazo.
Situação econômica, utilizada para indicar o estado de rentabilidade de um patrimônio e a situação de valores destinados à produção dos resultados econômicos.
Situação econômica financeira, é junção das duas analises, ou seja, fazer um trabalho de analise interpretando a rentabilidade da empresa tornando conjunto o deficit e superavit apurado entre as disponibilidades imediatas ou mediatas e as obrigações a curto e longo prazo.
Situação Padrão ou ideal, é aquele considerado ideal, após uma série de estudos comparados. Ele serve como ponto de referência, para as análises comparativas dos balanços e os resultados patrimoniais.
3.2- Sistema Du Pont de Análise Financeira
Este sistema consiste em examinar a seguinte identidade:
Rotação x Margem = taxa de Retorno
A taxa de retorno toma normalmente a forma de lucro / investimento; a rotação toma a forma de receitas / investimentos; e a margem, a forma de lucro / receitas. Particularizando o tipo de lucro (Bruto, Atividade, Operacional ou Líquido); o tipo de investimento (Ativo total, Ativo Circulante, Patrimônio Líquido etc.); e o tipo de receita, tem-se a taxa de retorno referenciada à rotação e à margem.
Investimento, segundo a Lei 6.404/76, em seu artigo 179, item III, considera como investimento “as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da empresa”.
A utilidade deste índice é fácil de compreender. Enquanto a taxa de retorno é um indicador global de desempenho, possivelmente o mais completo, a rotação é um dado tipicamente operacional e a margem indica o lucro por unidade de receita de vendas. As­sim, se a taxa de retorno sofreu uma redução, a expressão (Rotação x Margem = Taxas de Lucro) poderá informar se isto se deve a variações na margem de lucro ou na rotação.
Suponha, por exemplo, que a Rotação seja definida como Receita de Vendas pelo Pa­trimônio Líquido, a Margem seja o Lucro Antes do Imposto de Renda (LAIR) pela Receita de Vendas, e o retorno seja, em conseqüência, LAIR sobre Patrimônio Líquido. Assim:
Receita de Vendas / PL x LAIR / Receita de Vendas = LAIR / PL
A análise conclui que o significativo aumento de rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido se deve tanto a um aumento na rotação, como também a um aumento na margem obtida por unidade de receita.
3.3- ANALISE VERTICAL E HORIZONTAL PARA AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
A Análise Vertical e a Análise Horizontal devem ser utilizadas conjuntamente. Servem para complementar as observações efetuadas através da Análise por Quocientes.
A Análise por Quocientes apresenta dados resultantes da comparação entre itens ou grupos da Demonstração do Resultado do Exercício e do Balanço Patrimonial.
As Análises Vertical e Horizontal são mais detalhadas, envolvendo todos os itens das demonstrações, e revelam as falhas responsáveis pelas situações de anoma­lia da empresa.
3.3.1- ANALISE VERTICAL
No Balanço Patrimonial, a Análise Vertical abrange cálculos de percentuais de todas as contas, podendo relacioná-las tanto com os grupos a que pertencem como com o total do Ativo do Passivo, conforme o caso.
O cálculo do percentual que cada elemento ocupa em relação ao conjunto é feito por meio de regra de três, em que o valor-base é igualado a 100, sendo os de­mais calculados em relação a ele.
O principal objetivo da Análise Vertical é mostrar a importância de cada conta na demonstração financeira a que pertence.
A Análise Vertical pode ser feita em qualquer demonstração financeira. Entre­tanto, ela alcança sua plenitude quando efetuada na Demonstração do Resultado do Exercício.
A Demonstração do Resultado do Exercício inicia-se com o valor da Receita Operacional Bruta ou Receita Bruta de Vendas. A este valor são somadas outras Receitas e subtraídos Custos e Despesas, chegando-se finalmente ao Lucro Líquido do Exercício.
Assim, a porcentagem de participação de cada conta de Receita, Custos e Des­pesas tem influência direta sobre a porcentagem do Lucro Líquido.
A redução do Lucro Líquido de um período para outro pode resultar do au­mento indesejado de algum item de Despesas, problemas irregulares que é facilmente observada através da Análise Vertical.
Há empresa que acompanham fielmente o percentual de participação de cada Despesa em relação ao Valor Bruto das Vendas, para evitar que esse percentual ­que tem influência direta no Resultado do Exercício - ultrapasse os limites orçados.
3.3.2- ANÁLISE HORIZONTAL
Por meio deste tipo de análise, é possível acompanhar o desempenho de todas as contas que compõem a demonstração analisada, verificando as tendências eviden­ciadas em cada uma delas, seja de evolução ou de retração.
Através da Analise Horizontal, o analista poderá verificar a evolução normal das conta e compará-la com a evolução das demais contas da demonstração, para concluir se o Lucro Líquido do Exercício também alcançou a mesma evolução no pe­ríodo e períodos anteriores. Caso isto não tenha ocorrido, a análise das demais contas permitirá ao analista verificar os pontos que impediram o crescimento e, ainda, avaliar as tendências de au­mento ou de diminuição de Custos, Despesas e de outras Receitas. O analista não po­derá desprezar, evidentemente, em sua análise, a influência da inflação, que pode concorrer para um crescimento aparente ou para a redução dos valores em análise.
Enquanto a Análise Vertical é feita pela comparação de cada elemento do con­junto em relação ao total, em um mesmo período, a Análise Horizontal compara a evolução dos valores de cada conta das demonstrações em análise, ao longo de vá­rios períodos.
O mecanismo consiste em escolher um exercício, geralmente o mais antigo, como base, atribuindo aos seus valores o percentual de 100 e, a partir desse exercício, calcular os demais valores dos outros exercícios por meio de regra de três, sem­pre em relação ao primeiro.
A Análise Horizontal é feita por meio de Números Índices.
4- CAPITAL DE GIRO
4.1-CONCEITO
Denominamos CG- Capital de Giro a parcela dos recursos próprios da empresa que encontra disponível para aplicações, o valor do CG é obtido pela seguinte formulação.
CG = Patrimônio Líquido (-) Ativo permanente
Como pode ser observado, a variação CG - Capital de Giro refere-se aquela parcela dos recursos próprios que não está aplicada no ativo permanente; portanto disponível para outras aplicações.
4.2- RECLASSIFICAÇÃO DO BALANÇO PARA APURAR AS NECESSIDADES DE CAPITAL DE GIRO
Para analisarmos um balanço empresarial necessitamos conhecer diversos índices vistos em analise das demonstrações financeiras, dividido em análise por quociente e analise horizontal e vertical.
Sabemos que estes dois métodos são aplicados com grande valia para interpretação dos dados e tomada de decisão nas empresas.
ANALISE POR QUOCIENTE
Os quocientes de estrutura de capital evidencia a relação que existe entre a origem e aplicação de capital.
No balanço patrimonial, o lado do passivo mostra a origem dos capitais que estão a disposição da entidade e o lado do ativo mostra onde eles foram aplicado.
Os capitais originados conforme evidencia o lado do passivo podem ser:
-Próprios, compreendendo o patrimônio líquido e o grupo resultado do exercícios futuros;
-Terceiros, compreendendo o passivo circulante e passivo exigível a longo prazo.
São esses capitais totais (próprios e de terceiros) que financiam os investimentos realizados pela entidade, devidamente demonstrados no ativo.
Quando os investimentos da entidade são financiados pelos capitais próprios em proporção maior que os capitais de terceiros, podemos afirmar, em princípios que a situação econômica e financeira da entidade é boa.
Quando os investimentos da entidade são financiados pelos capitais de terceiros em proporção maior que os capitais próprios, podemos dizer, em princípios, que a entidade está endividada e que a maior parte de seus lucros será utilizada para remunerar capitais de terceiros.
Através dos quocientes de estrutura de capitais você conhecerá as proporções exatas dos capitais de terceiros sobre os recursos totais, do capital de terceiros sobre os capitais próprios e das obrigações de curto prazo sobre as obrigações de longo prazo, bem como o reflexo que os capitais próprios e os capitais de terceiros exercem sobre o financiamento do ativo circulante e do ativo permanente.
Conjugando as observações obtidas pela análise individualizada dos cinco quocientes de estrutura de capitais, você terá condição de formular opinião a respeito do grau de endividamento da entidade para, depois, partir para o conhecimento do grau de solvência, por meio dos quocientes de liquidez.
1- Quocientes de Estrutura de Capitais
2- Quociente de Liquidez
3- Quociente de Capitais Próprios
4- Quociente de Estabilidade
5- Quociente de Interesses dos Investidores
6- Sistema Du Pont de Analise Financeira
ANALISE VERTICAL E HORIZONTAL
A analise vertical e horizontal devem ser utilizadas conjuntamente. Servem para complementar as observações efetuadas através da análise por quocientes.
A analise por quociente apresenta dados resultantes da comparação entre itens ou grupos da demonstração do resultado do exercício e do balanço patrimonial.
As análises vertical e horizontal são mais detalhadas, envolvendo todos os itens das demonstrações, e revelam as falhas responsáveis pelas situações de anomalia da entidade.
Analise vertical, também denominada por alguns analistas análise por coeficiente, é aquela através da qual se compara cada um dos elementos do conjunto em relação ao total do conjunto. Evidencia a porcentagem de participação de cada elemento no conjunto.
Analise horizontal, também denominada por alguns analistas, analise por índices, tem por finalidade evidenciar a evolução dos itens das demonstrações financeiras ao longo dos anos.
Já comentado na parte II do capitulo 3 e 4 desta matéria.
ANALISE DE CURTO PRAZO
Para desenvolvermos uma boa analise a curto prazo tradicional temos que dominar esta fórmula financeira que é o CCL- Capital circulante liquido, ou seja, esta analise nos permite avaliarmos como esta nossa situação perante nosso capital a curto prazo para pagarmos nossas obrigações também a curto prazo. Com isso nos proporciona uma analise de disponibilidade ou não a curto prazo.
A formula é:
Ativo circulante (-) Passivo circulante (=) CCL - Capital circulante liquido.
Mas se observarmos apenas estes fatores de analise, podemos estar falhando em alguma parte na analise financeira, e através disto podemos fazer uma complementação de informações e chegarmos na proximidade do resultado empresarial e conseguirmos progredir mais nossas empresas e até mesmo conseguir informar de acordo os nosso clientes empresários.
Para uma avaliação que visa ao estudo da capacidade economica-financeira de enfrentar um período de desenvolvimento ou uma política econômica recessiva, é necessário estudar a composição do ativo e passivo circulante, relacionando os saldos contábeis com as atividades da empresa.
Fazendo estas analises chegamos a conseguir a interpretação do capital de giro aplicado em relação as fontes que procederam a existência deste capital.
A formação das contas do ativo e passivo nos mostra a formação de uma empresa e a partir disto nos dá a informação de como proporciona a conseguirmos saber da necessidade liquida de capital de giro.
Para acharmos a necessidade liquida de capital de giro precisamos reclacificar o circulante, acharmos quais as contas do circulante que se enquadra como aplicações de capital de giro e fontes de capital de giro.
4.3- NECESSIDADE LIQUIDA DE CAPITAL DE GIRO
A reclassificação do ativo e passivo circulante permite o cálculo de duas váriáveis-chaves para a análise da situação financeira da empresas. na primeira variável, sempre que as aplicações de capital de giro for maior que as fontes de capital de giro, teremos a indicação de que a empresa necessita de recursos para financiar o giro de negócios. Por outro lado, sempre que o valor das fontes de capital giro for maior que o valor das aplicações de capital de giro, teremos indicação de que a empresa não necessita de recursos para o giro dos negócios e pelo contrário, dispõe de fontes para financiar outras aplicações. Esta diferença denomina-se Necessidade Liquida de capital de giro.
Fórmula:
Aplicações de Capital de giro (-) Fontes de Capital de Giro (=) NLCDG-Necessidade liquida do capital de giro.
Esta variável vai demonstrar quanto a empresa necessita de capital de giro.
A aplicação de capital de giro, nos mostra a necessidade de capital de giro.
Em resumo se a empresa estiver mantendo maior a sua aplicação de capital de giro, demonstra que o seu maior giro é com capitais próprios e se houver problema com seu capital próprio ela terá que ir atras de mais fontes (fornecedores) que financie o seu capital de giro a curto ou longo prazo, ou seja, terá de ir em busca de crédito com terceiros.
4.4- TESOURARIA
A segunda variável calculada a partir da reclassificação do circulante trata das outras contas do grupo do ativo e passivo circulante. De um lado, sempre que as outras contas do ativo circulante apresentarem saldo de valor superior as outras contas do passivo circulante, teremos aplicações de recursos no curto prazo. Por outro lado, sempre que as outras contas do passivo circulante apresentarem saldo superior ao das outras contas do ativo circulante teremos fontes de recursos de curto prazo financiando as atividades da empresa. Esta diferença denominamos tesouraria.
Formula:
outras contas do ativo circulante (-) outras contas do passivo circulante (=) Tesouraria.
Esta variável vai nos permitir analisar:
Se der positivo, a aplicação foi feita com capital próprio
Se der negativo, financiou capital de giro de terceiro a curto prazo.
Outras contas do ativo circulante, nos mostra como conseguir o capital de giro.
LONGO PRAZO
Formula:
Realizável a longo prazo (-) exigível a longo prazo (=) LP
CAPITAL DE GIRO
Formula:
Patrimônio líquido (-) ativo permanente (=) CdG
PARTE III
INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES PARA CONTABILIDADE GERENCIAL
1- OPERAÇÕES FINANCEIRAS
São realizadas pelas empresas com o objetivo de gerar recursos financeiros (dinheiro)
Aplicações
Descontos
Juros
Multas
Variações monetárias
Empréstimos
Financiamento
Operação com Duplicatas (desconto de duplicatas)
- CONTABILIZAR JUROS, ALUGUÉIS E DESCONTOS
- JUROS
Quando falamos em juros, logo pensamos em despesa.
juro é o preço do uso do dinheiro.
Pode ser uma receita (receita de juros ou Juros Ativos), para quem empresta o dinheiro, ou pode ser uma despesa (despesa de juros ou Juros Passivos), para quem toma emprestado o dinheiro.
É comum, nas empresas, o pagamento ou o recebimento de juros pelo atraso no cumprimento de uma Obrigação ou pelo atraso no recebimento de um direito.
Juros Ativos, representam juros positivos, pois o adjetivo ativos significa coisa positiva a favor da empresa. Neste caso, a empresa recebeu os juros, logo trata-se de receita.
Juros Passivos, representam juros negativos para a empresa. Neste caso, a empresa pagou os juros, logo, trata-se de despesa.
- ALUGUEL
Quando pagamos alugueis, ocorre despesa, e a conta a ser utilizada para registrá-la é aluguel passivo. Porém, quando recebemos aluguéis, ocorre receita, e a conta utilizada para registrá-la é aluguel ativo.
Note que os adjetivos ativo e passivos aparecem também nesses casos com as mesmas finalidades dos casos de juros, ou seja, de qualificar os aluguéis de positivos (receita) ou negativo (despesa).
- DESCONTOS
Podem ocorrer na empresa dois tipos de descontos:
Descontos obtidos
Descontos concedidos
Quando damos o desconto para terceiros, será despesa para nós. Logo, a conta representativa do elemento da despesa será Descontos Concedidos, pois nós concedemos descontos.
Quando recebemos o desconto de terceiros, ocorre uma receita para nós. Logo, a conta representativa do elemento da receita será descontos obtidos, pois nós obtivemos o desconto.
Pagamento com juros - despesas (conta juros passivos)
Recebimento com juros - receitas (conta juros ativos)
Pagamento com descontos - receita (conta descontos obtidos)
recebimento com descontos - despesa (conta descontos concedidos)
2. OPERAÇÃO DO ATIVO PERMANENTE
No ativo permanente, como o próprio nome sugere, estão as aplicações de recursos feitas pela empresa de forma fixa, ora representando bens adquiridos para uso da empresa, como por exemplo, veículos, móveis e utensílios e etc., ora representa aplicações de recursos na compra de ações ou quotas de outras empresas de caráter permanente, ou, ainda representando aplicações de recursos em despesas que devem onerar o resultado de vários exercícios.
O Ativo Permanente se subdivide-se e:
Investimento
Ativo imobilizado
Ativo Diferido
Investimentos, é formado pelas participações permanentes em outras sociedades e pêlos direitos de qualquer natureza não-classificados no ativo circulante e que não se destinam à manutenção da atividade da companhia ou da empresa (lei nº 6.404/76, artigo l79).
As contas mais utilizadas são:
Participação Permanente em outras empresas
(-)Provisão para perdas em investimentos
Obras de Arte
Imóveis de renda, deduzido a depreciação.
Ativo Imobilizado, são classificados os direitos que tenham por objeto bens destinados à manutenção das atividades da empresa ou exercícios com essa finalidades, inclusive os de propriedades industrial ou comercial.
As contas mais utilizadas são:
Computadores
Imóveis
Móveis e Utensílios
Veículos
Depreciação, amortização e exaustão.
Ativo diferido, é composto pelas aplicações de recurso sem despesas que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício social, inclusive os juros pagos ou creditados aos acionistas durante o período que anteceder o início das operações sociais.
As contas deste grupo originam-se na fase pré-operacional, sendo comumente conhecidas por despesas de organização e também temos a amortização.
2.1-DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO
Com exceção de terrenos e de alguns outros itens, os elementos que integram o ativo imobilizado têm um período limitado de vida útil. Dessa forma, o custo de tais ativos deve ser alocado aos exercícios beneficiados pelo seu uso no decorrer de sua vida útil.
A diminuição de valor dos elementos do ativo imobilizado será registrado periodicamente nas contas de:
a)DEPRECIAÇÃO: quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm pôr objeto bens físicos sujeitos a desgastes ou perda de utilidade pôr uso, ação da natureza ou obsolescência.
b)AMORTIZAÇÃO: quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos de propriedade industria ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo, sejam bens de utilização pôr prazo legal ou contratualmente limitado.
c)EXECUÇÃO: quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração de direitos cujo objeto sejam recursos maneiras ou florestas, ou bens aplicados nessa exploração.
A depreciação, corresponde ao desgaste efetivo pelo uso ou perda de sua utilização, mesmo pôr ação da natureza ou obsolescência.
LEGISLAÇÃO FISCAL: para depreciação perante a Receita Federal, estão conjunto de leis consolidado no novo regulamento do Imposto de Renda (consolidação, fusão de várias empresas comerciais em uma só).
As taxas anuais de depreciação normalmente admitidos pelo físico para uso normal dos bens em um turno de 8 horas.
-Edifícios - 4% depreciação pôr anos (25 anos de vida útil)
-Máquinas e equipamentos- 10% depreciação pôr anos (10 anos de vida útil)
-Instalações- 10% depreciação pôr anos (10 anos de vida útil)
-Móveis e Utensílios- 10% depreciação pôr anos (10 anos de vida útil)
-Veículos- 20% depreciação pôr anos (5 anos de vida útil)
A mesma lei admite ainda, à opção da empresa, uma aceleração na depreciação dos bens móveis, em função do numero de horas diárias de operação.
-Um turno de 8 horas (coeficiente 1,0)
-Dois turno de 8 horas (coeficiente 1,5)
-Três turnos de 8 horas (coeficiente 2,0)
A exaustão, deve-se entender que os bens aplicados nessa exploração são os que estão sendo utilizados de tal forma que não terão normalmente utilidade fora desse empreendimento. É o caso de esteiras ou outro sistema de transporte de minério, de determinados equipamentos de extração etc., que só tem valor à medida que a jazida é explorada.
Se foram bens cuja vida útil é inferior ao tempo previsto de exploração, deverão ser transformados em despesas nesse prazo menor. E se terem vida útil superior, podendo ser utilizados em outros lugares após o termino da exploração da atividade onde se encontra, só deverão ser baixados pela diferença entre o valor de custo e o valor residual previsto para o fim dessa primeira atividade, de forma que uma parte do valor de aquisição seja jogada naquela outra utilidade posterior.
A amortização, há que se comentar que só se amortiza os imobilizados cujo valores se reduzem ao longo do tempo. Pôr exemplo, se uma marca é considerada de grande valor, a empresa faz tudo para mante-la válida juridicamente e economicamente, e o segue, não há razão para amortizar (isso vale para outros ativos, o ágio de fundo de comércio dos investimentos).
No caso de benfeitorias em propriedades de terceiros, a amortização deve ser pelo prazo contratual, a não ser que a benfeitoria tenha vida útil menor que tal prazo.
A base de cálculo da depreciação, exaustão e amortização o custo corrigido, assim entendido o custo histórico ajustado pela correção monetária quando existente na economia vigente do país.
A exaustão objetiva distribuir o custo dos recursos naturais durante o período em que tais recursos são extraídos ou exauridos.
O método de calculo de exaustão, deve ser utilizado para fins contábeis, é o método de unidades produzidos (extraídas)> De acordo com este método, deve-se estabelecer a porcentagem extraída de minérios no período em relação à possança total conhecida da mina. Tal porcentagem é aplicada sobre o custo da aquisição ou prospecção, corrigido monetariamente dos recursos minerais explorados.
É necessário não confundir aqui exaustão contábil. De fato, a legislação tributária admite como dedutivo 20% da receita de exploração.
A amortização deste ativo deverá ser feito, pela lei 6.404/76 da lei das S/A, em prazo não superior a dez anos, a partir do inicio da operação normal ou do exercício em que passem a ser usufruído os benefícios delas decorrentes, devendo ser registrada a perda do capital aplicado quando abandonados os empreendimentos ou atividades a que se destinavam, ou comprovado que essas atividades não poderão produzir resultados suficientes para amortiza-los.
Obs. A amortização é calculada de acordo com o inicio da operacionalidade, ou seja, quando as operacionalidade forem iniciar antes de cinco anos utiliza a taxa de amortização de 20% ao ano, agora se as operacionalidade forem iniciar após cinco anos utiliza a taxa de amortização de 10% ao ano.
2.2-BAIXA DO ATIVO PERMANENTE
A baixa do imobilizado ocorre quando um bem esteja registrado nas contas do ativo permanente e este sofreu danos por obsolescência ou venda do mesmo.
Com isso ele deixa de existir o bem no ativo permanente, sendo assim deve-se baixá-lo.
A baixa ocorre através de calculo do bem original, diminuindo sua depreciação, amortização ou exaustão, com isso terão o custo original, possibilitando apurar o resultado do bem se foi conseguido atingir um valor positivo ou negativo.
-Contabilização da baixa
Venda de um bem imobilizado:
Caixa, Bancos ou Duplicatas a Receber
a Venda do Imobilizado
Hist. Valor ref. a venda do bem (...) através da NF nº.
Apuração dos custos do bem imobilizado:
Custo do Ativo Imobilizado
a Imobilizado
Hist. Valor ref. venda do bem (...)
Depreciação/ Exaustão ou Amortização
a Custo do Ativo Imobilizado
Hist. Valor ref. venda do bem (...)
Obsolescência de um bem imobilizado
Custo do Ativo Imobilizado
a Imobilizado
Hist. Valor ref. venda do bem (...)
Depreciação/ Exaustão ou Amortização
a Custo do Ativo Imobilizado
Hist. Valor ref. venda do bem (...)
3. OPERAÇÃO COM PESSOAL
3.1- Folha de Pagamento, é um documento que relaciona os nomes dos empregados da empresa, o valor bruto dos salários, os descontos ou abatimentos e o valor liquido a receber.
Uma folha de pagamento, por mais simples que seja, apresenta pelo menos os seguintes elementos:
Valor bruto dos salários;
Valor da contribuição de Previdência - descontados dos salários;
Valor liquido que os empregados receberão.
Além da despesa total com os salários, a empresa terá ainda os encargos com a contribuição de previdência, referente à parte patronal, isto para as empresas normais, diferenciado do sistema das empresas opção simples, e com o FGTS - Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.
3.1- CONTABILIZAÇÃO DOS FATOS CONTÁBEIS
3.1.1-FOLHA DE PAGAMENTO, EFETUADO NO MÊS SEGUINTE (PROVISÃO DE PAGAMENTO)
Salários e Ordenados
a Salários e Ordenados a Pagar
Hist. Valor ref. folha de pagamento do mês xx/xx
Salários e Ordenados
a INSS a Recolher
Hist. Valor ref. Folha de pagamento do mês xx/xx
Salários e Ordenados
a IRRF a Recolher
Hist. Valor ref. Folha de pagamento do mês xx/xx
INSS a Recolher
a Salários e Ordenados a Pagar
Hist. Valor ref. Salário família do mês xx/xx
FGTS
a FGTS a Recolher
Hist. Valor ref. FGTS do mês xx/xx
INSS
a INSS a Recolher
Hist. Valor ref. INSS do mês xx/xx, parte empresa.
3.1.1-FOLHA DE PAGAMENTO, PAGAMENTO DA FOLHA DENTRO DO MÊS
Salários e Ordenados
a Caixa ou Bancos
Hist. Valor ref. folha de pagamento do mês xx/xx
Salários e Ordenados
a INSS a Recolher
Hist. Valor ref. Folha de pagamento do mês xx/xx
Salários e Ordenados
a IRRF a Recolher
Hist. Valor ref. Folha de pagamento do mês xx/xx
INSS a Recolher
a Caixa ou Bancos
Hist. Valor ref. Salário família do mês xx/xx
FGTS
a FGTS a Recolher
Hist. Valor ref. FGTS do mês xx/xx
INSS
a INSS a Recolher
Hist. Valor ref. INSS do mês xx/xx, parte empresa.
Obs. Os encargos trabalhistas mesmo quando efetuado o pagamento da folha de pagamento dentro do mês, sempre é efetuado os encargos na data estipulada pelo governo, ou seja, no mês subsequente ao fato gerador.
Os cálculos do INSS, IRRF, são efetuados através de uma tabela emitida pelo órgãos competentes, sendo através disto que há possibilidade de efetuarmos o valor dos encargos.
3.2-Provisão para Ferias:
Todo empregado, após cada período de 12 meses de trabalho, terá o direito a um mês de férias regulamentares, observando-se o limite de faltas estabelecidas pela CLT.
O funcionário possui por cada mês 2,5 dias de ferias.
Contando com 1/3 (um terço) a mais de acordo com a constituição de 1988.
A provisão de férias constitui como custo 1/12 avos referente a apenas 1/3 das férias impostas na constituição de 1988, sendo que o restante de pagamento já é o salário do mês recebido para descanso.
Contabilização da provisão para férias
Férias Provisionadas
a Provisão para férias
Hist.Valor que se provisiona conforme relação
Encargos sociais provisionados sobre férias
a Provisão para encargos sociais
Hist.Valor que se provisiona ref. a contribuição previdenciária e FGTS conf. relação.
3.3- Provisão para 13º Salários:
Para que os custos ou despesas mensais sejam os mais reais possíveis, as empresas deverão constituir a provisão para o 13º salário, que é constituído na base de 1/12 avos do valor bruto da folha de pagamento.
A provisão de 13º salário constitui como custo 1/12 avos, pois o custo é calculado mensalmente para fins de cálculos e apuração do custo do produto.
Contabilização da provisão para 13º salários
13º salário
a Provisão para 13º salário
Hist.Valor que se provisiona conforme relação
3.4- Rescisão:
A rescisão contratual de um funcionário existem várias formas de existirem, mas a forma mais completa de contabilizar é a rescisão sem justa causa partido pelo patrão.
Contabilização da Rescisão sem justa causa
Aviso Prévio
a Caixa ou Bancos
Hist. Valor ref. rescisão contratual de fulano de tal.
13º Salário
a Caixa ou Bancos
Hist. Valor ref. rescisão contratual de fulano de tal.
Férias
a Caixa ou Bancos
Hist. Valor ref. rescisão contratual de fulano de tal.
Salários e Ordenados
a Caixa ou Bancos
Hist. Valor ref. rescisão contratual de fulano de tal.
Salários e Ordenados
a INSS a Recolher
Hist. Valor ref. INSS rescisão contratual de fulano de tal.
13º Salário
a INSS a Recolher
Hist. Valor ref. INSS rescisão contratual de fulano de tal.
FGTS
a FGTS a Recolher
Hist. Valor ref. FGTS do mês da rescisão contratual de fulano de tal.
FGTS 40%
a FGTS a Recolher
Hist. Valor ref. 40% de indenização do mês da rescisão contratual de fulano de tal.
INSS
a INSS a Recolher
Hist. Valor ref. encargo trabalhista da empresa da rescisão contratual de fulano de tal.
4. OPERAÇÃO DE ENCERRAMENTOS DE RESULTADOS
4.1. Encerramento das Contas de Resultado;
4.2. Provisão dos impostos incidentes sobre o lucro;
4.3. Variação patrimonial dos lucros ou prejuízos;
A apuração do Resultado do Exercício, conforme o próprio nome diz, consiste em verificar, através das Contas de Resultado (despesa e Receita), se a movimentação do Patrimônio da empresa apresentou lucro ou prejuízo no período.
A apuração do resultado do exercício, confronta a receita com as despesas. A diferença será lucro (quando as receitas superam as despesas) ou prejuízo (quando as despesas superam as receitas).
4.1- ROTEIRO PARA APURAÇÃO DO RESULTADO
Para conhecermos o resultado do Exercício, segue este roteiro:
1º) Elaborar um balancete de verificação composto por contas cujos saldos serão extraídos do livro razão.
2º) Transferir os saldos das Contas de Despesas para a Conta transitória Resultado do Exercício.
3º) Transferir os saldos das contas de Receitas também para a conta de resultado do exercício.
4º) Apurar o saldo da conta resultado do exercício.
A conta Resultado do Exercício receberá, a seu débito, os saldos das contas de despesas e, a seu crédito, os saldos das contas de receitas. Logo, se o saldo desta conta for devedor, o resultado do exercício será prejuízo; se o saldo for credor, o resultado do exercício será lucro.
5º) Apurarmos o resultado do exercício, se a empresa for apurado pelo lucro real ou presumido precisa-se, calcular a Contribuição Social e Imposto de Renda.
A partir de 01 de janeiro de 1996 foi abolido a correção monetária, com isso anteriormente para apurar o resultado do exercício necessitava de calcular primeiramente a correção monetária do ativo permanente e do patrimônio líquido.
4.1.1- PROCEDIMENTOS E CONTABILIZAÇÃO DA APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO.
4.1.1.1- APURAÇÃO DA RECEITA
Transferir os saldos das contas de receitas para a conta de resultado do exercício.
Receitas de serviços
a Resultado do exercício
Hist. Transferencia do saldo para encerramento do exercício
4.1.2- APURAÇÃO DO RESULTADO DA CONTA DE MERCADORIAS
Resultado da conta mercadorias, (lucro bruto) é a diferença entre a receita líquida de vendas de bens ou serviços e o custo das mercadorias vendidas ou dos serviços prestados.
Esta apuração tem dois sistemas para ser apurado o sistema pelo método do inventario permanente e pelo inventário periódico.
4.1.3- OPERAÇÃO COM INVENTÁRIO PERMANENTE E PERIÓDICO
4.1.3.1- CUSTOS DAS MERCADORIAS VENDIDAS (CMV) OU (CPV)
Para se apurar o custo das mercadorias vendidas precisa-se, de trabalhar com dois sistemas de inventário, dependendo da sistemática de trabalho que se evolui na empresa, e o método que se decide aplicar no controle de estoque da empresa.
1º INVENTÁRIO PERMANENTE:
O critério para avaliação do estoque de mercadorias trabalham com três sistema de inventário sendo o controle de estoque pelo PEPS (Primeiro que Entra Primeiro que sai), pelo UEPS (Ultimo que Entra Primeiro que Sai) e pelo Médio Ponderado, trabalham com a média do controle de estoque.
Quando controlamos de forma continua o Estoque de mercadorias, dando-lhe baixa, em cada venda, pelo custo dessas mercadorias vendidas (CMV). Esse controle permanente é efetuado sobre todas as mercadorias que estiverem a disposição para venda, isto é, esse controle é efetuado sobre as mercadorias (CMV) e sobre as mercadorias que não foram vendidas (estoque final). Pela soma dos custos de todas as vendas, teremos o custo das mercadorias vendidas (CMV) total do período.
No inventário permanente pode-se utilizar uma ficha de controle para se conhecer o saldo em estoque.
No sistema PEPS (Primeiro que Entra Primeiro que Sai), este controle com base neste critério, daremos baixa no custo da seguinte maneira, à medida que ocorrem as vendas, vamos dando baixa a partir das primeiras compras, o que eqüivaleria ao raciocínio de que o vendemos primeiro as primeiras unidades compras.
No sistema UEPS (Ultimo que Entra Primeiro que Sai), faz ao contrario do sistema anterior, dando como custo o valor da ultima mercadoria entrada, assim a entrada é a primeira a sair.
No sistema Médio Ponderado Móvel, para evitar o controle de preço pôr lotes, como nos métodos anteriores, e para fugir aos extremos, existe a possibilidade de se dar como custo o valor médio das compras. Este valor médio é bastante utilizado pois pode ser a média das compras no período, ou só do ultimo mês etc., o mais utilizado, entretanto e mais lógico também, é o valor médio do custo do estoque existente. Chama-se de ponderada móvel pois o valor médio de cada unidade em estoque se altera pela compra de outras unidade pôr um preço diferente. Assim, ele será localizado dividindo-se o custo total do estoque pelas unidades existentes.
2º INVENTÁRIO PERIÓDICO:
Quando efetuamos as vendas sem um controle paralelo e concomitante do nosso estoque e, portanto, sem controlar o Custo das Mercadorias Vendidas. Quando necessitamos apurar o Resultado obtido com a venda de mercadorias (RCM), fazemos um levantamento físico para avaliação do estoque de mercadorias disponíveis para venda durante o período e esse estoque final (apurado extra contabilmente) obtemos o custo das mercadorias vendidas (CMV) nesse período.
Quando não é efetuado o controle contínuo do nosso Estoque de Mercadorias e, tampouco do nosso CMV, para a determinação deste último é necessário fazer a dedução.
Fórmula para se achar o CMV= Estoque Inicial + Compras Liquidas - Estoque Final.
Transferir os saldos das contas de CMV (Custo das Mercadorias Vendidas) ou CPV (Custo dos Produtos Vendidos) para a conta de resultado do exercício.
A transferência é feita pelo seguinte lançamento:
Resultado do Exercício
a Custo das Mercadorias Vendidas
Hist. Transferência do CMV para o resultado do exercício
4.1.4- APURAÇÃO DAS DESPESAS
Transferir os saldos das contas de despesas para a conta de resultado do exercício.
A transferência é feita pelo seguinte lançamento:
Resultado do Exercício
a Diversos
Hist. Transferencia dos saldos das seguintes contas, para encerramento do exercício:
a água e esgoto
Saldo desta conta
a aluguel passivo
Idem
a café e lanches
Idem
a depreciação
Idem
a luz e telefone
Idem
a material de expediente
Idem
a premio de seguros
Idem
a Impostos a faturar - ISS
Idem
4.2- APURAÇÃO DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL E IMPOSTO DE RENDA
Lançamento da apuração da contribuição social e imposto de renda:
Sistema de calculo:
Contribuição Social
Cont.Social = Res.antes da Cont.Soc. X 9%
Imposto de Renda
Imposto de Renda = Res.antes da Cont.Soc. X 15%
Resultado do Exercício
a provisão para Contribuição Social
Hist. Pela constituição da Provisão p/ pagamento do imposto de
renda ref. ao período - base de
Resultado do Exercício
a provisão para imposto de renda
Hist. Pela constituição da Provisão p/ pagamento do imposto de
renda ref. ao período - base de
4.3- VARIAÇÃO PATRIMONIAL DOS LUCROS OU PREJUÍZOS;
Apurado o saldo final de receita, despesas, provisões e quando tinha correção monetária, nós temos o resultado liquido que pode ser Lucro ou Prejuízo Acumulado.
Transferir o saldo apurado na conta Resultado do Exercício para a conta Lucros ou prejuízo acumulados.
Quando tivermos lucros acumulados:
Resultado do Exercício
a Lucros acumulados
Hist. lucro liquido do exercício
Quando tivermos prejuízo acumulado:
Prejuízo acumulado
a Resultado do Exercício
Hist. Prejuízo liquido do exercício
PLANO DE CONTAS
MODELO DE PLANO DE CONTAS (EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E PRESTADORA DE SERVIÇOS).
ATIVO
ATIVO CIRCULANTE
Caixa
Bancos conta movimento – conta corrente
Banco conta movimento - aplicação
Contas a receber
Estoque de mercadorias
ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO
Contas a receber (L.P)
Banco conta movimento - aplicação
Estoque de mercadorias (L.P)
ATIVO PERMANENTE
Terrenos
Edifício
(-) Depreciação acumulada – Edifício
Móveis e Utensílios
(-) Depreciação acumulada – M.U.
Equipamentos para produção
(-) Depreciação acumulada – Equipamentos
Veículos
(-) Depreciação acumulada – Veículos
Ferramentas
(-) Depreciação acumulada – Ferramentas
Computadores e Utensílios
(-) Depreciação acumulada – Computadores
PASSIVO
PASSIVO CIRCULANTE
Fornecedor
Imposto simples Federal a recolher
Imposto simples Estadual a recolher
ICMS a recolher
PIS sobre faturamento a recolher
COFINS a recolher
Imposto de Renda P.J. a recolher
Contribuição Social sobre o lucro a recolher
Salários e ordenados a pagar
INSS a recolher
FGTS a recolher
Contribuição Sindical a recolher
PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
Fornecedor (L.P)
Imposto simples Federal a recolher (L.P)
Imposto simples Estadual a recolher (L.P)
ICMS a recolher (L.P)
PIS sobre faturamento a recolher (L.P)
COFINS a recolher (L.P)
Imposto de Renda P.J. a recolher (L.P)
Contribuição Social sobre lucro a recolher (L.P)
Direito Trabalhista a pagar (L.P)
INSS a recolher (L.P)
FGTS a recolher (L.P)
Contribuição Sindical a recolher (L.P)
Pró-Labore a Pagar
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital Social Integralizado
(-) Capital Social a Integralizar
Lucro acumulado
(-) Prejuízo acumulado
RESULTADO
RECEITAS OPERACIONAIS
Venda de mercadorias
Prestação de serviços
DEDUÇÕES SOBRE RECEITA
Imposto simples Federal
Imposto simples Estadual
ICMS
PIS sobre faturamento
COFINS
Devolução sobre vendas
Abatimentos sobre vendas
Comissão sobre Vendas
CMV/CSP
CMV
CSP
DESPESAS OPERACIONAIS
Salários e ordenados
Pró-Labore
INSS
FGTS
Contribuição Sindical
Imposto de Renda P.J
Contribuição sobre o lucro
Depreciação
Material de escritório
Material de limpeza
Material de longa duração
Material de cozinha
Material higiênico
Material de manutenção
Energia Elétrica
Água
Telefone
Despesas Diversas
RECEITAS NÃO OPERACIONAIS
Venda de mercadorias (N.Op)
Prestação de serviços (N. Op)
DESPESAS NÃO OPERACIONAIS
Custo do imobilizado (N.Op.)
6-SISTEMA DE INFORMAÇÕES CONTÁBEIS
Os sistemas de informações contábeis compreendem um conjunto do sistema de informação total da empresa. Há integração entre eles, uma vez que a informação permeia as atividades empresariais.
Os sistemas de informações são juntados segundo a estrutura orgânica definidora dos vários ambientes empresariais, sendo os sistemas de informações contábeis componentes das áreas de controladoria, financeira, administrativa e de contabilidade.
Na realidade, os sistemas de informações contábeis buscam dados em todas as atividades empresariais, executam o processamento e geram informações representativas da dinâmica organizacional.
1- dentro da empresa o sistema de informação é:
a) planejamento e controle da produção;
b) comercialização;
c) pesquisa
d) administração
2- o sistema de informação na administração, contabilidade e finanças é:
a) pessoa;
b) contabilidade;
c) custos;
d) orçamento;
e) contas a receber;
f) fluxo de caixa;
g) pedidos;
h) estoques;
i) livros fiscais;
j) folha de pagamento;
K) contas a pagar.
6.1-CONCEITO DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO
Um sistema pode ser definido como uma entidade composta de dois ou mais componentes ou subsistema que integram para atingir um objetivo comum, sob esse aspecto, o termo aplica-se a uma comunidade, a uma família, a uma empresa.
Um sistema de informações tem de trabalhar dados para produzir informações exemplo:
1) O dado é a matéria-prima, com que o sistema de informação vai trabalhar;
2) A informação é o produto final do sistema de informação e deve ser apresentada em forma, prazo e conteúdo adequado ao usuário.
3) As tarefas/ atividades de transformações dos dados em informação, ou seja o processamento, compreendem o processamento que deve incorporar a característica de seqüência lógica em face do interesse existente de otimização dos sistemas de informações empresariais.
Para a consecução/ materialização/ caracterização/ operacionalização de sistemas de informação, devemos ainda saber:
a) Recursos Humanos, profissionais que atuam e utilizam sistema de informação;
b) Recursos Materiais, equipamentos, insumos, instalações que sustentam e permitem a viabilização dos sistemas;
c) Recursos Tecnológicos, atividades, que dinamizam o processo sistêmico. Podem ser vistos como a principal característica de diferenciação entre recursos humanos e entre recursos materiais, já que a tecnologia agregada é um dos referenciais para distinguirmos a natureza da qualidade tanto de recursos humanos quanto de recursos materiais integrantes de um sistema.
d) Recursos Financeiros, qualificação dos outros três recursos segundo o denominador comum moeda.
A formação desses recursos permite alcançar a forma de definição de sistema de informação.
O sistema de informação compreendem um conjunto de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiro agregados segundo uma seqüência lógica para o processo dos dados e a correspondente tradução em informação.
1º exemplo de sistema de informação:
O sistema de informação é o - capital;
Deste capital, constituirá uma organização;
Desta organização o homem formará estrutura ou departamento, através disto alcançara o resultado desejado.
-Pode observar que sistema de informação é um conjunto e este conjunto necessita de uma formação cronológica para alcançar o desejado.
2º exemplo de sistema de informação:
Uma empresa, tem o setor de faturamento;
a) O pedido (contém os dados);
b) Processamento (são aplicados os recursos humanos, tecnológicos, materiais e financeiros, segundo uma seqüência lógica de atividades;
c) Emissão da nota fiscal, fatura, duplicata (contém as informações).
6.2- CONCEITOS FUNDAMENTAIS PARA SISTEMA DE INFORMAÇÃO
Dois outros conceitos são importantes para o entendimento de sistemas de informações:
a) Ciclo de Processamento;
b) Ciclo de Vida.
6.2.1- O Ciclo de processamento, pode ser caracterizado pelo tempo, com os dados a serem processados pelo sistema de informações, e a geração do relatório final com as informações desejadas.
Podemos ter sistema de informação de ciclo de processamento diário, semanal, mensal, anual e etc.
Exemplo de ciclo de processamento de sistemas de informação:
1) Sistema de emissão do diário contábil:
a) Transações Contábeis: movimentação dos fatos contábeis, débito e crédito (dados);
b) Processamento:
-classificação cronológica;
-verificação da validade dos campos componentes dos registros das transações contábeis.
c) Livros diários, relação cronológica dos registros contábeis que representam as operações empresariais ocorridas (informação).
2) Sistema de emissão do extrato bancário:
a) Saldo anterior, transações dos fatos bancários, demonstrando se as contas estão em débito ou em crédito (dado);
b) Processamento,
-atualização do cadastro do correntista;
-cálculo para aquisição do saldo atual;
-armazenamento das transações processadas;
c) Saldo atual,
-relação de todas as ocorrências a débitos e a crédito de cada correntista
-emissão de relações de execução;
-realização de estatística de transações processadas;
-obtenção do saldo atual.
6.2.2- O ciclo de vida, do sistema de informação implica a caracterização de que os sistemas nascem, vivem e morrem por um processo de transformação ou substituição sistêmica, em virtude da obsolescência dos recursos usados ou da mudanças nos objetivos a serem atendidos por esse sistema.
a) matéria-prima (obtém em tempo mais cedo) dado;
b) custo (apuração do valor gasto para fabricação, processamento de um determinado produto);
c) produto final (obtido em tempo mais tarde) informação alcançada.
6.3-DIVISÃO DO SISTEMA DE INFORMAÇÃO
O sistema de informação ele se divide em:
6.3.1- Sistema de informação gerência, é o conjunto de recursos humanos e materiais dentro de uma organização, o qual é responsável pela coleta e pelo processamento de dados para produzir informações que sejam úteis a todos os níveis da gerência, no planejamento e controle das atividades da organização.
6.3.2- Sistema de informação operacional, é um conjunto de recursos humanos é materiais dentro de uma entidade, responsável pela coleta e processamento de dados para gerar informações que facilitam a mecânica operacional ou o dia-a-dia dos diversos setores da empresa.
O sistema de informação contábil tanto podem ser gerencial quanto operacional.
Os três relatórios comuns em que as informações contábeis gerências são apresentas são:
-Balanço;
-Balancete;
-Lucros e Perdas.
Os dois relatórios mais comuns em que as informações contábeis operacionais são apresentados são:
-Diário;
-Razão.
Se o sistema de informação contiver somente dados que não afetam a área contábil financeira da empresa, ele será sistema de informação operacional.
O sistema é gerencial devido ao fato de as informações que gera serem intensamente trabalhadas e servem para a tomada de decisão. O sistema é contábil porque só trabalha com dados que geram informações que afetam a área contábil financeira da empresa.
Em resumo , o sistema de informação contábil é definido como sendo o conjunto de recursos humanos e de capital dentro da organização, o qual é responsável pela preparação de informações financeiras, também das informações obtidas da coleta e processamento dos dados de transações.
6.4- PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE DADOS E O SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL
O sistema de informação contábil pode utilizar-se do computador eletrônico ou não; entretanto, nos dias atuais é cada vez mais intensa a penetração das técnicas de processamento eletrônico de dados na empresa.
Por conseguinte, consideramos importante a decomposição de um sistema de informação em seus componentes básicos, com a utilização do computador eletrônico.
Os sete elementos básicos para informação contábil eletrônico são:
(Estes dados nos mostra a identificação e igualdade do trabalho eletrônico em informar dados necessários para a contabilidade pelo computador, e os nossos relatórios depois de identificado nas nossas mãos, isto nos mostra que o computado vai nos facilitar a parte física de informação, mais o resultado intelectual ainda fica a cargo dos contadores, na identificação, na analise e sobre tudo no relatório informativo sobre os dados necessários para as empresas e empresários).
1- Observação, pode ser identificado como fato contábil, ou seja, com o documento original que contém a transação contábil de partida;
2- Codificação, é a função mais critica do sistema, visto ser a fase de transição da parte manual para a parte eletrônica de dados do sistema de informação;
3- Transmissão, instrumento de transmitir o movimento dos dados, transferir as informações manuais para eletrônica;
4- Processamento, quando o dado contábil será trabalhado e transformado em informação semi -elaborada ou final;
5- Armazenagem, é feita quando, após termos o dado contábil codificado e processado, por técnicas de processamento eletrônico de dados, sentimos necessidade, para posterior uso, de guardar essa informação contábil semi-elaborada ou em forma final;
6- Recuperação, é a operação em que buscamos a informação contábil semi-elaborada ou final em uma memória auxiliar de processamento eletrônico de dados (fita magnética, disco magnético etc.)
7- Apresentação, da informação é feita por equipamentos de processamentos eletrônicos de dados (impressora e etc.) para atender ao sistema de informação em operação.
6.5- SISTEMAS ECONÔMICOS (EMPRESA) E USUÁRIOS INTERNOS E EXTERNOS
Sistemas pode ser considerado como o núcleo central ou o foco de estudo dentro de um processo administrativo.
Existem também os limites do sistema, dentro do qual se analisa como o ambiente influi ou é influenciado pelo sistema considerado.
6.5.1- Ambiente de um sistema, é o conjunto de elementos que não pertencem ao sistema, mas qualquer alteração no sistema pode mudar ou alterar os seus elementos e qualquer alteração nos seus elementos pode mudar ou alterar o sistema.
Sistema é o conjunto de elementos, entre os quais haja alguma relação, algum convívio.
6.5.2- Conceito de Empresa, é o conjunto de bens e serviços para nos proporcionar riqueza.
Este sistema se subdivide em:
- Utilidade Social, o sistema desenvolve um trabalho de compartilha entre os diversos indivíduos.
- Valor de troca, permite que o bem seja transferido de uma pessoa para outra mediante compra.
- Raridade ou limitação, quantidade que se encontra disponível.
As empresas se formam através da formação da produção. A economia considera, tradicionalmente, três fatores de produção:
a) Terra ou Natureza, representa pela soma de todos os recursos naturais que podem ser utilizados e transformados pelo homem.
b) Trabalho, representado pelos recursos humanos aplicados nas atividades de utilização e transformação dos recursos naturais, visando a produção de bens.
c) Capital, assume a forma de dinheiro, matérias-primas, equipamentos e instalações, aplicados na produção de forma a gerar riqueza.
A formação do capital é feita através da constituição de bens para se compor outros bens.
A classificação econômica da empresa é de forma jurídica, sabendo-se que forma jurídica é a associação de duas ou mais pessoas numa entidade, com direitos e deveres próprios e portanto, distintos daqueles indivíduos que a compõem.
Depois que a empresa se tornou legal ou seja constituída pelo seu contrato social ou estatuto, a empresa sendo um sistema ela se decompõem, ou seja, decomposição de sistema.
Exemplo:
I- Administrativo Financeiro;
II- Marketing;
III- Recursos Humanos;
IV- Controladoria
Contabilidade Fiscal;
Contabilidade Gerência;
Relações com o mercado;
V- Industrial.
Toda esta composição se resume em sistemas empresariais.
Após a composição do sistema empresarial, vem a constituição da informação empresarial que nos mostra que:
· Informação é o dado trabalho que permite ao executivo tomar decisões;
· Dado é qualquer elemento identificado em sua forma bruta que por si só não conduz a uma compreensão de determinado fato ou situação.
Exemplo de dados em uma empresa:
-quantidade de produção, custo de matéria-prima, numero de empregados.
Exemplo de informação em uma empresa:
seria o resultado da análise desses dados, ou seja, capacidade de produção, custo de venda do produto, produtividade do funcionário.
Essas informações serem utilizadas pelo executivo, podem afetar ou modificar o comportamento existente na empresa, bem como o relacionamento entre as suas várias unidades organizacionais.
A informação dada de forma adequada ao sistema proporciona a tomada de decisão.
O propósito da informação é o de habilitar a empresa a alcançar seus objetivos pelo uso eficiente dos recursos disponíveis, nos quais se inserem pessoas, materiais, equipamentos, tecnologia, dinheiro, além da própria informação.
Também deve-se analisar e considerar a qualidade da informação, pois nem todas informações são adequadas ao sistema.
Mas o sistema com a junção da informação, proporciona uma boa empresa com dados adequados para desenvolver o resultado.
A partir destes dois fatores, Sistemas que é igual a empresa e informações que é igual os dados a serem trabalhados e aplicados, necessitam de mais um fator que é o gerencial.
6.5.3- Gerencial, é o processo administrativo (planejamento, organização, direção e controle) voltado para o resultado realmente verdadeiro, onde o empresário, diretor, possa tomar suas decisões necessárias, e com isso fazer gerar de acordo o sistema assim analisado.
A gerencia precisa ter as informações precisa, e adequada, com fácil entendimento, pois é com isso que vão trabalhar com os fatores administrativo e seguir as formas adequadas e necessárias para o bom andamento administrativo.
7- PROCESSO ADMINISTRATIVO
Embora seja basicamente seqüencial, o processo administrativo de planejamento, organizacional, direção e controladoria, pode ter suas etapas invertidas ou feitas simultaneamente.
7.1- PLANEJAMENTO ADMINISTRATIVO
Planejamento é a primeira etapa do processo administrativo que vem antes da execução de qualquer atividade. Planejamento é a função administrativa que determina antecipadamente quais os objetivos almejados e o que deve ser feito para atingi-los de maneira adequada. No fundo, o planejamento é a diferença entre uma situação atual e uma situação almejada como objetivo.
Situação Atual + Planejamento + Situação Desejada = Objetivo
O planejamento é a função administrativa que determina antecipadamente quais os objetivos a serem atingidos e o que deve ser feito para atingi-lo. Esta voltado para a continuidade da empresa e focaliza o futuro. Sua importância reside nisso: sem o planejamento a empresa fica perdida no caos. O planejamento é vital para as demais funções administrativas, isto é, sem o planejamento, organização, direção e controle perdem todo o seu efeito.
Planejamento é a função administrativa que, partindo da fixação dos objetivos a serem alcançados, determina, a priori, o que se deve fazer, quando fazer, quem deve fazê-lo e de que maneira. Para isso o planejamento é feito a base de planos.
Plano é um esquema que estabelece antecipadamente aquilo que deve ser feito.
Existem vários tipos de planos, a saber:
a) Programas, são planos abrangentes que reúnem em si conjunto integrado de planos relacionados com assuntos diferentes entre si. uma programação é um tipo de plano que estabelece as vinculações entre planos diferentes. É o caso da programação de produção que envolve os planos de suprimentos (compras e almoxarifado), de manutenção (disponibilidade de máquinas e equipamentos), de mão-de-obra (disponibilidade de pessoal) etc.
b) Procedimentos, são planos que prescrevem a seqüência cronológica das tarefas a serem executadas. Os procedimentos são mais utilizados em trabalhos repetitivos e ciclos para mostrar a seqüência das rotinas. É o caso do procedimento de requisição de materiais no almoxarifado, envolvendo uma rotina, cuja seqüência é: emissão e preenchimento do formulário, assinatura do emitente, rubrica da chefia, envio para o almoxarifado, verificação dos dados, separação do material requisitado, carimbo de expedição no formulário e remessa do material requisitado para o órgão requisitante.
c) Métodos, são planos que detalham como uma atividade deve ser executada em seus mínimos detalhes. Sua amplitude é mais restrita que o procedimento. É o caso do método de montagem de uma peça de máquina, onde se detalha em pormenores todas as tarefas a serem realizadas pelo operário.
d) Normas, são regras ou regulamento que servem para definir o que deve ser feito e o que não deve ser feito. São guias para dar uniformidade de ação, mas não estabelecem seqüência como os procedimentos, nem detalha as atividades como os métodos. É o caso da proibição de fumar em certos lugares, a concessão de descontos para certas compras, a exigência de crachás de identificação nas portarias etc.
7.1.1-PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE PLANEJAMENTO
a) Princípio da definição do Objetivo:
Seu anunciado é o seguinte: o objetivo deve ser definido de forma clara e concisa, para que o planejamento seja adequado. O planejamento é feito em função do objetivo que se pretende atingir. A finalidade do planejamento é determinar como o objetivo deverá ser alcançado. Se o objetivo não for claramente definido, o planejamento será muito vago e dispersivo.
b) Princípio da flexibilidade do planejamento:
É enunciado da seguinte maneira: o planejamento deve ser flexível e elástico a fim de poder se adaptar a situação imprevistas. Como o planejamento se refere ao futuro, a sua execução deve permitir certa flexibilidade a situações que podem sofrer alterações imprevistas.
7.1.2-PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
Planejamento estratégico é o processo de decidir sobre as mu­danças de objetivos da organização, de recursos que a empresa deve usar para atingir esses objetivos, e de políticas que devem reger a aquisição e uso desses recursos. A palavra "estratégia" é empregada aqui em seu sentido usual de combinar e empregar recursos. Assim, planejamento estratégico é um processo que se relaciona com a for­mulação de planos de longo alcance, estratégicos, de tipo de política, que mudam o caráter ou a orientação da organização. Numa em­presa industrial isto inclui planejamento que afeta os seus objetivos; políticas de todos os tipos (inclusive políticas quanto ao controle da administração e outros processos); a aquisição e disposição das principais instalações, divisões ou subsidiárias; os mercados a serem ser­vidos e os canais de distribuição para servi-los; a estrutura da orga­nização (distinta das ações do pessoal individualmente); pesquisa e desenvolvimento de novas linhas de produto (distintas das modifica­ções nos produtos existentes e mudanças de produto dentro das linhas atuais); fontes de novo capital permanente; política de dividendo; e assim por diante. As decisões de planejamento estratégico afetam a estrutura física, financeira e organizacional dentro da qual a firma opera.
7.2- ORÇAMENTO
7.2.1-ORÇAMENTO DE OPERAÇÃO
Um orçamento de operação geralmente se constitui de duas artes, um orçamento “programa" e um orçamento de "responsabilidade". Representam dois modos de retratar o pIano total de operações da empresa, dois métodos diferentes de "dividir o bolo"; por­tanto, ambos chegam à mesma cifra de lucro líquido projetado e do lucro sobre investimento.
O orçamento-programa descreve os principais "programas" que a empresa planeja empreender. Tal orçamento podia estar disposto, por exemplo, por linhas de produto e mostrar a receita prevista e os custos associados a cada produto. Este tipo de orçamento é útil a um executivo que examina o equilíbrio total entre os vários programas da empresa. Ajuda a responder perguntas tais como: Há satisfatória margem de lucro sobre cada linha de produto? Está a capacidade de produção em equilíbrio com o porte e a capacidade do departamento de vendas? Podemos permitir-nos gastar tanto em pesquisa? São adequados os fundos disponíveis? E assim por diante. Uma resposta negativa a qualquer dessas perguntas revelaria a neces­sidade de revisar o plano.
O orçamento de responsabilidade expõe os planos em termos das pessoas responsáveis pela sua execução. E, portanto, antes de tudo, um dispositivo de controle, visto como é uma declaração do desempenho esperado ou padrão, em face do qual mais tarde se com­parará o desempenho real. Na fábrica, por exemplo, pode haver um orçamento de responsabilidade para cada departamento, eviden­ciando os custos controláveis pelo encarregado do . departamento. Pode haver, também, um orçamento que mostre os custos de cada produto, incluindo os custos diretos e os custos atribuídos. Os dados de ambos os orçamentos se adicionam aos custos totais da fábrica, mas o orçamento custo-produto não seria útil para efeitos de con­trole, visto que os custos dele constantes comumente não poderiam relacionar-se à responsabilidade de indivíduos específicos.
Visto como é provável que o volume real durante um período seja diferente do volume esperado ou orçado, e visto como os custos variam significativamente com o volume, pode-se preparar um orça­mento que mostre o comportamento previsto dos custos aos vários níveis de volume. A este se denomina orçamento variável.
Princípios de elaboração de orçamento
Os princípios gerais pertinentes ao processo de controle geren­cial aplicam-se ao processo orçamentário. Portanto, repetidos aqui, com referências espe­cíficas ao processo.
O orçamento deve ser apadrinhado pela administração. A orga­nização deve considerá-lo, primariamente, como um instrumento da administração, e não, primariamente, como um dispositivo contábil.
O orçamento de responsabilidade deveria ser construído pelos centros de responsabilidade e deveria mostrar separadamente os custos controláveis em cada centro de responsabilidade.
Os supervisores responsáveis deveriam participar do processo de fixar os dados do orçamento, e deveriam concordar em que os alvos do orçamento são razoáveis. Se concordam, sua atitude durante o exercício do orçamento provavelmente seja "Eu disse que poderia atingir esta meta, e farei o melhor que possa .para estar à altura desta promessa". Se não forem consultados, sua atitude para com o orça­mento provavelmente seja de indiferença ou ressentimento.
Os supervisores responsáveis devem ter uma compreensão per­feita do processo do orçamento, e isto exige um programa de educação continua. Até certo ponto, isto se consegue por meio de manuais escritos ou memorandos, mas devemos confiar, principalmente, nas reuniões, tanto para discutir o preparo do orçamento como para discutir os resultados reais alcançados.
O período de tempo coberto por um orçamento deveria relacionar-se com a necessidade e a possibilidade de ação administrativa eficiente.
As cifras planejadas no orçamento de responsabilidade devem equiparar-se em definição aos dados contábeis que relatam o desem­penho real. Se a "mão-de-obra direta" no orçamento inclui paga­mento de férias, custos da previdência social, dotação para aposen­tadoria e outros benefícios sociais, tal deve constar da "mão-de-obra direta" no sistema contábil de controle.
Os dados do orçamento devem representar metas razoavelmente atingíveis, não tão elevadas que causem frustração, nem tão baixas que estimulem a complacência.
Numa comparação do desempenho real com o orçado, a atenção deveria concentrar-se nas exceções significativas - números que sejam significativamente diferentes daqueles previstos. orçamento não deveria custar mais para operar dó que ele vale. Visto como ninguém pode calcular exatamente o valor de um orçamento, esta declaração é necessariamente vaga. Implica, contudo, uma cautela contra adicionar refinamentos dispendiosos, a menos que seu valor os justifique claramente.
A função de assessoria que orienta o processo orçamentário não deve ser confundida com a função de produção que elabora os pro­gramas. A administração da produção toma as decisões; a assessoria orçamentária auxilia a assessoria de produção.
A revisão das estimativas do orçamento por níveis sucessiva­mente mais elevados da administração deveria ser completa. A revisão é sinal de que a administração não está realmente muito interessada no processo de orçamento.
A aprovação final do orçamento deve ser específica, e esta aprovação deve ser transmitida à organização. Uma tentativa de operar de acordo com a doutrina do "quem cala consente", inevitavel­mente conduz a mal-entendidos.
Processo do Orçamento
O preparo de um orçamento tanto pode ser estudado como um processo contábil quanto como um processo de administração. Do ponto de vista da Contabilidade, os procedimentos são essencialmente, e o resultado final de registrar e resumir as operações é um conjunto de demonstrações financeiras ­Balanço e Demonstração de Lucros e Perdas - iguais, em sua forma, àquelas resultantes do processo de registrar fatos históricos. A única diferença é que as cifras do orçamento são estimativas do que acon­tecerá no futuro, ao contrário dos dados históricos que representam o que aconteceu no passado.
Do ponto de vista da administração, o processo de orçar está tão intimamente associado com a operação da empresa que uma descrição completa dos fatores e das considerações envolvidas levar-nos-ia para além do alcance desta apostila. Em vez de tentar tal descrição, indicaremos apenas algumas das importantes conside­rações gerais no processo do orçamento.
Escolha dos Períodos de Tempo
Um intervalo útil de tempo para um orçamento é de um ano. Provavelmente a maioria das empresas prepara orçamentos uma vez por ano, mas algumas empresas adotam a praxe de preparar um novo orçamento cada trimestre. Ao início de cada trimestre abando­na-se o trimestre anterior e os dados dos três trimestres cobertos no orçamento anterior são revisados, se necessário, e um novo orçamento e preparado para o quarto trimestre. A este se denomina orçamento reajustáveis.
Dentro do ano, o orçamento pode dividir-se em meses; isto ê, geralmente o mês constitui o período de tempo básico para compa­ração dos resultados reais com o orçamento. Em muitas empresas, somente os dados dos próximos três meses ou dos próximos seis meses aparecem em detalhe, e para o restante do ano são dados totais trimestrais.
Com a finalidade de mostrar a orientação geral da evolução pla­nejada da empresa, e as aplicações a longo prazo das políticas da administração, quanto à expansão, novos produtos, novas instalações e assim por diante, um instrumento útil é um orçamento a longo prazo, que cobre um período de três, cinco ou mesmo mais anos pela frente. Este não é preparado tão detalhadamente como o orça­mento anual, e em geral é totalmente preparado na matriz sem a participação do pessoal de operação. Tal orçamento é especialmente útil no preparo de planos para obtenção de novos capitais perma­nentes.
Organização para Preparo dos Orçamentos
Uma comissão de orçamento, constituída de diversos membros do grupo da cúpula administrativa, pode supervisionar o trabalho de preparação do orçamento. Esta comissão fixará as diretrizes que a organização deverá seguir, coordenará os orçamentos preparados sepa­radamente pelas várias unidades da organização e solucionará as dife­renças entre eles, e submetera o orçamento final ao presidente e também à diretoria para aprovação. Numa empresa pequena, o próprio presidente executa este trabalho, ou o seu imediato subordinado de linha. As instruções descem através dos escalões, e voltam para suces­sivas revisões e aprovações pelos mesmos canais. O ponto fundamen­tal é que as decisões sobre o orçamento são tomadas pela assessoria de produção, e a aprovação final vem da chefia dessa assessoria, do presidente ou da diretoria.
Geralmente um grupo de assessores chefiado pelo diretor do or­çamento auxilia a assessoria da produção na elaboração do orçamento, reportando preferivelmente ao controlador. Se ele reporta ao presidente, como às vezes ocorre, provavelmente estará executando as funções acima descritas para a comissão orçamentaria, e portanto agindo numa assessoria de produção.
Como assessor, suas funções são difundir instruções sobre a mecânica do preparo do orçamento (os formulários e como preen­chê-los), proporcionar dadas sabre o desempenho passado úteis no preparo do orçamento, fazer cálculos baseados nas decisões a que a assessoria da produção chegou, reunir os dados do orçamento, e ver
que todos submetam seus dados em tempo. Assim, a assessoria orçamentaria pode fazer uma grande parte do trabalho do orçamento; não é, contudo, a parte decisiva, pois as decisões importantes sempre são tomadas pela assessoria de produção. Uma vez, por exemplo, que a assessoria de produção tenha chegado a um acordo sobre a produtividade da mão-de-obra e taxas salariais, o encarregado do orçamento pode calcular todos os números pormenorizados do custo da mão-de-obra por produtos e por centros de responsabilidade; este é um considerável trabalho de cálculo, porém se baseia inteiramente nos julgamento dos supervisores da produção.
A assessoria orçamentaria é como uma companhia telefônica que opera um importante sistema de comunicação; é responsável pela velocidade, precisão e clareza com que as mensagens fluem através do sistema, mas não pelo próprio conteúdo das mensagens.
Preparo das Estimativas
Em quase todas as empresas a estimativa mais difícil a fazer é da receita das vendas. Há, em geral, dois modos de proceder: fazer uma previsão estatística à base de uma análise das condições gerais da empresa, condições do mercado, curvas de crescimento do produto, e assim por diante; ou fazer uma previsão interna, cole­tando as opiniões dos diretores e vendedores. Em algumas empresas solicita-se aos vendedores que façam estimativa das vendas de cada produto que efetuarão a cada um de seus fregueses; em outras, esti­mam-se as vendas totais em seus territórios; e ainda em outras, os ven­dedores não participam do processo de estimativa. Há vantagens e desvantagens tanto no método estatístico como no método interno; muitas vezes se usam ambos, juntamente, mas não se pode garantir que qualquer deles produza mesmo uma estimativa razoavelmente aproximada em face das inevitáveis incertezas do futuro.
O orçamento de vendas é mais do que uma previsão de vendas. A previsão é meramente passiva, enquanto que o orçamento deve re­fletir as medidas ativas que a administração planeja tomar a fim de in­fluenciar os eventos futuros. Por exemplo, esta pode ser a previsão de vendas: "Com o presente esforço de vendas, esperamos que estas sigam mais ou menos o mesmo nível atual". Ao contrário, o orça­mento de vendas pode mostrar um substancial aumento planejado de vendas, que reflete os intentos da administração de aumentar o número de vendedores, aumentar a publicidade e a promoção de vendas; ou projetar um novo produto.
Sempre que possível, as estimativas de quantidades e de preços unitários devem constar separadamente a fim de facilitar a análise posterior da execução. Se a estimativa de vendas aparece somente como uma soma total monetária, não se pode saber se a diferença entre as vendas reais e as previstas é resultado de uma diferença de volume ou diferença de preço de venda. Esta separação de quanti­dade e preço unitário aplica-se a todo o sistema: preferivelmente o custo do material aparece como um número de quilos vezes centavos por quilo, os custos da mão-de-obra como horas vezes a taxa salarial horária, e assim por diante. O motivo fundamental para fazer isto é que fatores diferentes, e muitas vezes pessoas diferentes, são res­ponsáveis por mudanças de quantidade e de preço, respectivamente. O gerente de compras é responsável pelo custo por quilo do material, mas o encarregado da fábrica é responsável pela quantidade empre­gada, por exemplo. Por motivos semelhantes, as estimativas se dividem por linhas de produto, por itens significativos de custo e por outros meios que facilitem análise posterior do desempenho real.
Cronograma do Orçamento
O orçamento de uma empresa manufatureira consiste em di­versas partes: o orçamento de vendas, o orçamento de despesa de vendas, o orçamento de estoques e compras, o orçamento da fábrica (o qual se pode constituir de partes separadas para materiais, mão-de­-obra direta e despesa indireta de produção), o orçamento geral e administrativo, o orçamento de pesquisa e desenvolvimento, as de­monstrações financeiras orçadas, e o orçamento de caixa. Alguns deles dependem dos outros. A estimativa de vendas afeta a todos; o orça­mento da fábrica depende do volume estimado de vendas e níveis de estoques, o orçamento de compras depende do volume estimado de produção e níveis de estoques, e assim por diante. Assim, deve haver um cronograma especificando a ordem em que os orçamentos devem ser preparados e a época em que cada um deverá estar com­pletado. Em geral, os passos do processo de orçamento, em ordem cronológica, são: fixar as diretrizes, preparo do orçamento de ven­das, preparo dos demais orçamentos de operação, coordenação dos orçamentos separados, revisão geral e aprovação. Eles se acham des­critos abaixo, com datas aproximadas, supondo que o orçamento se torna efetivo em 1º de janeiro.
Diretrizes. A partir de setembro, a administração mantém uma série de reuniões em que os participantes discutem e aceitam os prin­cipais objetivos que se pretende alcançar durante o ano vindouro e o esboço geral dos meios a serem utilizados para atingir esses ob­jetivos. Eles constituem a base para as diretrizes do orçamento, que são enviadas aos executivos de operações a 15 de outubro. Essas diretrizes podem ser em forma de estimativas preliminares de vendas, ou relatórios mais gerais das expectativas. Também se incluem as mu­danças de níveis de preço e as mudanças de política. Essas diretrizes são de grande interesse para os concorrentes, por isso elas circulam somente entre os que têm necessidade de conhecê-las: Se for espe­cialmente importante que uma nova estratégia seja ocultada, pode ser omitida do relatório, fazendo-se posteriormente os ajustamentos necessários em nível superior. Na ausência de diretrizes em contrário, costumeiramente a organização supõe que o próximo ano será semelhante ao atual.
Preparo das Estimativas. De 15 de outubro a 15 de novembro, cada supervisor responsável ao nível mais inferior da organização prepara estimativas dos itens pelos quais é responsável, baseado nessas diretrizes. Ele discute esses itens com seu superior imediato que os aprova, combina-os com estimativas semelhantes de outros super­visores, e depois os encaminha para seus superiores. O pessoal da contabilidade dá assistência aos supervisores neste trabalho fazendo os cálculos pormenorizados, providenciando dados históricos e re­sumindo e registrando as estimativas; porém os supervisores da pro­dução, e não os contadores, tomam as decisões. Dentro deste período, fixam-se as datas-limites subsidiárias de sorte que aqueles cujas estimativas do orçamento dependem das estimativas de outros recebam a informação necessária em tempo de atender a data-limite total de 15 de novembro.
Coordenação e Revisão. De 15 de novembro a 15 de dezembro
as estimativas do orçamento sobem o escalão administrativo. Em cada i nível, são revistas e aprovadas ou alteradas após discussão com os interessados. Neste instante também ocorre a coordenação dos orça­mentos separadas. A seção de orçamentos usa as estimativas dos i orçamentos de responsabilidade para preparar os orçamentos-programa, examinando-se estes quanto ao equilíbrio, exeqüibilidade e desejabilidade totais.' Este exame pode apontar a necessidade de revisão, e tais revisões se fazem após discussão com as pessoas afe­tadas. Os problemas insolúveis são deferidos à comissão de orçamento para decisão. Diversos documentos em resumo, especialmente o Balanço Orçado e a Demonstração de Lucros e Perdas Orçada, se preparam nesta ocasião.
Aprovação Final. A 15 de dezembro, a cúpula administrativa (o presidente ou a diretoria) dá a aprovação final. O orçamento aprovado é, então, transmitido à organização. Este ato comunica à organização os objetivos agravados e os planos para atingir esses objetivos durante o ano vindouro.
A descrição acima de um cronograma e do “’procedimentos não pretende ser um modelo preciso, mas apenas como sugestão dos passos envolvidos. No governo federal, para tomar um exemplo extremo, o processo de preparar um orçamento anual prolonga-se por aproximadamente quinze meses, embora este longo espaço de tempo seja, em grande parte, resultado dos procedimentos antiquados , usados e não das dificuldades inerentes. No outro extremo, uma pequena empresa pode aprovar todo o processo numa tarde.
Usos do Orçamento
A utilidade do orçamento no processo de fazer e coordenar planos evidencia-se da descrição acima. Também o orçamento é útil como dispositivo de comunicação e como um padrão com o qual comparar o desempenho real.
O Orçamento como um Dispositivo de Comunicação. Os planos da administração não serão levados a cabo (exceto por acidente) a menos que a organização entenda o que são os planos. A compreensão adequada inclui não somente conhecimento dos programas e objetivos (ex., quantas unidades devem ser fabricadas, que métodos e máquinas devem ser usados, quanto material se deve comprar, quais devem ser os preços de venda) mas também conhecimento acerca das políticas e restrições a que se espera a empresa dê sua adesão. Seguem-se exemplos desses tipos de informações: as quantias máximas que podem ser gastas com itens tais como publicidade, manutenção, gastos admi­nistrativos e assim por diante; taxas salariais e horas de trabalho; níveis de qualidade desejados; e assim por diante. O dispositivo mais útil para transmitir informação quantitativa concernente a esses obje­tivos e limitações é o orçamento aprovado.
O Conceito de Compromisso. Quando se prepara o orçamento de acordo com os procedimentos esboçados acima, pode-se considerar o documento final como uma espécie de contrato ou compromisso recíproco entre a administração e o supervisor de operação. Acei­tando as estimativas do orçamento, na realidade o supervisor diz à administração: "Posso dirigir meu departamento de acordo com o plano descrito no orçamento e eu o farei". Aprovando as estimativas do orçamento, a administração realmente diz ao supervisor: "Se você dirigir seu departamento de acordo com este plano, fará o que consideramos um bom serviço". Ambas as declarações contêm a quali­ficação implícita de "ajustados as alterações do meio", visto que ambas as partes reconhecem que os fatos reais, tais como níveis de preço e condições gerais da empresa, podem corresponder ou não aos supos­tos quando do preparo do orçamento e que essas mudanças inevita­velmente afetarão os planos expostos no orçamento. Ao julgar se o compromisso está, na realidade, sendo executado à medida que o ano progride, a administração deve levar em conta essas mudanças.
Orçamento como um Padrão. Um orçamento cuidadosamente preparado é o melhor padrão possível em face do qual medir o desem­penho real, e cada vez mais se usa para este fim. Até mais ou menos ~ recentemente, a prática geral era comparar os resultados correntes com os resultados do último mês ou com os resultados do mesmo período ha um ano; e ainda este é o meio básico de comparação em muitas empresas. esse padrão histórico tem a desvantagem funda­mental de não levar em consideração as forças subjacentes em ope­ração que provocam mudanças, ou as mudanças do programa plane­jado para o ano corrente:
7.2.2-ORÇAMENTO E SUAS TÉCNICAS
Todo o processo de gerenciamento contábil tem seu ponto culminante, em termos de controle, no orçamento empresarial. O orçamento é ferramenta de con­trole por excelência de todo o processo operacional da empresa, pois envolve toados os setores da companhia.
7.2.3-DEFINIÇÃO
Orçamento "nada mais é do que colocar na frente aquilo que está aconte­cendo hoje".
Orçar significa processar todos os dados constantes do sistema de informação contábil de hoje, introduzindo os dados previstos para o próximo exercício.
O orçamento não deixa de ser uma pura repetição dos relatórios gerenciais atuais, só que com os dados previstos. Portanto, não há basicamente nada de es­pecial para se fazer orçamento, bastando apenas colocar no sistema de informação contábil gerencial os dados que deverão acontecer no futuro.
7.2.4-OBJETIVOS
O objetivo do plano orçamentário não é apenas prever o que vai acontecer e seu posterior controle. Ponto básico e, entendemos, fundamental é o processo de estabelecer e coordenar objetivos para todas as áreas da empresa, de forma tal que todos trabalhem sinergicamente em busca dos planos de lucros.
O processo de estabelecer objetivos não é um processo de cima para baixo. Ao contrário, deve partir de baixo para cima, dentro da estrutura hierárquica da empresa.
No estabelecimento de objetivos, haverá o envolvimento de todos, numa ges­tão participativa, ao mesmo tempo em que se delegará responsabilidades.
Com isso, será possível a etapa final, que é o controle orçamentário e a aná­lise do desempenho e de suas variações.
7.2.5-PROCESSO DE ELABORAÇÃO
O orçamento normalmente é feito em três etapas, a saber:
previsão;
reprojeção;
controle.
A fase de previsão comporta todo o trabalho de cálculo propriamente dito, em que colocamos no pape! aquilo que a empresa espera e prevê que aconteça para o próximo exercício. É a etapa de elaboração dos quadros orçamentários.
Esta primeira etapa deve ser iniciada ao redor de seis meses antes do exer­cício a ser orçado, e é onde se verificam as condições atuais da conjuntura eco­nômica, das políticas de controle de preços, estimativas de inflação etc.
Na segunda etapa, os dados orçados são submetidos aos setores respon­sáveis e, após o retorno (feedback das peças orçamentárias e respectivas críticas, faremos o acerto das previsões iniciais. Esses dados deverão estar prontos entre 1 a 2 meses antes do início do exercício, de forma que os responsáveis por todas as áreas da empresa já se programem para o ano que se iniciará.
A etapa de controle é a última etapa, em que verificaremos se os objetivos previstos foram atingidos, através da análise das variações, em que se analisará o desempenho das áreas de responsabilidade e eventuais correções necessárias a serem feitas.
7.2.6-SEGMENTOS DO PLANO ORÇAMENTÁRIO
O plano orçamentário, que também é chamado orçamento global, comporta pelo menos três grandes áreas de orçamentos: o orçamento operacional, o orça­mento financeiro e de investimentos e a projeção dos demonstrativos contábeis.
Orçamento operacional
O orçamento operacional á que contém a maior parte das peças orçamentarias, pois engloba todos os orçamentos específicos que atingem a estrutura ad­ministrativa, a estrutura de produção e a estrutura de vendas da empresa. O orçamento operacional remete-nos à demonstração de resultados, ou seja, às peças orçamentarias das vendas, custos e despesas.
O ponto-chave do orçamento operacional é o orçamento de vendas. É o ponto de partida de todo o processo orçamentário.
Faremos a seguir algumas observações básicas sobre o orçamento de ven­das, bem como sobre os demais orçamentos operacionais. Procuraremos indicar, sumariamente, os itens que devem compor cada peça orçamentária.
7.2.7-ORÇAMENTOS PRINCIPAIS
Faremos uma apresentação de todos as principais peças orçamentárias, com base em nosso exemplo numérico integrado. Procuraremos ressaltar os critérios adotados na construção dos orçamentos, que, entendemos, apresentam uma visão prática de como devem ser feitas tais peças orçamentárias. É importante lembrar que existem outras técnicas e critérios de orçamentação, que podem ser mais com­plexas ou mais simples, adaptadas à realidade de cada entidade, seja ela com ou sem fins lucrativos. A finalidade de apresentar os aspectos práticos do exemplo numérico integrado objetiva evidenciar as principais características de cada peça orçamentária.
Orçamento de vendas
A orçamentação do que se vai vender pode ser feita a partir de pelo menos três métodos:
métodos estatísticos - neste caso, utilizaremos modelos estatísticos de correlação e análise setorial, via recursos computacionais, ou mesmo métodos estatísticos diretos de análise de tendências. Isso será possível quando o passado permite imaginar um comportamento futuro das vendas. É um método utilizado quando se tem muita dificuldade de se saber o que vai vender;
coleta de dados das fontes de origens das vendas - neste caso, o orçamento de vendas terá como base as informações vindas diretamente dos centros vendedores, e serão compiladas no setor de coordenação de orçamentos, formando então 0 orçamento de vendas. É um método aparentemente interessante, porém a diversidade das fontes de origens, bem como as possibilidades de inadequação de entendimento dos conceitos orçamentários poderão conduzir a resultados finais inconsistentes e até frágeis; c) uso final do produto - esse método será utilizado quando, através do conhecimento do uso final do produto de nossos clientes, a empresa pode orçar suas próprias vendas. Sabendo o que seu cliente vai vender, através do conhecimento dos programas de produção desses clientes, será um meio seguro de orçamentar as vendas da empresa, como fornecedora certa para esses clientes.
O orçamento de vendas dará também dois outros dados importantes:
a) previsão dos impostos sobre as vendas;
projeção da carteira de clientes (para o balanço a ser projetado).
Aspectos operacionais
O orçamento de vendas é calculado após a obtenção das informações quan­titativas do que se vai vender. É necessário uma segmentação pelos mercados em que a empresa atua, caso as condições de preços, impostos, prazos médios de financiamentos, políticas de crédito e outros eventos devam ser considerados.
Buscando sempre tratar corretamente os aspectos inflacionários, elaboramos primeiramente o orçamento de vendas em dólares, para depois avaliarmos em moe­da corrente, que é necessário também para as projeções do resultado e balanço patrimonial.
É importante que todas as receitas operacionais, além das de vendas dos principais produtos, sejam também orçadas. Receitas de produtos complementares (materiais de reposição, serviços, outras receitas operacionais etc.) devem ser in­corporadas ao orçamento de vendas, de modo que o orçamento de vendas reflita a Receita Operacional Bruta e a Receita Operacional Líquida.
Etapas de construção do orçamento de vendas
a) cálculo das quantidades estimadas de vendas de cada produto em seus principais mercados, por seus preços unitários em dólares, sem os impostos s vendas, para cada mês do ano;
b) cálculo dos impostos sobre vendas;
c) valorização em moeda corrente das vendas de cada mês;
d) previsão dos valores a receber para os balanços mensais projetados.
Impostos sobre Vendas
Devem ser considerados todos os impostos que levam ao conceito de Receita Operacional Bruta. Neste caso, devemos incluir também o IPI, pois ele fará parte dos valores a receber dos clientes, a serem considerados no fluxo de caixa d recebimentos de vendas e do pagamento dos impostos.
Contas a Receber de Cientes
O valor é obtido através dos dados de prazos médios de recebimento, detectados pelas técnicas de análise de balanço. É importante que os dados passado devam ser utilizados, porém não devemos esquecer-nos que as políticas de crédito aos clientes podem ser alteradas a qualquer momento. Faz-se necessário, assim verificar se os dados passados deverão ser considerados, ou deverão ser alterado em função de novas políticas creditais a serem adotadas.
Em nosso exemplo, consideramos que os dados passados, que evidenciaram um prazo médio de recebimento sobre a receita operacional bruta de 45 dias, de­vessem ser mantidos no orçamento.
Orçamento de estoques de produtos acabados e em processo
O orçamento dos estoques de produtos acabados e em Processo é decorrente de dois parâmetros básicos:
orçamento de vendas;
política de estoques.
A política de estoques da companhia indicará as metas e os volumes máximos ou mínimos que ela deseja manter em estoque para os produtos acabados. Esses dados normalmente são expressos em dias de venda, razão por que o orçamento de vendas é determinante para o volume de estoque a ser orçado para o final do exercício.
Esse item tem que ser integrado no sistema de informação contábil gerencial, como o prazo médio de estocagem, podendo ser medido pela análise de balanço através dos indicadores de atividades, como vimos no Capítulo 5.
Da mesma forma, a empresa tem uma política de estoques para produção em processo, que será tratada basicamente da mesma forma que os estoques de produtos acabados.
Tendo em vista que haverá necessidade de projeção no balanço dos estoques de produtos acabados e em processo, a preços médios de fabricação, teremos que providenciar a valoração desses estoques nesse tipo de avaliação contábil, para atender as necessidades da legislação fiscal e societária.
Aspectos operacionais
Os dados para política de estocagem incorporados no orçamento de estoques de produtos acabados podem ser obtidos através das técnicas de análise do capital de giro, via prazo médio de estocagem, ou rotação dos estoques. Como qualquer outro evento a ser orçado, nada impede que as políticas e metas sejam definidas diferentemente do que está ocorrendo.
Nesse sentido, empresas que estão implementando o Just In-Tlme provavelmente incorporarão no orçamento de estoque final de produtos acabados e em pro­cesso as metas desejadas para o ano a ser orçamentado.
Programa de produção
O programa de produção é decorrente dos dois orçamentos anteriores. Ba­seado nos estoques iniciais e finais de produtos acabados, e de posse das es­timativas de vendas, teremos a mensuração do volume de produção a ser produzido no próximo exercício, que fundamentará o programa de produção. Fica claro, então, que o orçamento de produção não é o primeiro orçamento a ser preparado.
Orçamento de compras, consumo e estoques de materiais
Essas três peças são interligadas, tanto em seus aspectos quantitativos como nos procedimentos de valoração. Para as peças orçamentárias de consumo e es­toques de materiais, teremos que trabalhar no mínimo dois conceitos de valoração. Primeiramente, deveremos trabalhar os preços médios ponderados (ou PEPS/UEPS) históricos, objetivando as projeções orçamentárias em moeda corren­te, para fins tributários e societários.
Posteriormente, para fins gerenciais, ou para fins de correção monetária integral e demonstrativos em moeda estrangeira, teremos que valorar os estoques a preços atualizados. Com relação ao consumo, temos duas opções de valoração. para fins gerenciais: a preços de reposição ou a preços de última compra corrigido. Temos optado pela segunda possibilidade, pois se consubstancia mais operacional e sistematizáveis, além de que, em nosso país, é muito próxima ou igual ao preço de reposição.
Orçamento de Estoques de Materiais
A feitura dessa peça orçamentária está calcada numa política de estoques de materiais e administração de produção. A empresa possui toda uma filosofia de planejamento de produção e estoques, a qual delineia as metas e volumes de estoques por categorias de insumos, que deseja em termos de volume máximo ou mínimo ao final dos períodos. Independentemente de que sistema a empresa utiliza para administração da produção (JIT, MRP), sempre haverá estoque de materiais.
Orçamento de Consumo de Materiais
Este orçamento é baseado na estrutura dos produtos, ou seja, é integrado com o sistema de informação de engenharia de produtos. Além da estrutura dos produtos, este orçamento integra-se com o sistema de informação de planejamento de produção, através dos conceitos de espera de materiais e requisição das fá­bricas, para determinar as quantidades de materiais (matérias-primas, componentes e materiais auxiliares) que serão necessários para a produção dos produtos.
Orçamento de Compras ou Fornecedores, Contas a Pagar e lmpostos Creditados das mercadorias adquiridas
As compras de matérias-primas, componentes e materiais auxiliares à produ­ção serão orçadas com base nos orçamentos de consumo e de estoques de ma­teriais. A diferença entre o consumo necessário e a política de estocagem de materiais dará as necessidades dos volumes a serem comprados.
Neste caso, não há necessidade da valoração a preços médios de aquisição, que não tem sentido, bastando apenas valoração a preços de compras.
Outra utilização deste orçamento é a projeção dos valores a pagar aos for­necedores. Adicionalmente, através deste orçamento é que faremos a projeção dos valores a pagar que constarão do balanço projetado, e determinaremos o prazo médio de pagamento futuro a fornecedores.
Além disso, dentro do orçamento de compras extrairemos os dados dos im­postos a serem creditados, incidentes sobre as mercadorias adquiridas.
Contas a Pagar a Fornecedores
A previsão das contas a pagar a fornecedores está ligada ao prazo médio de pagamento. Esse dado é obtido através de balanço e das necessidades de capital de giro. Normalmente, a empresa consegue um prazo média para pagar suas compras aos fornecedores. Se os dados obtidos no passado serão conseguidos no futuro, devemos utilizá-lo. Se a empresa tem conhecimento, outrossim, de alterações nas políticas de créditos dos fornecedores, que irão alterar as condições de pagamento dos fornecimentos de materiais, esse dado deverá ser considerado no orçamento. Para nosso exemplo, considerarmos o prazo médio de pagamento de 30 dias, sobre as compras brutas do período.
Orçamento de Impostos a recolher sobre mercadorias
Este orçamento é conseqüência dos impostos sobre mercadorias constantes nos orçamentos de vendas e de compras, de onde extrairemos as informações de impostos a serem recolhidos (ICMS, IPI, PIS, Cofins).
Também este orçamento já enviará informações para o balanço projetado, evi­denciando o saldo da conta Impostos a Recolher sobre Mercadorias, ao final dos períodos.
Os valores a serem orçados são apenas em moeda corrente.
Orçamento de mão-de-obra e despesas gerais
Orçamento de Mão-de-obra
Este orçamento apresentará os gastos previstos com as despesas com o pes­soal de toda a empresa. Os gastos com pessoal incluem toda o tipo de remune­ração paga aos funcionários da empresa, bem como os encargos sociais incidentes sobre a mão-de-obra.
Parte do orçamento de mão-de-obra está atrelada aos orçamentos de produção e vendas. O orçamento de produção, juntamente com o sistema de infor­mação do processo de produção, é que indicará a quantidade de mão-de-obra direta necessária para o programa de produção.
O orçamento de Vendas poderá ser determinante, dependendo da empresa, para estimativa de mão-de-obra de vendedores, caso um volume adicional de ven­das exija necessidade adicional dessa mão-de-obra.
O orçamento de mão-de-obra comporta maior ou menor detalhamento, depen­dendo da empresa. Se ela quer tratar, por exemplo, as diversas remunerações dos funcionários em orçamentos detalhados, como, por exemplo, orçamento de salários, orçamento de horas extras, orçamento de prêmios de venda, orçamento de adi­cionais legais etc., o orçamento de mão-de-obra deverá ter sub orçamentos. Da mes­ma forma, a empresa poderá detalhar os diversos encargos sociais decorrentes do quadro de funcionários, como: encargos legais, encargos de férias, encargos sociais espontâneos, tipo de transporte de funcionários, assistência médica, restaurantes etc.
De qualquer forma, é tradicional orçar, além dos gastos com a mão-de-obra, dois outros dados relativos à folha de pagamento:
a) número de funcionários, diretos e indiretos;
b) horas trabalhadas, diretas e indiretas.
Caso a empresa consiga ou queira desenvolver o conceito de orçamento por atividades, similarmente ao conceito de orçamento de centros de custos, deveremos prever a quantidade física de atividade que gera o consumo dos recursos (os direcionadores de custos).
Orçamento de Despesas
Tal orçamento também pode comportar inúmeras outras peças orçamentarias, dependendo das despesas mais comuns que a empresa tem e da relevância desses gastos no conjunto dos gastos totais.
Dependendo do comportamento das despesas, tipo variável, semivariável ou fixa, elas podem ser orçadas tendo como base orçamentos anteriores. Exemplifi­cando, se determinada despesa é considerada variável ou semivariável em relação à produção, o fator determinante para fazer a orçamento dessa despesa será o volume de produção.
Da mesma forma, se uma despesa tem um comportamento tipo variável em relação à quantidade ou valor vendido, o orçamento de vendas será a base para 0 orçamento dessa despesa especifica.
Orçamento de Mão-de-obra e Despesas por Centros de Custos ou Atividades
Apesar de termos tratado os orçamentos de mão-de-obra e de despesas como se fossem peças orçamentarias próprias, é muito comum a utilização do conceito de orçamento por centros de custos, obedecendo a hierarquia e departamentalização da empresa. Caso a empresa adote o conceito de custo ABC, os orçamentos dos departamentos deverão ser especificados pelas principais atividades existentes dentro deles.
A opção de orçar as despesas via orçamento dos centros de custos propicia a condição de envolvimento e participação de cada responsável dos centros de custos no plano orçamentário global.
Além disso, como na terceira etapa haverá o controle orçamentário, este será direcionado aos responsáveis, que reportarão as variações ocorridas. Em função disso, é recomendável fazer o orçamento por centros de custos em substituição aos orçamentos de mão-de-obra e de despesas.
Dentro do orçamento dos centros de custos, deverá haver a orçamentação das despesas de depreciação de cada departamento.
Orçamento Financeiro e de Investimento
Essa parte do orçamento global comporta os aspectos não operacionais ligados aos novos investimentos em ativos permanentes, bem como suas conseqüências em termos de financiamentos. Acoplados às peças orçamentarias do orçamento operacional, temos o orçamento de caixa.
Orçamento de investimentos
Esta peça orçamentaria não se liga apenas ao plano de curto prazo. Parte dos investimentos necessários para o próximo exercício é decorrente do planejamento estratégico de longo prazo. Exemplificando, os investimentos necessários para suportar os projetos de investimentos em novos produtos serão gastos efe­tuados no próximo exercício, mas que provavelmente serão para produtos a serem produzidos em exercícios futuros.
Isso quer dizer que o pessoal ligado à área operacional não tem conhecimento dessas necessidades de investimento, sendo essa a razão por que essa peça orçamentaria não está ligada ao orçamento operacional. O conhecimento dessas necessidades de investimento está com a alta administração da empresa, dentro do planejamento estratégico.
Análise das alternativas de investimentos
É condição intrínseca do orçamento de investimentos a aplicação das técnicas de análise das alternativas de investimentos e rentabilidade dos projetos.
Cada investimento a ser feito será objeto de um estudo específico de sua rentabilidade e das alternativas possíveis.
Orçamento de financiamentos
Identificam-se as necessidades de recursos de terceiros para fazer face aos novos investimentos, ou ã reformulação da estrutura de capital da companhia.
Incorporam-se a este orçamento as necessidades de amortizações de financiamentos anteriores.
Orçamento de despesas financeiras
Este orçamento leva em consideração as despesas financeiras com os novos financiamentos, que serão necessários e fazem parte do orçamento de financia­mentos bem como o serviço da dívida dos financiamentos já existentes na com­panhia.
Orçamento de caixa
É a peça orçamentaria que junta todos os orçamentos particulares, traduzin­do-se num resumo de todo o orçamento operacional, e adicionando-se as peças orçamentarias do orçamento financeiro e de investimentos.
Dentro do orçamento de caixa, ou projeção do fluxo de caixa, obteremos o último dado necessário para a construção da projeção de resultados, que são as receitas financeiras.
A previsão das receitas financeiras é decorrente dos excessos de caixa que serão aplicados no mercado financeiro.
7.2.8-PROJEÇÃO DOS DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS
O terceiro segmento do orçamento global compõe-se da projeção de todos os demonstrativos contábeis.
Como já vimos, cada peça orçamentaria, quando é o caso, traz dentro dela as informações necessárias para a elaboração dos demonstrativos contábeis pro­jetados.
A projeção dos demonstrativos contábeis encerra todo o processo de orçamentação anual, e com eles a alta administração da empresa pode fazer as aná­lises financeiras e de retorno de investimentos que justificarão todo o plano orçamentário.
Além disso, são imprescindíveis tais projeções, tendo em vista que tanto 0 balanço patrimonial, como a demonstração de resultados, são os pontos-chaves para o encerramento fiscal e societário da empresa, onde se apurarão os impostos sobre o lucro, bem como as perspectivas de distribuição de resultados.
Demonstrativos contábeis a serem projetados
São eles:
a) Demonstração dos Resultados; b) Balanço Patrimonial;
c) Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos; d) Fluxo de Caixa.
Dentro da projeção da demonstração de resultados, incorporaremos os dados adicionais faltantes, quais sejam:
a) Previsão do Saldo de Correção Monetária; b) Previsão da Equivalência Patrimonial;
c) Previsão dos Resultados não Operacionais.
As demonstrações contábeis projetadas serão primeiramente em moeda corrente, e depois transformadas na moeda forte que a empresa se utiliza nor­malmente para seu gerenciamento global, setorial e específico.
Análise financeira das projeções
Tendo projetado os demonstrativos contábeis, poderemos agora fazer uma análise financeira desses demonstrativos para verificarmos todos os indicadores que poderão acontecer no futuro, decorrentes do orçamento global.
É o processo tradicional de análise de balanço ou análise financeira, dentro dos padrões pelos quais a empresa faz mensalmente essa análise, com os dados passados e correntes. São os indicadores de liquidez, atividades e rentabilidade, análise vertical e horizontal etc.
Ponto de equilíbrio projetado
Também com base nas projeções dos demonstrativos contábeis, a empresa passa a vislumbrar uma eventual nova posição de seu ponto de equilíbrio, que, posteriormente, poderá forçar novas reprojeções do orçamento.
Retorno dos investimentos
Como conclusão da projeção dos demonstrativos contábeis poderemos fazer uma pré-avaliação do retorno dos investimentos, atuais e projetados, e se todo o trabalho desenvolvido está de acordo com o planejamento estratégico da empresa.
7.2.9-ORÇAMENTO EMPRESARIAL
O orçamento tem uma visão perspectiva de futuro, e utilizado para projetar como estará a empresa em um determinado período de tempo. Permitindo antecipar os problemas, identificar solução, avaliar estas ações e ajudar como sanar os problemas.
1- Visão geral do orçamento;
2- Orçamento de resultado;
3- Orçamento de investimento;
4- Orçamento de Caixa;
5- Análise Orçamentária.
1- Visão geral do orçamento;
Verificamos o nível geral de informação onde constatamos pelo:
-DRE;
-Balanço patrimonial
2- Orçamento de resultado;
Desdobrando o DRE e Balanço patrimonial permite que possamos desenvolver o orçamento de resultado, que com isso possamos analisar o porque do nosso balanço estar trabalhando com prejuízo ou lucro, isto ocorre devido o alcance da analise feito pelo DRE, onde demonstra se realizamos muitas receitas ou efetuamos muitos gastos.
O orçamento de resultado, é uma projeção do resultado do exercício.
O orçamento de resultado, trabalha-se diretamente com analise no DRE.
3- Orçamento de investimento;
É um trabalho feito de previsão no investimento em máquinas, veículos e etc., isto é feito uma analise para investimento futuros no ativo permanente da empresa.
O orçamento de Investimento, é uma projeção parcial do balanço patrimonial, com a conta do ativo permanente.
O orçamento de investimento, trabalha-se diretamente com uma parte do balanço patrimonial, ativo permanente.
O orçamento de investimento faz-se a composição de quadros analíticos que possibilita projetar os possíveis investimentos a empresa em relação à maquinários, veículos e etc.
4- Orçamento de Caixa;
É um trabalho feito de previsão no ativo e passivo circulante, pois é dai que possamos fazer uma previsão no que tem a receber e pagar na empresa.
O orçamento de caixa, é uma projeção parcial do balanço patrimonial, com a conta do ativo e passivo circulante.
O orçamento de caixa, trabalha-se diretamente com uma parte do balanço patrimonial, ativo e passivo circulante.
O orçamento de caixa e realizado com projeções efetivas da entrada de dinheiro no caixa através das vendas.
A projeção de saída de dinheiro do caixa é realizado através das compras de materiais para estoques, ativo fixo ou mesmo para consumo no decorrer do período.
Este orçamento trabalha em conjunto com todos os outros orçamento empresarial, pois tudo passa-se por este sistema.
O orçamento para o período deve ser avaliados:
-As Vendas, que deverão ser projetados de acordo com a proposta de venda que se prontifica a empresa.
-Os custo de vendas, que deverão ser projetados em relação à projeção das vendas que se propõe a empresa.
-Despesas Comerciais, utiliza-se a projeção em nível de pesquisa ou atribuir percentual para realizar, de acordo com quadros analíticos comparativos com outros meses.
5- Analise Orçamentaria.
A analise orçamentaria nos possibilita fazer cortes em gastos, ou mesmo investimentos em materiais que sem este trabalho não possibilitaria a realização do mesmo.
Sendo assim este trabalho é de suma importância para o bom andamento nas informações empresariais e andamento da empresa.
7.3-ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
As empresas não são amorfas (sem forma definida). Nem estáticas. Elas têm uma constituição, um organismo que vive e palpita, que cresce e se desenvolve, e que precisa ser organizado e estruturado para funcionar melhor.
Normalmente em nossos lares, temos cada coisa no seu devido lugar, seja na sala, na cozinha, em cada quarto: tudo é organizado de uma maneira lógica e racional. Também nas , as pessoas, os equipamentos, enfim todos os recursos empresariais, são alocados e arranjados de acordo com as suas funções, de uma maneira lógica e racional. O papel da organização administrativa é exatamente alocar, arranjar, agrupar, reunir, dividir o trabalho, especializar, para que as atividades sejam executadas da melhor maneira possível.
7.3.1-OBJETIVO DA ORGANIZAÇÃO
A organização administrativa serve para agrupar e estruturar todos os recursos da empresa - pessoas e equipamentos - para permitir o alcance dos objetivos almejados da melhor forma possível. Assim, o objetivo da organização é agrupar as pessoas para que estas trabalhem melhor em conjunto. A organização existe porque o trabalho empresarial a ser realizado é possível para uma só pessoa. Daí, a necessidade de muitas pessoas em conjunto executado atividades diferentes, o que conduz a um novo problema: a da coordenação entre as pessoas.
7.3.2-PRINCÍPIOS BÁSICOS DE ORGANIZAÇÃO
a) Principio da especialização:
A organização deve fundamentar-se na divisão do trabalho que provoca a especialização das pessoas em determinadas atividades. A especialização produz um incremento da quantidade e qualidade do trabalho executado.
b) Principio da definição funcional:
O trabalho de cada pessoa, a atividade de cada órgão e as relações de autoridade e responsabilidade são aspectos que devem ser claramente definidos por escritos. As empresas geralmente utilizam o organograma, a descrição do cargo ou o manual de organização para atender ao principio da definição funcional. O importante é deixar clara a posição de cada pessoa ou órgão na estrutura organizacional da empresa.
c) Principio da paridade da autoridade e responsabilidade:
Autoridade como sendo o poder de dar ordens e exigir obediência ao subordinado e a responsabilidade como dever de prestar contas ao superior. O principio de paridade salienta que deve haver uma correspondência entre o volume de autoridade e de responsabilidade atribuída a cada pessoa ou órgão. Essa equivalência é necessária para evitar que certas pessoas ou órgãos tenham excessiva responsabilidade sem a necessária autoridade. Ou, caso contrário, demasiada autoridade para muito pouca responsabilidade.
O enunciado deste principio é: a responsabilidade deve corresponder uma autoridade que permita realizá-la e a cada autoridade deve corresponder uma responsabilidade equivalente.
d) Principio escalar:
É decorrente do principio anterior: cada pessoa deve saber exatamente a que prestar contas e sobre quem possui autoridade. Refere-se à cadeia de relações diretas de autoridade de um superior para um subordinado em toda a organização, desde a sua base até a cúpula, onde geralmente está o chefe principal como autoridade máxima.
e) Principio da funções de linha e de staff:
Deve se definir, da maneira mais clara possível, não só a quantidade de autoridade atribuída a cada pessoa ou órgão, mas também a natureza dessa autoridade. Este principio leva à distinção entre autoridade de linha e autoridade de staff, ou, melhor dizendo, entre as funções de linha e de staff dentro da empresa.
As funções de linha são aquelas diretamente ligadas aos objetivos principais da empresa, enquanto as funções de staff são aquelas que não se encontram diretamente ligadas àqueles objetivos. O critério da distinção é o relacionamento direto ou indireto com os objetivos empresariais e não o grau de importância de uma atividade sobre a outra.
7.4- ORGANOGRAMA
Como o próprio nome indica, organograma é o gráfico que representa a organização formal de uma empresa, ou seja, a sua estrutura organizacional.
O organograma é composto de retângulos (que representam os cargos ou órgãos) que são ligados entre si por linhas (que representam as relações de comunicação). Quando as linhas são horizontais, elas representam relações laterais de comunicação. Quando são verticais, representam relações de autoridade (do superior sobre o subordinado) ou relações de responsabilidade (do subordinado em relação ao superior). O que não está ligado por linha nenhuma não tem relação entre si.
7.5- DIREÇÃO ADMINISTRATIVA
Para que uma empresa funcione adequadamente ela precisa ser dirigida. Em outros termos, ela precisa ser governada e orientada para os objetivos pretendido. Sem a direção, a empresa fica à deriva, sem rumo certo. A direção se relaciona diretamente com a maneira pela qual o objetivo deve ser alcançado através das atividade que devem ser realizadas. Estabelecidos os objetivos, definido o planejamento, organizados os trabalhos, cabe à direção fazer executar as coisas. Todo trabalho deve ser dirigido para o alcance dos objetivos. Se as pessoas que trabalham em uma empresa não conhecem os objetivos que elas devem alcançar, os seus esforços serão feitos ao acaso. A administração se baseia no trabalho de muitas pessoas em conjunto e torna-se necessário orientar o comportamento dessas várias pessoas, integra-los e dirigi-los rumo aos objetivos empresariais.
A direção constituí a terceira etapa do processo administrativo, depois do planejamento e da organização. Enquanto o planejamento e a organização são etapas anteriores à execução dos trabalhos, a direção é a etapa concomitante ou simultânea a ela. Direção é a função administrativa que conduz e coordena o pessoal na execução das atividade planejadas e organizadas. Significa orientar e coordenar o trabalho dos subordinados. No fundo, dirigir significa interpretar os objetivos e os planos para os outros e dar as instruções sobre como executá-los. trata-se de atuar diretamente sobre pessoas para conseguir que executem as suas atividades.
A importância da direção está em que nada adianta um bom planejamento e uma boa organização se as pessoas trabalham sem uma orientação e coordenação adequada. Daí, a direção ser considerada a mais importante das funções administrativas, a essência do Trabalho do bom administrador.
7.5.1-PRINCÍPIOS BÁSICOS DE DIREÇÃO
a) Princípio da unidade de comando:
Cada subordinado deve subordinar-se a um e a apenas um superior. A recíproca deste principio é a de que deve haver uma autoridade única sobre cada pessoa na empresa, para evitar a duplicidade de ordens.
b) Principio da delegação:
É preciso que todas as atividade necessárias à realização dos objetivos empresariais sejam delegadas a um nível que possa executá-las adequadamente. A delegação significa a designação de tarefas, a transferência de autoridade e a exigência de responsabilidade pela execução daquelas tarefas.
c) Principio da amplitude de controle:
Também chamado principio de âmbito de controle, refere-se ao número ideal de subordinados que cada chefe pode supervisionar diretamente. Seu enunciado é o seguinte: cada chefe deve ter um número adequado de subordinados para poder supervisioná-los adequadamente.
d) Principio da coordenação:
Também chamado principio das relações funcionais. Diz ele: todas as atividade devem ser coordenadas e integradas tendo em vista um objetivo comum.
7.5.2-INSTRUÇÕES E ORDENS
Para dirigir os subordinados, o administrador deve dar ordens ou instruções, para que estes saibam o que devem fazer e quando fazer. Tanto a ordem quanto a instrução servem para fazer iniciar, modificar e cessar uma tarefa ou atividade. Porém, a ordem se refere ao que fazer quando, enquanto a instrução se refere ao como fazer alguma tarefa ou atividade.
Mas estas ordens e instruções devem saber como dar, porque muitas vezes podem perder produção, fazer serviços errados, ou até mesmo provocar acidentes, por motivos de rispedez e falta de educação.
Quando tratamos com pessoas, lembremo-nos sempre que não estamos tratando com criaturas de lógicas. Estamos tratando com criaturas emotivas, criaturas suscetíveis às observações norteadas pelo orgulho e pela vaidade.
7.5.3-MOTIVAÇÃO
Vimos que, para dirigir os subordinados, o administrador deve dar ordens e instruções, comunicar e motivar. A motivação é um poderoso instrumento de direção. Um motivo é qualquer coisa que leva uma pessoa a praticar uma ação. um motivo é a causa, a razão de algum comportamento. Como as pessoas são diferentes entre si e reagem individualmente a uma mesma situação, a direção deve levar em conta essas diferenças individuais e tratar as pessoas adequadamente.
Motivar, portanto, significa despertar o interesse e o entusiasmo por alguma coisa.
O estudo da motivação parte do estudo dos motivos ou necessidade humanas, sendo elas:
a) Necessidade Vegetativa (ou fisiológica) são as necessidade vitais relacionadas com a sobrevivência da pessoa. Ex.: alimentação, água, sono, exercício físico, agasalho e etc.
b) Necessidades de segurança são as necessidades relacionadas com a proteção contra os perigos reais ou imaginários. Ex.: fuga ao período, desejo de estabilidade na empresa, desejo de proteção, etc.
c) Necessidade Sociais relacionadas com a vida associativa com outras pessoas. Ex.: desejo de amor, de afeição, de participação no grupo, relações de amizade, etc.
d) Necessidades de Estima relacionadas com o amor-próprio e com a auto-avaliação da pessoa. Ex.: desejo de autoconfiança, reputação, reconhecimento, prestigio, status, etc.
e) Necessidades de realização relacionadas com o autodesenvolvimento da pessoa. Ex.: auto-realização, auto-satisfação, etc.
7.5.4-LIDERANÇA
Para dirigir as pessoas, não basta apenas dar ordens e instrução, comunicar e motivar. É preciso ainda liderar. E aí está outro desafio para o administrador. Liderança é a capacidade de influenciar as pessoas. Para dirigir pessoas, deve-se influenciar os seus comportamentos. Durante muito tempo, achava-se que a liderança era uma qualidade pessoal determinada por características de personalidade. Atualmente, aceita-se a existência de três fatores de liderança, isto é três fatores na capacidade de liderar pessoas:
a) Posição hierárquica: decorrente da autoridade em relação aos subordinados. Quanto mais alta a posição hierárquica, maior a força de liderança oferecida pela estrutura organizacional ao administrador.
b) Competência Profissional: é resultante dos conhecimentos gerais (cultural geral) e específicos (cultura técnica) que o administrador possui. Quanto maior a competência profissional, maior a força de liderança que o próprio administrador possui.
c) Personalidade: decorrente das qualidades pessoais do administrador, como seu temperamento, caráter, relacionamento humano, inteligência, compreensão etc. A personalidade constitui uma base importante para a liderança. Se não houver facilidade no tratamento com as pessoas, de nada valem a posição hierárquica e a competência profissional. Convém lembrar que liderar é influenciar o comportamento das pessoas.
Três tipos de lideres:
a) Autocrático: sua principal característica é a de que o líder é quem toma decisão e impõe as ordens aos subordinados, sem sequer explicá-las ou justificá-las. Os subordinados não têm liberdade de atuação, pois o líder autocrático controla rigidamente a sua atividade e não lhes explica o objetivo de seu trabalho.
b) Liberal: o líder se omite e não se impõe, enquanto os subordinados se tornam os donos da situação. Há uma completa e total liberdade de atuação para os subordinados. Nenhum controle sobre o seu trabalho. Todavia, os objetivos do trabalho não são explicados.
c) Democrático: é o tipo de liderança que fica no meio-termo entre a autocrática e a liberal, evitando as desvantagens de ambos. O trabalho é apresentado pelo líder aos subordinados, que lhes dá as diversas alternativas de execução e os objetivos que devem ser alcançados. O assunto é debatido com os subordinados que fazem sugestões, as quais, se viáveis, são aceitos pelo líder.
7.6- COORDENAÇÃO
Coordenar, consiste em unir e harmonizar todas as atividades e esforços de diferentes pessoas ou órgãos da empresa, tendo em vista um objetivo comum.
7.7-CONTROLE ADMINISTRATIVO
Controle é a função administrativa que consiste em medir e corrigir o desempenho dos subordinados para assegurar que os objetivos da empresa sejam atingidos. A tarefa de controle é verificar se tudo está sendo feito de conformidade com o que foi planejado e organizado, de acordo com as ordens dadas, para identificar os erros ou desvios, a fim de corrigi-los e evitar sua repetição.
OBJETIVO E IMPORTÂNCIA
a) Correção das falhas ou erros: o controle serve para detectar falhas ou erros, seja no planejamento, na organização ou na direção e apontar as medidas corretivas.
b) Prevenção de novas falhas ou erros: Ao corrigir falhas ou erros, o controle aponta meios de evitá-los no futuro.
PROCESSO DE CONTROLE
a) Estabelecimento de padrões: a primeira etapa do controle é a fixação dos padrões a serem obedecidos. Um padrão é um resultado desejado, uma norma para se estabelecer o que se deverá fazer, uma bitola previamente fixada, e que servirá de marco para comparar o desempenho futuro.
Tipos de padrões:
1- Padrões de quantidade
2-Padrões de qualidade
3-Padrões de tempo
4-Padrões de custo
b) Avaliações do desempenho: a segunda etapa do controle consiste em se avaliar ou mensurar o que está sendo feito.
c) Comparação do desempenho com o padrão estabelecido: é a terceira etapa do controle. Consiste em comparar o que está sendo feito com o padrão estabelecido para verificar se há diferença, variação, erro ou falha.
d) Ação corretiva: é a ultima etapa do controle. Consiste na correção da variação, do erro ou falha. Se o desempenho foi de acordo com o padrão, não há ação corretiva. O objetivo do controle é identificar quando, quanto, onde, e corrigir.
8- ANÁLISES
A análise de balanço ou análise financeira é um dos instrumentos mais im­portantes no processo de gerenciamento contábil global. É comum o conceito de análise de balanço de demonstrativos contábeis de outras empresas, através de balanços publicados.
Entendemos que as técnicas de análise de balanço são importantes para o conhecimento econômico-financeiro de outras empresas, notadamente concorrentes e fornecedores. O mais importante do instrumento de análise de balanço, porém, é a sua utilização internamente pela empresa.
Também não julgamos importante a visão de análise de balanço apenas com relação aos relatórios contábeis publicados.
Novamente, insistimos que a grande utilidade dessa ferramenta é o acompanhamento mensal dos indicadores escolhidos. Através desse acompanhamento da tendência que os mesmos irão evidenciar, teremos seguramente uma visão I das operações e do patrimônio empresarial, e poderemos tomar medidas cor­' as do rumo dos negócios, se as conclusões do acompanhamento analítico dos . indicadores assim o exigir.
8.1-GERENCIAMENTO CONTÁBIL SETORIAL OU ANALISE SETORIAL
São poucas as empresas que só produzem e comercializam um único produto. modo geral, uma empresa tende a ter mais de uma linha de produto e, dependendo do porte, divisões especificas para produzir determinados produtos ou de produtos.
O escopo do gerenciamento contábil setorial é utilizar os dados contábeis para controle e acompanhamento das divisões responsáveis pela produção e comercialização das linhas de produtos da empresa, de forma a segregar seus resultados.
Basicamente, as técnicas de gerenciamento contábil setorial são as mesmas técnicas contábeis utilizadas para o gerenciamento contábil global. Praticamente todos indicadores globais são válidos para analisar o comportamento setorial. Não dúvida de que determinados aspectos são de maior relevância e competência administração central, como a administração dos recursos financeiros, mas as demonstrações contábeis básicas e suas principais análises são utilizadas no gerenciamento setorial.
Não necessariamente o gerenciamento contábil setorial se aplica apenas a empresa é segmentada em divisões. É possível, mesmo a empresa não dispondo a fazer o divisionamento explícito de suas linhas de produtos, fazer-se-a o gerenciamento setorial através da identificação dos segmentos geradores de resultados da companhia. Dessa forma, far-se-á o gerenciamento setorial atra­vés dessa identificação contábil de setores ou atividades passíveis de geração resultados para a empresa. É óbvio que, quando há o divisionamento claro, 'contabilização fica mais fácil e com melhor visualização.
Existem corporações que fazem juridicamente o divisionamento da companhia, através da criação de empresas para distinguir suas divisões e unidades de ne­gócios geradoras de resultados, ficando com uma empresa controladora adminis­trando societariamente os diversos segmentos empresariais.
9- PROVISÃO E PREVISÃO CONTÁBIL
9.1-Provisões contábeis, são reservas destinadas a cobrir despesas provenientes de perdas ou obrigações previstas, que a lei do imposto de renda admite como computáveis na determinação do lucro real, sob circunstância específicas. Constitui-se em garantias de valores sujeitos à corrosão ou à não realizações de direitos.
As provisões podem ser compensadas na determinação do lucro real, desde que expressamente autorizadas pelo imposto de renda, tais como:
Provisão para imposto de renda;
Provisão para perda em investimento;
Provisão para férias;
Provisão para 13º salário.
Existem provisões sujeitas à opção de periodicidade do balanço, entre as quais, gratificações a empregados ou exaustão de recursos minerais ou florestais, cujas compensações mensais seriam inviável.
9.2-previsões contábeis, é uma prévia estimativa de um fenômeno que certamente ocorrerá em um patrimônio.
Na administração econômica, pode-se dizer que previsão é o ato de prever por antecipação os resultados das operações futuras.
Na contabilidade, a previsão é representada pelo orçamento a priori, quer estejam eles prevendo a receita, autorizando a despesas ou calculando por antecipação o custo de produção.
A previsão é uma das armas administrativas que os empresários lançam mão para determinar com pequenas margens de erro as metas a serem atingidas por um patrimônio.
As previsões devem ser baseadas em dados que correspondem às atividades passadas conjugadas com as pesquisas recentes e probabilidades futuras, a fim de se determinar os possíveis efeitos dos empreendimentos empresariais.
As previsões nada mais são do que repetição de fatos passados, porque delas são retirados os valores como utilização base.
As previsões podem ser:
Previsão administrativa, quando troca o roteiro a ser segundo pela administração;
Previsão agrícola, quando cuida do orçamento das propriedades agrícolas;
Previsão bancária, quando é feita para atender as necessidades dos estabelecimentos de créditos;
Previsão comercial, quando atende aos interesses das empresas cuja atividades específica é o comercio;
Previsão de aquisição, quando é feita para orientar as empresas em seus investimentos;
Previsão da produção, quando dita as normas e critérios a serem adotados na elaboração dos produtos;
Previsão de custos, quando planeja e estuda os problemas de custos, dando ao empresário elementos seguros para orientar a produção, no que tange as aplicações de materiais, despesas, etc.
Previsão de instalações, quando estuda e idealiza a forma de adaptar uma empresa, além de fornecer um custo aproximado para tal fim;
Previsão departamental, quando determina a priori os gastos e serviços de cada departamento.
10- REALIZÁVEL E EXIGÍVEL A LONGO PRAZO CONTABILMENTE
Segundo a Lei 6.404/76, considera-se longo prazo todo fato que ocorre superior a um ano, ou seja o seu ciclo operacional é após o exercício social seguinte.
Isto quer dizer que um fato para ser considerado longo prazo tanto por parte do realizável como no exigível, conta-se o ano base que ocorre o fato, mais o ano seguinte, depois disto avalia-se longo prazo.
Para identificarmos melhor usaremos como exemplos:
1- A empresa realizou a venda de uma mercadoria no valor de R$ 50.000,00 em 01/02/x0, sabendo que o recebimento ocorrerá em 30 parcelas (30 meses).
Analisa-se desta forma:
De 01/02/x0 à 31/12/x0 é o exercício social (quando ocorreu o fato) 11 meses;
De 01/01/x1 à 31/12/x1 é o exercício social seguinte (o ano seguinte ao fato ocorrido) 12 meses;
Podemos observar que 23 meses é analisado como curto prazo, pois identifica o exercício social, e ainda o exercício social seguinte, possibilitando um valor de duplicatas a receber a curto prazo de R$ 38.333,33.
De 01/01/x2 à 31/07/x2 é o realizável a longo prazo, pois corresponde as 7 ultimas parcelas a serem recebidas, totalizando um valor de R$ 11.666,67 de realizável a longo prazo, fechando com o valor geral da venda de R$ 50.000,00.
Lançamento Contábil:
01/02/x0
D- Duplicatas a Receber – Curto Prazo
C- Venda de Mercadorias
Venda de mercadorias a prazo correspondendo 30 parcelas sendo 23 parcelas dentro do exercício a curto prazo.
Valor 38.333,33
01/02/x0
D- Duplicatas a Receber – Longo Prazo
C- Venda de Mercadorias
Venda de mercadorias a prazo correspondendo 30 parcelas sendo 7 parcelas dentro do exercício a longo prazo.
Valor 11.666,67
2- A empresa realizou a compra de uma mercadoria no valor de R$ 50.000,00 em 01/12/x0, sabendo que o pagamento ocorrerá em 14 parcelas (14 meses).
Analisa-se desta forma:
De 01/12/x0 à 31/12/x0 é o exercício social (quando ocorreu o fato) 1 mês;
De 01/01/x1 à 31/12/x1 é o exercício social seguinte (o ano seguinte ao fato ocorrido) 12 meses;
Podemos observar que 13 meses é analisado como curto prazo, pois identifica o exercício social, e ainda o exercício social seguinte, possibilitando um valor de duplicatas a pagar a curto prazo de R$ 46.428,57.
De 01/01/x2 à 31/01/x2 é o realizável a longo prazo, pois corresponde a ultima parcela a ser paga, totalizando um valor de R$ 3.571,43 de realizável a longo prazo, fechando com o valor geral da compra de R$ 50.000,00.
Lançamento Contábil:
01/12/x0
D- Imobilizado
C- Duplicatas a Pagar – Curto Prazo
Compra de mercadorias a prazo correspondendo 14 parcelas sendo 13 parcelas dentro do exercício a curto prazo.
Valor 46.428,57
01/12/x0
D- Imobilizado
C- Duplicatas a Pagar – Longo Prazo
Compra de mercadorias a prazo correspondendo 14 parcelas sendo 1 parcela dentro do exercício a longo prazo.
Valor 3.571,43
3- A empresa realizou a venda de uma mercadoria no valor de R$ 50.000,00 em 01/02/x0, sabendo que o recebimento ocorrerá em 23 parcelas (23 meses).
Analisa-se desta forma:
De 01/02/x0 à 31/12/x0 é o exercício social (quando ocorreu o fato) 11 meses;
De 01/01/x1 à 31/12/x1 é o exercício social seguinte (o ano seguinte ao fato ocorrido) 12 meses;
Podemos observar que 23 meses é analisado como curto prazo, pois identifica o exercício social, e ainda o exercício social seguinte, possibilitando um valor de duplicatas a receber a curto prazo de R$ 50.000,00.
Lançamento Contábil:
01/02/x0
D- Duplicatas a Receber – Curto Prazo
C- Venda de Mercadorias
Venda de mercadorias a prazo correspondendo 30 parcelas sendo 23 parcelas dentro do exercício a curto prazo.
Valor 50.000,00
Concluímos que não considera longo prazo a quantidade de meses que há de pagar ou receber, mas sim o sistema de avaliação do que se considera o sistema longo prazo.
Vimos que 14 parcelas a serem pagas considera-se longo prazo, devido quando ocorreu o fato contábil, e 23 parcelas que tinha a receber considerou tudo curto prazo, também devido a ocorrência do fato.
Desta forma identificamos como realizável ou exigível a longo prazo o fato que estiver seguindo o preceito da Lei 6.404/76 da Sociedade Anônima.
CONCLUSÃO
Este trabalho foi de suma importância para nosso conhecimento, pois tudo o que procurávamos para verificar o que é contabilidade gerencial, deixavam duvidas, com isso fomos em busca de algo que demonstrava a perfeita identificação de executar contabilidade gerencial.
E chegamos a este trabalho, onde especificamos o conceito de contabilidade gerencial, e deste momento em diante apresentamos a parte I de nosso trabalho que para executar um bom trabalho de contabilidade gerencial temos que conhecer primeiramente os fundamentos contábeis, depois realizarmos a busca de conhecermos custos, sendo a parte primordial de se realizar uma boa contabilidade gerencial, em seguida apresentar as demonstrações financeiras, pois sem elas não podemos ter idéias ou mesmo sabermos qual é a empresa que esta em nossas mãos para executar uma analise e interpretação dos dados.
Tudo isto trabalhando com base em uma empresa simples, onde constata-se que 95% (noventa e cinco porcento) de todo o nosso país é composto por empresas simples, com isso este trabalho esta direcionado a esta gama de empresários, claro não se esquecendo do grande empresário, pois estes dados são de suma importância também para ele, porque é de fácil entendimento e com isso ele mesmo pode tomar conhecimento de como esta sendo realizado o trabalho de sua empresa, não deixando por conta apenas dos administradores ou mesmo contadores.
A Segunda parte demonstra as analises necessárias para as tomadas de decisões, é quando já estamos com todos os fatos apurados, e neste momento tomaremos as decisões necessárias.
A terceira parte e ultima são informações complementares para dar maior ênfases no diagnóstico de contabilidade gerencial, qualquer duvida que possa surgir no desenvolvimento do trabalho a parte complementar tenta trazer informações com mais clarezas e talvez até informações novas que o contador, administrador ou mesmo empresário necessita .
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIAS
ANTONY, Rbert N. Introdução à Contabilidade Gerencial, Tradução Luiz Aparecido Caruso Activity - Based - Costing (ABC), A poderosa estratégia Empresarial, São Paulo, Editora Pioneira,1994.
CALDERELLI, Antonio. Enciclópedia contábil e comercial brasileria, CETEC, São Paulo, 1999
CREPALDI, Silvio Crepaldi, Contabilidade Gerencial, Ed. Atlas, São Paulo, 1999.
CRC-SP e IBRACON - Curso de Contabilidade Gerencial, São Paulo, Atlas, 1993
Equipe de Professores da USP - Contabilidade Introdutória.
FIGUEIREDO, Sandra e Caggiano, Paulo Cesar - Controladoria (teoria e pratica) - São Paulo, Atlas, 1992.
FIPECAPI, Manual de Contabilidade das S/A. São Paulo: Atlas.
FIPECAF, Manual de Contabilidade das Sociedade por Açoes, aplicavel também as demais sociedades, 3ª edição, São Paulo Atlas, 1991
FRANCO, Hilario. Contabilidade Comercial. Ed. Atlas
FRANCO, Hilario - Contabilidade Geral.
HORNGREN, Charles T. Introdução à contabilidade gerencial.
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos 8. ed. São Paulo, Atlas, 2001
MUSSOLINI,Orru - Contabilidade Geral: Fundamentos. SãoPaulo: Scipione, 1990.
PIZZOLATO, Nélio D., Introdução à contabilidade Gerencial, Edit. Makron Books, São Paulo, 1999.
RIBEIRO, Osni Moura - Contabilidade Básica.
RIBEIRO, Osni Ribeiro. Contabilidade Comercial Fácil. Ed.Saraiva
SÁ, A. Lopes. Plano de Contas. São Paulo: Ed. atlas. 6ª Ed. 1989.
STANDERSKI, Wlademiro. Contabilidade Aplicada à Empresa.São Paulo: pioneira.
Treinamento Programado da IOB. Curitiba.
WALTER, M. Augusto. Normas Contábeis. Atlas.